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Três sinais que fazem com que casamento não dure

Os organizadores de casamentos conhecem muitos casais e testemunham muitos casamentos, o que faz deles uma espécie de especialistas.

Veja a lista dos três sinais que estes destacaram como indicadores de casamentos destinados a falhar:

1. Tomar partidos dos outros

Desde cedo os casais devem estabelecer que são uma equipa. A noiva ou o noivo tem hábito de tomarem decisões para agradar a algum membro da família, pondo as necessidades dessa pessoa acima das do casal é um grande sinal de que o mesmo vai ocorrer em outras situações, gerando discussões e problemas entre o casal que podem acabar com o matrimónio.

2. A idade a que se casam também pode ser um indicador de sucesso ou falhanço

De acordo com a instituição norte-americana The National Centre for Health, 60% dos casamentos entre pessoas que têm 20 a 25 anos de idade acabam em divórcio.

3. Dar mais importância ao evento do que ao matrimónio em si

Se a cerimónia e a festa de casamento estão a tomar conta da vida do casal ao ponto de provocar stress e mau ambiente entre ambos, pode ser um sinal de prioridades distorcidas.

Benefícios da comida picante

A comida picante também tem benefícios para a saúde! As pessoas anseiam pelo seu sabor, independentemente de fazer com que fiquem coradas ou com “calores”. Geralmente a comida picante é considerado insalubre, mas esta possui alguns benefícios para a saúde.

O pimentão não é o única substância com efeito picante, existe também a pimenta, o açafrão, o piripiri e outras ervas que contribuem para que o sabor seja picante.

Veja a lista de benefícios da comida picante:

1. Melhora a imunidade

O pimentão e a pimenta são ricos em vitamina A e vitamina C. Duas colheres de chá de pimenta em pó fornece cerca de 10% da vitamina A e 6% de vitamina C da necessidade diária do organismo. Ela estimula o sistema imunitário e melhora a linha de defesa do corpo humano.

2. Ajuda a prevenir o cancro

Embora os alimentos condimentados não sejam uma cura para o cancro, eles podem ajudar a preveni-la. Foi descoberto que a capsaicina  pode matar algumas células cancerígenas. Outro tempero – açafrão – foi mostrado que pode ajudar a retardar a propagação de certas células do cancro, como câncer de próstata.

Mas a ingestão excessiva de capsaicina também tem sido associado a cancro do estômago. Por essa razão tenha cuidado com a quantidade que você consome.

3. Melhora a saúde do coração

As culturas que comem regularmente alimentos picantes são significativamente menos propensos a sofrer um ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral. A Capsaicina ajuda a diminuir o colesterol ruim e reduz a inflamação.

4. Baixa a Pressão Arterial

As vitaminas A e C reforçam as paredes musculares do coração, e o calor da pimenta aumenta o fluxo de sangue por todo o corpo. Tudo isto é igual a um sistema cardiovascular mais forte.

5. Perda de peso

A capsaicina tem um efeito termogênico no corpo que leva ao aumento do metabolismo. Isso resulta em queima de calorias extras e pode levar a perda de peso. Além disso, se você está seguindo uma dieta ou sua comida saudável é menos atraente, então você pode apenas polvilhar algumas especiarias.

6. Diabetes tipo 2

De acordo com um estudo de 2006, houve uma queda considerável nos níveis de açúcar no sangue em pessoas diabéticas depois de terem uma refeição picante.

7. Estimula o humor

Alimentos picantes aumentam a serotonina no cérebro, o que faz você se sentir mais feliz. A serotonina também ajuda a relaxar e se sentir menos stressado.

8. Reduz a acne

Um efeito colateral estranho, mas que no entanto é bom. Os alimentos picantes podem ajudar no acne, se consumidos regularmente.

9. Melhora a qualidade de sono

Estudos têm mostrado que pessoas que consomem pimenta regularmente desfrutam de um sono melhor e por mais tempo. Mas evite comer alimentos picantes no jantar.

Pressão arterial pode prever sexo do bebé antes de ser concebido

Na gravidez, há características que podem indiciar se a mulher carrega um menino ou uma menina. O formato da barriga é uma das características mais evidentes e são muitos os que acreditam que uma barriga mais redonda é sinal de menina, enquanto uma barriga mais bicuda significa que vem aí um ‘pilinhas’.

Um novo estudo sugere que há uma nova forma de prever o sexo do bebé, mesmo antes de este ser concebido.

Cientistas do Canadá referem que a pressão arterial de uma mulher, 26 semanas antes de conceber, pode indicar se esta dará à luz um menino ou uma menina, sendo que uma maior pressão sanguínea é sinal de que será mãe de um menino.

Sugere-se que a pressão sanguínea de uma mulher antes da gravidez é um factor que pode identificar se esta tem mais probabilidades de ter um menino ou uma menina”, afirma o endocrinologista Ravi Retnakaran, do Hospital Mount Sinai, em Toronto.

A descoberta foi feita depois de um grupo de cientistas ter tentado encontrar um rácio lógico entre o número de raparigas e rapazes no mundo, tendo verificado que tempos mais stressantes como guerras, desastres naturais ou depressões económicas alteram a porção de raparigas e rapazes”, explica o The Telegraph.

A diferença é que, em situação de maior pressão, um género tem uma maior capacidade para sobreviver do que outro durante a concepção.

Canábis: O ingrediente da festa de Miley Cyrus para a irmã Noah Cyrus

Noah festejou o seu aniversário numa festa organizada pela irmã, Miley Cyrus, onde o ingrediente principal foi canábis. Miley ainda agradeceu, através do Instagram, a disponibilização da substância ao “rapper” Snoop Dog.

Miley Cyrus foi a mestre-de-cerimónias da festa de aniversário da irmã, a também cantora Noah Cyrus. O evento organizado pela cantora de 24 anos contou com os ingredientes expectáveis na celebração dos 17 anos de Noah, mas teve um em especial: canábis.

A artista norte-americana, que festejou mais um ano de vida da irmã entre amigos numa residência em Malibu, Los Angeles, registou os acontecimentos no Instagram. Miley partilhou uma fotografia sentada em cima da mesa que serviu de banca para os sacos com canábis e agradeceu ao “tio Snoop Dog por ser tão inovador”. Isto porque o “rapper” detém um negócio relacionado com a substância chamado Merry Jane, onde vende desde produtos para fumar até acessórios de roupa.

Cyrus ainda publicou um vídeo no mesma rede social, onde aparece a dançar com a irmã. “Somos mesmo uma equipa!”, legendou a autora de “Wrecking Ball” , caracterizando a festa como “a melhor de sempre”.

Liam Hemsworth, namorado de Miley, também festejou o aniversário recentemente, cumprindo 27 anos, no dia 13 de Janeiro. No Instagram, Cyrus deu os parabéns à sua “pessoa favorita de sempre”: “Tu tens sido o meu melhor amigo desde o dia em que nos conhecemos. Sou mais do que uma fortuna por partilhar tantos animais contigo.

JN

Sapatos de Capulana

Sapatos de capulana estão a ganhar cada vez mais espaço no armário de muitos mulheres moçambicanas, muitas pessoas talentosas já nos mostraram que é possível transformar qualquer tipo de calçado em uma obra de arte de capulana, na verdade, depois de ver os modelos aqui, você passa a não ter mais desculpas para não ter um sapato de capulana.

Modelos de Sapatos de Capulana

1. Loafers de Capulana

O loafers de capulana são sapatos sem atador (quando tem são apenas decorativos), o resultado charmoso da mescla entre mocassins e slippers (os calçados para usar dentro de casa). Por ter o mesmo conforto e practicidade, podem muito bem roubar o lugar das tão amadas sapatilhas.

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2. Scarpin de Capulana

O Scarpin de capulana é o sapato feminino propriamente dito. Por definição, sapato é o calçado que esconde os dedos do pé e é fechado na parte de trás. Como pode ver na foto, o scarpin é o sapato clássico dos clássicos. Pode ter bico fino, arredondado ou quadrado.

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3. Alpargatas de Capulana

As Alpargatas de capulana são um tipo de calçado baixo, muito utilizado nos anos 70. A origem das Alpargatas não é tão certa, mas sabe-se que são sapatos usados há muitos séculos pelos árabes. São calçados fechados rasteiros, confeccionados em lona e com sola em borracha ou corda e claro, agora com o toque especial e definitivo da capulana.

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4. Tamanco de Capulana

Os tamancos de capulana são um tipo de calçado com salto plataforma muitas vezes de madeira e que pode ter alturas variadas. Pode tanto ser fechado como um sapato, ou aberto, como uma sandália.  Também podem ser encontrados em forma de sapatilha, com altos solados, ricamente bordados, forrados e pintados.

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5. Chucks/All Stars de Capulana

Sim as mais antigas e populares sneakers também são formam uma bela parceria com a capulana. Mais conhecidas em Moçambique com All Stars e Converce e em outros países como “Chuck Taylor” ou simplesmente Chucks, são calçados que todos devemos ter no armário.

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6. Slippers de Capulana

A inspiração para as slippers de capulana são chinelos de veludo usados com pijama, dentro de casa. O modelo é muitas vezes confundido com mocassim, mas a diferença está na parte de cima. No slipper, ela é muito mais simples e sem costuras, ao contrário do mocassim.

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7. Sapatilhas/Tênis de Capulana

As sapatilhas de capulana estão a ganhar muito espaço nos últimos tempos. Você pode usá-lo para praticar diferentes tipos de desporto, para sair à noite ou até mesmo durante as suas actividades diárias. São flexíveis e confortáveis, normalmente confeccionados em conjugações de couro e borracha.

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8. Sandália de Capulana

As sandálias tem como característica principal deixar a maior parte do pé exposta. Por essa razão, é um calçado usado especialmente no verão ou em regiões de clima quente. Os materiais usados na sua confecção podem variar bastante, indo do couro ao plástico e a própria capulana.

sapato-109. Mocassins de Capulana

O Mocassim foi criado pelos índios norte-americanos, e os modelos mais tradicionais mantém o visual “rústico” do calçado, utilizando camurça e franjas que dão um ar “étnico”. Apesar disso, existem modelos super modernos e estilosos, em cores vibrantes, couro, verniz e claro, a capulana.

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10. Bota de Capulana

As botas cano baixo de capualana são um modelo ideal para compor looks estilosos e despretensiosos. Versáteis, elas podem ser utilizadas tanto em dias frios, como naqueles de meia-estação, basta saber combiná-las com o look da vez

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Ilha de Moçambique

A Ilha de Moçambique é uma cidade insular situada na província de Nampula, na região norte de Moçambique.

Localizada num recife de coral, a ilha está ligada ao continente por uma ponte com 3,80 km de comprimento. A Ilha tem cerca de 3 km de comprimento e 300–400 metros de largura e está orientada no sentido nordeste-sudoeste à entrada da Baía de Mossuril, a uma latitude aproximada de 15º02′ S e longitude de 40º44′ E. A costa oriental da Ilha estabelece com as ilhas irmãs de Goa e de Sena (Ilha das Cobras) a Baía de Moçambique.

A ilha está dividida em duas partes, a norte, a “Cidade de Pedra”, construída em pedra e cal e onde se encontram os principais monumentos e, a sul, a “Cidade Macuti”, material de construção tradicional feito com folhas de coqueiro. A maior parte dos residentes vive da pesca, de alguma actividade agrícola e de artesanato.

A população actual é principalmente descendente de imigrantes bantus que ali chegaram no ano 200 a.C. A influência dos árabes que ao longo de séculos aportaram à ilha de moçambique é ainda hoje particularmente evidente no idioma local, o naharsa.

10 Livros de 2016 que realmente valem o seu tempo

O ano de 2016 lançou bons livros e péssimos livros, lançou novos escritores e trouxe muitas outras notícias consigo: o “Debate”, o único jornal cultural do país, faliu; mais escritores moçambicanos foram publicados no Brasil; o Armindo Mathe arrecadou 2 prémios no TDM-Revelação, etc. Diferente da lista de 2015, este “top” não resultou, por vários motivos, de uma enquete. Ficaram de fora, o que me partiu o coração, os livros “Água”, de João Paulo Borges Coelho e “Corpo de Cleópatra”, de Adelino Timóteo.

1. AEMO, Charrua, Revista Literária: Edição comemorativa dos 30 anos (Alcance Editores)

“CHARRUA”

Talvez um dos livros mais emblemáticos dos últimos 10 anos. Coordenada pelo escritor Jorge de Oliveira, a obra apresenta, nas suas várias páginas (uma confusão gigante, a paginação), as 8 edições da então “ousada” revista literária Charrua, que viu a luz entre Junho de 1984 e Dezembro de 1986. O livro, cartaz de apresentação de escritores como Eduardo White, Juvenal Bucuane, Ungulani Ba Ka Khosa, entre outros, é aconselhável e de leitura inevitável.

2. Marcelo Panguana, O Vagabundo da Pátria (Alcance Editores)

“O VAGABUNDO DA PÁTRIA”

Um dos poucos romances deste ano, “O Vagabundo” é uma obra de perspectiva temporal polissémica que, com profusão, explora a experiência deste dormente e versátil génio, ou “O Vagabundo da Escrita”, como prefere chamá-lo Ungulani Ba Ka Khosa. Talvez o esquecimento seja o principal mote deste livro, talvez, ou, se calhar, a eterna preocupação da “Construção da Nação”, este projecto pós-independência abruptamente revezado pela instituição do neoliberalismo. Aliás, este “O Vagabundo” é um livro introspectivo, interventivo, cheio de “(novas) estratégias narrativas”, como disse Ungulani.

3. Hélder Faife, Pandza (Alcance Editores)

“PANDZA”

Nas prateleiras desde finais de 2013, “Pandza” só foi apresentado ao público 3 anos depois. O autor, que ainda não se definiu, já publicou contos, poesia, infanto-juvenil (“As armadilhas da floresta”) e, desta vez, crónicas. “Pandza” reúne textos publicados no jornal “@verdade”, crónicas que roçam o conto curto e/ou o croniconto, engenhosamente construídas e repletas de um humor negro. Discípulo indeclinável de Areosa Pena, Faife provoca com subtileza e faz-nos crer que, afinal, “morder e assoprar” quase sempre funciona.

4. Mia Couto, A Espada e a Azagaia (FFLC)

“A ESPADA E A AZAGAIA”

“A Espada e a Azagaia” (464 páginas), o segundo livro da trilogia “As areias do Imperador”, teve 4 estrelas e meia (de 5) no Goodreads, indicando geralmente uma apreciação positiva. O livro narra a história das últimas batalhas travadas no Império de Gaza, opondo os conquistadores portugueses e o Imperador Gungunhane. Os protagonistas, a Imani e o sargento Germano de Melo, ainda vivem o “tal amor em tempos de ódio”. Com vozes alternadas, o texto apresenta duas perspectivas da História, uma na voz dos colonizadores e outra na dos colonizados. Esta parte termina com a rendição do “Leão de Gaza” e a sua prisão. Pintado de realismo mágico, o livro é um mimo para os admiradores do Mia.

5. Almiro Lobo, O berlinde com Eusébio lá dentro (Alcance Editores)

“O BERLINDE COM EUSÉBIO LÁ DENTRO”

Este livro de crónicas do académico Almiro Lobo foi destaque nos mass media graças ao reboliço causado pelo Benfica de Portugal, que acusava o autor de usar, de forma indevida e não permitida, a marca “Eusébio”. Com 64 páginas e 14 textos, o livro insinua-se como um livro de vivências, de memórias, mas logo o autor toca nas actuais úlceras do país, a pobreza, a guerra, a cidadania. Fica-se sempre com a dúvida: crónicas ou pequenos ensaios?

6. Teresa Noronha, A viagem de Luna (Alcance Editores)

“A VIAGEM DE LUNA”

“Ancorada no Oceano e envolta numa bruma cerrada está a Ilha”. É assim que começa a belíssima aventura da Luna – em busca de si mesma e dos seus. Editora há quase duas décadas, Noronha estreia-se em grande: “Luna” é o (único) livro vencedor do 1º “Concurso Literário Alcance Editores”. Com alegres ilustrações de Ruth Banon (que também ilustrou “O coração apaixonado do embondeiro”, de Rafo Díaz), o livro é um convite romanesco ao imprevisível. Embora seja dedicado aos mais pequenos, “A viagem de Luna” é um livro para todas as idades.

7. Álvaro Fausto Taruma, Para uma cartografia da noite (Literatas)

“PARA UMA CARTOGRAFIA DA NOITE”

Livro primeiro. Livro distinto, este do Álvaro Fausto Taruma. Argucioso, excelente escultor de frases, Taruma impôs-se. Ao “Cartografia”, António Cabrita chamou-lhe de “o melhor primeiro livro de poesia de um autor moçambicano desde o distante Monção, de Luís Carlos Patraquim”. Poeta insular, o livro apresenta 43 textos distribuídos em 5 partes. Quase sempre prosa-poética, às vezes um outro estilo entre a crónica e outra coisa qualquer. Luís Cezerilo chamou-lhe de “discípulo e continuador de Eduardo White”, daí o seu estilo cândido e autêntico de escrever. “Cartografia” é o melhor livro de um novo escritor e um dos melhores livros de 2016.

8. Severino Elias Ngoenha, A (im)possibilidade do momento moçambicano: notas estéticas (Alcance Editores)

“A (IM)POSSIBILIDADE DO MOMENTO MOÇAMBICANO: NOTAS ESTÉTICAS”

Ngoenha, filósofo, é um dos mais originais e profícuos académicos do país. Diferente de “O retorno do bom selvagem” e “Machel: Ícone da 1ª República?”, este fabuloso livro de ensaios não procura fundar nem fundamentar nada, mas esboçar teias para outras discussões, outras interpretações (estéticas?) para o actual momento moçambicano – de “debate político sem ideias políticas”. Multidisciplinar, como o é a filosofia, pode-se ler, neste curiosíssimo livro, um ensaio sobre a também autora Lília Momplé (“Os olhos da cobra verde”).

9. Celso C. Cossa, O Gil e a bola gira e outros poemas para brincar (EPM-Celp)

“O GIL E A BOLA GIRA E OUTROS POEMAS PARA BRINCAR”

“O Gil” é um personagem que vai saltando de poema para poema, marcando golos ou pilotando uma nave. O maior desejo do Cossa é que, com este livro (e outros, já agora), a criança possa brincar, brincar com a poesia. No fim, a questão: está-se perante a uma proposta de mudança de paradigma ou um apelo? Um livro de poesia inteligente e ilustrações fabulosas (da autoria de Luís Cardoso – “Leona, a filha do silêncio” e “O gato e o escuro”). Publicado primeiramente em 2015 (“Sete estórias sobre a origem de quem come quem” – AEMO), Cossa possui um prémio nacional (PAWA, 2015, anteriormente vencido por Angelina Neves) e três menções honrosas.

10. Hirondina Joshua, Os Ângulos da casa (FFLC)

“OS ÂNGULOS DA CASA”

“Hirondina é a próxima Noémia de Sousa”, é o que se diz por aí. Talvez, mas a Joshua, como diz Mia Couto no prefácio do livro, “encontrou a sua própria voz”. Largamente antologiada, este seu primeiro livro, de 35 poemas (introduzido por um longo “Os ângulos da casa”), é mesmo uma casa, uma casa assombrada, por assim dizer: “O corredor./ Haverá dentro dele uma grande corrida?” Poesia de frases certas, de coisas, de objectos, de conceitos e ideias, Hirondina Joshua acha-se deusa ou é, também, uma humana “na idiotice divina”. Um belo livro, um excelente livro de estreia.

Se o amor for falso ele virá pó

Hoje, trago uma história de amor, que passou por terríveis turbulências, e teve um belo final feliz.

A Sílvia e o Jorge começaram a namorar no ensino secundário, concretamente na 9ª Classe. Ambos eram adolescentes e se davam bem. A relação foi se tornando cada vez mais firme, pois se conheciam melhor dia após dia.

O tempo passou, mas o casal, sempre seguia em frente de mãos dadas. Iniciaram assim o ensino superior. Meses depois, Jorge decidiu oficializar a relação com sua namorada, ou seja decidiu fazer a bendita “Apresentação”. Tempos depois, Jorge consegue arranjar um excelente emprego. Era o emprego de sonhos e o salário era perfeito. Sílvia ainda não havia conseguido arranjar um emprego, mas estava completamente feliz, pois sabia que a sua vida mudaria naquele instante, já sonhava com filhos, casa, terreno, carro, casamento, e tudo mais que só sendo mulher pra entender.

No principio corria tudo bem, até que Jorge começou a mudar literalmente. Jorge havia conquistado novas amizades, rodeado de pessoas poderosas, e já nem queria saber da Sílvia.

Jorge só se importava em frequentar festas nocturnas, praias, hotéis, e esbanjar toda mola com outra mulherada. Para ele, Sílvia havia se tornado uma pessoa insignificante, apenas dava-lhe satisfação porque eram noivos. Praticamente nem se viam. Jorge simplesmente andava ausente, nunca tinha tempo, e sempre tinha justificações bobas. A auto-estima dele já havia passado dos 100%, era na verdade uma outra pessoa.

Sílvia tentou endireita-lo, apoia-o e lutava pra que Jorge a olhasse como antes, mas Jorge “estava hipnotizado por outras coisas”. Foram meses difíceis, até que Sílvia decidiu arrumar o quarto de Jorge, como tem sido habitual, na casa sogros. Ela encontrou coisas que nenhuma mulher gostaria de ver, principalmente do seu parceiro. Documentos e fotos estranhas… Jorge havia comprado terrenos para outras mulheres, nesse caso suas pitas, havia arrendado uma casa e pra piorar tudo, “vivia com uma jovem moça”. Tudo isso sem que a Sílvia soubesse. Era muita carga para uma pessoa só, era na verdade muita carga para a Sílvia, mas, ela tinha que ser forte mais do que tudo.

Não poderia terminar de outra maneira, o namoro deles havia chegado ao fim. Jorge e Sílvia separaram-se!

Passados 6 meses, Sílvia recebe uma ligação telefónica, era do Jorge. Ele contou que estava completamente perdido e desiludido… Jorge havia perdido o emprego, após ter sido encontrado a manter relações sexuais com a secretária, que era na verdade, a esposa do seu chefe. A jovem moça lhe abandonou e foi viver com um outro homem. Os terrenos que havia comprado já não existiam mais, foram revendidos por “elas”. E pra pior, Jorge estava muitíssimo doente. Estava na estaca zero, havia perdido tudo.

A Sílvia poderia ter feito 1001 coisas, mas não, ela fez o que muitas mulheres não seriam capazes de fazer. Sílvia cuidou do Jorge até ele melhorar, ajudou-o a arranjar emprego e voltou ama-lo novamente.

Nota: Quando há amor verdadeiro, nem fortes vendavais são capazes de destruí-lo, mas quando o amor é falso, ele simplesmente virá pó.

Espero que tenham gostado do post. Aceito sugestões, críticas e elogios…

Kanye West é hospitalizado em Los Angeles

Após um show polémico em Los Angeles, Kanye West resolveu cancelar sua turnê, e as coisas com ele definitivamente não andam bem.

Nessa noite de segunda-feira (21), o TMZ informou que Yeezy foi levado para o UCLA Medical Center em L.A para fazer uma avaliação psiquiátrica.

Segundo informações, Kanye foi ao centro médico contra sua vontade, e teria supostamente sido algemado, e levado por polícias até o local. Ao que tudo indica, Yeezy estava sofrendo uma privação de sono severa, e fontes ligadas a ele afirmaram que isso foi para “seu próprio bem e segurança”.

Vestidos de Capulana Perfeitos Para Festas

Vestidos de capulana para festas é um assunto que me empolga, na verdade qualquer assunto que envolva roupas de capulana é motivo de alegria para mim. Quando o assunto é festa, muitas vezes temos tido dificuldades em escolher a peça de roupa ideal para a ocasião, e com a infinidade de lojas acessíveis que existem hoje, é muito difícil encontrar alguma roupa que nos faça diferentes das outras, não são poucas as vezes que vemos pessoas usando vestidos iguais nas festas.

Os vestidos feitos de capulana são uma opção perfeita para quem está indeciso ou não quer correr o risco de encontrar gémeas nas festas.

Modelos de vestidos de capulana para festas

Preparamos algumas sugestões de vestidos de capulana para festas diferentes para lhe inspirar, hoje é muito fácil encontrar bons estilistas especialistas em trabalhar com vestidos de capulana.

1. Vestido Curto e Justo

Este tipo de vestido é excelente para uma festa descontraída com amigos. Além de lhe manter elegante, esta peça valoriza o corpo da mulher e abre espaço para um bom jogo de adereços.

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2. Vestido Longo e Aberto

Este tipo de vestido deixa a mulher mais solta e a vontade. Quanto mais cor e estampas o vestido possuir, mais bonito ele fica, obviamente tudo na medida certa.

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3. Vestidinho curto

Sim, preferi chamar de vestidinho para não dizer micro-vestido, que é ideal para noites dançantes ou festas de verão. A escolha é perfeita para quem gosta e pode sensualizar.

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4. Vestido longo e justo com cauda

Então este é o ápice da elegância que você pode conseguir com um vestido de capulana. Sim, não use se você não for a rainha da noite ou se não estiver a ir para uma gala ou um evento onde o requinte é lei.

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5. Vestido com saia dupla

Provavelmente há um outro nome para este tipo de vestido. A verdade é que este tipo de peça tem sido tendência ultimamente e você não vai querer ficar de fora.

vestido-com-duas-saias6. Vestido de decote de um só ombro

Outras chamam de vestido de ombro único ou vestido de uma só alça. Esta tipo de vestido tem várias variações, escolhemos este vestido de capulana para festa longo porque queremos que você brilhe!

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7. Vestido-blusa combinado

Este é um vestido-blusa que pode ser unido ou combinado a uma saia godé. O resultado é fantástico, as mulheres com curvas são as que melhor proveito podem tirar deste modelo.

vestido-com-cauda-de-lado8. Vestido Longo com Renda

Este é um clássico! Nada mais nada menos do que um vestido tradicional de gala com rendas em cima, com o diferencial único de ser totalmente de capulana.

vestido-longo-com-rede9. Vestido de capulana Flor

Para as nossas princesas, recomendo um vestido longo com aquela florzinha no fim, o modelo abaixo é bonito, mas também seria lindo no estilo tomara que caia.

vestido-com-cauda-flor10. Vestido com Flor na Cintura

E por fim, mais uma peça híbrida. Pode ser uma combinação saia-blusa ou peça única, o resultado sempre vai ser colocar as belas curvas em evidência.

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Esta foi a nossa sugestão de vestidos de capulana para festas. As opções são várias, escolhemos apenas 10, mas certamente existem outras que você iria gostar, imagine um vestido comum e você poderá ter uma igual feito de capulana.

Coisas típicas de Moçambicanos #2

Depois do sucesso Coisas típicas de Moçambicanos #1, a equipe MMO decidiu fazer uma segunda lista. Veja abaixo:

1. Sabem organizar coisas importantes

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2. Mestres na diversão

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3. Se curvam nos chapas quando o cobrador não permite uso dos assentos da frente

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4. Condutores com super poderes

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5. E outros que sabem se esquivar de qualquer coisa

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6. Sabem improvisar

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7. E improvisam muito bem

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8. Adoram ostentar

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9. Se mantém em segurança

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10. Metem água as vezes

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11. E mesmo óleo

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12. Gostam de comer e comem bem

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13. Tem estilo

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14. Sempre arranjam soluções

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15. Gostam de tirar fotos em todo lugar

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16. E lá onde nem imaginas

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17. Viciado por redes sociais

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18. Protegem as coisas que amam

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19. Fazem coisas de adultos

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20. Sabem ser felizes

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Você Não Vai Acreditar No Que Aconteceu Aqui

Suspeitando que um bezerro havia sido devorado por uma cobra, moradores de uma região na Nigéria abriram o réptil em busca do mamífero. No entanto, para a surpresa deles, no interior da cobra havia dezenas de ovos.

De acordo com o “The Sun”, os ovos do animal são consumidos como uma rara iguaria e, por isso, foram removidos da cobra.

Não há informações sobre qual é a espécie do animal.

Kanye West ameaça divorciar-se de Kim Kardashian

Segundo a publicação americana ‘InTouchWeekly’, o rapper Kanye West ameaçou a mulher Kim Kardashian que se divorciava desta. Tudo isto aconteceu depois do assalto de que a socialite foi vítima em Paris, no princípio do mês de Outubro.

Segundo o que a publicação apurou Kim Kardashian não gostou que Kanye tivesse despedido o seu segurança Pascal Duvier sem a ter consultado, algo que terá gerado uma discussão muito acalorada com Kim a implorar para que este voltasse a empregar o seu segurança de confiança.

Ele ameaçou que a deixava e que levava as crianças com ele se ela não começasse a fazer as coisas como ele queria dali em diante” revelou uma fonte próxima do casal à revista.

 

Viciado em celular: 20 Sinais de alerta

ISTOCK/EUGENIO MARONGIU

Tradução e adaptação do texto por Pedro Pereira Lopes do original de Marissa Laliberte[1]

  1. Ver a hora e esquecê-la de imediato

O indivíduo abre a tela do telemóvel para verificar a hora, e esquece assim que ela escurece. Neste caso, olhar para o telemóvel é um hábito, e não uma maneira real de obter informações.

  1. O telefone faz-lhe companhia

O indivíduo está à espera do início de algo (aula, reunião, consulta, etc.), entretanto, em vez de conversar com os seus colegas e amigos, ele prende o olhar à tela do celular, percorrendo emails propositadamente ignorados, publicações do Facebook, Twitter ou grupos do Whatsapp. Estar colado ao ecrã cria situações embaraçosas e não ajuda a aumentar a confiança individual. Interações face-a-face são muito mais satisfatórias do que as proporcionadas pelas redes sociais.

  1. O telemóvel está sempre ligado ao indivíduo

O indivíduo pode não ser tão rude ao ponto de iniciar uma sessão de troca de mensagens de texto enquanto está a jantar, porém, ainda assim ele leva o telemóvel consigo, no bolso ou deixa-o sobre a mesa, ao seu alcance. A ansiedade de separação pode ser um sinal importante de que o indivíduo deve fazer uma pausa no seu relacionamento com a tela.

  1. Perder tempo a rolar para cima e para baixo

O indivíduo puxa do celular para procurar por uma coisa rápida, e do nada desperdiça meia hora percorrendo o seu feed das redes sociais. É importante definir um temporizador para limitar o tempo a rolar e evitar distrair-se facilmente. Desligar as notificações, por exemplo, pode ser produtivo.

  1. O carregador do telemóvel faz parte da “bagagem”

Culpar a qualidade da bateria do telemóvel é uma excelente desculpa. Se o celular estiver pela metade até ao meio-dia, então o indivíduo estará, provavelmente, a gastar mais tempo do que o necessário em aplicativos.

  1. “Bateria fraca” é sintoma de um ataque cardíaco

Ficar com 20% de carga transmite a ideia de perdição ou total abandono por parte da família e dos amigos. O indivíduo não resiste ao desejo de correr ao carregador ou de pedir emprestado a quem estiver a seu redor.

  1. Procura contínua por notificações

O indivíduo não sentiu o telefone vibrar, mas ainda assim averigua só para ter certeza de que não perdeu uma mensagem nos dez minutos desde a última vez que desbloqueou a tela.

  1. Vibrações fantasmas

O indivíduo sente o seu telefone vibrar, mas, no fundo, é apenas uma desculpa para verificar o telemóvel.

  1. Motorista distraído

O indivíduo sabe que não deve ligar ou enviar mensagens de texto enquanto conduz. A lei é clara, nem nos semáforos, nem sequer em vias longas. Nos cinco segundos necessários para se responder à uma mensagem, um carro pode percorrer o comprimento de um campo de futebol (ou galgar a calçada).

  1. Viver a vida segundo as redes sociais

O indivíduo vive em função das redes sociais. Sessões fotográficas exageradas assombram o redemoinho de uma vida perfeita no Instagram ou no Facebook: em que restaurante está, o que está a comer ou fazer, etc. É preferível desfrutar o tempo com a família e amigos ao invés de documentar cada segundo.

  1. O telemóvel é a primeira e a última coisa que o individuo vê todos os dias

Muitas vezes as pessoas se casam para que possam acordar com seu cônjuge todos os dias. Uma tela de telemóvel não é necessariamente um parceiro. A luz brilhante que o telefone emite pode ser um alerta para mantê-lo de olhos arregalados, mesmo depois de deixá-lo sobre a mesa-de-cabeceira.

  1. O tempo que as mensagens de texto roubam

O indivíduo teria provavelmente saído mais cedo se não tivesse ao telefone fazendo a actualização do seu itinerário.

  1. O telemóvel está sempre na mão, não no bolso

O mais apropriado seria deixar o telemóvel no bolso ou num saco (bolsa ou mochila). Tê-lo nas mãos é um constante convite e uma oportunidade aleatória para visitar o Google.

  1. Os lembretes e programas estão marcados no telefone

O telemóvel diz-lhe tudo, é mais do que uma agenda. O indivíduo tem dificuldades em lembrar-se das coisas por si mesmo.

  1. Usar duas telas ao mesmo tempo

Ver algo na Netflix era suposto ser a actividade relaxante para a noite, mas os olhos do indivíduo estão fora da TV, e, em vez disso, fica a ver o vídeo do gato que o seu amigo postou no Facebook. Sentir a necessidade de distrair-se mesmo quando se está a entreter é um grave indício de que o indivíduo não pode ficar longe do seu telefone.

  1. Odiar perguntas não respondidas

O indivíduo odeia quando a outra parte não responde prontamente às mensagens de texto enviadas.

  1. Necessidade de estabelecer um tempo sem o telefone

O indivíduo prometeu a si mesmo que usaria menos o telemóvel, que passaria mais tempo a ler ou a conversar com amigos. Impossível, a tentação é mais forte! O hábito de ignorar todos e tudo é mais forte.

  1. Levar o telemóvel para a casa de banho

É realmente importante levar o telemóvel para a casa de banho? Quando o faz, o indivíduo está mesmo viciado. Casa de banho não é lugar para telas. Este hábito transforma o telefone num atractivo de germes.

  1. Escolher roupas com base no tamanho do telemóvel

O indivíduo quase se apaixonou por um par de jeans na loja – até que percebeu que os bolsos eram muito pequenos para o telemóvel. É sensato não deixar o telemóvel controlar as compras que cada um faz.

  1. Este artigo está a ser lido ao telefone

É sempre mais fácil ler numa tela maior, não é? Estar a ler este artigo em seu telemóvel significa uma das duas coisas: ou o indivíduo está em movimento e teve de preencher um momento vazio fixando o olhar à tela, ou simplesmente porque é mais fácil ler ao telefone do que no laptop. De uma ou de outra forma, é bem provável que se trate de um vício.

[1] Leia o texto original “21 Signs You’re Way Too Addicted to Your Phone” em http://www.rd.com/advice/relationships/cell-phone-addiction/, último acesso em 02 de Novembro de 2016.

Políticas Culturais em Moçambique: Quando há pouca “luz no fundo do túnel”

Energia criadora e desejo de expressar identidade”… Não seria esta uma bela definição para cultura? Ou para desenvolvimento? Ou para os dois?

Jorge Werthein

No seu livro Understanding Public Policy, Thomas Dye ensina que política pública compreende tudo aquilo que os governos decidem fazer ou não fazer, o que abrange, por exemplo, a regulação da conduta humana e a colecta de impostos. Todavia, é importante também, explica Dye, conhecer o fundamento assim como as diferenças que estas acções e inacções governamentais acarretam. Assim, seria legítimo considerar a transigência do governo, em relação à pirataria fonográfica e audiovisual e delitos contra a propriedade intelectual, como uma política pública, ainda que a violação intencional aos direitos de autor e direitos conexos, de forma comercial, seja proibida pelas leis (Lei n.º 4/2001, de 27 de Fevereiro e Decreto n.º 927/2001, de 4 de Setembro)? A ideia, de per si, é contraditória, mas está claro que o combate à pirataria cultural implica mais do que o cumprimento da legalidade, ele envolve também pressões sociais e escolhas por parte do executivo.

As políticas culturais, como quaisquer políticas, atendem ao que os franceses chamam de Intérêt général, ou seja, a finalidade da acção do Estado, que, entretanto, é determinado pelos constrangimentos financeiros. Afinal, é esta realidade que condiciona as atenções dos fazedores de políticas, decisores políticos, provedores de serviços e utentes. A existência de recursos limitados força o executivo a planear de forma estratégica ou a preferir “programas populares”, aqueles cujos resultados são imediatos e que são geralmente usados como referências em campanhas eleitorais.

Em Moçambique, é dever do Ministério da Cultura e Turismo a gestão das políticas culturais, instituição cuja principal atribuição é “a promoção da cultura e do turismo como instrumento do desenvolvimento social e económico, da afirmação da personalidade, da consciência patriótica, da consolidação da identidade e unidade nacional e da educação cívica e artística dos cidadãos” (Decreto Presidencial n.º 10/2015, de 13 de Março). Numa leitura inicial, esta atribuição justifica o primado dos assuntos culturais que, de forma visionária (ou talvez reducionista), foram justapostos às matérias de turismo, também um dos sectores que mais cresce nas economias modernas. A visão do governo, de agregar a cultura ao turismo, pode ser percebida como um estímulo à continuação da existência das manifestações culturais e da sua utilização como potencial turístico de uma comunidade ou região. De certo modo, os dois sectores têm a sua importância acrescida na economia nacional, porém a maximização dos resultados desta união só será viável se ambos os sectores, em sinergia, forem parte da mesma estratégia e dos mesmos objectivos macropolíticos. Assistir-se-á, contrariamente, à uma fragmentação institucional que poderá afrouxar a contribuição dos progressos do sector do turismo e desfavorecer a criação endógena de riqueza.

Esta aparente “centralidade” da cultura pode ser tomada como herança da estrutura do anterior governo, onde as políticas culturais tinham um ministério autónomo. O então ministério vigente, que se afastava da educação, buscou criar condições para o empoderamento dos artistas e resguardar o património imaterial. A promoção de festivais (regionais e nacionais) caracterizou essa centralidade, transpondo cada dimensão da vida humana – as tradições culturais, saberes e fazeres –, e reforçando a ideia de diversidade e o sentimento de identidade, tanto individual como colectiva (a ideia de nação). É importante referir que, neste período, a cultura esteve atrelada à actuação ou práticas políticas, ao instrumentalizar os agentes culturais a lutar por melhorias em seu bem-estar.

O antigo Ministério da Cultura legislou sobre espectáculos e divertimento público e buscou construir a ideia das indústrias culturais, que se imaginava como uma nova promessa. Ainda que se possa considerar, hoje, que as políticas aludidas estejam no estágio de execução, a instituição não reunia condições para que elas fossem bem-sucedidas. Em relação à política de espectáculos, o Ministério da Cultura não tinha, por exemplo, pessoal necessário e mecanismos de fiscalização para a sua implementação (e também não as reúne agora); e quanto às indústrias culturais (que incluem as artes visuais, publicidade, cinema, televisão, rádio, música, arquitectura e softwares educacionais e de entretenimento, etc.), como esperar que o sector cultural tivesse melhores frutos e contribuísse para a economia e para o PIB, se os agentes culturais (fazedores, gestores, produtores e o público) não eram/são suficientemente motivados a assumirem um papel activo no processo?

Enquanto isso, a Lei do Mecenato (Lei nº 4/94, de 13 de Setembro) e o respectivo regulamento (Decreto, nº 29/98, de 9 de Junho), que fixam benefícios sociais e fiscais às entidades que desenvolvam ou apoiem, entre outras áreas, a cultura, ficaram à espera de um resgate e adaptação dentro das novas possibilidades culturais, o que nunca aconteceu. Como um mecanismo de fomento à cultura, o mecenato é caracterizado por um percurso de esquecimento, com uma manifestação rara e isolada, sendo geralmente praticada pelas grandes companhias. Ainda assim, estas empresas não possuem um plano de patronagem (embora não seja obrigatório), não publicitam o total dos financiamentos e confundem o mecenato com a responsabilidade social corporativa.

Um órgão necessário e activo no estímulo à produção cultural é o Fundo para o Desenvolvimento Artístico e Cultural (FUNDAC), criado há mais de vinte anos. Baseado na ideia do “pluralismo cultural”, o FUNDAC provê recursos para a edição de livros, captação fonográfica, peças cinematográficas, pesquisas e viagens culturais, entre outras actividades. Entretanto, a actuação do FUNDAC é dependente das verbas que recebe do governo, o que motiva a existência de segmentos culturais privilegiados.

Situado na cidade de Maputo e sem representações locais, o FUNDAC limita o grau de participação dos interessados e o acesso à obtenção e utilização dos recursos ao resto das províncias, um favoritismo intencional que não só lesa as manifestações culturais locais, mas também o desenvolvimento socioeconómico, o bem-estar e a liberdade da população. Uma análise mais acurada põe em causa, ainda, a gestão e a legitimidade do processo de selecção das expressões culturais que requerem o financiamento, na medida em que os critérios usados não são do conhecimento do público, o que constitui uma clara evidência do patrimonialismo. Deve-se considerar, então, a adopção de um sistema de editais de financiamento (dividido em áreas culturais) e de selecção pública que sirva de canal de diálogo com a sociedade, promovendo o equilíbrio na distribuição regional dos recursos (descentralização e democratização da cultura), e estimulando assim a criatividade, a diversidade e os agentes culturais. Critérios objectivos de selecção tendem também a credibilizar a gestão cultural.

No geral, a cultura em Moçambique sempre foi marcada por uma relação de tristes paradigmas, como sucedeu em países como o Brasil – autoritarismo, ausência e instabilidade – referentes, respectivamente: (i) ao período pós-independência, em que a cultura, como instrumento político, buscou edificar os alicerces da nação e construir o homem novo; (ii) ao período que acompanhou a introdução da macropolítica neoliberal do Estado, chamando para si um papel menos intervencionista; e (iii) ao período contemporâneo, caracterizado pela globalização, disseminação das tecnologias de informação e comunicação (tic’s) e rápidas mudanças culturais. Presentemente, a instabilidade cultural chama a atenção para a necessidade de se repensar a Política Cultural de Moçambique e a estratégia de sua implementação (Resolução n.º 12/97, de 10 de Junho) com objectivo de torná-la viável e adequada aos novos desafios socioeconómicos e culturais. Em termos lógicos, é importante que a administração local do Estado e as autarquias elaborarem, de igual modo, as suas próprias políticas culturais.

É evidente que a cultura em Moçambique está nos seus melhores dias, mas é útil relembrar, à guisa de exemplo, que o país não tem uma só gravadora de discos, e que a contrafacção fonográfica e cinematográfica está tão profundamente enraizada na sociedade, que ela se confunde com uma prática legal.

Mas, e então, são ou não as políticas culturais de Intérêt général? Uma comparação entre as duas últimas macropolíticas do governo podem ajudar a responder a esta questão. No Programa Quinquenal do Governo 2010-2014, a cultura era referenciada, em dois momentos, como uma das “Acções Prioritárias” para o alcance dos objectivos do governo (Promover a riqueza cultural e Promover actividades culturais). Na secção relativa aos objectivos, o sector da cultura, particularizada em duas páginas, era parte do “Combate à Pobreza e Promoção da Cultura de Trabalho” e percebido como um “Instrumento de formação da Consciência Patriótica, de reforço da Unidade Nacional, de Exaltação da moçambicanidade e da melhoria da qualidade de vida do cidadão”. No Programa Quinquenal do Governo 2015-2019, o sector é praticamente invisível, não sendo mencionado de forma isolada. A cultura está somente em destaque no primeiro objectivo estratégico (alínea m), “Promover exposições, feiras e festivais que priorizem a divulgação da diversidade cultural ao nível local e nacional”, e no quarto (alínea l), “Consolidar o ensino artístico através do alargamento das instituições de formação cultural e artística de nível básico, médio e superior”. Ora, a cultura foi literalmente varrida das prioridades do governo, ignorando-se assim, do ponto de vista operacional, a sua contribuição para “a promoção do emprego e o incremento da produtividade e da competitividade”, que é o espírito da nova estratégia de desenvolvimento nacional.

Que conclusões se podem tirar da breve comparação apresentada? Ficou evidente que os desafios que o sector da cultura enfrenta são inerentes ao próprio processo político. O Programa Quinquenal do Governo 2015-2019 não estatui objectivamente as pretensões culturais do país (os bens de mérito), entretanto salienta, como o fazem alguns países, a provisão de bens e serviços básicos. Do ponto de vista do Orçamento do Estado (OE), esta escolha macropolítica terá, com alguma certeza, tornado o Ministério da Cultura e Turismo no mais pobre dos ministérios, acentuadamente retraído, e em termos de visibilidade, muito acanhado. Em suma, pode-se dizer que, em relação às políticas culturais, há pouca “luz no fundo do túnel”.

É urgente mudar a praxis das políticas culturais de Moçambique. O sector que superintende a cultura deverá propor políticas inovadoras e com maior impacto no seio da população. Acções como implementar um Plano Nacional de Leitura; descentralizar e criar novos públicos de cultura; organizar uma rede nacional de teatros e cineteatros; maximizar e incentivar novos mecanismos de fomento e financiamento à criação artística (incluindo fundos comunitários e Casas de Cultura); promover a diversidade e a transversalidade cultural e consolidar a ideia e o controlo das indústrias culturais – incluindo a inovação, produção, distribuição e consumo de bens e serviços culturais – poderão situar a cultura no quadro socioeconómico que presentemente lhe é negada no país. Só assim, talvez, a “revolução cultural” que muito se anseia poderá acontecer.[1]

[1] Ensaio originalmente publicado no jornal “Debate: Artes e Cultura”, 19 de Fevereiro de 2016, Maputo, Moçambique.

Adele: “Beyoncé é o meu Michael Jackson”

Adele voltou a falar sobre a diva Beyoncé, em entrevista ao site da Vanity Fair, considerando-a como o Michael Jackson de sua vida.

Ela é meu Michael Jackson”, começou por dizer a cantora que revelou ainda que é fã de Beyoncé desde “No, No, No”, lançada quando Adele tinha 11 anos. Adele revelou também ser fã de Stevie Nicks, “não encontro palavras para descrever como eu a amo” .

Beyoncé retribuiu o elogio sem saber. A cantora escreveu para a Vanity Fair sobre Adele e o texto foi publicado no início da entrevista: “quando Adele canta você pode ouvir que vem de uma honestidade sem filtro e pureza. Ela cria músicas que são profundas e expõe sua dor e vulnerabilidade com sua voz suave. Ela te leva a lugares que outros artistas não vão mais do mesmo que eles faziam nos anos 70”.

Adam Levine vocalista dos Maroon 5, é acusado de agredir filha recém-nascida

Adam Levine, vocalista dos Maroon 5, foi acusado de agredir e abusar da sua filha, Dusty Rose, nascida no passado dia 21 de Setembro.

De acordo com o site TMZ, a polícia de Los Angeles recebeu uma denúncia anónima há cerca de uma semana. No telefonema terá também sido dito que o artista também bateu na mulher, a modelo Behati Prinsloo.

O caso foi investigado e, após várias deslocações a casa de Adam Levine e interrogatórios ao casal, as autoridades concluíram que as alegações eram falsas.

Liloca agradece pelo apoio que tem recebido

Após a cantora moçambicana Liloca ter assumido relação com o cantor Mr. Bow (ex-companheiro da Maria de Lurdes) em um programa televisivo, tem vindo a ser bombardeada nas redes sociais. 

A cantora Liloca, alvo de críticas de vários moçambicanos, usou a sua rede social, pra agradecer pelo apoio que tem recebido de amigos, família, colegas e fãs.

Meu Deus, faltam-me palavras para descrever a tamanha gratidão que carrego em meu coração neste momento para com várias pessoas de esferas super diferentes, sinceramente não sei como agradecer é tanta força que me estão a dar, é tanto carinho e amparo. Na verdade há um ditado que eu sempre uso “Há males que vem para o bem” afinal tem coisas na vida que tem que acontecer para percebermos que somos realmente amados? Tem tanta gente que me ama e me quer bem e eu não sabia! Não tenho nem como citar nomes porque a lista é enorme, desde os mais próximos (falo de família, amigos, colegas etc.) pessoas que não vejo há muitos anos que afinal estão comigo em seus corações até pessoas que eu não conheço, moçambicanos e estrangeiros, enfim muita gente. Muitas destas pessoas vão ler e saberão que fazem parte da lista enorme. Recebo inúmeras chamadas, mensagens e muitas outras plataformas que estas mesmas pessoas usam para me dar força e me mostrar que me amam de verdade e me desejam tudo de bom… Até por vezes me emociono ao falar ou a ler algo que escrevem para mim e caem-me lágrimas de tanta felicidade. Obrigadaaaaaaaaaaaaaaaaaa do fundo do coração a todos vocês por tudo, pelo suporte e sinceramente que Deus vos abençoe abundantemente…

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