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Aprenda a Bloquear Convites Para Eventos no Facebook

Todos nós sabemos que os moçambicanos invadiram o Facebook e pode-se dizer que a maioria das pessoas com acesso à internet, possui uma conta no Facebook. É aí onde começa o problema…

Existem vários recursos interessantes naquela rede social, inclusive existe um sector no Moz Maníacos que trabalha apenas com o Facebook, porém o mau uso deste recursos por parte de algumas pessoas acaba gerando situações de spam.

Uma das formas mais irritantes de spam no Facebook são os convites para eventos. Além de meterem uns nervos, quase 100% dos convites de eventos do Facebook são inúteis. Já que não podemos obrigar as pessoas a pararem de enviar convites sem nos conhecerem, vamos bloqueá-las!

Para a nossa alegria, o Facebook criou uma forma simples de resolver esse problema. Partindo do facto de que a maior parte dos convites são enviados pelas mesmas pessoas,você pode escolher simplesmente bloquear todos os convites de um determinado amigo. Vamos aos passos?

 

1 –  Vá para as suas Configurações de privacidade.

 

 

 

2 – Seleccione o separador “Bloqueio” (5)

 

 

3 – Vá a bloquear convites para eventos e digite o nome do DJ que sempre te convida à suas festas :-D.

 

4 – Tá Feito.

Como é possível ver, existem outras opções de bloqueio nessa área, então aproveite e bloqueei todas as pessoas que te importunam – elas nunca vão saber que estão bloqueadas, excepto se usar a opção Bloquear usuários.

O Pequeno Engraxador

E andava o pequeno engraxador, portando a sua caixa de trabalho, nas esquinas que variavam, e famoso se fazia. Pois a cada par de sapatos engraxado, um provérbio oferecia.

crash, crash, crash…
“Unga ti bele ngoma hi wena weshe” (não te elogies)
Crash, Crash, Crash…
“Água Mole pedra dura…”
Crash, crash, crash…
“Nunca cuspas no prato em que comeste”

engraxador

De 1 a 30/31 desempenhava o seu ofício, leccionava entre as ruas, fazendo sorrir os sapatos do povo. Certo dia ouviu-o o Doutor, e no dia seguinte o engenheiro… passado algum tempo estava na boca do “mundo inteiro”… Até que um dourado Felizardo, acabou por lhe perguntar: como seria possível um petiz que nunca fora aprendiz de letrado algum renomado, ser mais carismático com pinta intelectual, que muito engravatado “diplomado”?

O pequeno engraxador sorriu, e de pronto respondeu:

– “Os certificados e diplomas comprovam, mas as ruas põem-te à prova”
Calou-se o Engenheiro, admirou-se o Doutor… e lá continuou, o pequeno engraxador…
Crash, crash, crash…

Empregado também é gente

Por esses dias ando bem inspirada para defender os fracos, ou fortes, dependendo do ponto de vista. Vou começar por fazer uma perguntinha bem básica: o que seria de  Moçambique (ou outro país qualquer) se fosse habitado apenas por doutores de diversas áreas, engenheiros, ou seja de gente de classe media-alta.

Será que encontraram a cerne da questão? Vou traduzir em outras palavras, num belo dia peguei em mim a pensar em como maltratamos (quase todos fazem isso) os trabalhadores que dão “no duro” para fazer dos patrões o que eles são. É que imaginem numa família onde a esposa e o marido trabalham, os filhos acordam de manhã vão a escola e só voltam no fim do dia. A casa no mínimo seria uma bagunça autêntica e a família uma lástima. O que tenho notado é que dificilmente se dá a devida atenção aos empregados domésticos. Quase sempre são maltratados e insultados porque foram pedir emprego e os donos da casa acham que estão a fazer um grande favor.

servo

A verdade é que não é bem assim. Os dois saem a ganhar. Um porque tem a casa e a família limpa e organizada e a outra parte porque tem contra-partida que é o salário. Digo mais: os patrões sempre deveriam pautar por tratar bem os seus empregados, faxineiros e por ai em diante.

É simples: se eles não tratam bem, aquele grupo pode optar por vários meios para se vingar dos maus tratos e com os “bosses” nunca estão em casa para ver o que fazer tem toda prerrogativa de fazer e desfazer à vontade. Podem, inclusive, deixar o jantar bem gostoso, enquanto “maltrataram” os alimentos e não há como provar.

Tenho acompanhado situações diversas e muitas vezes penosas que envolvem patrões e, sobretudo, empregadas domésticas. Realmente existem algumas empregadas que exageram como foi o caso de uma que transmitiu HIV/SIDA para o filho dos patrões por amamentar o menino sabendo que está doente, mas porque levava o leite dele para casa para dar o filho, pois ela não tinha condições para comprar. Ela agiu de má fé.

Sempre que ando nos transportes semi-colectivos de passageiros oiço histórias que envolvem patrões versus empregada doméstica. A mais recente que me deixou boca-aberta foi de uma empregada que conversava com a outra a lhe contar novidades, vou reproduzir na íntegra a conversa:

“A patroa vai viajar por uma semana e eu vou ficar em casa dela e dormir na mesma cama que e com o patrão. Em casa, vou dizer ao meu marido que vou viajar com a patroa assim poderei ficar a vontade durante a semana e viver numa boa. Mas também, aquela senhora é uma cobra. Só sabe reclamar. Vou aproveitar e ficar no lugar dela e quero ver a cara dela quando ela regressar de viagem”.

Eu, pessoalmente, fiquei pasma com tamanha franqueza e “descarradisse”. Fiquei a imaginar no dia em que tiver marido e viajar em missão de serviço, deixar a minha família nas mãos da empregada. Opa, tá-se mal.

Nisto tudo, existe um senão. Caso os patrões tratem os empregados com respeito que eles merecem, ocorre uma coisa bem interessante, é simples, os empregados são os primeiros a ter vergonha de fazer qualquer coisa que seja contra os patrões por saber que estes os tratam super bem.
Por outro lado, encontramos mais grupos vulneráveis como são os casos dos comerciantes, pedreiros, pintores, electricistas, cobradores de chapa, canalizadores, “mukheristas” e por ai em diante.

Me imagino num cenário em que todos nós somos advogados, jornalistas, engenheiros, ministros, entre outros, o que seria de um país sem aquelas profissões que todos nós não queremos fazer? Todos desprezam, falam mal e olham para quem faz como se lhe faltasse alguma coisa.
São profissões de extrema importância, no entanto, nós desprezamos. Tratamos as pessoas que fazem como se fosse um favor e ainda submetemos a elas a cada tipo de horror mas porque não podem deixar de fazer porque precisam de dinheiro se submetem.

Agora, vamos tentar imaginar um cenário contrário. Há um tratamento mútuo de ambas as partes, sem insultos nem fofocas assim que o outro vira de costas, se soubéssemos agradecer pelos serviços prestados….viveríamos mais tranquilos em relação a detalhes que parecem tão pequenos e insignificantes mas que, na verdade, fazem toda diferença no nosso quotidiano.

Minha Infância e as Línguas Moçambicanas

Minha Infância e as Línguas Moçambicanas

Eramos três irmãos, nascidos na localidade de Nyakwaheni em Inharrime. Devido a guerra civil refugiamo-nos num subúrbio da cidade de Inhambane há 4Km do centro da cidade. O nosso pai sempre insistiu-nos que falássemos Cicopi, a língua materna moçambicana. Aprendemos a falar português na escola, na rua e no campo de futebol com meninos da nossa idade. Neste ambiente aprendemos também a falar Gitonga e Citshwa. Eramos a única família que falava Cicopi na zona. Na rua os outros meninos gozavam-nos dizendo:

– Vacopi comem xifototo “uma espécie de cobra”! Não sabem falar Português! Vieram de wucopi, lá no mato!

Era um bolling de meninos. Tristes relatávamos tudo ao papá e ele dizia-nos:

– Meus filhos, nós somos vacopi até a morte. Todos os nossos antepassados o foram como vocês. Não se deixem enganar. Aqui na cidade viemos para ganhar a vida e por causa da guerra e não para nos assimilarmos ao Português e a vida da cidade. Quando acabar a guerra, regressaremos a nossa terra natal.

Nós não entendíamos o que nosso pai nos transmitia. Queríamos falar Português para ser como os outros meninos da cidade e da zona que só falavam Português quando brincassem. Queríamos ter amigos que falassem Português e até ser como eles. Ser como eles porque tinham sapatos, brinquedos, bola, roupa da mala, lanche e que os seus pais lhes falavam em Português. De tanto nos sentirmos inferiores a eles, lhes chamávamos de “silungwana” que significa “branquinhos”, mas eram negros como nós. O que nos diferenciava deles é que eles eram meninos bem cuidados, comiam três refeições ao dia e até levavam à rua, depois do matabicho, o seu pão com manteiga, jamu ou ovo para nós cobiçarmos e lhes pedir um bocado. Ai estamos fritos. Eles nos aproveitavam para nos fazer castigos como se fossemos coitados a troca de um bocadinho do seu pão. Mandavam-nos fazer corridas ou aceitar uma boa chapada na cara em troca do bocado de pão. Nos consideravam gente inferior, baixa, do campo, pobres, famintos, que limpam dentes com mulala, pálidos, sem camisa e de calções ou furados ou rasgados nas nádegas ou no meio. Era normal vestir calções de remendos, meter os livros escolares num plástico e ir à escola primária pé descalço.

Nós eramos exclusivos na zona. Chegamos a pensar que o papá não gostasse de nós de tanto sermos os mais pobres da zona. Enquanto eles assistiam TV-video nas suas casas de madeira e zinco electrificadas, nós tomávamos o único banho do dia, esperávamos que o papá chegasse do serviço para jantarmos e ouvirmos a rádio emissora de Inhambane através do Silver (marca de rádio) caso as pilhas tivesse carga. Se não tivessem carga recolhíamos para dormir.

Todos dormíamos na mesma cabana/barraca de “makuti” palha de coqueiro. O nosso pai à noite de xiphefu, exigia-nos que relatássemos tudo que fizemos durante o dia e a seguir contava-nos “matimu ya vacopi” histórias da nossa cultura Copi. Ensinávamos o grau de parentesco da nossa larga família, falava-nos dos nomes de todos os familiares (maternos e paternos) desde o quadra-avó até à nossa geração. Eramos bons ao dominar nomes e as relações de parentesco. Eram personagens algumas falecidas, outras desaparecidas e muitas em vida. Contava-nos a nossa origem como família desde a guerra de Ngungunyani até à nossa geração. Explicava-nos o significado dos nossos nomes tradicionais e do nosso apelido. Narrava-nos contos tradicionais, tithetheka e as vezes tixovo. Eramos alegria do papá, mas a desgraça da zona.

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Nos feriados (7 de abril, 1 de maio, 1 de junho, 25 de junho, 25 de setembro) planificávamos ir à Praça dos Heróis e depois aproveitar para dar um passeio pela cidade para ver carros, brancos e seus filhos branquinhos, ver montras das lojas de coisas bonitas que o papá não conseguia nos comprar.

Todos os meninos da zona arrumavam-se com roupas da mala. Juntavam-se em grupos e cada um exibia a qualidade da sua calça, peúga, camisa e até do lanche preparado pelos pais. Nessa altura nós assistíamos tudo de boca-aberta de tanto cobiçar o quão bonito estavam. Dentro dos nossos coraçoes dizíamos:

– Que me dera se eu também estivesse bem vestido e com o pé no sapato.

Quando chegássemos perto deles para ouvir algo algum elogio a nosso favor já que também estávamos grifados ao último grito era uma lástima. Todos punham-se a rir. Nós eramos a sua graça, mas também um problema por resolver logo ai, antes que partíssemos a cidade. O problema é que não tínhamos roupa da mala e nem sapatos como eles. Vestiámos calamidade que papá recebia do tio Gyamba dos INGC. Neste dia de passeio estávamos grifados de nossos fatinhos (balalaica e calças azul) manda-fazer que a tia Methi nos ofereceu quando passamos de classe. Como eramos três, constituíamos uma tripla e nos auto-apelidávamos por Três Putinhos Chineses (Akhu, Axawu e Xaling) que na altura alegram até aos adultos. Trazíamos nosso lanche num cartucho de papel caqui. Era a mandioca cozida, farinha tapioca “rala” que poupávamos no matabicho e um coco. Era isto que iriamos comer como lanche na cidade. Nestas condições ninguém queria andar connosco de entre os meninos da zona. Ninguém queria andar connosco por que: estávamos mal vestidos, descalços e ainda mais, o nosso lanche não era pão com jamu, manteiga, ovo frito e sumo loumar. Alguns meninos com sentimento diziam:

– Vocês isso é pecado, vamos com eles.

Os mais espertinhos e por sinal os mais bem vestidos diziam:

– Haaa… vocês! É para andarmos com pessoas que vêm do campo? Macopis? Nem Português sabem falar. Esses vão nos envergonhar na cidade. Se vocês querem ir com eles vão de outro caminho sozinhos.

Infelizmente, os poucos que nos queriam ajudar juntavam-se aos outros bem vestidos e se iam. Nós esperávamos uns 10min e em cicopi comentamos:

– He mano, valekeni vatsula. Hinahoka ngu timbi tindzila didhoropani “Meus, deixemo-los partir. Iremos de outros caminhos e chegaremos à cidade”.

Dito e feito, partíamos mas usávamos caminhos corta-mato porque já tínhamos medo que eles pensassem que estamos a segui-los e mais, tínhamos vergonha de andar na cidade onde há muitos meninos estão melhor vestidos que nós.

Chegamos à Praça do Heróis e assistiámos a banda militar a cantar Viva viva a Frelimo, Guia do Povo Moçambicano… e nós acompanhávamos sussurrando pois só dominávamos a parte do coro: Viva viva a Frelimo. Depois fomos assistir as danças tradicionais em Gitonga e a OJM a cantar em Português. Mostrávamo-nos emocionados e então comentávamos as nossas alegrias e admirações em Cicopi em voz alta como manda a nossa cultura. Os outros meninos olhavam-nos surpreendidos e com desprezo de cima para baixo e de baixo para cima e depois, em coro diziam:

– São meninos da rua. Tinyolwene, Tinyolwene, Tinyolwene! Era o outro bolling, desta vez na cidade!

Não eramos meninos da rua nem Tinyolwane, mas sim meninos diferentes dos outros que desde a sua infância colocaram os pés junto à razão, à etnia, à pertença, ao passado, à língua materna e cultura moçambicana para resistir à assimilação ao Português ou à perca da identidade moçambicana. Hoje que somos crescidos sentimos que não queríamos fugir à nossa realidade cultural e linguística.

Na nossa infância houve muitos meninos que foram vítimas da aculturação e que hoje não sabem donde vieram, não conhecem nenhuma língua moçambicana ou se conhecem apenas dizem que “Meu pai é Makonde e minha mãe é Mandau” ou se conhecem provavelmente querem ser aqueles “branquinhos” negros da minha infância. Não sei se será devido à vergonha que os meninos da minha infância tinham contra nós, não sei se é por excessiva aculturação ou assimilação ou não sei se é uma questão do tempo que um dia regressarão às raízes nas quais lhes chamam em línguas moçambicanas:

– Filhos voltem a casa! Há espaço e comida para todos!

Felicitações a todos os meninos que cresceram e preservaram as línguas moçambicanas e que hoje as falam sem vergonha, as escrevem na internet e que as transmitem aos seus filhos!

Como Fazer Badjias (Receita Clássica)

Hoje eu quero falar de uma das marcas registadas de Moçambique: as badjias. Mas das badjias verdadeiras, aquelas que as mamanas preparam no fundo do quintal…

Actualmente já é possível encontrar nos supermercados uma farinha especial para badijas, mas esta receita é para quem deseja preparar estas delícias pelo modo hardcore :-D.

 badjias

Você precisará de:

– Mbenga (alguidar e seus acessórios)

– Feijão Nhemba

– Ingredientes abaixo

Ingredientes (quantidade livre)

  • Pasta moída de feijão cafreal
  • Alho
  • Sal
  • Óleo

Como Preparar?

  1. Deixe o feijão nhemba em banho Maria por 24 horas.
  2. Moa o feijão na mbenga e acrescente alho e sal até que se forme uma pasta homogénea;
  3. Leve ao fogo óleo suficiente para fritar bolinhos do tamanho de uma colher de sopa e deixe-o ficar bem quente;
  4. Use uma colher de sopa para fazer bolinhos e colocá-los na frigideira por 5 minutos – ou menos – deixe tempo suficiente para que fiquem alouradas.
  5. E aí estão as suas badjias.

Badjias

Nham Nham!

Normalmente as pessoas comem as badjias com pão, mas não se prenda, faça como bem desejar.

O Arquitecto de Ilusões

Desenluto-me sem vigor algum, com uma constipação ocasionada pela imoderação de piripiri no caril de peixe. Reconheço que não tenho sido muito feliz, aliás, a maioria das pessoas não é tão feliz ou infeliz quanto pensa ser. A criatividade é uma dança e eu tenho ignorado vários passos. Combinar a arte com a emoção já não me parece ser muito instintivo, sinto cada pé de verso como um chifre de azagaia na carne, escoando os meus sentimentos juntamente com os filetes de sangue que me escapam do peito em esguicho. Tenho perdido tempo, teorizando, e depois fito o rosto mascarado que vejo no espelho, como Narciso desnorteado, contudo não enamorado, sou o sujeito sem predicado que não se complementa, um rosto que não se reconhece, sem memória. Imagino-me, sou um louco que não gosta de assobios, que sonha com ‘Áfricas’ com novas hipóteses – o efeito borboleta –, que equaciona o Paradoxo de Epicuro para explicar as costelas que brilham no tronco maltrapilho daquela criança de beiços gretados.

 O Arquitecto de Ilusões

Ler a “Insustentável leveza do ser” pode não ser tão prazeroso assim, o livro exige uma alma ilimitada e madura. Kundera não escreve simplesmente uma ficção, cada parágrafo de seu texto parece ser um chamamento. Ele chama a vida, o peso, a gravidade, a felicidade, o retorno, a natureza, a compaixão, chama o homem que sou eu a fazer a vida valer a pena de ser vivida, e viver cada momento como se fosse o último, o ‘carpe diem’ de Horácio.

A casa abrigava crianças especiais, na maioria crianças órfãs especiais, cada uma reclusa em uma especialidade. Deting tem a espinha bífida, Xuyang sofre de hidrocefalia, Mingxiang tem talassemia e Minyu não se move devido a hemiplegia. Adoravam receber visitas, os seus rostos rosados emitiam várias alegrias e vários pontos de interrogação com críticas distintas. Aliviadas, repentinamente, de suas fraquezas, a comunicação não lhes coibiu de venderem, gratuitamente, aos meus amigos e a mim, a paz, a inocência, a esperança-sol daquele dia. As nossas câmaras deliciavam-nas como sorvetes, e Chichorros curiosos, foto-vida-ram, em posições inverosímeis, os gestos e risos e vozes daquela tarde. Yin tem os músculos das pernas e das mãos atrofiados, não tem pés e apenas um dedo na sua mão direita. Com esforço e prazer, ele apoiava a câmera entre o peito e o queixo e, contorcendo-se, disparava o flash.

Depois, no playground, senti os olhos embaciados, embaciei também as lentes e pensei que uma chuva se avizinhava. Não, eram lágrimas, o orvalho dos meus olhos madrugava, e como coelho espertalhaço, lambi-lhes logo com os dedos da mão. Senti-me outra vez feliz, feliz como não me sentia há dias, ou quiçá meses, um coquetel molotov explodira em mim, dinamitando a montanha que me desviava da luz.

Deixei o recinto principal depois de pôr uma nota de 20 Yuans numa caixa. O vento assobiava, sorri, eu era o louco que odiava assobios. Arrumei os earphones e aumentei o volume da música, no fundo, Renato Russo explicava: «É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã…»; ‘Mazal tov’ – disse eu para um sujeito indeterminado.

Tribo Tofinu: O Povo da Água

Vamos dar continuidade à nossa viagem pelas tribos da África, conhecendo uma tribo que não é tão “famosa” como as demais que passaram pelo nosso site, mas não deixam de merecer a nossa visita e registo. Iremos ao Benin para conhecer o Povo Tofinu, conhecido como O Povo da Água.

A aldeia Ganvie em Benin (África Ocidental) é  um lugar único, construído no Lago Nokoué. Cerca de 20.000 pessoas vivem em Ganvie, cuja maioria é constituída pelo povo Tofinu.

Os Tofinu instalaram-se aqui à cerca de 400 anos e construiriam sua aldeia  no lago afim de escapar de traficantes de escravos da tribo Fon. Originalmente baseada na agricultura, hoje os Tofinu vivem do  turismo e principalmente da pesca e piscicultura.

A seguir estão as imagens incríveis que seleccionamos para vocês. As fotos para esta galeria são da autoria e propriedade de Olivier Blaise.

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Tribo Tofino: O Povo da Água

Tofino Pescador

Povo Tofinu

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Como namoram os Moçambicanos hoje

Há dias, durante o final de semana, estava a reflectir sobre os actuais namoros, o pensamento ocorreu-me quando vi um casal de adolescentes a namorar num murro, bem localizado num beco algures no meu bairro. Quase que ficava parada para ver aquela cena, fazia muito tempo que não via um cenário de género.

Explico: houve tempos, quando ainda éramos adolescentes, que era normal namoriscar em esquinas e becos, com medo de que fossemos vistos pelos vizinhos, ou pior ainda, por alguém da família. Pois, não havia perdão, em todos os locais possíveis o assunto era fulana que se envolveu com o fulano. A menina era mal falada. Digo mal falada porque sempre atacam a menina, são poucos os casos em que os rapazes saíram mal na fita, pois são tidos como machos.

Lembro-me que as adolescentes que nasceram por ai na década oitenta eram bem tímidas, muitas vezes, mesmo para deixar o rapaz que pretendiam como namorado pegar na mão, que era o primeiro passo, levava muito tempo e que trabalho tinham os meninos para alcançar tal feito. Acredito que faziam festa e nós nem desconfiávamos.
O mais incrível de tudo era a fase de pedido de namoro, o menino vinha com todo o seu charme e fazia o tão esperado pedido. Sabem qual era a resposta? Simples: vou pensar, depois digo algo. Mas isso, não era porque a menina não estava interessada nele. Ela tinha sido educada a não ceder no primeiro pedido. Tinha que ponderar todas as hipóteses, os prós e os contras e dependendo de onde a balança pesava mais aceitava.

namorados

Quando ela achasse que sim “que aquele era o amor da vida dela, o feliz para sempre que ela esperava, o até que a morte os separe”, aceitava o pedido. A fase do namoro era mais engraçada ainda porque o facto de ter dito “sim” para o namoro, não dava plenos poderes ao rapaz.

Primeiro devia conquistar a confiança dela, fazer com que ela deixasse ele tocar na mão, depois na coxa e só passado uns bons meses é que ele podia dar “ selinho”. O beijo propriamente dito podia acabar anos a espera e outra coisa que chamava atenção, os meninos não desanimavam, antes pelo contrário, lutavam para conquistar o respeito e a confiança da pretendida.

Devem estar a perguntar porque estou a descrever essas coisas todas. É simples, não sou nenhuma senhora, nem a experiência em pessoa mas tenho certeza que as pessoas que nasceram na mesma época que eu e um pouco antes vão concordar comigo: era bem divertido namorar naquela.

O cenário actual do namoro é banal, no verdadeiro sentido da palavra. É que não existem critérios para tais namoros. Um dia a menina conhece o rapaz, acha que gosta dele e, ele dela, pronto. Estão a namorar e já dão o primeiro beijo, com um pouco de sorte escapa de ir parar na cama dele no mesmo dia.

O resultado disso, é que não raras vezes encontramos adolescentes que mal saíram da fase de crianças estão grávidas e obrigadas a ir para o lar. Vamos imaginar o cenário em que uma criança cuida de outra criança, não dá muito certo. E quando se pesquisa quando é que ela ficou grávida descobre-se que foi fruto da tal primeira semana de namoro. Foi a famosa primeira vez. Como consequência nem o menino nem a menina sabem o que fazer.

Há situações em que o bebé chora e a mãe também. Simplesmente, ela não sabe o que fazer com o bebé que não cala. É lamentável quando vemos adolescentes que têm pais intolerantes que as mandam para o lar, onde passam a cuidar de uma família. Elas não têm tempo para brincar como deve ser, de continuar com os estudos e muito menos de se conhecer. Tornam-se adultas. Simplesmente, pulam a fase de adolescência e da juventude.

Se procurássemos o culpado nessa história toda. Todos são. Encontramos em primeiro lugar os pais, que muitas vezes não tem toda a coragem de falar com as adolescentes sobre os perigos de iniciarem a actividade sexual cedo. Depois temos os professores que só estão preocupados em “educar” aluno, não passam experiências de vida que é para este aprender a não cair em “armadilhas da vida” e por último temos o próprio adolescente que se fecha no seu mundo e não quer saber das coisas que acontecem fora, muito menos tirar dúvidas com os pais ou professores que os rodeiam.

Não que na nossa época não existissem casos de gravidez precoce, mas o actual índice é bem elevado, no entanto, é caricato falar dos meios de informação, porque existe a televisão que fala de tudo, palestras que realizam sobre tudo nas escolas. Mas é caso para dizer que éramos felizes e não sabíamos.

Na minha nobre coerência…

É credível que em algum lugar, os peixes têm penas, as aves têm barbatanas, e os quadrúpedes têm escamas

Na minha nobre coerência
É credível que em algum lugar, existem seres humanos vermelhos, verdes e roxos. Que cada um escolhe a tonalidade que lhe apraz, no momento que lhe convem.
Na minha nobre coerência
É credível que em algum lugar do mundo, as árvores podem ser pássaros e voar, e que os pássaros podem ter raízes tão seguras quanto as árvores…
Na minha nobre coerência
É credível que em algum lugar, o brilho das estrelas é refletido nos sorrisos dos homens
Que as rosas não tem espinhos e que os girassóis não são dependentes da luz solar

 sonhador
Na minha nobre coerência
É credível que em algum lugar, as Mulheres não sofrem ao dar à luz
Que não existam desastres naturais, que os homens só choram de alegria
Que a paz seja inabalável, e que o amor não tenha nódoas…
Não obstante disso, a minha nobre coerência,
Leva-me a desacreditar que
Um dia o racismo irá findar
Um dia as armas se calarão
A minha nobre coerência leva-me a desacreditar que
Um dia as super potencias mundiais, estarão verdadeiramente interessadas em auxiliar as mais fracas, sem segundas intenções…
Um dia os corruptos serão severamente punidos
A minha nobre coerência leva-me a desacreditar que
Não mais serão propositadamente propagados os vírus mortais, com objectivo de diminuir a densidade populacional mundial
Que a religião não será motivo de guerras e ódio…
A minha nobre coerência leva-me a desacreditar que
Um dia a vida será prezada, em relação aos recursos naturais…
Um dia a democracia irá despir-se da sua falsa capa, que a África… poderá caminhar pelos seus próprios pés
Um dia a África desperte e cure-se do seu sonambulismo
A minha nobre coerência leva-me a desacreditar que
Um dia serão recuperadas as espécies de animais em vias de extinção
Que a Mãe Natura perdoe o homem por tanta ingratidão e desrespeito para consigo
Que as crianças voltem a ser crianças, e que os adultos não sejam somente adultos
Mas sim Pais, Mães, Tios…
A minha nobre coerência leva-me a desacreditar que
Tudo aquilo que aparenta ser lógico, tenha lógica
E que um dia, o ser humano acorde para essa realidade, e faça do impossível, o possível!

Fotos de Lindos Albinos Africanos

Mais uma galeria linda de fotos de África para os Moz Maníacos. Lembra do post onde mostramos fotos de crianças albinas? Então, se você tiver gostado do artigo, então este foi feito especialmente para si. São dez belas fotos seleccionadas com muito cuidado para garantir que cada uma conte uma história…

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Tanzania’s albinos stalked by cancer, stigmatization and murder

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5 Fotos Pós-Cheias Que Merecem a Sua Atenção (E Solidariedade)

 5 Fotos das Pós-Cheias Que Merecem a Sua Atenção (E Solidariedade)

Estas são daquelas imagens que falam por si, foram tiradas em Chiaquelane, em Gaza, lá onde estão abrigadas as vítimas das cheias. Reclama-se muito das condições de vida disponibilizadas para aquele povo. Tomam banho em condições desumanas e formam longas filas para conseguir alimentos. Imagine uma situação dessas todos os dias desde Janeiro. O sofrimento das famílias que se encontram nesses centros de acolhimento não terminou com as chuvas e parece que a tendência é de piorar. As imagens documentam um triste cenário de completo abandono ás vitimas das cheias.

Fila para receber comida

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Uma rosa para Prostituta

Certa vez ofereci uma rosa a uma prostituta. Foi como penetrar com uma lanterna acesa, em uma floresta mergulhada no escuro, contando encontrar árvores com espinhos e animais ferozes, morcegos e vultos… Mas para a minha surpresa não foi o que se seguiu. A dita selva que eu imaginara, era o que havia de mais belo e encantador. Havia o cantar dos pássaros e a brisa era suave. Na verdade eram caricias daquele ambiente inspirador que me obrigava a poetisa-lo…

O rosto da prostituta reacendeu-se entre as trevas envolventes que lhe pertenciam. Vi o mármore dos seus dentes reluzirem entre os pastos de Satan. A Gata Borralheira fora transformada pela suavidade daquelas pobres pétalas… E como quem sente o cheiro puro da vida, após longos anos enjaulado na podridão dos cadáveres, sugou de todo o perfume que a rosa lhe oferecia.

 Uma rosa para Prostituta

Como cascatas com águas cristalinas que compõem melodias entre a “rudeza macia” das pedras, surgiram entre o magnífico rosto lágrimas virgens, provenientes do mistério que ela exalava. E de súbito dois braços abriram-se e, apoderaram-se do meu minúsculo corpo. Lábios carnudos beijaram-me suavemente, embalando-me na sua contra-dança  ao passo que Virgilio via caminhar as Deusas… a prostituta ia polindo a minha alma, despejando em mim toda a sua fé, beijando-me como se de um anel Papal se tratasse. E em seguida fixou em mim o seu olhar vivido, enquanto a maciez das suas mãos acariciavam o meu rosto, e disse:

– Sinto-me grata meu caro, há bom tempo que não era humana. Há muito que não vivia… sinto-me grata meu caro, sinto-me grata…

Expulsou-se de mim aos poucos e penetrou na escuridão de onde veio. Porém, uma vela estava acesa, para iluminar o seu caminho e creio que o seu brilho jamais se apagará.

Os Melhores Apresentadores de Moçambique em 2013

Depois de 20 dias de votação pelas redes sociais e pelo inquérito aos leitores do Moz Maníacos apuramos os 10 apresentadores que entram para o top 10 dos melhores apresentadores moçambicanos em 2013. Tentamos apresentar um top 1o justo e democrático, por isso usamos todos os meios possíveis para que todos os votantes votassem apenas uma vez, o que faz com esta lista seja mais consistente que aquelas apresentadas no MMA e outros veículos que usam o sistema “Quanto mais conseguires votar, melhor”. Queremos prestigiar os nossos apresentadores da melhor maneira, mas sabemos que esta lista não representa a opinião da maioria Moçambicana que ainda não tem acesso à internet, mas estamos quase lá! Ah sim. A lista!

 

1 – Tininha e Aires

Tininha-Aires

 

2 – Danny Ripanga

Danny-Ripanga

 

3 – Emerson Miranda

Emerson Miranda

 

4 – Gabriel Júnior

Gabriel-Junior

 

5 – Fred Jossias

Fred-Jossias

 

6- Sílvio de Jesus

Silvio-de-Jesus

 

7 – Jorge Ribeiro

Jorge-Ribeiro

 

8 – Eunice Andrade e Sergio Faife

Sergio-Faife-e-Eunice-Andrade

 

9 – Gilberto Mendes

Gilberto-Mendes

 

10 – Anabela Adrianopoulos

Anabela-Adrianopoulos

Um passeio ao livro do Augusto Cury

Sempre gostei de ler, por isso numa primeira fase quis ser jornalista, que nos abriga a ter mente super aberta e a pesquisar muito, tanto a nível nacional como internacional. O meu sonho está quase a se realizar. Quando tive que entrar na faculdade, por acaso calhei com o curso de Direito, mais uma vez era obrigada a ler. Aqui tenho que acabar horas lendo e interpretando leis, livros de diversos autores, todos sobre Direito. É bem divertido.

Mas de tudo, uma coisa que não dispenso sempre que posso é ler romances. São tantos livros. Moçambicanos já li escritores como Mia Couto, Teresa Chiziane, entre outros. Os internacionais devorei livros como A trilogia dos Cinquenta tons, Paulo Coelho, Harry Poter, isto sem contar com aqueles livros que considero safados, como Kamasutra e companhia, mas muito recentemente comecei a devorar os livros do Augusto Cury e este é deste escritor que venho falar.

Do Augusto Cury o primeiro livro que li foi “O vendedor dos sonhos”. Adorei. E procurei por outros dentre eles, um dos escolhidos foi “A ditadura da beleza e a revolução das mulher”. Puxa. A pergunta que lanço é: vocês já estiveram numa situação em que vocês lêem um livro e se sentem dentro dele?

a ditadura da beleza

Antes vou descrever um pouco o escritor, apesar de acreditar que muitos o conhecem, ele é brasileiro, psiquiatra, psicoterapeuta, cientista e escritor. Outros atributos dele: pós-graduado em Psicologia Social, desenvolveu a teoria da Inteligência Multi-focal, sobre o funcionamento da mente e o processo de construção do pensamento.

No livro o vendedor dos sonhos a ideia, pelo que percebi, é vender coragem aos inseguros, ousadia para os fóbicos, alegria para aqueles que perderam o encanto pela vida, sensatez aos incautos e crítica para os pensadores. Em outras palavras, neste livro, Augusto Cury tenta levar os leitores a olharem dentro de si e ter alguma esperança, mesmo quando parece que tudo está perdido, acreditando sempre que há uma solução. Mais ainda, que para viver e ser feliz não é necessário ter milhões na carteira ou uma mansão, o mais importante é ter saúde e vontade de viver.

Achei injusto ler e ficar com isso para mim, então resolvi compartilhar com os leitores do Moz Maníacos  vou falar mais da “ditadura da beleza e a revolução das mulheres”. Recomendo este livro tanto para homens, mas sobretudo para as mulheres.

O escritor nos leva a questionar os padrões de beleza que chegam para nós através de revistas, filmes, novelas, entre outros modos. A verdade é que toda mulher, repito, toda mulher está insatisfeita com alguma parte do seu corpo, senão todo o corpo.

Eu, particularmente, detesto a minha barriga, acho ela ligeiramente grande. No entanto, sempre fui gordinha, não me conheço de outro jeito e muita gente gosta do meu corpo como ele é. Aliás, nem consigo me imaginar de outra forma. Durante muito tempo, mais na minha adolescência, me achava a última feia do planeta, não tirava fotos, não gostava de sair. Na leitura do livro “a ditadura da beleza e a revolução das mulheres” descobri que isso resulta do famoso “padrão inatingível de beleza”.

Na época, eu queria ser outra pessoa e não aquela Vanda que todos viam e gostavam. Aos poucos aprendi a valorizar meu corpo e mudar aquela ideia de ser feia, mas não conseguia perceber porque me rejeitava se sempre fui assim.

Quando comecei a ler o livro do Augusto Cury percebi que não era um acto voluntário e que não era a única, que aquilo era resultado da influência dos programas que via na televisão, das revistas, actores, por ai. Só para citar alguns exemplos, nas televisões moçambicanas contam-se os apresentadores com uma estatura física um pouco fora do padrão, nos programas em geral os apresentadores têm um perfil determinado e não podem passar daquilo.

Essa imagem entrou na minha psique e ficou lá. Sem me aperceber comecei a ter vontade de ser outra pessoa. De ter aquele corpo que todas apresentadoras que assistia na televisão tinham. Por sorte e um pouco de vontade consegui ultrapassar um pouco a rejeição.

Mas o problema com a minha barriga continua até hoje. Durante a leitura descobri que 46 por cento da população detesta a sua barriga, eu devo estar lá, o pior é que mesmo quando diziam que ela combina com meu corpo não queria ouvir de jeito nenhum.

Augusto Cury fala de uma pesquisa que “troca em moedas” esses 46 por cento, em todo mundo são 1,1 bilião de mulheres que tem verdadeiro pavor de olhar para a sua barriga. Quando estão no espelho elas viram de um lado para o outro na tentativa de disfarça-la. Diz ele que, durante muitos períodos da história uma barriga levemente proeminente era sinal de beleza e saúde.

Na mesma pesquisa consta que 21 por cento rejeitam seus seios, 21 criticam seus cabelos, 14 odeiam seu bumbum, 12 abominam seu nariz, 11 têm problemas com seu quadril, 9 não gostam dos seus dentes e 8 fazem restrições às suas coxas.

O escritor vai mais longe afirmando que quando uma pessoa passa a rejeitar uma área do corpo, essa rejeição se torna um grave sintoma da síndrome inalcançável de beleza e, em alguns casos, pode se transformar em uma aversão à forma do corpo. O mais triste de tudo é que cinco por cento das mulheres detestam o seu corpo, ou seja, mais de 130 milhões delas querem mudar tudo em seu corpo, até os fios de cabelos.

Gostaria eu que essa síndrome não atingisse as mulheres moçambicanas, por exemplo, mas infelizmente atinge e de que forma. O azar de muitas é que nada podem fazer para alterar a sua condição e para fazer algum tratamento ou plásticas tinha que ir para outros países.

É muito triste perceber que sempre que quando se olham nos espelhos, as mulheres valorizam mais seus defeitos do que suas qualidades, pois se vêem através das janelas doentias que construíram em sua psique.

A ideia do livro é incutir na mulher que a beleza está nos olhos de quem a interpreta. Que todo ser humano tem sua beleza. Temos que ser nós próprios a encontrar a nossa beleza, por mais que não estejamos dentro do padrão dos média.

Um dos dados bem interessantes que encontrei é que se o índice de Massa Corporal (IMC), que é o índice usado pela Organização Mundial de Saúde para medir o peso das populações e o padrão básico de saúde, fosse aplicado às modelos, elas seriam, na maioria, consideradas doentes, desnutridas, como as pessoas famintas de alguns países mais pobres do nosso continente.

Este índice é calculado dividindo-se o peso em quilogramas pelo quadrado da altura em metros. De acordo com a Classificação Internacional de Doenças, o índice de massa corporal igual ou inferior a 17,5 pode ser sugestivo de anorexia nervosa. O IMC considerado saudável é de 20.

Grande parte das modelos, aquelas que admiramos, tinha o índice de massa corporal em torno de 13 e 14. O que quer dizer que são completamente desnutridas, não possuem musculatura, mas pele e ossos, o que diminuía a longevidade e causava uma série de transtornos físicos e psíquicos.

Quero acreditar que a ideia do Augusto Cury “de namorar com o nosso corpo” é boa e implementável. Que toda a mulher acredite que é bonita, independentemente de ter ou não algumas imperfeições. Coisa normal para um ser humano também “normal”.

Sites de namoro para Moçambicanos

Site de Namoro em Moçambique

A ideia de encontrar um parceiro para uma relação séria na Internet ainda não é muito bem vista pela maior parte dos moçambicanos. Mas isso não impede que muitos compatriotas passem horas e horas em frente ao computador ou telemóvel, procurando ou investindo naquele(a) que acreditam que possa ser o amor das suas vidas.

Eu conheço alguns casais que se conheceram na Internet há muito tempo e que até hoje permanecem juntos, firmes e fortes. Tenho plena consciência de que esses são casos excepcionais mas oh, eu sei que para algumas pessoas dar um simples “oi” pessoalmente pode ser muito embaraçoso, por isso vale a pena para esses, tentar a sorte na Internet.

Mas isso não interessa muito. Certamente não é para ler baboseira que você está aqui, não é? Você quer saber se existem sites de namoro para moçambicanos…

Para alegria de todos e felicidade geral da nação eu digo ao povo que existem sites de namoro para Moçambicanos

Eu pesquisei pela Internet e descobri alguns sites que podem ajudá-lo a encontrar seu amor na internet.. Ei! eu disse amor. A lista que apresentarei é de sites de namoro, nenhum deles é de conteúdo adulto – se esse era seu objectivo, lamento desapontá-lo.

Outra coisa que você tem que tomar em consideração é que, além de pessoas bem intencionadas como você, existem nesses sites muitos(as) vigaristas que estão lá só para aplicar golpes. Estes espaços também são muito utilizados pelas prostitutas que buscam clientes – não estou a dizer que elas estão mal intencionadas, mas não vamos misturar tudo né? Namoro é namoro, prostituição é prostituição (embora o conceito de namoro também seja discutível).

São vários sites que prometem, mais apenas dois deles realmente valem a pena experimentar, eu poupei seu tempo e você não precisa registar-se em centenas de sites para descobrir qual é o melhor.

1. Namoro Moçambique

Namoro Moçambique
Clica na imagem para aceder ao site

O maior site de namoro de Moçambique, criado pela equipa do Moz Maníacos, não há muito a dizer. Este é o melhor site de namoro em Moçambique.Visite www.namoromocambique.com

2 – AfroIntroductions

É um site de namoro especialmente para africanos, você não precisará fazer muito para começar a encontrar apenas moçambicanos no site.

Eu criei um perfil qualquer para testar os recursos, não tive nenhuma dificuldade, fiz uma busca rápida para ver os moçambicanos que existem lá. E porque eu sou homem, apareceram muitas sugestões automáticas de mulheres que me pudessem interessar, como mostra a imagem abaixo. Provavelmente você vai gostar.

3 – Badoo

Muitos já conhecem o Badoo, e sabem que não é exactamente um site de namoro, mas acaba sendo bem melhor que o site acima. Tem recursos muito semelhantes aos do Afro Introdutions.

Estou feliz que tenha lido até ao fim, espero que você tenha achado este artigo útil e eu ficarei feliz em saber que ajudei em alguma coisa. Deixe seu comentário!

10 coisas para fazer em Moçambique

Muitas vezes descrito como uma das últimas fronteiras da África, Moçambique, um país grande na parte sudeste do continente, está entre os lugares mais privilegiados do mundo. É um paraíso para os caminhantes e possui um extenso litoral com inúmeras oportunidades para mergulho e natação.
A população é diversificada, reflectindo as tribos indígenas africanas que se estabeleceram aqui há anos, os árabes que exerciam comércio ao longo da costa por séculos, e finalmente, os colonizadores portugueses, que governaram até 1975. Apesar dos muitos contratempos que têm assolado o país desde então, incluindo a guerra civil, enchentes e secas, Moçambique tem se recuperado bem e está lentamente a ganhar uma reputação bem merecida como um país que promete muita aventura e momentos de lazer.

Eu quero com este artigo mostrar alguns dos melhores lugares para se visitar em Moçambique, assim como as melhores coisas a se fazer por aqui.

Meninos de Vamizi

1. Parque Transfronteiriço do Grande Limpopo

Uma enorme faixa de terra que compreende parte dos territórios de Moçambique, África do Sul e Zimbabwe onde é permitido que os visitantes atravessem as fronteiras livremente dentro do parque, Limpopo é o lar de cerca de 150 tipos de mamíferos, incluindo elefantes, girafas e búfalos.

2. Parque Nacional da Gorongosa

Este parque, uma vez lendário do norte de Moçambique foi quase destruído durante a guerra civil no país. Agora, recentemente remodelado, está a retornar à sua proeminência anterior e vale uma visita para verificar impalas, javalis, aves incomuns e muito mais.

3. Gastronomia Local

Em Maputo, a dica vai para a grande variedade dos frutos do mar, saindo directamente de costa de Moçambique – 2.500 quilómetros de extensão – o camarão grelhado e polvo são especialmente gostosos.

4. Montes Chimanimani

Ao longo da fronteira com o Zimbabwe, esta cadeia de montanhas, revestida de pinheiros, árvores de mogno e dezenas de plantas medicinais, é ideal para trilhas e camping.

5. Ilha de Moçambique

Esta pequena ilha ao largo da costa norte de Moçambique já foi um importante porto comercial árabe; hoje seus históricos, edifícios da era colonial e população diversificada, com fortes laços islâmicos e africanos, torna-o um lugar fascinante para explorar.

6. Arquipélago das Quirimbas

Essas 32 ​​ilhas ao largo da cidade de Pemba, que podem ser alcançadas de barco, oferecem praias de areia branca, mergulho nos recifes de coral, e vista das baleias jubarte.

7. Ponta de Ouro

A poucos quilômetros da fronteira com a África do Sul, esta pitoresca cidade possui algumas das mais belas praias do país e oportunidades de mergulho entre os golfinhos.

8. Lago Niassa

Um lago gigante, incrivelmente claro que ocupa parte de Moçambique, Malawi e Tanzânia. Afirma-se que o Lago Niassa (também conhecido como Lago Malawi) contém mais peixes do que qualquer outro lago do mundo.

9. Angoche

Um tranquila e histórica cidade na parte norte do país que ainda carrega a influência Swahili e dos comerciantes árabes.  Vale uma viagem rápida a Angoche para quem quer voltar no tempo.

10. Manica

Depois de uma importante área de comércio de ouro, esta cidade pitoresca no centro de Moçambique é agora conhecida pelas suas pinturas rupestres Chinamapere, com mais mil anos de existência, que são consideradas sagradas pelos moradores locais.

Coisas do Batelão de Marracuene

Várias pessoas devem atravessar o rio é Incomati, diariamente, em Marrauene, para chegar do outro lado. Desde nativos,  viajantes, turistas e até os nossos dirigentes. O recurso para que se efectue a tal travessia é o famoso batelão. Aquele lugar é o ponto de partida para diversas zonas, mas o maior destaque vai para a turística Macaneta. É lá onde milhares de pessoas tanto de Moçambique como de fora vão para passar alguns dias de descanso e relaxar um pouco.
Mas agora ao batelão de Marracuene anda com alguns probleminhas. Quase sempre fica avariado e as vias alternativas para chegar do outro lado rio são inviáveis para a maioria das pessoa. O incrível é que este batelão fica dias avariado, sempre que procura-se respostas, os responsáveis dizem que levaram o motor para África do Sul para reparação. O resultado disso é a paralisação completa de tudo por lá, os residentes e os empresários que se encontram ficam a ver navios. Situação bem triste essa.
A solução encontrada pelos meninos daquelas bandas foi  amarar cordas ao batelão (grande que não é) e puxar no braço mesmo… alguns caem na água, uma vez que ali embarcam pessoas e bens, sem contar com viaturas de pequeno e grande porte, como você poderá observar nas fotos à seguir.
Coisas do Batelão de Marracuene
Coisas do Batelão de Marracuene
Coisas do Batelão de Marracuene
Coisas do Batelão de Marracuene
Coisas do Batelão de Marracuene
Outra alternativa encontrada são as canoas – obviamente elas têm dono e estes cobram os preços que quiserem para quem quiser fazer uso delas.
Coisas do Batelão de Marracuene
Batelão de Marracuene
Batelão de Marracuene
Batelão de Marracuene
Batelão de Marracuene

Porque não deixar o amor para depois

Muitas pessoas seja por decepções amorosas anteriores, dureza de coração ou pela descrença no amor, acabam se afastando desse sentimento tão lindo e que é capaz de mudar completamente a vida de uma pessoa. Vão deixando o amor para depois e depois. E, só é possível enxergar a magnitude desse sentimento quando temos maturidade suficiente para entender e se deixar entregar a ele.

Deixar o amor para depois é como abrir mão da própria felicidade e de si mesmo. Tem gente que prefere sair com várias pessoas, mas não se envolver realmente com nenhuma delas. Não se envolver até evita o sofrimento, porém não traz uma felicidade real e deixa um vazio, que cresce com o tempo, dentro do seu coração.

Ter uma pessoa que amamos do lado é algo absolutamente incrível. Beijos, abraços, carinho, afeto verdadeiro, compreensão e respeito pelo outro são apenas algumas das coisas que o amor nos proporciona. E não de forma superficial. Se envolver verdadeiramente com alguém preenche a nossa vida, nos torna mais compreensivos, felizes e completos.

Viver-um-amor

É claro que existem discussões, mal-entendidos e crises. Mas qual relação humana não tem? Até com os nossos melhores amigos brigamos de vez em quando. A diferença é que, quando há amor de verdade, as duas partes aprendem a lidar com os problemas de forma mais madura, serena e serem felizes, apesar das dificuldades.

Felizmente ainda existem pessoas que são abertas ao amor, mesmo que já tenham se machucado em relacionamentos anteriores. Pois, não há nada nessa vida que tenha o poder de nos completar tanto quanto esse sentimento tão lindo.

 

Dicas para se abrir ao amor

Esqueça seu passado. Muitas pessoas não conseguem seguir adiante e se entregar a outro amor devido a desilusões em relacionamentos anteriores.

Abra seu coração. As vezes não conseguimos nos envolver realmente com ninguém porque somos fechados demais e temos medo de sofrer e arriscar.

Se você ainda é descrente, mude a sua cabeça! Se você nunca se arriscar, não vai saber o prazer de amar e de ser amado. Não vai viver o amor em sua plenitude. Vai fazer sexo apenas pelo prazer fugaz e passageiro. Nunca vai saber o que é fazer amor com alguém que você ama, olhando nos olhos, com prazer e sentimento, que vai lhe unir ainda mais a pessoa amada. Não vai viver de verdade.

E você, ainda pretende deixar o amor para depois?

 

Este texto foi enviado pelo blog Conquistar um Homem. Estamos a poucos dias do dia dos namorados e este texto veio mesmo a calhar, não é mesmo?

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