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Fotos do Ziqo da Silva

Galeria de fotos do cantor moçambicano Ziqo da Silva Mabozuda, etc etc….

São 10 fotos seleccionadas a dedo para os fãs deste cantor moçambicano…

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Desfile do dia do Trabalhador em Maputo (Fotos)

Ontem foi o dia internacional do trabalhador. Em todo mundo estes desfilam a sua classe e Moçambique não ficou alheio a esta grande data. Eis que o Moz Maniacos não se fez de rogado e resolver acompanhar os desfiles que aconteceram na cidade de Maputo. As reivindicações da massa laboral são similares, começam do salário justo, melhores condições de trabalho, progressões nas carreiras profissionais, entre outros. O mais incrível é que mesmo com as “péssimas” condições de trabalho lá estavam eles com sorrisos a festejar o dia.

Felizmente eu recebo bom tratamento no Moz Maníacos, por isso não vou reclamar de nada!

Desfilo no dia dos trabalhadores em Maputo

Desfilo no dia dos trabalhadores em Maputo

Desfilo no dia dos trabalhadores em Maputo

Desfilo no dia dos trabalhadores em Maputo

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desfile primeiro de Maio maputo

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E como foi na sua cidade? Comente ou envie as fotos para suporte@mmo.co.mz.

A Lebre e a Galinha

Este é um conto ronga muito antigo, traduzido para o português, o primeiro de uma série semanal que estou a preparar. 

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Acontece que Lebre a Galinha fizeram uma combinação. A Lebre foi tagarelar para o pé da amiga. A Galinha disse-lhe: “Amanhã quando chegares verás que não estou em casa; verás que fui para a pesca.”

A Lebre voltou a casa da Galinha de manhã cedo. Então as mulheres da povoação disseram-lhe: “A tua amiga saiu, foi à pesca.” A Lebre disse: “E esta galinha sem cabeça não é ela?” As outras mulheres disseram: “É ela!… Só a cabeça é que foi pescar, o corpo ficou, olha, está a respirar.” A Lebre respondeu: “Está bem, fico aqui para ver quando é que a cabeça volta da pesca.”

Ora a Galinha tinha escondido a cabeça entre as pernas.

O sol descia e elas disseram-lhe: “Vai procurar a Galinha ao pé da água.” A Lebre foi à procura da cabeça da Galinha. As mulheres, por seu lado, foram à beira do rio, compraram peixes, meteram linhas e a Galinha (que tinha tirado a cabeça de entre as pernas) também os ajudou.

A Lebre voltou; não a tendo encontrado junto ao rio disse-lhe: “Minha cara, há muito tempo estou à tua espera! – Deixa-la! Anda, toma um peixe.” A Lebre respondeu: “Certo.” A Galinha disse: Amanhã vou eu visitar-te.” A Lebre disse: “Vais ver que eu também cortei a cabeça para ir pescar.” A Galinha levantou-se cedo, foi a casa da Lebre.

Encontrou as pessoas a chorar: a Lebre tinha preparado linhas – para ir pescar – depois cortou a sua própria cabeça e morreu!

Como fazer emoticons nas unhas (Guia Simples)

Já sabemos que uma imagem fala mal do que mil palavras. Mas então quanto vale um gesto? Como seria se pudéssemos exprimir os nossos sentimentos com as mãos? Na verdade você não precisa tentar adivinhar a resposta. No post de hoje ensinarei um pouco das nail-arts de ‘emoticons ou risonhos, smiles – ícones de emoção (são aquelas carinhas amarelas que são representadas por ícones. Saiba mais sobre risonhos.

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Para começar você precisar de:

Verniz normal amarelo

Verniz de caneta e pincel fino de cor preta e nas cores vermelha e branca (opcionais).

Us brazilero chama verniz di ismautxi! Verniz é o mesmo que esmalte ok?

 

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Então vamos fazer isso passo a passo:

  1. Pinte o verniz amarelo em todas as unhas e espere até secar.
  2. Com o verniz preto faça os desenhos das carinhas desenhos
  3. Proteja a obra de arte com base de brilho extra.
  4. Contemple a sua obra Michelangela…

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Até logo!

E a questão da mendicidade nas nossas avenidas…

Nos últimos anos verifica-se uma” proliferação” de mendigos nas estradas e ruas da cidade de Maputo. O mais triste de tudo é que algumas dessas pessoas tem todas as condições necessárias para trabalhar.

Houveram tempos em que mendigos era pessoas deficientes, acredito que por se encontrarem naquele estado eles próprios já se discriminavam e por isso acabavam nas ruas, mas os actuais mendigos da cidade de Maputo são bem diferentes.

Para o caso dos mais jovens que aparecem rotos pelas avenidas, acredito que é para não olhá-los duas vezes e dar-lhes o que querem. E 30 minutos depois encontramos a mesma pessoa numa outra esquina.

Já as mamanas, essas só levam os seus bebés ao colo e pronto. É incrível como esses bebés choram. Já ouvi uma estória por ai, segundo a qual aquelas senhoras vivem arranhando aquelas criancinhas, coitadinhas. Por isso, elas estão sempre a chorar. A outra opção, pode ser não lhes dar o peito que é mesmo para conseguir algum dinheiro.

Um terceiro grupo é o dos inocentes. As crianças. Acreditem se quiserem mas por aqui existem pais corajosos que mandam os seus filhos para a rua para pedir esmola, algumas delas saem com uniformes escolares e pronto. Lá vão. Um dos pontos preferidos é a baixa da cidade. Outros são aquelas zonas “chiques”.

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Mas também existem aquelas crianças que fogem dos orfanatos para viver na rua, alegadamente porque lá são controladas demais e não conseguem ter os valores que arrecadam nas ruas para comprar as suas coisinhas. É triste o facto de ver meninos de tenra idade preferirem trocar escola, cama, comida por alguns trocados que conseguem na rua.

É verdade que em Moçambique não há grandes orfanatos, asilos e outras casas que possam acolher essas pessoas. E as existentes não oferecem grandes condições para isso, mas acredito que se eles aceitassem já era um passo para que se melhorem as condições criadas naqueles lugares.

Ainda nem falei dos velhinhos. Ou melhor, velhinhas. A maior parte dos mendigos em idade bem avançada (pode ser ilusão de óptica ou que não tenha feito bem os cálculos) são velhinhas. O mais triste nisso tudo, é que boa parte delas tem filhos, netos até bisnetos. E se procurar saber os motivos que as levaram a sair de casa vai descobrir que é sempre o mesmo. Foram acusadas de feitiçaria (este facto vou retratar oportunamente, mas acusar a pessoa que lhe deu a vida de feiticeira é o cúmulo, isso é muito comum em Moçambique e são aqueles filhos que hoje são doutores que acusam as mães de feitiçaria).

Mas também existem  formas mais “chiques” de ser mendigo. Quem vive em Maputo e anda nas zonas da Baixa, Avenida Eduardo Mondlane e arredores certamente já encontrou alguma senhora super bem vestida e limpa, a pedir dinheiro em nome de supostas crianças que ela ajuda.

É uma senhora que pode trabalhar, tem todas as condições criadas, no verdadeiro sentido da palavra, mas circula durante o dia todo e pede dez meticais. Eu cai na armadilha dela uma vez. Não a conhecia ela abordou-me e lá fui (inocente, diga-se de passagem) ajudei as “crianças”, mas todas as pessoas que estavam perto começaram a rir. Parva, perguntei o que se passava. A resposta foi: “anda mais um pouco vais encontrar a senhora e vai te abordar de novo”.

Lá fui ao serviço e de novo na zona da 25 de Setembro encontro-me com ela e pede dinheiro de novo. Ora essa, ela podia fixar as caras que lhe dão nesse dia. Para não cometer o mesmo erro.

Está dito…

Mucucune: visitar Inhambane com o paladar apurado

A minha maior paixão sempre foi a arte. Viajar foi uma receita médica, literalmente. Desenvolvi o fascínio pelas andanças, uma mochila às costas, uns trocos nos bolsos e um sorriso maroto na face, uma versão pobre de Álvaro Garnero. Não, não conheço Moçambique, somente as províncias do centro e as sulistas, mesmo assim, na maior imperfeição. Dos lugares que conheci, a Cidade de Inhambane é inesquecível, fiz três viagens, duas no verão e uma no inverno, parte dos melhores momentos da minha existência.

Não quero, neste texto, escrever sobre a Cidade de Inhambane em si, a ‘terra de boa gente’, por mais que o fizesse de forma diferente, acredito que o assunto já foi suficientemente desbravado, e uma pesquisa na internet confirma a minha suposição. As minhas experiências ‘inhambanísticas’ ainda me enriquecem os olhos, sinto uma paz na pele, sempre que as revivo, momentos de blackout tragados como páginas de livros. Nunca é inverno em Inhambane, as suas praias – Tofo, Tofinho, Tartaruga e Baía dos Cocos – estão sempre à espera de pessoas, turistas ou não, elas nem sequer se importam. I’mbane é mais do que as praias que ostenta, frutos-do-mar, bijuteria e quinquilharia turística, avenidas e ruelas semi-desertas e desenxovalhadas; no Verão, a marginal desenfada-se até depois da meia-noite, altura em que o som de uma discoteca próxima anuncia o início de mais uma madrugada-dançante. I’mbane é também terra de ‘lanho’, de água-doce, gelada, única; de pão ou bolo de sura (líquido colhido do tronco de certas espécies de palmeira).

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Sou um afortunado por ter conhecido o paraíso que é Inhambane (que me inspirou o romance ‘O Ressurgir Sombrio’), mas nada do que foi sumariamente descrito foi mais intenso do que conhecer Mucucune, e essa seria a minha maior experiência na terra que recebeu Vasco da Gama. Não compreendi ao certo o que é – é-me geograficamente irrelevante – entretanto Mucucune parece uma ilha, ou parte da baía, e pode ser avistada a partir do fim da marginal, logo depois da ‘Casa do Capitão’, ou de outros pontos, mas a paisagem deste ponto, ao entardecer, é incrivelmente deslumbrante, parece sítio onde o sol se esconde.

Conhecer Mucucune foi uma aventura audaciosa, uma viagem longa, cerca de duas horas de caminhada. A viagem incluía atravessar o Índico, em maré-baixa; de sandálias e câmera no pescoço, lá fomos nós no inico da manhã. A sensação de estar em uma circunstância bíblica, a atravessar o mar, provocou irremediáveis risos no seio do grupo. Em certos pontos, durante a cruzada, a água atingia quase o nível da cintura, o que impunha cautela, pois não sabíamos bem onde pôr o pé, por mais que seguíssemos uma trilha e estivéssemos com uma pessoa que já fizera o trajecto dúzias de vezes.

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Mucucune é verde, muito verde, cercada de pequenos mangais e palmeiras. As pessoas são alegres, sorridentes, simples, algumas vivem em casas de blocos e chapas de zinco, outras em casas de paus e barro; corrente eléctrica, água potável, escolas e hospitais – só do outro lado do mar. Alguns têm um gerador, uma televisão, um rádio, uma parabólica – artigos trazidos da vizinha África do Sul –, viver em Mucucune é uma graça, mas também uma maldição. A maioria das casas melhoradas tem um sistema de captação e armazenamento da água da chuva, e enquanto as mulheres cavam a terra, confeccionam bolos de sura ou bebidas tradicionais, os homens pescam ou cozem diversos artigos de roupa.

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A vida tem um sabor diferente, em Mucucune: os bolos de sura são mais deliciosos e a água de lanho é mais doce e gelada. Fiquei encantado com o pedaço de terra, não só pela sua beleza verde, mas também pela beleza das pessoas, pela beleza das suas almas. Deixar Mucucune foi triste, foi divertido e também cansativo. Espero lá ir novamente, e para quem for visitar a Cidade de Inhambane, não deixe de viver essa experiência, Mucucune pode ser mais um motivo para amar a cidade. 

Fotos de Malangatana

Galeria de fotos do polivalente artista moçambicano Malangatana. Foi bastante fácil encontrar estas fotos, o que mostra que Malangatana é em todo o mundo um nome diferente de qualquer outro que tenha passado por aqui.

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Carpinteiras de Maputo

Quem disse que mulher é sexo fraco mesmo? Essas pessoas não diriam o mesmo dessas senhoras aqui, trabalham como carpinteiras. Elas ganham a vida trabalhando a madeira, fazendo diferentes tipos de material de construção, mobílias e outras coisas. Ainda não é encontrar mulheres a fazer este tipo de trabalho mas, hoje em dia, e sobretudo aqui em Maputo encontra-se de tudo, inclusive mulheres a “dar no duro”. O bom mesmo é que aquele machismo que existia há algum tempo de que a mulher só serve para fazer trabalhos domésticos começa a desaparecer.

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Carta a Tumba

Querida Tumba,

Fiz-me Mulher muito cedo, cedo demais para a minha idade. Mas a vida obrigou-me a isso, caminhava rumo a um precipício e era inevitável contorna-lo. Assim, involuntariamente, tive deixar-me mergulhar no “Mulher” , estar “condenada” a cuidar, educar, zelar, amar e perder. Tive filhos e filhas, que geraram netos e netas… homens que surgiram e se foram tal e qual como vieram – do nada – mas hoje, não tenho ninguém, nem se quer a mim própria!

Esgotaram-se as minhas forças, esgotaram-se os meus sonhos e, desta vida, nada espero, além do silenciamento absoluto do meu coração.

Resta-me chorar até que tal coisa aconteça, vou chorando pelo meu futuro desaparecimento físico – porque o psicológico, há muito que sucedera – vou chorando pelo caminho que o altíssimo me fez trilhar… Sou apenas uma actriz nesta diabólica peça que se chama vida. Sendo assim, vou actuando até que a cortina caia. Aplausos? De nada me servem! Ser vaiada? Assim foi durante toda a actuação!

Foto:Feeling capela

Sem nunca ter tocado em uma esferográfica, consegui aprender o abecedário da vida. E sem nunca ter folheado um livro, consegui ler as linhas do meu quotidiano e hoje, sou doutorada em viver, formada entre as ruas!

Só há solidão, no cubo de espelhos no qual estou, e o reflexo que me aparece, vai zombando de mim. Heroína sem estátua e lugar numa praça.

Recebo tapas das minhas reflexões, mas estas lágrimas, apesar de doerem, acariciam-me o rosto e confortam-me. Não ouso engoli-las, para que não me afogue nelas e em sua fúria… Deixo-as bater no tecto do meu crânio onde os soluços são os relâmpagos que ribombam na calada da minha noite eterna. Pois, na minha geografia, há muito que o sol não brilha!

Que soe o apito anunciando o final da partida,que soe… sinto-me exausta, exausta… do cálice da morte quero apenas uma gota. Cansei de ser mais uma na estatística global, sobre a miséria, analfabetismo, pobreza absoluta… entre tantos outros temas que enriquecem a imprensa…
Sendo assim,suplico que a Tumba me convide aos seus aposentos… que eu virei na velocidade da luz.

Aguardo resposta.

Assinado:
“Uma idosa abandonada e esquecida”

Foto: Feeling Capela

Desastre nas Estradas de Maputo

Há um xipoco que gosta de ver sangue nas estradas deste país. Um xipoco que fica na cabeça dos motoristas imprudentes. Ou será que dirige as escolas de condução que formam mal? Não estará no asfalto das estradas esburacadas e pelos semáforos avariados, que mais parecem árvores de natal?

Siku ni siku são acidentes que não acabam, e para piorar eu tenho o desprazer de presenciar muitos deles. Este foi o mais um sinistro deste ano

O Desastre

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Uma dica: O motorista e os passageiros foram abduzidos por OVNs e nunca mais foram vistos.

 

Solução…

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Agora está explicado porque foi tão fácil capotar esse chapa, era tão leve que 3 pessoas foram suficientes para vira-lo…

 

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E há quem acabou ficando sem trabalho…

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O Problema das Tolerâncias de Ponto em Moçambique

Não é quero ser Judas e muito menos quero dizer que não gosto de feriados, afinal é menos um dia no trabalho e na faculdade, daqueles dias em que podemos acordar e ver desenhos animados, filmes, novelas, até o dia terminar. Logo, eu também adoro feriados, mas vou reclamar deles mesmo assim. Acho que em Moçambique existem feriados em excesso, tolerâncias de ponto então?

Conversei com alguns amigos e as opiniões ficaram bem divididas, alguns me dão razão e outros negam, alegando que outros países africanos têm mais feriados em relação a nós. É verdade. Mas, o meu problema não são os feriados propriamente ditos e sim a questão das tolerâncias de ponto. São tantas, pá.

Cá entre nós, só com os nove feriados que temos mal trabalhamos. Há vezes que calham aos domingos, ficamos três dias cheinhos sem trabalhar porque depois dão a famosa tolerância de ponto. Os jovens (que não perdem uma) ficam nas barracas e gastam tudo e mais alguma coisa com bebida, no lugar de desperdiçar o seu rico e precioso tempo com o trabalho que vai ajudar o país a desenvolver.

Fala-se tanto em pobreza absoluta. Que se ficássemos apenas com os nove feriados e esquecêssemos totalmente as tolerâncias de ponto? Acho que seria bem mais útil e rumávamos rapidamente para o combate a pobreza extrema.

Longe de mim defraudar expectativas dos moçambicanos, mas achei que podia reclamar do assunto. Afinal de contas não muda nada mesmo. Pronto, falei.

O Suicídio do Poeta

Café Scala, 1963. O homem sentou-se, os três poetas imitaram-no: uma negra achinesada e dois brancos de Moçambique. Quatro poetas sentados à mesma mesa, partilhando o mesmo café e a mesma cadeira. O homem sorriu, tinha-se Laurentino, filho respirante de Ibo, de alma insular e índica, alma branca de m’siro mas preta em desregramento para ser des-suailizado. O sorriso parecia admirar o movimento, as cadeiras vazias, as gargalhadas fantasmas dos poetas de tantas Mafalalas; depois pôs-se a observar as montras ocas do café-pastelaria, em nome do saudosismo, pressentindo o futuro. Lourenço Marques arrancava-lhe suspiros, mas ais do que a prisão, ruas babilónicas, savanas de negros e mulatos e brancos, e depois vinham os monhés, o álcool, o sexo e a Polícia Internacional e de Defesa do Estado: a corja de satanhocos! Não se decidia se ficava no Scala ou se abalava, apetecia-lhe mesmo um passeio pelo ‘Vasco da Gama’, respirar, uma última vez, aquele murmúrio de ar verde, muito verde, tranquilo, surdo, um baile de madrugada ao amanhecer. Espreitar uma última vez o ‘Gil Vicente’, ficava mesmo perto, teria recordações para se eternizarem durante a vida toda.

Continua…

Fotos de Sofala

Esta galeria apresenta uma selecção única de fotos de diversos pontos da província de Sofala, centro de Moçambique.

É Turista?

Direcção Provincial de Turismo
Rua Major Serpa Pinto, Prédio do Governo 8º/9º andares, C.P. 537 – Beira
Tel: +258 3 27282
Fax: +258 3 27781

 

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Créditos da imagens

Alexandre Tinoco
Gates Foundation
ALBERTINO SILVA
Bern
Google

Motivo Pelo Qual Sou Louco Pelas Trintonas

Uma Mulher pode ate enganar-me sobre o numero de telemóvel, local da residência dela, emprego… mas nunca sobre os 30… anos que estão em seus traços, por um simples motivo. Acho que dos 27 aos 35 são os anos mais doces da vida de uma Mulher e, se eu tivesse de casar-me hoje, seria com uma mulher nessa faixa etária. Dai parte a minha incansável dedicação à obtenção de respostas sobre o “psicológico e físico” dessas pérolas.

As Trintonas (como eu situo todas as mulheres dos 27 aos 35) são as Mulheres mais doces, decididas, aparentemente chatas… e, carentes que existem na ala cor de rosa. A tonalidade “Adolescente, Jovem, e Mulher” em uma só, faz delas misteriosas e carismáticas. Mulheres com os pés em terra, ideias fixas e metas detalhadamente determinadas. Mas há um pesar que aflige a muitas delas, o medo de perder a “jovem e a adolescente” que há nelas e, passar a assumir a verdadeira capa de MULHER, sem camuflagens… Alguém que vai recebendo piscares de olhos da Menopausa… Os 30 anos doem às “Trintonas” e elas sabem disso, por isso, se não tiveres o instinto para descobrir por si a verdadeira idade dessa pérola, raramente te dirá! A não ser que sejas alguém verdadeiramente interessante e que lhe transmita confiança. Pois, se uma Trintona te faz um elogio, abre-te o campo dela, podes crer que o faz de coração, ainda que seja uma “Trintona da vida”, é uma Trintona! Quando carentes, são das mais românticas que possam existir… toda Mulher Trintona é uma Poetisa nata!

Dai o meu respeito e obsessão pelas Trintonas, não há idade mais doce que esta! São misteriosas em todos pontos, sim, eu disse todos, inclusive no que diz respeito ao sexo…
A prestação delas é sempre reveladora, consideremos isso uma explosão, uma vez que a sociedade aponta-lhes o dedo, como se fossem amparantes da monotonia. Qual que, são três Mulheres em uma só, sendo assim, como seria possível não haver novidades, diversificação?

Simplesmente sou doido pelas trintonas, e a minha Namorada que me desculpe, mas eu lhe casarei aos 30, como forma de prestar homenagem a essa fase da vida das mulheres. A minha Mãe teve-me aos 30… é justo!
Por isso mesmo minhas amigas TRINTONAS, conheço-vos desde o útero que me amparou e, dificilmente poderão me enganar.

Abraços e beijos do vosso admirador, não mais secreto!

Por que as Mulheres choram durante o casamento?

Este um vídeo do talentoso duo humorístico moçambicano Moz Comédias.

O abastecimento de água em Moçambique ainda é triste

Tirando as estradas, o problema de lixo e energia, em alguns casos, outro problema é a falta de água. E isso, em geral, não acontece só nos distritos e ou em zonas recônditas até nas cidades temos esses “probleminhas”, mas em alguns casos são bem crónicos. A bóia salva vidas tem sido os privados que abrem furos, sem se aperceber acabam salvando muitas vidas. Eles se instalam nos bairros novos e é uma maneira de promover o empreendedorismo. Mas, apesar dos esforços destes ainda há lacunas no abastecimeto de água, tanto é que as filas são longas em alguns casos. E em outros locais ainda se recorre a água dos rios e por ai em diante.
Nesta galeria vamos mostrar algo que é comum neste país, são fotos do pessoal que sofreu com as cheias e foi largado num lugar sem acesso à água potável e o resultado é este…

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4 Actividades úteis para fazer nas férias

Olá a todos, este é o meu primeiro artigo no portal, e como forma de estreia irei apresentar algumas sugestões de actividades para realizar nestas férias do ensino geral (só duas semanas).

Bem. Em regra geral estudante é pobre. Andamos cheios de ideias, cheios de vontades, cheios de planos e cheios de tempo, mas se quem responde por nós não dá dinheiro, as coisas ficam meio azedas. Não é mesmo?

Tenho isso em conta eu quero sugerir a todos os alunos, que ao em vez de perambular por aí, coloquem em prática as aulas de empreendedorismo.

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1 – Faça Bijuterias

Gasto Mínimo: 100Mt

É algo que todos podem fazer. Podem ser brincos, colares, pulseiras, e ganchos, feitos em material diversificado, que vai desde missanga até panos, fios de nilon, fios elásticos ou metálicos, pode-se usar um só material ou misturá-los. O material pode ser encontrado à venda nos mercados, lojas de tecido, tabacarias ou retrosarias até mesmo dumbanegues. Agora, é só usar a criatividade e começar a ganhar dinheiro.

 

2 – Faça Salgados e doces

Só para quem sabe cozinhar. Podem ser badjias, chamussas, pães, biscoitos, spring-rolls, entre tantos outros. Pode vender em casa, para amigos, vizinhos e familiares, ou nas padarias, ou ainda aceitar encomenda para festas. Vocês sabem onde encontrar o material! Esta ideia é um bocado mais cara e cansativa, mas pelo lucro vale a pena o esforço.

NB: Se não sabe cozinhar, aproveite essas férias para fazer um curso de culinária.

 

3 – Seja um fotógrafo

Esta é high level. Proponho esta ideia para quem tem está disposto a gastar um pouco, porque vai precisar comprar uma máquina fotográfica moderna e mais uma vez adquirir formação. Você pode fotografar eventos, pessoas, lugares, organizar uma exposição. Para mim este investimento todo é ariscado, mas não custa nada tentar. O Moz Maníacos compra fotografias e gravuras todos os dias, talvez consiga fazer um bom negócio…

 

4 – Seja um Guia Turístico

Todos podem fazer. Com o aumento de turistas no país, suponho que possam precisar de guias. Em geral, não sabem apanhar chapas, por isso gastam em txopelas e taxis. Levem-lhes para passear , nos monumentos, contem-lhes um pouquinho de história, levem-lhes aos cinemas, shoppings e qualquer outra coisa que crianças gostam (Sim. porque quase não há diferença entre turistas uma criança de cinco anos durante um passeio no parque), no fim todos saem a ganhar! Mas suponho que façam isto em grupos de 2 ou 3 pessoas e tenham cuidado e olhos bem abertos,ok? Cuidado com os traficantes de humanos, pedófilos e Maníacos. rsrsrs

Qual é o que acham melhor? Qual é o que fariam? Tem algum outro que gostaria de ver na lista? Deixem nos comentários.

Homenagem à Mulher Moçambicana

Estamos no mês da mulher moçambicana, por isso resolvi trazer diversas imagens que ilustram o dia-a-dia das mulheres batalhadoras e charmosas de Moçambique. Hoje a mulher moçambicana vive vitórias sobre várias lutas  Existem mulheres em tudo que é posto de trabalho. Só de mulheres no parlamento e como ministras até perde-se a conta!… O que falta mesmo é ter presidente do sexo feminino, porque primeira-ministra já tivemos e agora temos Presidente da Assembleia da República. Mas também existem aquelas anónimas que fazem tudo para ganhar o seu pão de cada dia a todo custo. E todas fazem parte deste vasto Moçambique. E é para estas belas moçambicanas que vai a nossa homenagem em forma de galeria de fotos.

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