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Frases Sobre Coragem

  • Ponha Deus no início e ele cuidará do fim…
  • Uma vida gasta cometendo erros não é mais honrada, mas é mais útil do que uma vida gasta fazendo nada.
  • Ter coragem não é algo que requeira qualificações excepcionais, fórmulas mágicas ou combinações especiais de hora, lugar e circunstância. É uma oportunidade que, mais cedo ou mais tarde, é apresentada para cada um de nós.
  • Obstáculos são aqueles perigos que você vê quando tira os olhos de seu objectivo.
  • O sucesso e o amor preferem o corajoso.
  • Nossas dádivas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.
  • O segredo da felicidade é liberdade e o segredo da liberdade, coragem.
  • Ninguém pode pronunciar-se acerca da sua coragem quando nunca esteve em perigo.
  • O impossível, em geral, é o que não se tentou.
  • É muitas vezes nas pequenas coisas e não nas grandes que se conhecem as pessoas corajosas.
  • O homem que teme o sofrimento já está sofrendo pelo que teme.
  • Ninguém comete erro maior do que não fazer nada porque só pode fazer um pouco.
  • Coragem é o que é preciso para ficar de pé e falar; coragem é também o que é preciso para sentar e ouvir.
  • Isto é de forma básica a única coragem exigida de nós: ter coragem para o mais estranho, mais singular e mais inexplicável que possamos encontrar.
  • Homem verdadeiramente corajoso é aquele que tem medo do temor.
  • Coragem é resistência ao medo, domínio do medo, e não ausência do medo.
  • Quem tem confiança em si conduz os outros.
  • Ganhamos força, coragem e confiança a cada experiência em que verdadeiramente paramos para enfrentar o medo.
  • Os cobardes morrem várias vezes antes da sua morte; O homem corajoso experimenta a morte apenas uma vez.
  • A coragem não consiste na ausência de medo e ansiedade, mas na capacidade de prosseguir mesmo quando temeroso.
  • Não me desencorajo, porque cada tentativa errada descartada é outro passo à frente.
  • Coragem é resistência ao medo, domínio do medo, e não ausência do medo.
  • A maior força consiste em reconhecer a própria fraqueza.
  • Coragem é a capacidade de agir apropriadamente mesmo quando morrendo de medo. 
  • A um coração valente nada é impossível. 
  • A coragem é a primeira das qualidades humanas, porque é a qualidade que garante as demais. 
  • A coisa mais corajosa que você pode fazer quando você não é corajoso, é professar coragem e agir de acordo.
  • Nunca é tarde para recomeços. Pior que errar, é não querer mudar.
  • E quando você tem fé, o impossível começa a acontecer.
  • Se você não tentar, nunca vai saber se vai dar certo ou não.

Como as Pessoas Vestem em Moçambique

A Moda em Moçambique

 

Moda em Moçambique, assunto muito delicado! Se  fossemos um povo que não sofre  influência de países do ocidente … teria sido muito mais fácil escrever este artigo. Mas a realidade é outra, há bom tempo que somos um barco à vela! Mas nem por isso, não nos vendemos por completo, ainda há gente interessada em guardar os nossos bons costumes. Por isso, os nossos trajes tradicionais ainda vivem.Tomara que assim seja até sempre!

 

Decidi escrever este texto por ordem cronológica  desde  o tempo em que os nossos Pais, avós, ”bizas”… desfilavam entre as “passarelas” da Pérola. Mais concretamente entre a década 70 a 90, até hoje, em que a China, Brasil, Nigéria, EUA… determinam o nível de swagger (eles dizem que quer dizer estilo) entre as ruas.

 

Como vestir em Moçambique

 

A Moda Em Moçambique Ontem

 

Devido à sua localização geográfica  Moçambique, muito cedo tornou-se  alvo de “olhares comerciais” . Comerciantes Indianos , Europeus … deslocavam-se  as  grandes povoações para comercializarem os seus produtos trazidos de terras distantes,em troca do que havia em abundância na nossa pátria .

Missangas, tecidos … eram trocados por produtos locais. De certa forma isso foi determinante na modificação e solidificação dos costumes do nosso povo, novas tendências da moda, sobretudo na região norte do pais, lugar onde o povo sofreu grande influência da cultura indiana!  Até hoje, o nosso povo do norte  mantêm um estilo de vida  característico do povo Muçulmano. O xaile é bastante idolatrado, cofiós, túnicas … são todos fruto de influência  Indiana, que tatuaram-se com o andar do tempo, e passaram a fazer parte da nossa cultura! Quanto ao centro e sul do pais, houve  também modificações, a moda seguiu novas tendências!

 

Surgiram as calças “boca de sino”, feitas de pano (hoje em dia txuna baby), as balalaicas, ”max e mid” (vestidos curtos e compridos, com bolinhas, que eram usados com tamancos) , “não me engoma” (vestidos feitos de tecido amarrotado), ”Ntoveque” ( tecido leve, com que as esposas dos madjon-djones/mineiros, faziam vestidos de nome Plissado) e outras tantas  peças que desfilavam entre as ruas. Nesses pontos do país, houve mais influência europeia. As capulanas eram usadas para fazer vestidos, blusas, calças, lenços… imitando modelos europeus. Havia também bolsas de palha ( Xcupas), brincos, fios e mascotes feitos de missangas e conchas da praia. Inventaram-se os chinelos e sandálias que eram feitas de pneu (Mabor) e napa.

 

Mas alguns estilos/modelos, foram desaparecendo com tempo, o povo foi ganhando novos gostos, e, ”esquecendo” o que durante duas décadas os embelezou.

 

 

A Moda em Moçambique Hoje

 

Como eu havia dito no início do texto, somos um barco à vela. Facilmente nos deixamos influenciar, por isso fica difícil falar sobre a moda em Moçambique.  Notem só que na maioria das vezes, as tele-novelas brasileiras, vídeos clips Americanos…  determinam o que se veste pelas ruas da Pérola! Duvidam? Se não vejamos:

Lembram-se da Tele-novela “O CLONE”? Com certeza que sim, foi um sucesso em Moçambique! Jovens deixaram-se levar na“ dança da Jade”… Começamos a ver (em abundância), xailes, bijuterias … e todo o tipo de vestuário existente na novela! A capulana passou a ser mais estranha, que os tecidos do “TIO ALLEN”. Mas, felizmente, a “CLONE-MANIA” veio, e se foi (tomara que não volte)! E tantos outros casos que não me vêm à memória.

 

O que quero dizer é que, os Moçambicanos são bastante influenciados pelo Brasil e EUA na sua forma de vestir. Tudo aquilo que estiver no auge da moda Ocidental…  é imediatamente copiado pelos Moçambicanos. São importadas quantidades extravagantes de peças de roupa, calçado… que são logo esgotados pelos Moçambicanos. Enfim, efeitos da globalização! Nas cidades Moçambicanas, é mais comum ver homens e mulheres vestidos com trajes ocidentais, que  cruzar-se com os mesmos, vestidos com peças feitas de capulana! Raramente vão para lugares requintados com a capulana vestida. A capulana é usada dentro de casa, nos lobolos, casamentos e cerimónias fúnebres. Há dias atrás conversava com uma amiga residente na cidade de Maputo, que dizia-me o seguinte:

 

 “Saí de casa de capulana amarrada, uma blusa simples e lenço de capulana na cabeça, e as pessoas olhavam-me com espanto, como se eu fosse um extra terrestre”.

 

Pois é, é a nossa realidade! E infelizmente trajes tradicionais passaram a ser estranhos no nosso meio, dá-se mais valor às  txuna baby, que a nossa capulana, pastas e chapéus de palha entre outras peças tradicionais. Certamente que há ocasiões que exigem que nos apresentemos de um certo modo, mas creio que não deveríamos nos espantar quando cruzamos com uma/um  bela/o  jovem vestida/o com trajes tradicionais. Mas não digo que seja tudo farinha do mesmo saco, está havendo uma modernização da nossa moda! Tenho visto belas peças produzidas através da Capulana, bijuterias  , chinelos, bolsas, carteiras … peças produzidas em Moçambique, e por estilistas Moçambicanos. Isso vai ajudar na preservação e valorização da nossa cultura.

 

 

Sobre a capulana

 

capulana é um símbolo Moçambicano. Possui nomes diversos, que são atribuídos de acordo com o quotidiano do povo, e pelo próprio povo! Embora algumas vezes sejam  usadas para  fazer publicidade, o que faz com que ganhem “alcunhas”. Pois é normal vermos capulanas com imagens estampadas nelas, como o mapa de Moçambique, o rosto da Josina Machel, Estádio do Zimpeto, Papa João Paulo II, A.E.Guebuza…  e Mc Roger! Porem, todas elas têm nomes tradicionais e estilos diferentes, as imagens lá inseridas são apenas para publicitar um determinado evento, ou figura pública.

 

Ntehe-Nome tradicional da capulana que é usada para proteger o bebé nas costas. Arrisco-me a dizer que 100% dos Moçambicanos já sentiu a doçura de ser nenecado/belecado, acompanhado pelas carícias de uma Ntehe!Moda em Moçambique

 

Mocume – conjunto de capulanas unidas por uma renda no meio. São usadas como lençóis, e no  caso de mulheres com corpos volumosos. É indispensável na lista do lobolo, significa a união do casal.

 

Deixo aqui abaixo, alguns nomes tradicionais das nossas capulanas:

 

Xifukuana, Chivite cha va loi, Ximunyunyana, Xa ropoiana, Xi pehuza, Mafalala, Xi kala Vito, Xi bedjana, Xi Tlango, U zivize, Xi Lassuana, Xi Gutsa xa Utome, Xi bedjana … e muitos outros nomes!

 

Este é o meu nobre olhar sobre a moda em Moçambique, espero que os nossos estilistas, Marunganas (alfaiates) continuem modernizando os trajes feitos através da capulana, para que haja mais Moçambicanização da nossa indumentária  Já estamos demasiadamente corrompidos, mas ainda vamos a tempo de resgatar certos valores  que vêm se perdendo  gradualmente.

 

 

Gondola – Viagem Por Moçambique

Gondola é um belo distrito da província de Manica, em Moçambique, com sede na vila de Gondola. O distrito de Gondola ocupa uma área de 5.375 km2, com uma densidade populacional de aproximadamente 39 habitantes por km2.

Não é nenhuma mega cidade, nem uma grande zona turística, mas, aos poucos vai desenvolvendo – é um símbolo de Moçambique real.

Sem duvidas, vale a pena reservar alguns dias para visita-lo. Nas fotos a seguir, vamos fazer uma viagem virtual, por alguns dos principais pontos do distrito de Gondola…

 



Fotos do Primeiro Congresso do MDM

Fotos do Primeiro Congresso do MDM

Estas imagens são do primeiro Congresso do Movimento Democrático de Moçambique. Um partido novo que vem conquistando lugar de destaque no panorama político nacional.
A reunião decorreu recentemente na Beira e os jovens
estavam em número maioritário. Até porque dizem que o partido é mesmo para
jovens…

Então, fiquem com algumas fotos do evento…

Presidente do Partido Daviz Simango
Presidente do Partido Daviz Simango

festa no congresso do mdm

militantes do mdm

convidados ao congrssoe

jovens do mdm

membros do mdm

senhoras do mdm

participantes do congresso

festejos do congresso

momento cultural mdm

Como a Magia Ressuscitou um Homem em Moçambique

Um evento muito macabro despertou minha atenção sobre este tema, que embora seja ignorado pelas massas e por muitos tido como crendice popular, é real e está bem debaixo do nosso nariz: A Magia Africana. Este artigo fala de magia africana de forma bastante genérica, não há pretensões comprobatórios aqui.

Os moçambicanos e africanos no geral, principalmente nas zonas rurais, lidam com as questões de curandeirismo e feitiçaria de forma bastante natural. São heranças dos nossos antepassados que viveram até ao último dia das suas vidas acreditando e vivendo com base nelas.

Hoje, assume-se que pelos facto dos antepassados não terem deixado nenhum guia definitivo de como lidar com a herança deixada por eles (diferente do que acontece no cristianismo, onde diz-se que Deus deixou a bíblia, que é considerada a sua palavra suprema), há necessidade de se entrar constantemente em contacto com os defuntos.

Todos nós já ouvimos casos surpreendentes de manifestações sobrenaturais nas palhotas dos Bhavas e não só. Temos muitos testemunhos surpreendentes de cura e milagres, onde que todo o mérito vai para os sacrifícios de animais e cerimónias especiais dedicadas aos antepassados.

Mesmo que para a comunidade científica, esses casos de “prodígios” não passem de pura coincidência ou efeito placebo. Mesmo que para a comunidade cristã essas práticas sejam completamente anti-bíblicas e incompatíveis com a sua crença. Em todos os anos vemos os nossos dirigentes fazendo o famoso Kuphalha…. Isto faz mesmo parte dos nossos dias.

Mas o que certamente não é comum e que desafia todas as possíveis leis da ciência e até mesmo as próprias limitações da medicina tradicional é a ressurreição.

Assume-se que uma vez morta, a pessoa está morta, e mais nada…

Os últimos relatos de ressurreição testemunhados e aceites por muitos grupos estão na Bíblia, o resto sempre teve uma explicação médica plausível ou então eram simples charlatanices.

O mais próximo de uma ressurreição que alguma vez eu já vi, foram os casos de magia negra na Indonésia, onde bruxos locais desenterravam os corpos esqueléticos das pessoas e faziam caminhar por si sós. Eles alegam que os corpos eram movidos pelo espírito dos seus antigos “proprietários”, que mostravam o caminho para certos lugares.

Corpo Ressussitado
Corpo Ressussitado na Indonesia

Mas eu acho que não temos porquê perder tempo com isto não é mesmo? Eu posso não ter experimentado a ressurreição, mas sem dúvidas não é nada parecida com isso.

Os telejornais nacionais noticiaram o caso de um jovem que teria entrado morto no necrotério à noite e saído “vivinho da Silva” de manhã.

How is That Possible?

Esse é um assunto que está além dos meus conhecimentos pobremente humanos, mas talvez se eu contar a história você encontre sozinho a resposta….

Contam as vozes que uma família tem vivido dias de terror devido a acontecimentos macabros gerados pela senhora mãe da casa. As bizarrices partem de jibóias que aparecem do nada e estrangulam os moradores da casa (filhos, noras e netos), roupa que entra em auto-combustão – sim, a roupa pega fogo sozinha. Até mortes seguidas de membros distantes da família, doenças repentinas que atacam alternadamente os residentes da casa. E era esperado que terminassem com morte e ressurreição de um jovem senhor, filho da senhora em questão. Mas não foi isso que aconteceu…

A senhora que é acusada de ser a responsável por toda esta desgraça, escapou por muito pouco de ser apedrejada pela vizinhança que não tolera feitiçaria. Ela reconhece que é responsável por todos os eventos estranhos que afligem aquela família, mas diz não se lembrar como e onde ela foi buscar a bagagem que permite que ela tenha esse “Poder”. Tudo o que ela sabe dizer é que o melhor que todos podem fazer é abandonar a casa e cuidar das suas vidas longe dali. Essa seria uma solução se a população, depois de ver os planos de linchamento frustrados, não quisesse a todo o custo que a “senhora feiticeira” abandone o bairro para sempre.

Então. Como eu ia dizendo… foi essa senhora que ao receber de sua nora a informação de que uma jibóia havia estrangulado seu filho até à morte, tratou de ir no dia seguinte à morgue ressuscitar o filho.

Depois de sofrer o estrangulamento, ele foi levado ao hospital onde foi decretado o óbito e seu corpo enviado para a morgue, e foi nessa noite que a família tomou conhecimento da infelicidade.

Na manhã seguinte, a mãe do jovem (a feiticeira) seguiu com sua nora (esposa do falecido) a caminho do hospital, esta segunda recebera ordens de que deveria levar roupa para vestir o malogrado, e assim o fez.

Chegados ao local, a senhora ordena que a filha fique do lado de fora da morgue, assim como as pessoas que estava presentes no local e minutos depois saiu com o filho nu caminhando ao seu lado…

A esposa do moço estupefacta, procurou saber como aquilo foi possível – tudo que ela ouvia era: Unga ni vutisse ntxumo, mu yambexi mpalha hita muka – Não me pergunta nada, vista-o para irmos embora.

Perguntados sobre este caso, os médicos negam que aquele homem tenha dado entrada na morgue… But Why?

O vivo-morto não lembrava de nada do que aconteceu, estava bastante fraco e parecia um zumbi de Resident Evil (dos jogos), não daquela trilogia inútil de filmes… estava moribundo e mal conseguia falar. Era preciso fazer um certo tratamento que só aquela senhora sabe fazer, mas ela encontrava-se desaparecida.

Para o alívio de todos ela reapareceu e fez o que deveria fazer, o jovem voltou ao normal, foi ao trabalho, mas depois teve uma recaída, depois melhorou, e é um loop infinito.

Agora outros membros continuam a ter ataques estranhos, vêm animais, adoecem, enfim… é um efeito dominó…

O prato está servido…

A Diferença entre Gostar, Paixão e Amor

Publiquei este texto em 2010, e confesso que não contava com a sua repercussão nos meandros do ciberespaço: centenas de perguntas e comentários  pessoas querendo saber mais sobre a sua condição-situação-relação. Afinal, qual é a “Diferença entre gostar, estar apaixonado e amar”? Precisei de coragem para re-lerescrever o texto, invadia-me o medo de reencontrar nestas palavras uma inocência que fosse oposta aos sentimentos que presentemente cultivo. O texto actual apresenta algumas alterações, mas no fundo continua sendo o mesmo. Bem, vamos lá!

De certeza que o leitor está envolvido numa relação, e a sua alegria é tão brilhante que todos os seus amigos podem vê-la no seu ‘status’ do ‘facebook’: casado, numa relação, noivo – e o meu estado preferido – ‘é complicado’. Ai está! Que sentimento cada estado reflecte? Essa é uma pergunta para o caro leitor responder depois de ter consumido o texto que lhe preparei.

A condição evolutiva do Homem não lhe permite perceber um amor sublime e pleno (acontece, mas é raro). Também está claro que as palavras são mal interpretadas, devido à falta de discernimento espiritual ou até mesmo intelectual (embora não necessariamente útil), o que gera uma tamanha confusão de palavras e sentimentos, e de sentimentos e palavras.

“Eu gosto muito de ti!”

“Gostar” é o dos mais inferiores sentimentos (relativamente ao amor e paixão), mas já é algo. Uma pessoa gosta de outra quando a considera agradável, aprazível. ‘Gostar’ significa sentir prazer e dar-se bem com o outro. Há quem considere ‘gostar’ um quase amor, mas um amor doentio e imperfeito, débil, não afirmado nem decidido. Num livro interessante que li (e que me inspirou para escrever este artigo), uma analogia é utilizada para diferenciar ‘gostar’ do ‘amor’. Assim está: Se tu gostas de morango, só pensas em comê-lo, assim como chocolate, ou aquela roupa que não tiras, sempre queres tê-la vestido; porém, se tu amas o morango, tudo o que vais querer será apenas guardá-lo no lado esquerdo do peito, assim como a roupa ficará conservada com cuidado no guarda-fatos.

Algumas atitudes ou actos caracterizam a pessoa que ‘gosta’, sobretudo: é dominado por um ciúme exagerado, tenta sempre controlar as acções do par, e se puder até os seus pensamentos, exige amor, porém não o tem para transmitir, gosta no presente (e acredita francamente que ama), mas um dia pode vir a tencionar o mal para o parceiro. Vamos lá tentar entender isso no próximo parágrafo.

De acordo com alguns ‘gurus’, o ciúme é a principal característica da pessoa que ‘gosta’ – faz parte da essência do sentimento, da vida. A questão é, ‘será o ciúme saudável?’ Para esses expertises, o ciúme é sinónimo de desconfiança, medo, receio, e propriedade privada, em suma, um sentimento de baixo grau espiritual (umas ideias de Santo Agostinho). Quem tem ciúmes controla porque não-confia, daqui se pode apreender que “um pouco de ciúme numa relação” não é bom e muito menos útil. Contrariamente, o amor é confiança, é um sentimento que pressupõe esperar pacientemente a sua hora, “amor não se exige”, aguarda-se. Então, pedir ‘amor’ não é algo muito conveniente. Quem pede ‘amor’ (“Diz que me amas! Tu amas-me?”) é um ‘pedinte sentimental’, que está vazio de bons sentimentos e deseja encher-se com o ‘amor’ dos outros. Ora, uma das piores qualidades disfarçadas no fundo do ‘gostar’ é a vingança (pode crer), que é chefiada pelo grande orientador do mal: o ódio, o sentimento oposto ao amor. Depois do ‘gostar’, o ‘desgostar’, a aversão – pelo simples motivo de ser trocado (a) – pode originar uma sucessão de atitudes que se denomina perseguição obsessiva. Então, caro leitor, como pode ver, ‘gostar’ é sinónimo de insegurança, imaturidade, ciúme, desejo de propriedade, comoção negativa. Diferentemente, o amor não maltrata, não castiga, não inveja – e tudo isso por uma única e simples razão – porque no amor não há tempo nem espaço para o ódio.

“Estou apaixonado(a) por ti!”

Já dizia ‘Palavra de Condão’, ‘amor’ e ‘paixão’ são sentimentos distintos se interpretarmos ‘paixão’ como um forte desejo que pretendemos satisfazer e ‘amor’ como um interesse sincero por uma outra pessoa. ‘Paixão’ é um sentimento profundo (assim como o ‘amor’), afectivo e violento. É quase um ‘amor’ ardente, porém é a admiração instantânea firmada em bases não estáveis, ora física ora pela posição socioeconómica que a pessoa distinguida desfruta. A ‘paixão’ é o muito confuso “amor à primeira vista”. Na verdade, não existe ‘amor à primeira vista’, é mesmo ‘paixão’, e acontece quando as hormonas humanas encontram alguém cujo odor, imagem e voz desencadeiam de imediato uma resposta química.

A ‘paixão’ invade a mente como uma irresistível e intensa atracção, muitas vezes pela sensualidade, e como anteriormente referi, em forma duma descarga bioquímica que carrega pelo organismo humano uma mescla de adrenalina e outras essências secretas, que motivam uma desordem embriagante e nos deixa ‘bêbados’. Como este sentimento não tem uma ligação com a verdade, cai e desaparece com a mesma velocidade e intensidade com que apareceu. A ‘paixão’ não resiste ao tempo, pois não tem um alicerce duradoiro (físico, títulos e riquezas). Entretanto, pode a ‘paixão’ tornar-se no ‘amor’, mas numa relação estável como o ‘amor’, são as referências culturais e sociais que fazem a diferença.

Numa tentativa de caracterizar a ‘paixão’ pode-se dizer que quem está apaixonado não sente ‘amor’, pois ‘paixão’ não se sente, vive-se. A ‘paixão’ representa também a cegueira, (já se sabe de onde vem a expressão “cego de amor”, mas o correcto seria “cego de paixão”), enquanto o ‘amor’ torna lúcido. A ‘paixão’ é também caracterizada pelo sentimento de propriedade, tal como no ‘gostar’.

Concluindo, a ‘paixão’ traduz-se num desejo, no fogo, em algo poderoso e grandioso. Pode-se confundir com o ‘amor’, ou até mesmo ‘gostar’, mas a ‘paixão’ é efémera e geralmente não vira ódio, embora que ao findar da mágica, a recuperação se torne difícil e (clinicamente) desastrosa. Generalizando, a ‘paixão’ é uma doença (a mais deliciosa de todas) e representa uma intoxicação do cérebro.

“Eu amo-te!”

O ‘amor’ também envolve hormonas e neurotransmissores que influenciam o cérebro, mas diferentemente dos outros sentimentos, o ‘amor’ tem a qualidade de ser o último estado de relacionamento afectivo entre duas pessoas. O ‘amor’ é o sentimento que nos impele para o objecto dos nossos desejos, e por vezes gera um conflito entre os nossos reflexos e as nossas reflexões, pois o ser deixa de estar em sim para estar no outro. O ‘amor’ se multiplica quando se divide – já disseram –, o ‘amor’ é despertar aquele a quem amamos para toda a grandeza de que são capazes. Filosoficamente falando, o ‘amor’ é a promoção-empoderamento do outro em toda a sua plenitude, universalidade, e de um modo incondicional, desinteressado (o único interesse é a própria pessoa). Só existe ‘amor’ quando não existe autoridade.

Teoricamente (segundo Susan Hendrick e Clyde Hendrick) o ‘amor’ é dividido em 6 grupos ou ‘lógicas’. O primeiro tipo de ‘amor’ é o ‘Eros’, é o erroneamente conceituado ‘amor platónico’, o ‘amor’ romântico dos poetas. O ‘Eros’ compreende uma forte atracção física e desejo sexual, é incontrolável, intenso e irracional (isso para mim é ‘paixão’). O segundo é ‘Ágape’, é o ‘amor’ generoso, que se sente feliz mesmo desprezado ou não correspondido. ‘Mania’ é o terceiro tipo, é o ‘amor’ obsessivo e ciumento (seria também outra classificação da ‘paixão’), parece uma montanha russa e pode ser um verdadeiro inferno. O quarto tem como nome ‘Ludus’, é o ‘amor’ brincalhão, sem compromissos e altamente promíscuo. O quinto é ‘Storge’, é o ‘amor’ movido pela confiança, pela amizade, sem motivos sexuais. O que mais alto fala são os valores ou princípios partilhados. O último tipo é o ‘Pragma’, é aquele que avalia e visualiza apenas o momento e a necessidade temporária em termos de ‘custo-benefício’ (classifico isso como a ‘paixão matemática’).

Amar pode parecer complicado, porque realmente é complicado. Quem ama sabe que o ‘amor’ não se encontra no primeiro olhar – sintonia espiritual –, o ‘amor’ verdadeiro só entra em campo a cada dia de alquimia produzida a partir desse encontro. Quem ama dá ‘amor’ sem perder, porque ele já é em si ‘amor’: para amar é preciso “ser-se amor”. Quem ama sabe entregar e jamais pensa em receber, pois o ‘amor’ não é um investimento que se faz numa pessoa. Resumindo, quem ama vê o sexo como complemento do ‘amor’, ama o outro como um todo, ama acima de tudo a felicidade do parceiro, ama sem ser amado – sem pedir ‘amor’ –, despreza seu medo de dizer «eu te amo», e acima de tudo ama em liberdade e não aprisiona.

Amar é uma sensação maravilhosa, sem dúvidas, assim como saber que somos amados, e é por isso que é importante dizer sempre aquela frase simples e poderosa de apenas ‘7’ letras! Vamos terminar isso poeticamente: “amar é admirar com o coração, admirar é amar com o cérebro”.

Já me esquecia da questão inicial. Caro leitor, qual é o sentimento que solda o vínculo emocional que tem com o seu parceiro?

Crianças Vendedeiras de Rua Ganhando a Vida em Maputo

Adolescente vendedor

Este é mais um retrato de crianças que fazem de tudo para ganhar a vida. Estes meninos percorrem longas distâncias para tentar ganhar algum dinheiro para sustentar suas famílias, que muitas das vezes são compostas somente por crianças. São crianças cuidando de crianças. Outras fazem isso para ter alguns trocados, afim de satisfazer caprichos típicos da idade, que os pais, por algum motivo, não podem satisfazer.

São vários casos de género neste vasto Moçambique. Este é apenas um pequeno exemplo. São meninos que vendem ovos na rua, é algo um tanto quanto incomum, mas nós encontramos.

meninos algures em maputo

meninos vendedores de ovos

Crianças ganhando a vida

Gírias e Expressões Populares de Moçambique

Gírias e Expressões Populares de Moçambique


Gírias e Expressões Populares de Moçambique

Fico muito feliz sempre que tenho que escrever artigos como este. Primeiro porque é um assunto que envolve directamente o povo, a minha gente do Benfica, de Malhazine, Chamanculo, Mafalana, Laulane, Ferroviário, Guava e outros bairros onde está a malta toda. Segundo porque permite que eu abandone um pouco os bits e bytes para jogar ntxuva e com a malta, enquanto vou colectando o material que preciso para os artigos. Lembro que a última vez que saí para a colecta foi para escrever a matéria sobre Jussy Cola – Já haviam esquecido ne? Vale a pena dar uma olhada naquelas rabiscadas.

Eu anotei uma boa quantidade de gírias e expressões populares moçambicanas e procurei pelos seus significados nas diferentes regiões do país. Algumas já têm artigos dedicados e espero no futuro poder criar artigos para cada uma delas.

Jopo: Vem de job em inglês que significa trabalho.

Mbolha: Os ladrões usam este termo para designar o produto dos seus robos. Os modjeiros usam este termo quando se referem aos passageiros. Algumas pessoas também usam a o termo para se referirem a trabalho.

Modja: Actividade praticada pelos modjeiros.

Bazar: Verbo Ir no infinitivo.
Ex: Vamos lá bazar para casa = Vamos para casa.

Comé: Diminutivo de como é que é? 
É uma forma de saudação muito usada pelos jovens.

Tcheca la: Olha lá, olhai
Ex: Tcheca lá aquela cena = Olha para aquela coisa.
Cena: Coisa.

Chapa: Transporte semi-colectivo de passageiros.

Modjeiro: Ver artigo principal: O que é um Modjeiro?

Chapeiro: Motorista de chapa.

Gai Gai: Pesssoas que são pagas para transportar carga.

Madjoridjo: O mesmo que Gai Gai.

Dama: Namorada, moça.

Stor: Professor.

Tchuna Baby: Ver artigo principal – Txuna Baby.

Djimar: Treino em academia, exercitar.

Duxar: Tomar banho.

Marrar: Estudar.

DjokoDjoko: Termo usado pelas crianças para designar o acto sexual.

Molwene: Ver artigo principal – Molwene

Mapara: Idiota

Matreco: Pessoa desprovida de esperteza

Nholar: Ficar na reserva, “esperar até cansar”

Mbunhar: Ficar desapontado

Tchova: Carrinha de mão que serve para transportar carga. É bastante usado pelos Gai Gais.

Ainda existem centenas que nós esquecemos. Ajude-nos a aumentar a lista falando das gírias da sua localidade.

A Dupla Tarefa das Trabalhadoras do Sexo em Maputo

Neila Mahumane (nome fictício), 25 anos de idade, trabalha à noite. O seu local de trabalho é a Avenida 24 de Julho, cidade de Maputo. Desempenha a sua actividade todos os dias da semana, das 18.00 às 23.00 horas, mas quando há pouca clientela só abandona o local ao amanhecer. Na rua, tem dupla tarefa: conquistar clientes e ser activista pelos direitos das trabalhadoras de sexo.

Como activista, Neila ensina as prostitutas a levar uma vida saudável, prevenindo-se de doenças de transmissão sexual. Mostra as colegas de trabalho como usar correctamente o preservativo masculino e feminino e encoraja-as a fazer o teste de HIV e SIDA nos centros de Saúde que fazem um atendimento especial a este grupo de mulheres, a exemplo dos Centros de Saúde do Alto Maé e o do Porto. Este último funciona também à noite e localiza-se na baixa da cidade de Maputo.

 “Se um homem exigir manter relações sexuais com uma trabalhadora de sexo sem preservativo, prometendo pagar muito mais em relação ao preço normal que cobramos, mesmo sabendo que nos envolvemos com mais de seis parceiros diferentes por dia, é porque alguma coisa esse homem tem. Há que duvidar!”, esta é uma das mensagens que Neila transmite às colegas.

Na rua, Neila desperta nas colegas sobre a necessidade de se defenderem dos polícias-ladrões e dos clientes que não aceitam pagar depois da realização do acto e explica porquê: “sofremos muito na rua. A Polícia tira-nos o dinheiro da receita do dia, alegando que a actividade que desempenhamos é ilegal ou exige que lhes prestemos os nossos serviços sem recompensa”.

Durante os sete anos de serviço, Neila conta que vários foram os episódios que assistiu de colegas que foram vítimas de tortura protagonizada pelos agentes da lei e ordem e pelos clientes. Contou a estória de uma mulher que ficou paraplégica porque se desentendeu com o cliente e este atirou-a do primeiro andar para o rés-do-chão.

“Estávamos numa pensão na “24 de Julho”, quando ouvimos gritos de socorro da colega que estava a ser espancada pelo cliente. Momentos depois, ouvimos barulho no rés-do-chão. Era a nossa colega! Foi atirada da janela do primeiro andar para baixo. Sofreu na região da bacia e não conseguia andar. Quando tentámos localizar o cliente dela já era tarde porque estava a abandonar o local. Ameaçou-nos com uma faca enorme. Pulou o muro e desapareceu”.

Esta mulher, segundo Neila, não mais voltou à rua, mas a sua filha mais velha, que aparenta ter 14 anos, infelizmente, iniciou a actividade de sexo comercial.

“Sentimos muito quando vimos isto porque a mãe tem conhecimento do trabalho que a filha faz e dos perigos que se corre na prostituição. Pior é que com o grupo das adolescentes é mais difícil de lidar com ele. Elas drogam-se e são muito violentas. Tentamos chegar perto delas para sensibilizá-las para abandonarem a rua ou a adoptarem métodos de prevenção contra doenças, mas não está a ser fácil”, observa Neila.

Muito dinheiro movimentado

Muito dinheiro movimentado

A nossa fonte faz parte de um conjunto de activistas que recentemente recebeu formação sobre prevenção positiva, na Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família (AMODEFA), cidade de Maputo.

“Com esta capacitação pretendemos que as meninas saibam que mesmo sendo seropositivas devem usar sempre o preservativo nas relações sexuais para evitar a dupla infecção”, fez notar Marcelo Kantu, assistente de direcção para área de monitoria e avaliação e coordenador do projecto inclusão.

Explicou que difícil seria persuadi-las a abandonarem a actividade porque muitas delas conseguem sustentar as suas famílias com base no sexo comercial. É que, segundo afirmou, esta actividade é praticada por mulheres jovens, mais crescidas, adolescentes, incluindo alguns homens. Há mulheres que desempenham a actividade nas suas casas, outras têm contactos e ficam à espera da ligação do cliente e há ainda aquelas que vão à rua à busca de cliente. Estão envolvidas mulheres de diferentes estratos sociais e níveis académicos.

“Esta actividade movimenta muito dinheiro. Há mulheres que têm clientes que pagam em dólares, libras ou outras moedas e ganham muito com isso. Algumas chegam a fazer 1500 a 2 mil meticais por dia. Que alternativas de trabalho podemos oferecer a estas mulheres para abandonarem a prostituição?”, questiona Kantu. Por isso, acrescenta: “achamos melhor educá-las a desempenhar o sexo comercial de forma saudável e segura”.

Há sensivelmente seis anos, estudos feitos indicavam para uma média de 200 trabalhadoras de sexo que desempenhavam a actividade, diariamente, na zona baixa da cidade de Maputo. Este número não engloba as outras que ficam à espera de telefonemas ou que realizam o trabalho nas suas casas.

Espancada no 2º dia de trabalho

Maria Amélia (nome fictício), 34 anos de idade, é trabalhadora de sexo há sensivelmente 10 anos. Integrar-se na actividade não foi fácil para ela. No seu segundo dia de trabalho foi espancada por um cliente por inexperiência. “Ele queria sexo oral, mas não aceitei. Não sabia que se negociava antes de se ir ao quarto. O cliente ficou violento, bateu-me e abanou-me toda. Fiquei com medo e pedi ajuda. As minhas amigas que me convidaram a fazer parte do grupo apareceram de imediato e ajudaram-me a resolver o problema. Levaram o sujeito à esquadra”. Apesar do susto, Maria não desistiu e explica porquê: “Estava desesperada em conseguir dinheiro para sustentar o meu filho”.

Com 12ª classe, Maria Amélia diz que o seu maior receio é infectar-se com o HIV/SIDA à semelhança de algumas colegas suas que hoje estão impossibilitadas de trabalhar no sexo comercial devido à doença ou outras que mesmo sendo seropositivas, continuam a ir à rua. “Há vezes que o preservativo rompe e isso preocupa-me”.

Encarceradas por uma semana

Encarceradas por uma semana

Aos 17 anos, Rosa Graça (nome fictício) tornou-se trabalhadora de sexo. Foi vítima de várias atrocidades da Polícia e de militares. Contou-nos o que aconteceu. “A Polícia encontrou-nos na rua à espera de clientes e queria que lhes déssemos o dinheiro que já tínhamos conseguido ou manter relações sexuais com eles sem nos pagarem. Não cedemos às suas exigências, como resultado levaram-nos à 3.ª Esquadra e nos encarceraram durante uma semana e não nos diziam porquê. Depois soltaram-nos, do nada. Outra vez, na zona de Marínguè, Avenida Julius Nherere, estavam lá militares que queriam forçar-nos a manter relações sexuais com eles, mas negámos. Como castigo mergulharam-nos na piscina e, depois, tiraram-nos. Era Inverno”.

Com 35 anos de idade, Rosa diz que já conhece os seus direitos e nenhum Polícia lhe abusa, mesmo o cliente, graças às formações em que tem participado sobre direitos humanos e prevenção de doenças de transmissão sexual.

Evelina Muchanga

Jornal Notícias

Os 10 Artistas Mais Bonitos de Moçambique em 2012

A votação para eleger o artista mais bonito de Moçambique está encerrada!

Confira o resultado!

Os 10 Artistas Mais Bonitos de Moçambique em 2012

Os leitores do Moz Maníacos escolheram aqueles que eles acharam que eram os artistas mais bonitos de Moçambique. Nós disponibilizamos todos os nomes neste site para votação em Abril – depois de alguns meses de votação – vamos apresentar o resultado para todos. A justiça é vossa. Nós somos a vossa voz.Eis a lista dos 10 artistas (homens) mais bonitos de Moçambique em 2012.

1 – Ace Nells

Ace Nells

2 – Mahel

 Mahel

2 – Valdemiro José

Valdemiro José

4 – JayBreezy

JayBreezy

5 – Calisto Ferreira

 Calisto Ferreira

6 – Abuchamo

Abuchamo

7 – G2

G2

8 – Lay Low

Lay Low

Os restantes artistas obtiveram menos de 20 votos, por isso preferimos manter a lista no Top 8.

Têm alguma opinião? Deixe seu comentário.

21-12-12: Não será desta vez que o mundo acaba!

21-12-12: Não será desta vez que o mundo acaba!

Confesso que quase creditei nas informações difundidas, nas que ‘noticiavam’ que no dia 21-12-12, o mundo que pensamos que compreendemos, desapareceria, assim como boa parte dos homens. Um alinhamento mítico – 21-12-12 – o fim e o começo de uma nova era. O terror que me roeu, noutros ‘suis’ e ‘nortes’ da terra, já agoniava os nervos e os corações de milhares de criaturas. Nesses ‘suis’ e ‘nortes’ – sobretudo ‘nortes’ – as pessoas começaram a arquitectar ‘bunkers’ subtérreos, acomodáveis, aparelhados e com consideráveis estoques de água e alimentos. Outros, mais ajuizados, augurando um ‘fim irremediável’, apocalítico, não viram solução melhor senão consumir os centavos amealhados durante anos e anos mesquinhamente vividos. Pânico! Não é por mais, depois das bárbaras imagens hollywoodianas do muito catastrófico ‘2012’, do muito gay Roland Emmerich (realizador de outros proféticos filmes como ‘O Dia depois de Amanhã), as pessoas ‘têm’ mesmo razões para se atemorizarem.

Se dependesse do que se diz por aí (pois já faz um bom tempo que se diz que ‘O Fim dos Tempos Está Próximo’), o mundo já teria acabado duas ou três vezes. Lembro-me da passagem do século, quando o ano 2000, impetuosamente aproximava-se.“O ano do fim”! Não irei descrever o medo que, o miúdo que eu era, viveu, mas foi um motivo suficientemente grande para passar as últimas e as primeiras horas do milénio num dos domicílios de Deus. Desta vez, os que seguraram os cartazes ‘O Fim Está Próximo’ não foram os filhos de Cristo ou descendentes, mas um bando de cientistas acreditados que ‘mal interpretaram’ um dos tantos calendários ‘murais’ dos Maias, uma das civilizações mais antigas (e enigmáticas) da história humana. Um bloco de pedra causou essa astronómica confusão, e o que foi chamado de ‘uma profecia Maia sobre o fim do mundo’, afinal não passava apenas de o fim da contagem de uma ‘Era Maia’ (provavelmente “baktun”, correspondente a um período de 144 mil dias).

Na verdade, essas explicações bombardearam a internet nos últimos dias, pois, como se sabe, 2012 será revezado por um calendário novo, dentro de 20 dias. Ora, curioso foi como o governo de Obama e de Putin‎ lidaram com a profecia, emitindo comunicados burocráticos para amainar os ânimos das pessoas mais ‘cobardes’. Esses comunicados, cientificamente suportados pela NASA, deixaram ‘bem claro’ que não irão ocorrer tragédias nenhumas – megatsunamis, super-erupções vulcânicas, congelação dos oceanos – nem nenhum asteroide desgovernado entrará em colisão com a Terra.

No fundo, bem lá dentro, um suspiro-respiro meu, de alívio, ecoa: “Não será desta vez! Não será 2012!”

Como sou ‘um tipo’ com uma fantasia demente, pus-me a imaginar na possibilidade do ‘Armageddon’ ocorrer. Bom, seria mesmo injusto comigo, logo agora que começo a ver sentido algum na minha vida. Seria também injusto porque eu não teria muitas probabilidades de sobreviver, primeiro porque sou estupidamente pobre para reservar um bilhete no ‘Expresso de Noé’ (mesmo estando próximo dos Himalaias), segundo porque estou longe de África, e como no filme ‘2012’, o Drakensberg será a salvação.

Seria também injusto para os moçambicanos, em geral. A descoberta de quantidades absurdamente enormes de recursos, que durante anos permaneceram ocultas bem sob os nossos narizes, seria igualmente uma decepção catastrófica. Não fariam sentido os milhares de dólares investidos, nem faria sentido a esperança de um povo que sonha com um ‘futuro melhor’, próspero e digno! Imaginem só o que o governo poderá fazer para ‘melhorar’ o bem-estar das populações: pensão mensal – para pobres e desempregados ou para menores de 18 anos; impostos altos para indivíduos com rendimentos altos; uma renda natalícia-compensatória para as pessoas que vivem nos arredores dos megaprojectos; seguro de saúde para todos; preços fixos para os alimentos básicos, etc.

O ‘fim do mundo’ seria grosseiramente injusto para os eleitores moçambicanos, que bem em breve terão a possibilidade de escolher um novo governo, e ver se desta vez as coisas deixam de ‘deixa-andar’ e passam a ‘andar’. Mas nem tudo seria mau no contexto político. Se o mundo acabasse, imaginem só, nós não teríamos que suportar, em 2013, a cara de alguns políticos que fazem ‘politiquice de retrete’, nem os seus discursos, nem os seus raciocínios literalmente infantis. Não teríamos que suportar os nossos ricos emissários parlamentares, esses estafetas reconhecidos pelos seus eleitores, que muito desagradecidos são.

Se o mundo acabasse, Vaquina terá sido o primeiro-ministro que menos tempo ficou no comando. Seria também triste, para as futuras gerações (os sobreviventes), ficarem a saber que quando o ‘mundo acabou’, o país deles era um dos 10 países mais pobres e mais dependentes do dinheiro dos outros países. Seria bastante irónico, mas a geração pós-apocalíptica já teria bilhões de ‘unidades monetárias’ futuras em débito.

Se calhar nem sequer existirá Moçambique no pós-fim. Na mais das doces previsões, talvez Beira e Quelimane se tornem ilhas flutuantes do Índico, e Madagáscar fique próximo de Inhaca. Quem sabe se o Zambeze não dividirá o país? De uma coisa tenho a certeza, seremos todos iguais no pós-fim-do-mundo, nada importará, se estudei no estrangeiro ou não, se sou da Geração dos pós-Marxistas ou da Viragem – seremos todos da ‘Geração Pós-Fim-do-Mundo’ –, nem os ‘independentistas’ ou os filhos dos ‘ex-combatentes’ terão direitos privilegiados.

É muito estranho e triste pensar no ‘Fim-do-Mundo’ e no seu ‘Pós’. Talvez nada do que pensei até agora realmente importa. No último momento, quando as águas estiverem a entrar pelos meus ouvidos, a inundar o meu estômago, a inflar o meu coração, aí sim pensarei no mais importante: talvez a minha mãe, quem sabe um dos meus irmãos, a minha namorada ou aquela mulher que me ‘toca’ mas que ainda não lhe disse peva sobre o que sinto; talvez apenas sorria ao pensar que a AK-47 ainda não foi retirada da bandeira, ou talvez pense no ‘Tambor’ de Craveirinha, nos seus poemas eróticos, ou na colecção de livros tento fazer…

Bom, “Não será desta vez” – foi o que eles disseram. Eu apenas espero que os Maias estejam realmente enganados, e que nenhum governo esteja a agir às costas do ‘mundo’.

Há Bifes Sérios Na Área!!!!!

Há Bifes Sérios Na Área

Eu quis dizer: Na área do Triângulo…

Na área do Triângulo...

Eu sempre quis fazer isto....
Eu sempre quis fazer isto…

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Binga – O Monte Mais Alto de Moçambique (c/ Fotos)

Binga é a montanha mais alta de Moçambique. Está localizada a poucos quilómetros a leste da fronteira entre o Zimbabwe e Moçambique no Parque Transfronteiriço de Chimanimani, na província de Manica. Sua altura é de 2.436 metros (7.992 pés) acima do nível do mar.

A montanha é encontra-se muito longe de assentamentos e alcançá-lo de ambos os lados da fronteira pode ser uma tarefa que leva vários dias a pé, por isso é muito importante tomar as devidas precauções antes de começar a escala-lo.

Seleccionamos algumas fotos do Monte Binga visto de vários pontos diferentes à sua volta, para permitir que de certa forma, mesmo que sentado, você se sinta lá… :-)
Monte Binga

Vista do monte Binga

Monte Binga Visto de uma aldeia

Montanha Binga

Monte Binga visto de longe

Pontos turísticos perto do Binga

Binga - A Montanha Mais Alta de Moçambique (c/ Fotos)

O Povo Dinka (Fotos)

Os Dinka são um grupo étnico que habita a região de Bahr el Ghazal da bacia do Nilo, Jonglei, partes do sul Kordufan e regiões do Nilo. São um povo “agripastoral”[en], contando com criação de gado durante a estação seca, e milho e outras variedades de grãos  na estação chuvosa. 
Esta tribo é composta por cerca de de 4,5 milhões de pessoas de acordo com o censo de 2008 no Sudão, constituindo cerca de 18% da população de todo o país, e a maior tribo étnica no Sudão do Sul.
O povo Dinka, do Sudão, tem sido descrito como o mais alto do mundo, com altura média para os homens de 1,90 m e 1,80 m para as mulheres. Um exemplo notório é Manute Bol, que, com 2,31 m, foi o jogador mais alto da NBA. Os Dinka são caracterizados como tendo pernas longas e o tronco esguio, uma adaptação às condições climáticas quentes.

tribo dinka

rapaz dinka

dinka

menino pastor dinka

fotos dinka

ancião dinka

jovem dinka

família dinka

pastor dinka

mulher dinka

homens dinka

menino dinka

pastores Dinka

O Povo Dinka (Fotos)

Os Homens Mais Ricos de Moçambique

Estava na Internet a procura de ideias para novos artigos e encontramos esta lista bastante interessante publicada no Mozamigos e decidimos melhora-la. Poucos viram a lista, que foi publicada em 2008, mas quero acreditar que depois de passar pelo nosso blog não haverá ninguém que não vá saber quem são as pessoas que têm dinheiro de verdade em Moçambique.

Um detalhe curioso sobre este artigo 

Mesmo estando na lista dos mais ricos do país, alguns destes senhores praticamente não existem na internet. Foi extremamente difícil encontrar fotos destes senhores. Temo que talvez nós tenhamos colocado uma foto errada de um deles…

Vamos a lista então…

1. Armando Guebuza

Armando Guebuza

Falar mesmo?

2. John Kachamila

John Kachamila

Ex-ministro dos recursos minerais.

3. Joaquim Chissano

Joaquim Chissano

Antigo Presidente da República.

4. Mohamed Bachir Sulemane (MBS)

Mohamed Bachir Sulemane

 

 

 

 

Comércio. Mas os EUA  garantem que ele é um traficante de drogas.

5. Magid Osman

Magid Osman

Ex-Ministro das Finanças…

6. Mário Machungo

Mário Machungo

Senhor do BIM, e ex-ministro.

7. Hermenegildo Gamito

Hermenegildo Gamito

Este rosto também não é estranho para ninguém

8. Eneas Comiche

Eneas Comiche

O mesmo dizemos deste senhor

9. Octávio Muthemba

Octávio Muthemba

Também um nome sonante na Banca.

10. Lourenço do Rosário

Lourenço do Rosário

Educação e relacionados. Não é?

A Dor de Cabeça Que É Apanhar Chapa em Maputo

A questão dos chapas é o actual calcanhar de Aquiles em Moçambique, sobretudo em Maputo. Para sair de qualquer bairro em Maputo para a “cidade” e vice-versa é preciso apanhar no mínimo um chapa (É óbvio) . O problema é que para apanhar um desses, é preciso passar por varias situações complicadas, desde esperar uma eternidade, ficar em filas enormes e ainda lutar para conseguir entrar no tal de chapa – lutar mesmo. Quem consegue entrar ainda tem que suportar engarrafamento que não acaba mais. Até lá você já terá gasto todas suas energias, que era para serem usadas no trabalho ou na escola.

E hoje o conceito de chapa se estende aos camiões caixa aberta que circulam por aí…
A Dor de Cabeça Que É Apanhar um Chapa em Maputo
moçambicanos
mocambicanas
multa ao chapeiro
E no Xiquelene…
E no Xiquelene...
bicha Xiquelene
corrida chiquelene
chapa xiquelene
chapas em xiquelene
luta de chapas
mocas pegando chapa
xiquelene
chapa matendene
A Dor de Cabeça Que É Apanhar um Chapa em Maputo

Fotos da Junta Depois das Chuvas

Qualquer pingo de água faz grandes estragos na nossa cidade. Os principais pontos de Maputo ficam inacessíveis. As vias de acesso ficam inundadas e famílias desabrigadas. Vejam em fotos, os resultados das últimas chuvas em Maputo na zona da Junta…
Fotos da Junta Depois das Chuvas

Fotos da Junta Depois das Chuvas

Fotos da Junta Depois das Chuvas

Fotos da Junta Depois das Chuvas

Fotos da Junta Depois das Chuvas

Fotos da Junta Depois das Chuvas

Fotos da Junta Depois das Chuvas
Fotos da Junta Depois das Chuvas

Fotos da Junta Depois das Chuvas

Fotos da Junta Depois das Chuvas

Fotos da Junta Depois das Chuvas

Chidenguele – Viagem Por Moçambique

Um dos melhores locais para passar feriados e festas de natal e fim de ano é a Praia de Chidenguele, locazada em Gaza, há uns 250 quilómetros de Maputo. É um óptimo lugar para fazer caminhadas, hilariantes mergulhos, passeios de moto…e o mais importante: provar variadíssimos mariscos, todos frescos. Além disso, você ainda pode levar algumas lembranças para casa, como as diversas peças de arte feitas por artesãos locais para todos os bolsos.

Chidenguele - Viagem Por Moçambique

Chidenguele - Viagem Por Moçambique

Chidenguele

praia

lado chidenguele

Chidenguele

Chidenguele

pôr do sol

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