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A História do Professor Tomé

Relatos de um estudante moçambicano: Parte 2: A História do Professor Tomé

Eu conheci o Professor Tomé quando eu estava na 12ª classe, ele era recém-formado como professor de francês e a minha turma foi a primeira que ele leccionou.

O professor Tomé era muito jovem, estava sempre cheio de energia e entusiasmo durante as aulas, sempre atento e disposto a ajudar os alunos com dificuldades. As minhas colegas sempre tentavam aproximar-se dele mais do que deviam mas ele sempre afastava-se, eu nunca havia visto o professor em conversas suspeitas com alguma aluna – a relação era sempre professor e aluno, apenas.

A relação dele com os outros professores era boa, porém ele nunca era convidado a fazer parte dos grupinhos de bate papo na hora do almoço. Ele estava quase sempre sozinho, esclarecendo alguma dúvida de um aluno, ou então ficava vendo TV na sala dos professores. Ele era uma pessoa muito social mas por algum motivo ele não se misturava com o resto dos professores. Poucas vezes o professor Tomé falava da vida pessoal dele com os alunos, mas lembro que ele já havia dito ser solteiro e que morava sozinho. Ele aparentava ter uns 25 anos, era elegante – parecia-me ter hábitos saudáveis.

A Sara era uma das moças mais bonitas da minha turma, e ela sabia disso. Certo dia ela apareceu na escola vestindo uma micro saia e uma blusa que podia ser confundida com um soutien, foi no dia em que o professor iria ditar as médias de francês. O Mateus, a Ana, a Sara e o Abel, tiveram notas baixas e dependiam da boa vontade do professor para poderem ir ao exame.

Boa parte dos alunos foi embora depois de saber a nota, só ficaram na sala os “alunos com problemas” e alguns curiosos. A Sara já estava preparada para falar com o professor, ela foi até a mesa do professor Tomé e praticamente esfregou os seios na cara do coitado que fazia um tremendo esforço para se concentrar no que ela dizia.

– Stor to a pedir ajuda!

O professor disse algumas coisas que eu não consegui ouvir, mas fizeram com que a Sara voltasse desapontada – dias depois descobri que ela havia chumbado mesmo.

O Abel também foi falar com o professor segurando um envelope, entregou ao professor que depois de ver o conteúdo devolveu ao Abel que voltou com uma cara semelhante a da Sara.

Ana não saiu da cadeira. Embora ela já tivesse problemas a inglês e não pudesse se dar ao luxo de estar em maus lençóis também a Francês. O professor levantou da cadeira e foi ter com a Ana que era uma aluna dedicada e disse.

– Vou dar-te a nota se prometeres que vais passar.

Ela deu um sorriso de alívio e gratidão e tudo que ela conseguiu dizer foi algo como “Ta bem, obrigada professor”.

O Mateus que era um grande amigo meu, também recebeu uma boa notícia por parte do professor. A Ana e o Mateus foram para casa felizes e fazendo planos de estudos para o exame que se aproximava.

Hoje o professor Tomé ainda lecciona na mesma Escola, porém agora ele é bem diferente do professor honesto que conheci, já é convidado aos grupinhos na hora do almoço, tornou-se num grande amigo do Professor Flávio que lhe mostrou como as coisas realmente funcionam, e em quase todos intervalos está com uma aluna bonitinha ao lado. Eu soube que a Sara conseguiu passar com uma nota altíssima no ano seguinte, depois de ter se tornado amiga do professor Tomé com quem vive maritalmente hoje juntamente com seus 3 filhos.

Conheça também A História da Ana

Noites de Maputo #12

Episódio 12 da série que mostra as noites de Maputo como você não vê na TV. Estrelando mais uma vez Liloca!

liloca

A Igreja Sul Africana Que Come Capim Para Mostrar Sua Fé

Comer capim pode parecer uma maneira pouco ortodoxa de demonstrar devoção religiosa. Mas para os membros da Rabboni Centre Ministries em Garankuwa, África do Sul, pastar no capim verde é uma parte fundamental da sua prática espiritual. O Pastor Lesego Daniel, que dirige o ministério, acredita que a prática leva os adoradores para “mais perto de Deus “- existindo alguns membros da congregação, que alegam terem sido curados de graves problemas de saúde.

O vídeo abaixo vai esclarecer todas as suas dúvidas.

Porque o Fama Show Precisa Voltar

Este menino de Nampula faz muito sucesso cantando uma música local. Não podemos considera-lo nenhum Stewart Sukuma, mas agradecemos pelas gargalhadas que nos proporcionou, lembra-nos alguns momentos agradáveis dos castings do Fama Show.

♩ Eu quero beija-lo

Eu quero te ama-lo ♫

♪ O Meu amori está onde

Eu juro que te amu! ♬

Os lambe-botas: “O que vocês não conseguem tomar com o vosso esforço, conquistam com as lambidas nas botas dos vossos senhores ”

Após ter lido alguns textos acerca dos lambe-botas, notei que este adjectivo sempre se fazia presente nas diferentes manifestações culturais, económicas, e outras – principalmente nos meios de comunicação em massa. Então conclui: “todos nós conhecemos pelo menos um bajulador – exagerando um pouco nos parâmetros das deduções”. Acreditem! Conhecemos, sim, desde o nível de amador, até aos favoritos ao Prémio Nobel do lambebotismo. E como já sobejamente é sabido, os lambe-botas, têm alguns sinónimos banais, estes são: os bajuladores, os beija-mãos, os corta-fitas, os escovinhas, os puxa-sacos, os polidores, e outros contundentes adjectivos, que não são do benefício das boas maneiras de comunicação.

Esses indivíduos, de forma singular ou colectiva, usam diversos recursos à sua disposição em benefício dos seus Senhores, com o intuito de serem bem vistos e tirarem vantagens de volta, com as suas bajulações. Podendo ser: promoções, bons empregos, boas propagandas dos media, etc. Numa reciprocidade inequívoca do sistema de créditos e débitos dos “Bancos de Favores”.

Quanto maiores as lambidas dos vassalos aos seus Senhores, maiores são as oportunidades de “caírem para cima”, isto é: dormirem cidadãos comuns e acordarem Directores, ou ainda Ministros e vice-versa – não que todos assim vivam, dispa-se dessa ideia errónea, porque as conquistas dos lambedores, são efémeras, são como plantar sementes ao vento. Pois os lambidos só usam os lambedores como papéis higiénicos para limpar as piores diarreias dos seus ânus, mas no fim ambos terminam no aterro sanitário; “porque essa acção, não coordenada, acaba em muitas vezes lixando, mais do que ajudam.”

Falasse destes indivíduos: nos chapas, nas conversas de quintal, nos gabinetes de trabalho, nos hospitais, nos mercados, em suma um pouco em todo o lado. Hoje em dia, por exemplo, há o mediático G-40 (segundo uma lista publicada por um jornal nacional), compostos (40, será!?) quarenta elementos aos quais são atribuídos o “papel institucional-legal”de maquiar todos os factos em benefícios dos seus Soberanos. Considerando verdadeira a hipótese, e mantendo o resto constante:
esses se chamariam de “lambedores da ribalta”, ou os desviadores da opinião pública, ou ainda esquadrão de elite do lambebotismo, mas com as língua frívola como os cassetetes da FIR, em seguimento a agendas obscuras – mas é apenas uma hipótese.

Oh Deus, santa vergonha tenhamos nós!

Mas, antes permitam-nos as nossas vivas: viva a Santa hipocrisia; viva aos apóstolos anti-desgraça; viva os que ovacionam os donos do poder; viva os que marcham pelos melhores filhos de Moçambique; viva os servidores dos interesses privados no benefício da coisa pública; viva os que “são gracejados com títulos de heróis nacionais”, – mas que de heroicidade têm a língua, apenas. Ainda agradecemos pelas nossas contas rechonchudas, pelos nossos carros topo de gama, pelo perdão aos nossos desfalques! Santificadas sejam as nossas lambidas…

“Temos que ser amantes das criticas e das auto-criticas”, pois homens perfeitos existem nas nossas dimensões imaginárias.

Entristece-me em dobro, quando jovens como eu são conotados como lambedores de botas, e hipotecam à sua própria dignidade, o respeito, pelos favores dos seus Senhores. Somente homens sem princípios colocam o seu bom nome, e a sua dignidade à venda com as medidas de prata da bajulação. Eu vejo esses indivíduos como indivíduos sem auto-estima (por mais que tenham projectos pró auto-estima), sem personalidade, um desastre social. Piores que uma peste bubônica, que as sanguessugas e outra sorte de adjectivação barata, mas ajustada ao modo como pretendem se projectar nas suas vidas. Isto é: primeiro benefício, depois o trabalho de bajulice. Mas cada um é livre de viver como lhe convêm, cada um deve ser aceite como é, e mesmo assim respeitado…até ao ponto do limiar do gozo e exercício dos seus direitos…

Porém, o respeito não anula a crítica e vice-versa.

Vestidos Para Gordinhas

Vestido branco

Esta galeria de fotos de Vestidos Para Gordinhas Moçambicanas é mais um pedido das minhas queridas leitoras que eu tenho o prazer de satisfazer. Esbanje beleza sensualidade, classe e glamour com estes 24 modelos de diferentes vestidos para gordinhas. Certifiquei-me de pensar em todos os estilos e preferências para que você saia daqui com pelo menos um vestido favorito. Espero que gostem da Galeria e não saiam sem me dar um “oi” nos comentários.

A Lagartixa Milagrosa

Este vídeo surpreendente mostra como uma lagartixa fez com que um mendigo sem pernas conseguisse andar sem problemas, graças a uma lagartixa milagrosa.

Michele Kobke: A Mulher Que Quer Ter a Menor Cintura do Mundo

Michele Koebke encolheu sua cintura de 64 centímetros para 40 centímetros, usando um espartilho TODOS OS DIAS, por três anos – mesmo na hora de dormir, ela usa a peça. A mulher de 25 anos de idade, que mora em Berlim, na Alemanha, diz que pretende alcançar os minúsculos 38 centímetros de cintura para ser como seu ídolo – a americana Cathie Jung – que actualmente detêm o recorde de menor cintura do mundo. Michele é solteira e acredita representar a figura feminina perfeita ao ter uma cintura muito pequena – mas esta façanha tem um custo elevado para a saúde dela.

Galeria de Fotos de Michele Kobke

Reportagem Sobre Michele Kobke

Sr. Cova

Meu nome é Cova mas algumas pessoas preferem me tratar por buraco, não sei quantos anos tenho, só sei que tenho uma família vasta que reside neste vasto Moçambique e tenho muitos amigos, uns que me odeiam e outros que se tornaram meus grandes amigos de verdade porque graças a mim eles podem comprar carros de luxo, construir casas, abrir empresas e muito mais. Enquanto outros me odeiam porque gastam o pouco que ganham na manutenção dos seus automóveis, motociclos ou velocípedes que constantemente se danificam ao tentar contornar-me ou ao passar sobre mim, para melhor dizer todos acabam passando sobre mim porque do jeito que fico grande em tamanho e em número, acaba por ser impossível me contornar.

Eu resido nas estradas onde tu circulas e quanto mais grande e em maior número eu fico mais lucros dou a quem por direito deveria me eliminar.

Te vejo a reclamar, a pedir pela minha eliminação porque eu estou a estragar os teus amortecedores, pneus e em suma, estrago o teu automóvel, motociclo ou velocípede, por vezes sou culpados por alguns acidentes que ocorrem por essas vias. Ai eles, ou seja, os meus comparsas, para te agradar chegam e dizem o seguinte: ″ estamos a lançar um projecto para a reconstrução da estrada ″, e ai colocam a tal primeira pedra e depois disso nada é feito durante os 6 meses ou sei lá quantos meses seguintes, para vos dizer a verdade eles vem me dizer o seguinte: ″ ainda não dás o dinheiro que queremos, cresça mais um pouco ″ e eu cresço tanto em tamanho quanto em número.

Chegou a altura de ganhar o dinheiro, fazem o projecto e o orçamento para a minha eliminação mas metade do dinheiro vai ao bolso dos que fizeram o projecto e orçamento e por fim colocam alcatrão cola ou desperdício de alcatrão em mim, só para eu ficar escondido por 3 meses e tu ficas feliz porque não sabes que em breve irei regressar para o meu trabalho amado. Por vezes ou seja, na maior parte dos projectos de construção ou reconstrução das estradas, depois de se realizar 1/10 do projecto, dizem que já não há fundos. Achas isso normal? Como foi aprovado um projecto para minha eliminação se o orçamento não conseguia cobrir a concretização do objectivo do projecto? Por fim pedem mais dinheiro ao Banco Mundial, Banco de Desenvolvimento Africano e etc.

Tens carro novo, em dois dias ficas a circular sobre mim e tens que ir a inspecção para poderes circular a vontade. Vais aos locais de inspecção e o teu carro é reprovado e ainda te admiras e procuras justificar o porque do resultado negativo da inspecção pois o teu carro só tem dois dias na estrada, após tu o teres tirado da Toyota de Moçambique, Ronil Auto e etc. Digo-te agora, que foi culpa minha, eu danifiquei. Agora te obrigo a pagar a gorjeta na inspecção para que o teu carro seja aprovado.
Ficas feliz quando mais estradas são construídas e eu digo que a tua felicidade é motivo de festa porque dentro de poucos meses terei novos familiares, uma vez que de certeza ninguém irá fazer manutenção no devido momento dessa nova estrada, pois é, ninguém, porque não tem lucro fazer manutenção duma estrada. E quando meus familiares começam a surgir, tu de novo a reclamares mas eu sempre avisei que iria acabar assim, tu é que não quiseste me escutar.

Não achas estranho que a TRAC, a empresa que geri a estrada de Maputo até Witback, consiga fazer estradas de alta qualidade na nossa Vizinha África do sul e quando chega em Moçambique a estrada fica obsoleta, porque eu apareço em muitas partes dessa via? Tu pagas a portagem que nem os teus irmãos vizinhos. Agora porquê a tua estrada está péssima e na do teu vizinho não existe nenhum familiar meu? Nem preciso te dizer a resposta porque já sabes e se não sabes é porque não queres saber ou então finges não querer ver como os que estão no sistema da minha existência.

Enquanto existirem os que com a ajuda do meu trabalho ganham o pão do dia-a-dia, para não dizer que ficam empresários a minha custa, eu nunca serei eliminado ou seja banido dessas estradas…

Chico António – O Documentário

Documentário de 8 minutos sobre o artista moçambicano Chico António. Uma produção de Panu Kari, Força Maior Lda. (2008)

Moda Para Africanas Executivas

Vestido preto e casaco preto e branco

A minha sugestão de moda hoje vai para mulheres executivas que gostam de andar sempre bonitas, mantendo um pouco aquele ar formal (muito pouco mesmo). Os modelos escolhidos para hoje não são essencialmente de origem africana, são vestidos modernos que juntam um pouco da essência da África e Europa.

Como sempre, tentei ir ao encontro dos mais diversos estilos. Independentemente do modelo que gostar mais, tome nota estas dicas básicas para todas as executivas:

  • Veste apenas roupa que lhe sirva perfeitamente;
  • Os acessórios e a roupa devem estar em harmonia;
  • Não importa o quão bonita esteja, você deve manter o ar profissional;
  • Mas também não fique presa a estilos antiquados (tudo muda);
  • E por fim, e mais importante: Use apenas a roupa que lhe faz sentir bem.

Vejas a galeria de fotos que preparei para vocês!

Este artigo foi sugeridos pela nossa leitora Cátia Ernesto. Você também pode sugerir as nossas próximas galerias nos comentários. Até pra semana!

Mikel Ruffinelli e as Maiores Ancas do Mundo

Mikel Ruffinelli, dona das maiores ancas (quadris) do mundo é a estrela da matéria de hoje. Aos 39, Mikel tem uma cintura que mede apenas 40 polegadas, que contrastam com suas ancas que medem mais 100 polegadas. As ancas são tão grandes que ela não consegue passar normalmente pelas portas e precisa comprar dois assentos nos aviões e comboios.

Mikel Rufinelli
Mikel Rufinelli diz ser feliz com suas ancas e não pretende emagrecer

O mais incrível de tudo, é que as ancas gigantes desta mulher de Los Angeles, EUA – mãe de quatro filhos – são completamente naturais e ela insiste que ela não quer perder peso, acreditando que fica mais bonita com as maiores ancas do mundo! Veja a reportagem em vídeo.

Blondie Bennett a Mulher Boneca Que Quer Ser Burra

Blondie Bennett é mais uma mulher obcecada pela Barbie e que busca levar a sua obsessão pela boneca ao extremo, usando hipnoterapia para ficar “sem cérebro” tal e qual uma boneca, ou seja, ela quer ser burra. A californiana de 38 anos, frequenta sessões hipnoterapia uma vez por semana afim de tornar-se uma “cabeça de vento”.

Blondie Bennett
Blondie, 38, usa regularmente Botox e preenchimentos labiais e ainda treina para tornar-se “atrapalhada”, como a boneca que ela idolatra.

Blondie, que mudou de nome a um ano e meio, já realizou 5 operações nos seios para torna-los enormes. Ela também usa Botox e preenchimentos labiais para dar-lhes uma aparência mais artificial. Mas para que sua transformação em boneca de plástico esteja completa, ele precisa tornar-se burra.

A jovem afirma que quer os homens a vejam como uma boneca de plástico sexual, e ser burra faz parte disso. “Eu tive 20 sessões e eu já começo a me sentir baralhada e confusa com frequência”, afirma Bennet. O dinheiro para a transformação vem de homens que apoiam a sua transformação em troca de fotos sensuais dela vestida como Barbie.

Veja a reportagem em vídeo.

Meus Seios Enormes Podem Me Matar

A actriz pornográfica Elizabeth Starr fez implantes ilegais nos seios há 15 anos – num momento em que já eram considerados grandes- numa tentativa de impulsionar sua carreira. Hoje o seu mega-peito (que continua a crescer) – e arruinou a vida dela. Os médicos já a aconselharam a realizar uma mastectomia (remoção completa dos seios), em vez de viver com seus implantes, que são uma verdadeira bomba-relógio. A  mulher de 43 anos diz não poder enfrentar mais uma cirurgia, apesar de o risco de coágulo de sangue e infecções.

Elisabeth starr e o seus seios
Elizabet Starr receia que seus seios a matem a qualquer momento

Elizabeth, que já realizou surpreendentes 63 procedimentos correctivos até agora, disse: “Naquela época, eu tinha uma família para sustentar e eu sabia que ao ficar com seios maiores, eu iria aumentar minhas perspectivas de carreira.

“Agora eu vivo todos dias preocupada com imprevisíveis infecções ou coágulo de sangue -. Eles arruinaram a minha vida”. Veja a reportagem completa em vídeo

Autopsicografia moderna

o verdadeiro poeta não finge que sente!
sofre… sempre… na alma porque ama…
sincero, recto e honrado ele nunca mente
quando suas dores declama…

soldado de papel e caneta
na sua missão não dá tréguas a mentira ou invenção…
porque escreve com o coração!
luta, sua, grita, corre, voa… e no final apenas comenta!

a perfeita imperfeição entre tudo ele procura…
entre tempos e lugares na sua doença sem cura…
o verdadeiro poeta não diz a sua verdade…
pois se o fizesse levaria uma eternidade!

Noites de Maputo #11

Depois de algumas garrafas de 2M…

noites-maputo-1

Eu Tenho 50 Orgamos Por Dia

A maioria das mulheres só conseguem sonhar com um orgasmo múltiplo, mas para Amanda Gryce orgasmos múltiplos diários tornaram-se num pesadelo. A jovem de 22 anos de idade, tem uma condição rara chamada Síndrome de Excitação Sexual Persistente, o que significa que ela fica permanentemente sexualmente excitada e atinge o orgasmo regularmente desde os oito anos de idade, e agora ela chega a ter até 50 orgasmos por dia.

A simples vibração de um telemóvel é tudo o que é preciso para desencadear o orgasmo, música alta também provoca o orgasmo, assim como viajar de carro ou avião, ou seja, os orgasmos podem acontecer absolutamente em qualquer lugar . Ainda há pouco conhecimento científico sobre Síndrome de Excitação Sexual Persistente, os médicos não conseguem chegar a um acordo sobre a possível causa.

Amanda mantém o optimismo e agora empenha-se em difundir o conhecimento sobre a Síndrome de Excitação Sexual Persistente e orgasmos múltiplos numa tentativa de ajudar outras mulheres na mesma situação. Veja a reportagem em vídeo.

Memórias de um soldado no pós guerra

Naquele dia fui ao serviço, mas não estava com muita paciência para suportar as rígidas leis dum quartel. No dia anterior tivera uma discussão forte com a Sónia, a minha mulher, e dormimos cada um olhando para o seu lado, até amanhecer.

Foi por causa da discussão que saí cedo de casa, e como sempre que discutimos, não me despedi dela, levei o meu sacudú e bazei até à paragem, onde tinha que apanhar o chapa até Xiquelene, donde faria uma ligação até a Praça da Juventude, e de lá caminharia uns 8 quilómetros até a G.M.

Ao sair da casa, o velhote vizinho que varria a rua, num serviço voluntário de fofoquisse (ele conseguia ver quem dormiu em casa e quem está a voltar áquela hora), encetou um cumprimento que abortou ao ver a minha cara enrugada e meu olhar injectado. Ainda levantou a mão, mas mandei-o lixar! Ao me afastar dele, deixei de ouvir o “swap-swap” da vassoura, sinal de que estava olhando-me a tentar perceber que “bife” eu lhe poderia oferecer para contar.

Quando cheguei no job, logo na porta das armas, o sentinela brincou comigo dando-me uma continência imerecida (sou soldado raso), mas a sua brincadeira foi água abaixo, pois entendeu que não havia mood para pancadas.

Fui à caserna, equipei-me em silêncio. A caserna estava vazia, pois a maioria tinha ido fazer limpeza ou tomar banho (o turno que ia ser rendido rendido), por isso ninguém incomodou-me.

Logo que me “fardei”, desci para a parte traseira do quartel, onde ficava o gerador que nos alimentava de nergia das 19 às 22:00 (para ver telejornal), e fui me sentar no fogão móvel, velho, e useless made in Russia para carpir as mágoas.

Diziam que ali passava uma cobra entre as 06 e as 08, razão pela qual o sentinela nessa hora, afastava-se dali, e subia até ao campo dos obstáculos, embora alguns Sargentos rabujegntos insitissem que isso era táctica do soldado para não ficar no posto. Eram mazomenos 7 e 10, menos coisa, mais coisa.

Shit! Mas porque vou viver com uma gaja que me deixa sempre fora de mim? O que faço com ela se já temos uma linda menina que não poderá viver fora desta nossa união torpe? Se eu a expulso da minha casa, certamente vai levar a menina, e como ela vai sobreviver e ainda conseguir sustentar a criança?

Será que a minha felicidade deve ser abdicada a favor da felicidade (?) da criança? Tenho que sofrer isto tudo porque se não aceitar isto a criança vai passar mal? E porquê não mando embora a gaja e eu fico com a criança? Poxa, muitas perguntas e situações corriam na minha cabeça que não tive outra solução senão acender um Palmar para relaxar.

Sorri.

Yeah, a vida é lixada, djo! Um gajo está nesta situação por caus ade uma gaja!?! Eu, o chamado “Toupeira”, um gajo que fez temer comandantes renomados dos B.A.´s em quase maior parte da província de Maputo? Hahahahahahahahahah… Decobri-me a gargalhar. A ironia do destino. Maldito fim da guerra, poxa! Se fosse no tempo da guerra será que ela faria isto? Ou melhor, será que eu permitia isto?

E porque não? Estou a viver a minha vida aqui e agora. Resolver isto pode ser tão simples que, como estou habituado a soluções apuradas e radicais, isto seja novo para mim.

Só estamos juntos há sete meses, embora tenhamos namorado durante quase três anos. Ela era a minha pita nas dispensas e fugas que arranjava quando desse lá no campo real. Ela era o meu escape ao stress das ofensivas que fazia, dos combates que travava, dos cadáveres anónimos que via, das pernas destruídas pelas minas que calhava com elas. E foi ela que me salvou da loucura depois que o meu amigo directo foi morto quando assaltamos a base de Mahochahomo. Morreu nas minhas maos sem terminar as recomendações que queria me dar. Shit! Puta vida! A bala dos B.A.´s atravessou-lhe a garganta e tentei tapar com a mão, mas o sangue, quente e viscoso teimava em sair.

O comandante Wayene é que veio desgrudar-me literalmente e me convencer que o homem estava morto há muito tempo. Por razões lógicas deram-me uma dispensa “inacabável”, e fui-me ancorar nela. Foram os dias mais lindos que vivemos juntos.

Eu só tinha uma manta. Estendiamos a manta na esteira, dormíamos, e enrolávamos a mesma manta para nos cobrir. Ela acordava muito cedo, varria o quintal, lavava os pratos, preparava água para banho e matabicho. Lembro-me que foram exactamente 23 dias que fiquei com ela. O salário desse mês fui receber no Estado-Maior, e fui com ela. Dali fomos a Primavera comer sorvete. Estávamos belos e felizes! Belos tempos.

E agora? Temos uma linda menina, mas não temos duas semanas sem discutirmos e entrarmos em cenas de pancadaria e ameaças vis. O que está a acontecer? Ou será que eu é que estou a falhar? Ou tenho dificuldades em me adaptar a uma vida rotineira habituado que estava(?) a uma vida intensa e perigosa? Será que tenho que me despir dos mesu métodos militarizados e tentar acompanhar o passo dela? Mas qual é mesmo o passo dela?

Shit!

Por outro lado, será que eu sofro mais que ela? O que ela pensa disto tudo? Que tipo de sofrimento ela experimenta hoje que não me despedi dela? Porquê não me despedi dela, e esperar ouvir a sua reacção? Isto é, tenho a minha parte de culpa nisto tudo?

Shit! Sim, tenho uma parte da culpa, mas o problema principal é saber como e onde tudo começou. Mas realmente, quem começou com isto tudo? Eu? Ela?

Ahã… Tudo começou há dois dias, quando voltei do serviço e não a encontrei em casa. A Micha (nossa filha), estava sozinha a chorar. Esperei mazomenos 15 minutos para ela aparecer com um bidon amarelo de 25 litros de água na cabeça. A justificação dela foi de que na zona não saía água e ela foi procurá-la em Maxaquene (nós estamos na Polana Caniço).

Mandei vir com ela e ela rispostava. O que me irritou foi quando apareceu a nossa vizinha, ela com um bidon idêntico, mas vazio, a chamar por ela, e ela a fazer tensão de ir, levando o bidon! Poxa!

Peguei-lhe pelo braço, arranquei o bidon e atirei para longe! Epa, um gajo estava a voltar do job, cansado e sonolento, e ela ainda quer stressar-me?

Puxei-a para dentro da casa (de caniço, seis chapas, um “gone”, para quem sabe o que é isso), saí e puxei a porta, ela lá dentro. A Micha estava inconsolável de tanto chorar, e fui pegá-la e dar festinhas. Eu respirava com dificuldades de tanto nervoso que estava.

Quando levanto os meus olhos a quem vejo? Ao vizinho varredor e a nossa vizinha que já usava o bidon como uma cadeira do balcão do cinema Império. Gritei-lhes que saissem dali, ao que riram-se. Fui a anca e saquei a minha Walther e gritei outra vez. Chiça! Nunca vi um mergulho igual ao que o velhote varredor deu. Isso confirmou a fofoca que ouvi de que ele foi G.E. no tempo do colono. Quanto a minha vizinha, ela desapareceu e deixou o bidon ali na rua. Hahahahahahahahahahahaha… Gargalhei sozinho, qua até a Micha parou de chorar.

A Sónia quando ouviu-me a gargalhar, abriu a porta e viu-me com a pistola na mão, aproximou-se de mim e disse-me para guardar a arma. Fi-lo. Levou a Micha e o bidon e entrou dentro da casa e sentou-se na nossa cama três quartos, e começou a chorar baixinho.

Entrei com o sacudú e atirei-o na cabeceira da cama, saí e acendi um Palmar.

Desde esse dia, o papo entre nós eram monólogos e perguntas estritamente essenciais. Poupávamos ao máximo as palavras. “Posso te servir o jantar?” “Sim…” “A Micha dormiu bem?” “Sim…”

Shit!

E agora aqui estou eu sentado num fogão velho russo, esperando que passe a cobra e acabe comigo de uma vez por todas. Mas o que custa a gente viver em paz? O que custa o entendimento? Afinal o que é necessário para que um casal se entenda?

Um pouco de paciência, cedências de quando em vez e evitar-se situações que possam levar a discussões desnecessárias. A questão é: Quem deve ser paciente? Quem deve ceder? E quem deve evitar as discussões?

É que nesta união, parece que quem cede sou eu! Quem tem paciência sou eu! E quem evita discussões sou eu! E ela? Qual é a parte dela? Será que só é de aproveitar dos espaços que cedo? Ocupar as brechas que a minha paciência cria? Levantar a voz perante o meu silêncio?

Mas porquê viver esta vida madrasta, miserável e amarga? Eu sou uma máquina de guerra, e esta terminou há quase um ano, e eu estou aqui a chorar por uma rapariga frágil que posso parti-la ao meio e não sentir nada. Porquê é que sou duro e quase invencível na guerra, mas sou fraco e não consigo semear paz no meu lar?

Shit?

Saí dali do fogão, fui à caserna, mudei de roupa e vesti-me à civil.

A minha ideia era de voltar para casa, para a minha mulher, para de uma vez por todas acabarmos com isto tudo. Esta é a única saída. A conversa. Só falando com calma é que podemos chegar ao consenso. Do que vale trabalhar se o meu espírito não está livre? Um gajo como eu que trabalha com arma, não pode carregar mágoas para o job.

Se a minha cedência é pouca, hoje seria o dia que teria que alargá-la; se a minha paciência é curta, hoje seria o dia de elasticá-la. Chega de orgulho e de viver do passado!

 A vida civil é muito diferente da vida militar. Os civis são mais reguilas que os militares porque eles não tem regras. Então se quiser viver com eles e como eles, tinha que me adaptar a isso: sem regras! Então vou lá e falo com ela e clarificamos isto.

No dia de hoje, ou vivemos felizes ou morremos os dois!

Pensei em tirar as botas, mas eu jurara para mim mesmo que morreria de botas calçadas. Não tirei as Mohan indianas, minhas botas preferidas, que mesmo quando chegaram as botas de cano, neguei trocar, até que discuti com o Estado-maior da Unidade, um gajo com fama de ser anti-bala, e que combateu em Sitatonga a comandar um batalhão.

Eu disse ao gajo que se ele quisesse que trocasse as botas, tinha que vir descalçar-me. Ou ouviu a minha fama ou o gajo levou na desportiva, mas no dia seguinte chegaram umas Mohan novinhas directamente para mim: três pares delas.

Quando estava a pôr a minha camisete preta dos Gun´s&Roses, com Axel Rose em destaque, o meu Sargento perguntou porquê é que eu estava a mudar e a pôr “civil”. Olhei-o da mesma forma que um gato olha um passarinho. Ele disse que se eu tiver dispensa era só lhe dizer, e que só estava a perguntar porque estava a fazer efectividade. Terminei de pôr a camisete, levei meu blusão de “jeans” e saí da caserna em direcção à Porta da Armas.

Quando cheguei em casa encontrei a Sónia sentada a comer. Estava sentada num dos bidons que nos serviam de cadeira, a panela no seu regaço. O lenço amarrado severamente na cabeça deixava as suas rechochundas bochechas sobressairem naquela sua carinha redonda e triste.

A Micha estava por ali a esgaravatar a terra, e sujar-se. Quando ela (a Sónia) me viu, deixou de mastigar e acompanhou-me com os olhos até eu entrar dentro do “gone” onde fui deixar o sacudu. Sei lá que tipo de pensamento ia naquela cabeça dura, mas em compensação não sabia nada dos meus planos diabólicos.

Depois de deixar o sacudu, tirei a minha Walther da anca esquerda, tirei o carregador e confirmei as seis balas. As duas restantes ficaram no corpo do ladrão que tentou saltar o muro da casa do ricaço nosso vizinho, o senhor Wamba, que trabalhava como motorista na UNICEF. Ninguém sabe até hoje quem atirou sobre o gajo, nem a Sónia.

Parei na umbreira da porta e chamei-a para entrar. Só fazia isto quando acabava de receber. E acho que passou pela cabeça dela, mas descartou porque era dia 12 de Abril, e eu recebia entre os dias 18 e 22, dependendo do dia que o pagador quisesse, no meio desses dias.

Ela veio e entrou. Eu já estava sentado na cama, e a arma estava bem dissimulada debaixo da almofada. Quando entrou, procurou pela arma nas minhas mãos, na anca e sobre a cama, mas debalde. Aliás, eu sabia que ela ia procurar por ela.

Lembrei-me duma situação idêntica, quando eu e o Marvelino Mapina fomos assaltar a loja do Magaúle na zona de Matalane.

Levamos as nossas armas lá para as 18, e saímos do nosso quartel de Bobole. Era uma sexta, e no dia seguinte teríamos uma dispensa, mas estávamos sem cheta. Então decidimos matrecar alguns civis, e o Magaúle era o alvo perfeito. Afinal, depois das 18, toda a gente daquela aldeiazinha refugiava-se na “palaca”, ou na Quinta Floresta, ou no Centro de Treino da Polícia.

O que nos inquietava, é que se encontrássemos alguém, não podíamos disparar, pois é muito perto do Centro de Treino da Polícia, uns mil e quinhentos metros, mazomenos. E se não podíamos disparar éramos alvos fáceis, se por acaso outras pessoas tivessem tido a mesma ideia (os B.A.´s, neste caso).

Levamos umas granadas para o caso de nos cruzarmos com os gajos no caminho. O nosso quartel ficava em Bobole. Caminhamos pela margem do poente da EN1, até chegarmos sem encontrarmos vivalma, a não ser alguns fantasmas e mochos cobardes. Mandamos lixar. Aliás, nos treinos já tinham nos dito que nós já éramos cadáveres, só faltava mesmo a confirmação da data do enterro.

Chegamos na loja, e tudo correu lindamente. Enchemos os sacudus de “nkonho”, e saímos sem disparar nada. Beleza!

Beleza?

Um tipo do Centro de Matalane aparece-nos a frente a apontar-nos uma AKM. Poxa! Depois de termos feito o job todo?

Olhei para o gajo. O luar esbranquiçava o cenário, e as sombras sinistras pintavam de preto as bermas, abraçando vampirescamente as formas donde saíam. Estudei a arma do gajo, e descobri que o tipo tinha a segurança da arma fechada. Suspirei. O gajo queria nos levar até ao Centro, e logo tornar-se num herói. A dama do gajo estava a tremer de medo por causa da tensão que rodopiava no ar.

Eu disse ao gajo que aquilo podia terminar de duas formas: ou ele deixa-nos ir e ele continuava a namorar, ou então ele e a namorada ficavam ali para sempre. O tipo disse que nós (ele dissera, “Vocês os comandús”), tínhamos a mania de que somos invencíveis.

Eu já estava tenso, e, mamparra do gajo, nem notava que a arma dele tinha a segurança fechada. Em tempo de guerra, e com arma na mão, a segurança deve estar sempre on. Quando ele viu que eu estava a levantar a minha arma, correu o polegar para a segurança, mas já era tarde.

A bala perfurou-o bem no meio do nariz. O tiro fez a dama do gajo gritar, e virei a arma para ela e atingi-a no peito. Ela morreu com duas balas, pois o Marvelino já tinha atingido a cabeça dela. O que nos fez demorar, e o que mais tarde descobrimos que foi nossa estupidez, foi o facto de termos tido a ideia de meter os corpos no poço.

Para quê? Se ninguém nos viu?

Agora velocidade!

Corremos mato adentro, sabendo que os nossos três tiros foram alerta para os dois quartéis da polícia, e nós estávamos entre os dois, embora a Quinta Floresta ficasse para além da EN1, mas o gajos podiam muito bem nos cortar a retirada.

A nossa guerra era atravessar a picada que partia da EN1 até ao Centro de Treino antes de os do Centro saírem. Estávamos muito atrasados! Eles ficavam com uma secção de prontidão na porta, e esta já tinha saído para tomar conta da situação.

Escondemo-nos numa moita e tiramos as granadas, sem contudo tirar a espoleta. Aguardamos. Os gajos foram directamente para lá onde houve tiroteio, e nos deixaram o caminho livre.

Bazamos na boa até no quartel.

No dia seguinte uma forte delegação de polícias entrou no quartel. A bomba tinha rebentado. Os gajos viram pelas pegadas que eram Comandos, afinal, antes de estarmos em Bobole, o nosso quartel era ali mesmo!

O nosso comandante (que esqueço o nome, mas que chamávamos de “Terapia”, por confundir Carrapinha e Terapia). Ele dizia, quando chamava um gajo despenteado: “Hey, você deixa tua terapia assim sem pentear, qual teu problema?” O gajo defendia com unhas e garras os seus elementos. Ele disse aos polícias que se fossem gajos dali, então ele resolveria internamente com os seus homens. Se eles não estivessem satisfeitos, então deviam dizer ao Coronel Manuel António, Ministro deles, que… Qual era mesmo o nome daquele malandro, pa! Hummmmmmmmmmmmm… Poxa, esqueci-me, mesmo. Yeah, ele disse que podia dizer ao Ministro que ele (citando o seu nome), é que negou para levarem os seus homens para a cidade.

Parecia o fim do caso, mas não.

E como sabia que aquilo não terminou, não largava a minha Walther de qualquer maneira. Seja no banho no riacho, seja em casa da “mbuya”, seja onde ia, estava ela comigo.

Dois dias depois, aconteceu uma situação como esta que tenho com a Sónia. Eu estava sentado na tenda, na minha beliche, e eis que Mwamilibindji entra! Yeah, o nome do gajo era Mwamilibindji… Hahahahahahahahahahahaha… Quem não ia esquecer um nome destes pa? Mwamilibindji! Parecia nome de um pássaro colorido. Vejam aí um mwamilibindji! Traga a fisga pa! Hahahahahahahahahahahaha…

Como dizia, dois dias depois, o gajo entra na minha tenda. A primeira coisa que procurou foi a existência ou não de uma arma, pois tenho a certeza que gajos da Contra Inteligência Interna já tinham alertado o gajo que eu andava sempre com uma pistola. O gajo entrou e certificou-se que não havia arma nenhuma.

Ele começou a me mostrar que sabia que era eu e o Marvelino que fomos matar aquele polícia, e que na sua unidade não queria indisciplinados. Então ele não me queria mandar para uma força regular porque isso era favor (como se o fosse), então queria resolver o caso ali e agora. Eu também já tinha estudado o gajo, e vira que a pistolinha dele estava no coldre, e este estava aberto. O martelo da arma estava baixo. Menos perigo. Calculei que eu seria o mais rápido a sacar em caso de uma possível ameaça.

Esta não demorou a chegar. O gajo levantou-se e correu a mão para o coldre para tirar a arma. Eu estava sentado sobre a minha Walther, e saquei-a, puxando o martelo para trás, apontado bem no meio da cabeça do gajo. O gajo começou a gargalhar, deu-me costas saindo da minha tenda. Nunca mais se falou desse incidente!

Agora a situação estava ali a se repetir! Eu sentado na cama com uma arma pronta a ser usada. Mas que ameaça vinha da Sónia?

Será que matando a ela, a Micha e depois a mim resolveria o problema? Claro que resolve! Desaparecemos e ninguém fala com ninguém. Prontos!

Movimentei a mão para debaixo da almofada, peguei na coronha da Walther que já estava a esfriar; puxei o martelo com cuidado, já que a minha arma sempre anda alimentada. Adeus mundo cruel…

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