As dietas detox têm ganhado popularidade nos últimos anos, prometendo eliminar toxinas, promover a perda de peso e melhorar a disposição. Normalmente, estas dietas envolvem períodos de restrição alimentar, consumo de sumos naturais, chás, sopas ou alimentos considerados “limpos” e ricos em antioxidantes.
No entanto, a verdade científica por trás delas é menos glamorosa do que as redes sociais fazem parecer. O nosso corpo já possui um sistema altamente eficiente de desintoxicação — fígado, rins, pele e pulmões trabalham em conjunto para eliminar substâncias nocivas diariamente. Até ao momento, não existem evidências sólidas de que uma dieta detox acelere ou melhore esse processo de forma significativa.
Apesar disso, algumas pessoas relatam sentir-se mais leves ou energizadas durante estas dietas, mas isso geralmente deve-se à redução de alimentos processados, açúcar e álcool, e ao aumento do consumo de frutas, vegetais e água. O problema é que muitas dietas detox são extremamente restritivas, o que pode levar a défices nutricionais, perda de massa muscular e até problemas de saúde se forem prolongadas.
Se a ideia é “desintoxicar”, o melhor é adotar hábitos alimentares equilibrados a longo prazo, com muita fruta, legumes, cereais integrais, proteínas magras e água, reduzindo o consumo de ultraprocessados. Isso sim é um “detox” verdadeiro, saudável e sustentável.

























