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4 Actividades úteis para fazer nas férias

Olá a todos, este é o meu primeiro artigo no portal, e como forma de estreia irei apresentar algumas sugestões de actividades para realizar nestas férias do ensino geral (só duas semanas).

Bem. Em regra geral estudante é pobre. Andamos cheios de ideias, cheios de vontades, cheios de planos e cheios de tempo, mas se quem responde por nós não dá dinheiro, as coisas ficam meio azedas. Não é mesmo?

Tenho isso em conta eu quero sugerir a todos os alunos, que ao em vez de perambular por aí, coloquem em prática as aulas de empreendedorismo.

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1 – Faça Bijuterias

Gasto Mínimo: 100Mt

É algo que todos podem fazer. Podem ser brincos, colares, pulseiras, e ganchos, feitos em material diversificado, que vai desde missanga até panos, fios de nilon, fios elásticos ou metálicos, pode-se usar um só material ou misturá-los. O material pode ser encontrado à venda nos mercados, lojas de tecido, tabacarias ou retrosarias até mesmo dumbanegues. Agora, é só usar a criatividade e começar a ganhar dinheiro.

 

2 – Faça Salgados e doces

Só para quem sabe cozinhar. Podem ser badjias, chamussas, pães, biscoitos, spring-rolls, entre tantos outros. Pode vender em casa, para amigos, vizinhos e familiares, ou nas padarias, ou ainda aceitar encomenda para festas. Vocês sabem onde encontrar o material! Esta ideia é um bocado mais cara e cansativa, mas pelo lucro vale a pena o esforço.

NB: Se não sabe cozinhar, aproveite essas férias para fazer um curso de culinária.

 

3 – Seja um fotógrafo

Esta é high level. Proponho esta ideia para quem tem está disposto a gastar um pouco, porque vai precisar comprar uma máquina fotográfica moderna e mais uma vez adquirir formação. Você pode fotografar eventos, pessoas, lugares, organizar uma exposição. Para mim este investimento todo é ariscado, mas não custa nada tentar. O Moz Maníacos compra fotografias e gravuras todos os dias, talvez consiga fazer um bom negócio…

 

4 – Seja um Guia Turístico

Todos podem fazer. Com o aumento de turistas no país, suponho que possam precisar de guias. Em geral, não sabem apanhar chapas, por isso gastam em txopelas e taxis. Levem-lhes para passear , nos monumentos, contem-lhes um pouquinho de história, levem-lhes aos cinemas, shoppings e qualquer outra coisa que crianças gostam (Sim. porque quase não há diferença entre turistas uma criança de cinco anos durante um passeio no parque), no fim todos saem a ganhar! Mas suponho que façam isto em grupos de 2 ou 3 pessoas e tenham cuidado e olhos bem abertos,ok? Cuidado com os traficantes de humanos, pedófilos e Maníacos. rsrsrs

Qual é o que acham melhor? Qual é o que fariam? Tem algum outro que gostaria de ver na lista? Deixem nos comentários.

Homenagem à Mulher Moçambicana

Estamos no mês da mulher moçambicana, por isso resolvi trazer diversas imagens que ilustram o dia-a-dia das mulheres batalhadoras e charmosas de Moçambique. Hoje a mulher moçambicana vive vitórias sobre várias lutas  Existem mulheres em tudo que é posto de trabalho. Só de mulheres no parlamento e como ministras até perde-se a conta!… O que falta mesmo é ter presidente do sexo feminino, porque primeira-ministra já tivemos e agora temos Presidente da Assembleia da República. Mas também existem aquelas anónimas que fazem tudo para ganhar o seu pão de cada dia a todo custo. E todas fazem parte deste vasto Moçambique. E é para estas belas moçambicanas que vai a nossa homenagem em forma de galeria de fotos.

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Cantores Moçambicanos Que Não Sabem Cantar

Depois de muito tempo escrevendo receitas e promovendo outros produtos no Moz Maníacos, é hora de voltar às origens e expôr um pouco das vergonhas deste meu amado país.

Os nossos ouvidos têm de conviver com o triste facto de que algumas vezes eles são autênticas latas de lixo. Todos os dias somos obrigados a ouvir “músicas” que não queremos e ainda temos que observar ao desolador cenário de pessoas cantando e dançando essas coisas vazias. Vemos nossos compatriotas assimilando com uma facilidade assustadora a nova fase da evolução da música, onde já não é importante o que se diz, importa como soa e como se dança – Vide os trends do youtube e compare com os videoclipes dos artistas moçambicanos patrocinados pelas grandes empresas nacionais e concluirá que swa fana, tudo xuwinga.

É hora de levantar a bandeira branca e reconhecer que a nossa luta pela valorização da marrabenta em breve estará perdida, em poucos anos estaremos a lutar para conservar o pandza, porque nessa época haverá uma doença musical mais grave que a actual, que nos fará tomar o pandza como um património cultural à beira da extinção.

Eu tenho o hábito de escrever o título antes de começar a escrever o artigo, por isso muitas vezes sou obrigado a interromper meu pensamento para não fugir da mensagem que me propus a a levar inicialmente. Essa é a razão pela qual irei deixar para aprofundar esse assunto numa outra ocasião. Hoje iremos falar de um assunto já conhecido por todos nós.

Podem preparar as pedras porque mais uma vez serei um Estêvão.

Cantores Moçambicanos Que Não Sabem Cantar

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  • Só é cantor o indivíduo que sabe cantar, logo se não sabe cantar essa pessoa não é cantora.

Seguindo esse pensamento podemos concluir que:

  • Se só pode ser cantor aquele indivíduo que sabe cantar, então todos os cantores sabem cantar. E se todos os cantores sabem cantar, Então não existe cantor que não sabe cantar. 

Mas se nós tomarmos a minha conclusão com certa entraremos numa situação problemática, uma vez que verificamos o seguinte facto no nosso país.

  • Existem pessoas intituladas cantoras que não sabem cantar.

Com isso podemos concluir que;

  • Existem pessoas que não sabem cantar mas que podem ser cantoras.

Mas ao dizer isso seriamos obrigados a  redefinir a primeira afirmação para:

  • Um cantor é aquele que canta mesmo não sabendo cantar.

Isso traria outro problema com outro facto:

  • Ninguém pode fazer algo que não sabe. Uma vez fazendo, sabe.
  • Se alguém canta é porque sabe cantar.

A forma que eu encontrei para sairemos desse beco é a seguinte:

  • Se existem pessoas que são cantoras mas não sabem cantar significa que elas não são cantoras.

Então estamos perto da solução. O que é preciso fazer é dar um nome ao que elas fazem.

Se existem pessoas que se intitulam cantoras mas não sabem cantar e por isso não cantam…

… O que elas Fazem?

…O que elas São?

O futuro das línguas Moçambicanas

Há algo assustador que tenho notado, que vem se alastrando há bastante tempo e, mais uma vez, a “geração Pro-Mc Roger” é a principal protagonista, porém, tem os seus auxiliantes que são os seus progenitores. Certa vez, um amigo meu Sul Africano, perguntou-me qual é a minha língua… e eu, todo cego,respondi “Português”. Vi alguém a explodir em risadas, fiquei parvo, sem perceber qual seria o real motivo de tanta graça ,alegria… mas tudo se desanuviou dentro em breve, ele ria-se porque Eu ,como africano, obviamente que tenho uma língua nativa e, mais de 20 como irmãs (no caso de Moçambique).

E não foi o único caso, cá na Rússia já nos perguntaram na aula de “Cultura dos Povos”, “qual é a vossa língua, quantas línguas há em Moçambique ” Eu e o meu colega Moçambicano, cegamente respondemos “Português” e, quanto à quantidade de idiomas espalhados pela Pérola, não fomos precisos, caminhamos entre os vinte e tal… É pah, são exemplos como esses que me deram uma nova visão no que diz respeito aos nossos vários, e ricos, idiomas desconhecidos por muitos do mesmo berço cronológico que eu!

Eu cresci numa casa em que era errado falar o Xichangana, o meu Pai não gostava dessa ideia, e a minha Mãe idem… não podíamos dizer “ni tsike, ni djula swakuda, Papai ,u bom” (me deixe, quero comida, Pai, estás bem) e por aí em diante, tinha de ser em Português e, admiravam-se mais quando um de nós conseguia fazê-lo em inglês e ponto final! Creio que casos como o meu vem se repetindo na nossa sociedade e o facebook, é o exemplo disso! Há mais posts em línguas estrangeiras, falo do Inglês, Francês, Espanhol, Italiano, e até em Chinês… que em línguas nativas Moçambicanas. Isso é uma vergonha, um atendado à nossa identidade, para onde caminhamos? Quem ira transmitir correctamente essas línguas para as gerações vindouras, quem? Uma vez que são poucos os que se interessam pelos nossos próprios idiomas e vangloriam-se pelo facto de serem “detentores” de línguas estrangeiras.

Triste caso o nosso, triste caso o teu, você que se julga Africano, Moçambicano, mas não sabe e nem se preocupa em aprender a tua língua nativa, e até chegas a ter vergonha da mesma. Isso assemelha-se a desprezar a tua Mãe, os teus ancestrais… que levaram com o chicote e palmatória, que trabalharam no “Xibalo” (trabalho obrigatório) e ansiaram pela LIBERDADE, para que hoje, pudesses transmitir os nossos valores pelo mundo inteiro.

Isso não se chama ser “xique” ou moderno, é a cara lúcida de um ser inculto.

Não obstante isso, ainda vamos a tempo de mudarmos este triste cenário, nada esta perdido. Ainda podemos transmitir aos nossos irmãos, primos, filhos… o pouco que sabemos sobre os nossos idiomas e não nos deixarmos embravecer quando eles forem a dizer “Mamana nakurandza, Papai nidjula Vovó…” (Mãe te amo, Pai quero ver a Vovó). Pois quando se trata de perda de valores, isto está incluso, podem crer…

Estamos tão preocupados com futilidades que acabamos esquecendo, ou ignorando casos como este e, futuramente, isto poderá nos lesionar ainda mais!
E mais não disse!

Pessoas caladas têm muito barulho em sua cabeça

Numa época não remota, na capital do império médio […], o jovem escrevedor poliu as lentes de seus óculos e pôs-se muito bem sentado diante de uma folha branca do engenho de dactilografar. Depois estalou os dedos como um saltimbanco que se estica, passou a língua sobre os lábios e, imprevistamente, milhares de vozes começaram a guerrear dentro da sua cabeça, vozes de pessoas, crianças, mendigos, astronautas, de mulheres que catam amêijoas; vozes de animais, pedras, cactos, de quadros fantasmagóricos suspensos; vozes de vida e morte, de anjos e demónios. Era sempre assim, a sua cabeça era uma incalculável anarquia, cada ser murmurava o que lhe dava na cachimónia, vezes tinha que parecia um bazar, com aquelas patroas que não conseguem amparar a língua, o dedo ou os olhos; outras vezes era uma assembleia, com coelhos e chicos-espertos, elefantes dorminhões, rinocerontes pançudos e hienas com assaltos de risotas; trincheiras, fundo-do-mar, paragem de transporte público em hora-de-ponta, espaço, imensidão sideral, aí as vozes planavam em silêncio, áfonas, gritavam em escuridão, eram leves, levitam, apócrifas.

E o jovem escrevedor ficou só, com os ouvidos abertos, escutava àquela zurrapa, sem identidade, sem opinião, as vozes fluíam com mais vida do que a sua própria vida, parecia encantamento, ele era tantos, tantos outros dentro de si, não tinha rótulo, e pessoa tão calada que era, quem o visse certamente não diria que ele tinha muito barulho em sua cabeça. Suspirou um longo trago, pousou os dedos no teclado e escreveu: “Os livros…”! […] Pausa! Outra! Outra pausa longa! Silêncio, o mais profundo silêncio cantava-lhe em silêncio. As vozes, aquelas vozes malditas, já não conversavam, nem sequer uma, e o escrevedor quis olhar para a sua cara estúpida, e sentiu um baque no estômago, vibrante, uma fome de ansiedade… Ah!, agora estava só, era só ele, ele só, sozinho e mais ninguém, chupou os dentes, parecia um rato, apagou as palavras que escrevera. “Hoje estou sem inspiração”, ouviu alguém assobiar ao seu ouvido. “Não!”, disse ele, “… Um copo de água já me aviva as ideias.” Mas não avivou, o escrevedor exasperou-se consigo mesmo, nem sequer um haicai, três simples versos de menos de vinte sílabas!, que desperdício de criatividade.

Naquele dia o escrevedor de destinos jurou que não valia o título que carregava, e todos aqueles súbditos e residentes do jardim imperial que o consideravam nobre, génio que rimava às almas dos fracos, que escarnecia dos altivos senhores da corte, que tinha a paixão na veia em vez de sangue. O escrevedor estava determinado, deixaria tudo, o que conquistara até àquele momento, a sua modesta multidão de apreciadores, os anos perdidos em estudos, mas, de que lhe valia aquilo se não tivesse uma musa? O jovem escrevedor sorriu, pensou na mulher que admirava com cuidado, com muito afecto, como pudera esquecer… As vozes, ele ouvia-as novamente, falavam dentro dele. Escolheu uma voz, ouviu-a: “Somos tantos que o meu nome é Legião” – escreveu.

(Obs: A epígrafe desse texto é da autoria de Ângela Scarlette, com a devida vénia.)

Consequências das Chuvas em Moçambique (A Mesma Desgraça de Sempre)

Sempre que chove em Moçambique, sobretudo em algumas zonas bem localizadas, o cenário se repete. Cá para mim, existe um pouco de descaso, porque já aconteceu uma, duas vezes não há necessidade de termos sempre os mesmos problemas. Basta chover, pronto! Algum canto deste vasto Moçambique pára, porque simplesmente as vias ficam intransitáveis, algumas infraestruturas submersas, machambas totalmente devastadas e por ai em diante. Anualmente levamos sustos enormes resultantes das calamidades naturais, nomeadamente, chuvas, ciclones, em alguns casos a experiência poderia nos salavar. As imagens abaixo vão clarear o que estou a tentar dizer…

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Fotos da Dama do Bling

Galeria de fotos da cantora moçambicana Dama do Bling.

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Arsenio Henriques Vs Mc Roger – Final Round

Um leitor do Moz Maníacos que gosta de aumentar lenha na fogueira enviou-nos este vídeo super interessante, da tão comentada entrevista ao MC Roger feita pelo jornalista Arsénio Henriques, alvo de muitas piadas e memes na internet. Os internautas classificaram a entrevista como uma disputa pessoal entre os dois apresentadores e para quem assistiu ficou claro o clima de guerra entre os dois apresentadores. Este vídeo vai ajudar-nos (e muito) a compreender melhor o que houve naquele dia.

Você verá abaixo um trecho da entrevista que foi censurada pela STV, mas que acabou vazando na internet e foi parar nas nossas mãos e agora nas suas…

Um esclarecimento sobre a suposta traição da Lizha James

Nos últimos dias tem circulado uma mensagem nas redes sociais e nas correntes de email sobre uma suposta confissão da Lizha James sobre a paternidade de seu filho e blablabla. É mais um esforço dos desocupados de criar barulho e acabar com a credibilidade alheia. Antes de continuar vejamos a mensagem que anda por aí há meses:

A verdade que todos já sabíamos…
Essas cantoras so nos decepcionam Liza James e Bang deram uma entrevista a MOZ CELEB no ultimo sábado e eles confirmaram k a filha da liza james o pai biologico nao é o bang mas sim Ayuba Coroneia nao disseram isso antes pra nao ferir aos seus fans mas pela pressao do publico e boatos que nos ultimos dias existiam eles foram obrigados a confeçar a verdade e pedem desculpas ao fans e ao publico em geral e liza prometeu fazer uma musica falando sobre esse acontecido…………….

so Cantoras de Moçambique mesmo pra fazerem coisas de vergonha estou decepcionado com ela minha paixao pelas musicas dela ja nao é a mesma……………..tsk

Nós não fazemos especulações, não apresentamos artigos sem evidências claras e ainda escrevemos muito bem, por isso quem lê o nossos blogs com frequência sabe que é impossível que uma coisa dessas tenha sido escrita por nós. O casal nunca confirmou isso, então não há por que dar crédito.

Decidimos deixar esta nota, porque a dita mensagem apresenta em anexo uma foto do casamento da Lizha James publicada no nosso site, que possui uma marca d’água com a assinatura da comunidade Moz Maníacos, o que faz com que muitos associem essa maluquice ao nosso website.

O Moz Maníacos através do site Música Moz promove a música e os cantores moçambicanos, é extremamente aborrecido quando nesse esforço a nossa imagem e credibilidade são usadas e associadas a fofocas de fundo de quintal.

Espalhem esta mensagem e ajudem-nos a limpar esta sujeira.

A Literatura Jovem em Moçambique

Já há algum tempo que venho reflectindo sobre o actual estado da literatura juvenil em Moçambique, nessa terra tão bela quanto polémica. Sendo eu um jovem escritor, aflige-me bastante o que tenho visto e reparado. É algo que tem passado despercebido aos olhos de muitos. O que tem estado a acontecer neste ramo é o seguinte: Somos muito poucos, os jovens escritores que lutamos para se fazer presentes no panorama da nossa arte literária, isso para não falar (ainda) no simples desleixo que a maioria dos jovens tem pela literatura. Sinto que teremos de reintroduzir na nossa sociedade o hábito da leitura e inspirar a escrita, ou corremos o risco de marcar futuras gerações com a nossa fraca presença ou mesmo ausência nesse meio.

Se não vejamos: Até hoje, ainda nos contentamos com a herança que a geração 25 de Junho deixou e continua deixando. Desculpem-me ao ser tão directo  mas é a verdade e para poupar palavras darei exemplos: Até hoje ainda nos guiamos por obras do José Craverinha, Paulina Chiziane, Mia Couto, Noémia de Sousa, Rui de Noronha, Marcelino dos Santos, Ungulane Bah Ka Cossa … entre outros, que muito antes da ansiada independência, lutaram com o que tinham em mão para alcançar a tão esperada paz que hoje em dia desfrutamos. Tratava-se de uma luta psicológica com o antigo sistema. Surgiu a explosão da arte literária em Moçambique, nos bairros sub-urbanos da capital, pelos distritos e províncias. Com a inspiração movida pela fé, compunham poemas e crónicas… desestabilizando psicologicamente o nosso inimigo na altura. Narravam o dia a dia do povo e inteligentemente perspectivavam o futuro que é o nosso presente. Resultado do tal esforço, até hoje nos orgulhamos das obras de arte que estes magnifico escritores compuseram e nada ou pouco fazemos para “provar ao futuro” que fomos inspirados pelos mesmos. Sinto que somos a juventude mais banal de todos os tempos! Apelo aos meus colegas, jovens escritores e os demais, mais união e cooperação, para que possa haver uma mudança radical da nossa literatura. Proponho que passemos a criar obras que tenham mais a ver com o que temos vivido actualmente no seio da nossa sociedade, que é bastante carecida de educação cívica! Hoje em dia o nosso povo desfruta da paz, mas ainda existem inimigos no nosso seio. Falo das drogas, do álcool, da prostituição, do racismo, tráfico de menores, corrupção… estas minas que têm explodido diariamente, deixando vários dos nossos irmãos desgraçados, enquanto nós permanecemos relaxados, desfrutando da nossa “herança” e fingindo que nada disso existe!

Verdades em forma de obras de arte, são um dos meios mais viáveis para levar vários jovens e os demais, à reflexão e mudança de atitude. Afinal de contas qual é o papel do escritor na sociedade? Não basta descrever as alegrias e tristezas que são abundantes no nosso meio. Temos de ser mais interventivos e didácticos, dando assim o nosso contributo para a existência de um meio mais são. Apenas questionar-mo-nos porque poucos jovens têm o hábito de leitura, não irá trazer os demais até aos nossos textos, devemos nos adaptar ao ritmo dos passos da sociedade! Vamos deixar os nossos irmãos mais novos perdidos na ilusão do Peter Pan, acreditando que serão flores para sempre? Porque não criar contos infantis apresentando-os à realidade da forma mais doce e verdadeira, preparando-os para a vida adulta que é tão conturbada? Costuma dizer-se “ De pequenino, se torce o pepino”, eu creio, e defendo isso!

Trabalhemos todos juntos, para que as gerações futuras carreguem uma recordação benigna, da nossa. Sejamos inconformistas com o estado actual da nossa sociedade, sejamos mais participativos e contribuintes para a resolução dos problemas que afectam a mesma. Pois Moçambique precisa do nosso apoio, Moçambique precisa de acções  ”idênticas” às que os nossos pais tiveram, pois, só assim poderemos vencer as mazelas existentes no nosso meio e inspirar positivamente as flores de hoje que serão os homens e escritores do amanhã.

Fotos da Portagem de Maputo (Filas Infinitas)

Até onde sei no próximo dia 1 de Abril, dia da mentira, vão aumentar o preço da portagem, no lugar dos actuais vinte meticais que os automobilistas pagavam por viagem passarão a desembolsar 25 meticais. Uns dizem que em sinal de protesto sempre que passarem por lá vão buzinar, outros só reclamam mas os donos dizem que é resultado de terem ficando cerca de cinco anos com a mesma tarifa.

Cá entre nós, se agravassem os preços e o tráfego fluísse e as estradas estivessem em boas condições não havia muitos problemas, acredito que os automobilistas reclamavam mas entenderiam a situação. Mas a cena que ocorre naquelas bandas nas horas de ponta é bem triste. São filas super longas de carros e mais carros a tentar passar por ali.

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Marllen vai ser mãe

A cantora moçambicana Marllen está grávida do seu primeiro filho com o também cantor Tutto do grupo Sofresh, segundo uma publicação feita pelo casal no Facebook.

O anuncio foi feito com entusiasmo e foi recebido com felicitações dos fãs do jovem casal.

Marllen também conhecida como Preta Negra, está prestes a entrar para o clube das jovens cantoras e mães onde já estão suas ex-companheiras da Bang Entertainment a Lizha James e Dama do Bling.

Uma espécie de mapa para a felicidade

Um copo de vinho que fecunda as flores. Bebo só, sem nenhum amigo por perto. Ergo o meu copo e salvo a lua, cinzenta, quase magenta, cortejo ainda a minha silhueta, ela não fica de fora, é uma festa de três. A lua não bebe e a minha sombra limita-se a reproduzir os meus movimentos, mas por um momento considero-os o que não objectivamente são, e respiro a primavera, sorrindo à sombra, acenando à lua, afinando um passo de dança. Estou sóbrio, estamos todos felizes, bêbados, a cada gole, uma deixa, essa minha amizade louca comigo mesmo.

Rarefaço-me desse momento de hedonismo, esse prazer decadente não me consola; 28 de Março, uma sequência de números que traduzem algo, hoje é o meu dia de anos. Nem nada, só os famosos poemas de aniversário. O Vinícius: “Passem-se dias, horas, meses, anos/ Amadureçam as ilusões da vida/ Prossiga ela sempre dividida/ Entre compensações e desenganos.” O Pessoa: “Somam-se-me dias./ Serei velho quando o for./ Mais nada./ Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!…” O Drummond: “O meu significado/ Da palavra aniversário. […]/ Espécie de relicário,/ Dos versos que eu escrevi,/ Com todo amor, e não li,/ Durante o ano passado.” E logo o Quintana que me faz, sonâmbulo, atravessar O deserto sem nenhuma bebida gaseificada no bolso: “Idades só há duas: ou se está vivo ou morto.”

Uma espécie de mapa para a felicidade

Nada inova o estado configurado do meu espírito, mas apraz-me desligar o silêncio, desligar a escuridão e acender as tomadas das coisas que não gostaria de esquecer. No fundo da casa, um homem embriaga os copos com um uísque forte, sinto-o como se não fosse uma pessoa real, movida pelas minhas palavras, pelo meu último grito inteiro, não, não apócrifo “let my people go”, qualquer coisa como toneladas de elefantes sobre os meus ombros. Des-solteirarei os meus sonhos, brevemente, com realizações como gozos na cara da utopia.

A festa sente uma melancolia palpitante e os meus ouvidos pontapeiam o altifalante, ou vice-versa, mas nada me resta desse enlace, desconvido-me prontamente. E a ideia nutre-me um aperto no peito, “O que eu sou hoje é como a humidade no corredor do fim da casa”. Hoje é o meu aniversário, mãe!, o que a senhora tem para mim? Acha-me crescido em suficiência? Será que ainda pesam os meus actos sobre os seus ternos olhos? Eu possuo cada vez mais livre-arbítrio, e isso faz-me mal: transformei-me num incorrigível perguntador, pergunto sobre a dor e o amor, sobre o santo e o mal, sobre a meta-ética cristã.

Terei que lutar pela minha própria família, e sinto no riso, no brilho cicatrizado dos meus olhos, um cuspo pesado que incomoda engolir. Esses anos não impedirão a minha mente de vaguear, eu serei sempre assim, colado à minha inconsciência responsável. Agora o som está mais forte, as luzes giram e noto que a lua me deixou, só esses astros luminosos, que não me fazem sentir nada. Agora sinto que não quero sentir mais nada, nada mesmo, quero apenas etilizar-me de liberdade, libertinar-me. Amanhã desembrulharei o meu presente de aniversário: espero que seja uma espécie de mapa para a felicidade.

Uma viagem pelo Mercado da Malanga

Hoje resolve levar os leitores do Moz Maniacos em uma viagem bem interessante pelas artérias da cidade de Maputo. Vão conhecer o Mercado Malanga (O original, não o do Zimpeto), um dos mais conhecidos e antigos por aqui. Actualmente, existem uns tantos mas houve tempos em que era o principal mercado que se dedicava a venda a grosso de diversos produtos. É um lugar cheio de história onde sempre há alguma coisa incomum acontecendo.

À primeira vista pode aparecer a seguinte pergunta: o que tem de especial nesse Mercado? Respondo: a moldura humana que passa por aqui diariamente seria difícil de contabilizar e são milhares de famílias que ganham o seu sustento aqui através do exercício de diversas actividades. Uns vendem produtos frescos, roupas, comidas, água e por ai em diante. E aqui não falta trabalho.

As fotos falam melhor do que eu, então vamos a elas…

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Os Pestinhas e o Ladrão de Brinquedos

O cinema moçambicano pode começar a preparar-se para receber mais uma obra super interessante e diferente do habitual.  Os Pestinhas e o Ladrão de brinquedos é um filme curta metragem em 3D produzido pela FX, previsto para estrear em breve a nível nacional e internacional.

Sinopse

Quando um dos “filhos” dos Pestinhas Lili, Minhoca e ZéGordo é roubado/sequestrado pelo ladrão da zona, cabe a estes recuperar o mesmo, até que a certo ponto se apercebem que afinal este ladrão tem outros brinquedos com planos de “re-vender”… Os Pestinhas e o Ladrão de Brinquedos, é um filme animado, educativo, que retrata de forma indirecta o rapto de menores.

Trailer:

Os Cantores Moçambicanos com Mais Fãs no Facebook

É complicado medir a popularidade dos artistas moçambicanos usando apenas o Facebook como critério, uma vez que nem todos os artistas possuem páginas oficiais naquela rede social.

Mas dos que já estão lá, quem é o mais popular?

Essa é a dúvida que pretendemos esclarecer no nosso top 10 de hoje. Vasculhamos em todo o Facebook e fizemos esta lista que sinceramente não é nada surpreendente.

Este artigo foi publicado no dia 19 de Março de 2013 (estes dados mudam a cada minuto), nesse dia os artistas possuíam os seguintes números…

1 – G2

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O cantor moçambicano de R&B G2 lidera com mais de 54000 fãs

 

2 – Neyma

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Uma das divas da marrabenta conta com cerca de 23000

 

3 – Dama do Bling

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A Dama do Bling possui quase 21000 fãs no Facebook

 

4 – Lizha James

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Lizha James segue com mais de 20000 fãs

 

5 – Puto Júnior

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Puto Júnior conquistou mais de 16000 “likes” na Facebook

Um Motivo Para Não Ficar Embriagado

Se você acha que ficar com o bolso vazio é a única consequência negativa da bebedeira, você está enganado… Um moçambicano inventou um novo motivo para que controle suas noites nos copos.

Eu não sei como ele actuava exactamente mas só esta imagem já é assustadora :-D. Tente lembrar daquela mulher desconhecida que esteve contigo à noite toda e depois desapareceu do nada… talvez tenha sido este jovem rapaz…

Definitivamente as pessoas estão a levar muito à sério esta coisa de empreendedorismo…

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