Início Site Página 87

Dicas para cuidar de um recém nascido

Quando o bebé nasce, existem cuidados que as mamãs e os papás devem tomar nota. Principalmente aqueles que são pais de primeira viagem. Reunimos alguns deles neste artigo que lhe vão ajudar com os cuidados.

1. Posição certa para o recém nascido dormir

Os recém nascidos costumam dormir cerca de 21 horas por dia, o sono é importantíssimo para o desenvolvimento regular e saudável do bebé. É aconselhável que o recém nascido fique deitado de lado ou de barriga para cima. Nestas duas posições o bebé corre menos riscos de engasgar ou até asfixiar na almofadinha.

2. Preparar o banho do recém nascido

O banho do bebé deve ser diário e de preferência no período mais quente do dia, entre as 11 e 15 horas. Durante o banho é importante segurar o corpo do bebé firmemente e apoiar bem a cabeça dele, mas antes é fundamental preparar as toalhas, as roupas, a fralda e os produtos de higiene, e verificar a temperatura da água (deve estar em torno de 36°C) na banheira do bebé. Depois disso o bebé já pode ser despido para poder tomar o banho. É preciso ser cuidadoso.

3. Como desentupir o nariz do recém-nascido

Os bebés possuem um mecanismo de defesa presente no nariz para eliminar certas impurezas que pode provocar o entupimento nasal. Pode-se usar alguns métodos para desentupir o nariz do recém nascido: soro fisiológico, aspirador nasal e a solução de água e sal. O importante é usar de forma abundante para soltar as secreções e desobstruir a passagem do ar. Ao desentupir o nariz do bebé, este irá respirar, comer e dormir melhor.

4. Decifrar o choro do recém nascido

É normal mães e pais não saberem lidar com choro do recém nascido. O bebé irá chorar quase sempre nos primeiros meses. A verdade é que o bebé sente medo de todo mundo desconhecido ao redor dele. Depois de passar meses na barriga da mãe, o bebé sente uma insegurança natural ao encarar o espaço aberto a que é submetido. O bebé chora porque sente calor, frio, desconforto, sono, fome, sede, susto, medo, cólica, dor entre outros. Por isso que choram por tudo e por nada porque não tem outra forma de se expressar.

5. Saber se o recém nascido está com febres

É possível detectar a febre no bebé num simples toque, após isso deve-se medir imediatamente a temperatura com um termómetro. A medição deve ser feita na axila ou na virilha. Quando for medida na axila, a temperatura considerada normal é até 36,5ºC e na virilha, até 37,5ºC. A elevação da temperatura é a indicação de que alguma coisa não está bem no bebé e se torna perigosa quando ultrapassa os 42ºC. Se o recém nascido apresentar alteração na temperatura leve-o ao pediatra.

6. Como amamentar o recém nascido

Em primeiro lugar a mãe deve deixar o bebé numa posição confortável que ele possa alcançar facilmente o peito. Deixe o bebé com a cabeça e o corpo alinhados, para que ele não precise ter que virar o pescoço para mamar. O ideal seria testar diferentes locais da casa até encontrar o sítio perfeito para ambos durante a amamentação. O segredo para a amamentação sem dor é uma boa “pega”. A pega correcta requer que o bebê abocanhe o mamilo e uma boa parte da aréola. Se estiver a dor, interrompa a mamada colocando o dedo mínimo entre a gengiva da criança e o mamilo, para desfazer o vácuo, e comece de novo.

Cada mamada pode durar de 5 à 40 minutos.  O recém-nascido deve ser alimentado no esquema de amamentação por livre demanda. Isso quer dizer que, sempre que ele tiver fome, vai se manifestar (pelo choro).

7. Como cuidar do umbigo do recém nascido

A área do cordão umbilical precisa estar sempre limpa e seca uma vez por dia, usando sabão neutro durante o banho, até a queda espontânea do coto umbilical, que ocorre por volta do 7º dia após o nascimento. Ele deve ser limpo uma vez por dia, após o banho, usando cotonete e álcool. O coto umbilical não é esse terror todo, não precisa ter tanto receio. O bebé não sente dor nessa região porque o coto umbilical não possui nervos, é só um pedaço da pele da mãe.

8. Necessidade de vacinar o recém nascido


Apesar das defesas que o bebé ganha através do leite materno, existem doenças contra as quais o recém nascido deve ser imunizado através de vacinas, que devem ser aplicadas de acordo com o calendário de vacinação, desde os primeiros dias de vida. A vacinação permite o controle e/ou erradicação de doenças graves como por exemplo, a Poliomielite, o Sarampo, a Tuberculose, a Hepatite B, a Rubéola e entre outras. O bebé passa a ter o “Cartão de Saúde da Criança”, documento onde serão registadas todas as vacinas, e informações, como: dados de identificação do bebé, anotações sobre o parto e condições de nascimento, um gráfico para acompanhamento da evolução do peso/idade, doenças mais importantes, dados da imunização e e outros.

9. Verifique sempre as fraldas do recém nascido


Um recém-nascido precisa, em média, de oito trocas de fralda por dia. É necessário trocar sempre as fraldas do bebé para que não tenha assaduras. A forma ideal de tirar o excesso de fezes e urina do corpinho de seu filho é com algodão molhado apenas em água. Caso utilize fraldas de pano, lave-as sempre com sabão neutro. Nos bebés do sexo feminino a limpeza do bumbum deve ser feita da frente para trás, para se evitar riscos de infecção vaginal.

10. Lidar com cólicas do recém nascido

Se o bebé está chorando incessantemente, enquanto dobra as perninhas em direcção à barriga e não consegue dormir de forma alguma este pode estar com cólicas. Infelizmente não existe tratamento para este tipo de problema, mas medicamentos para aliviar as cólicas podem ser utilizados, desde que prescritos pelo médico. Aqui vai uma dica que pode ajudar muito: Quando seu bebé estiver apresentando as cólicas, coloque-o deitado de costas sobre a cama, e faça movimentos de vai-e-vem, e depois segure nos pezinhos, leve seus joelhos até a barriguinha e volte a esticar as perninhas. Faça movimentos como se ele estivesse a pedalar numa bicicleta em movimentos circulares. Faça estes dois exercícios alternadamente durante alguns minutos cada.

11. Forma correcta de carregar o recém nascido

As vezes é difícil saber a forma correcta de segurar o recém nascido, até mesmo as mães. Afinal, segurar no colo alguém tão pequenino e frágil requer bastante cuidado. Como a musculatura do pescoço é pouco desenvolvida, é preciso apoiar bem a cabeça e as costas do bebé. A melhor maneira de fazer isso é encaixar a cabeça na dobra do cotovelo e as costas no antebraço. Mas nunca faça movimentos bruscos e preste atenção para não pressionar demais, a parte superior da cabeça da criança, já que os ossos do crânio ainda não estão totalmente formados.

12. Excesso de roupa no recém nascido constitui risco

O excesso de roupa no recém nascido pode causar febre ou desidratação. A sensação de frio ou calor do recém-nascido não é muito diferente de uma pessoa adulta. Quando está quente, o corpo transpira e elimina calor pelo suor. No frio, os pelos arrepiam para evitar a perda de calor. Como o sistema no recém-nascido ainda está imaturo e pode não responder como deveria, é preciso alguma atenção, mas não se pode ultrapassar os limites e deixar a criança super-aquecida.

Além do desconforto que leva ao choro do bebé, o excesso de roupas e/ou cobertores provoca sudorese, deixando as peças que estão em contacto com a pele molhadas, o que aumenta o risco de resfriados, principalmente nos meses frios. Pode ocorrer também desidratação e hipertemia, a incapacidade do organismo de reduzir a produção de calor.

13. Levar o recém nascido ao pediatra


Quando o recém nascido estiver com aproximadamente 7 dias de vida, é importante fazer a primeira visita a um pediatra. Nesta consulta será realizado um exame geral, onde o peso e a estatura do bebé serão avaliados. As próximas consultas deverão ser mensais, para que haja um acompanhamento periódico quanto ao crescimento e desenvolvimento do bebé.  

14. Colocar o recém nascido na cadeirinha do carro

O bebé precisará de uma cadeirinha para que fique seguro dentro do carro. Quanto mais cedo você tiver uma, melhor, para que o bebé possa acostumar ainda cedo.

Vestidos de Capulana Para Madrinhas

Foi escolhida para ser madrinha de um casamento, lobolo, baptismo ou outra ocasião especial? Então você com certeza deve considerar um vestido de capulana como sua primeira opção de indumentaria.

Vídeo de vestidos de capulana para Madrinhas

Veja o nosso habitual slideshow com nossas recomendações de modelos de capulana para madrinhas. Aperte o Play.

Modelos de vestidos de capulana para madrinhas

Bom, agora é hora de você escolher o vestido que melhor combina consigo. Qual vai ser? O decotado? O longo?

1. Vestido justo com racha a frente

2. Vestido tubinho de mangas compridas e abertas

3. Vestido peplum curto

4. Vestido justo de uma manga em renda

5. Vestido sereia-peplum

6. Vestido comprido com rendas nas mangas

7. Vestido tubinho-peplum

8. Vestido tubinho curto de manga meio caída

9. Vestido tubinho com mangas balone

10. Vestido comprido de uma manga caída

4 Livros para dar de presente aos mais pequenos

Para quem quer que seja, escolher presentes não é uma tarefa fácil. Quando o assunto for os mais novos, na dúvida, um livro é sempre a melhor opção. Comparativamente a outras prendas, os benefícios do livro são de longa duração, estimulam a imaginação, a criatividade e o gosto pela leitura. Uma criança leitora será sempre um adulto melhor, culto e consciente. Eis 4 dicas de livros de autores moçambicanos que são uma festa para os olhos.

A VIAGEM DE LUNA. Escrito por Teresa Noronha e ilustrado por Ruth Banon (Alcance Editores, 2016). “Ancorada no Oceano e envolta numa bruma cerrada está a Ilha”. É assim que começa a aventura da Luna, uma menina misteriosa e com um dom estranho que, no meio de uma festa e tormenta, surge em Nweti, a ilha, num embrulho de algas. Criada por David e Diana, um dia Luna parte em busca de si e dos seus. A Viagem de Luna é um livro encantado que explora o mistério, o amor e a biodiversidade. É também um livro rico em vocabulário e frases bonitas. (35 p., 350 Mts).

O GIL E A BOLA GIRA E OUTROS POEMAS PARA BRINCAR. Escrito por Celso C. Cossa e ilustrado por Luís Cardoso (EPM-CELP, 2016).“O Gil” é um personagem que vai saltando de poema para poema, fazendo golos ou pilotando uma nave, como o “titio Armstrong”. Os poemas deste livro são divertidos e inteligentes. O universo infantil está presente em quase todos os textos, “Papagaio de papel”, “O pião do Tó”, “Recreio”, “Adivinha”, entre outros. A ideia é clara, são poemas para brincar, brincar com a poesia. Com ilustrações muito simpáticas, este livro é perfeito para uma iniciação à poesia. (27 p., 300 Mts).

O GALA-GALA CANTOR. Escrito por Luís Carlos Patraquim e ilustrado por Ivone Ralha Alcance Editores, 2014). Quando um poeta e experienciado escritor escreve para crianças, o resultado é este: uma obra-prima de sentimentos, de tensões emocionais e arranques poéticos. Karingana wa karingana! O “Gala-Gala”, aliás, o dragãozinho azul da Kyra, não é só cantor, fala bastante, viveu na França e chama-se Julizardo. Este livro é, na verdade, uma historieta de amor, uma relação de contemplação entre a Kyra e a miudagem que joga futebol e ouve vozes do alto das árvores. (47 p., 300 Mts).

PASSOS DE MAGIA AO SOL. Escrito por Mauro Brito e ilustrado por Bárbara Marques (EPM-CELP, 2016). Estes poemas não parecem, logo à partida, dedicados ao público infanto-juvenil, mas disso não passa, de uma ideia. Este livro, de 13 poemas, é um arranjo sofisticado, sem muita rima mas de parar o coração. Parece um caderno de memórias, uma viagem aos lugares da infância pelo olho do presente. A escrita é simples, elegante e absorvedora, como “um quadro/ que guarda a saudade” (p. 06). A ilustração é também sofisticada, uma mistura de desenho, pintura e colagem, um cortejo muito geométrico. (30 p., 350 Mts).

Calças de Capulana Para Homens

A vantagem principal das calças de capulana para homens é a de que elas podem ser usadas nas mais diversas ocasiões e podem ser combinadas com várias peças, permitindo a criação de vários estilos.

Vídeo de Calças de Capulana Para Homens

Aperte o play para ver o slide de calças de capulana para homens no conforto do seu sofá!

Modelos de Calças de Capulana Para Homens

Está na hora de você escolher o modelo que melhor se adeqúe ao seu estilo. Qual vai preferir?

1. Calças de cor castanha com detalhes em losango de branco, preto e cor de vinho

2. Calça com detalhes em amarelo, azul, vermelho e branco

3. Calças vermelhas com detalhes em amarelo

4. Calças amarelas com detalhes em rosa, lilás e branco

5. Calça com estrelas de quatro pontas com detalhes azul e preto

6. Calça laranja com detalhes em azul, preto e castanho

7. Calças castanhas com detalhes em verde, cor de vinho e preto

8. Calças com detalhes em cor creme, castanho claro e escuro

9. Calças brancas com bolinhas azuis e amarelas

10. Calça preta com mapa africano em vermelho, amarelo e verde

Livro de contos “o mundo que iremos gaguejar de cor” lançado esta semana

O jovem escritor moçambicano lança neste quinta-feira (31) o livro de contos “o mundo que iremos gaguejar de cor”, no Centro Cultural Português em Maputo.

O evento, que inicia às 17 horas, contará com um bate-papo com autor, moderado por Sara Jonas, numa sessão que contará ainda com uma leitura encenada de Guilherme Roda e com a participação musical de Chico António.

O livro de contos o mundo que iremos gaguejar de cor é a primeira obra de prosa publicada pela Editora Cavalo do Mar, na colecção Pelagem Negra, e a quarta obra publicada do autor.

Segundo Adelino Timóteo, «…ao lermos o mundo que iremos gaguejar de cor, perpassa-nos algo tal que o autor que nos leva ao caos, que desconstrói a realidade, propõe-se não só a criar uma nova ordem, mas sobretudo a espantar o medo, os fantasmas que o dominam e que são a matéria alvo dos seus escritos: a fome, a miséria, a desgraça e corrupção.»

“O Pedro Pereira Lopes é, definitivamente, uma das vozes mais interessantes do novo panorama das letras em Moçambique. Ele gosta de trabalhar os géneros e tem-se revelado bastante ecléctico. Lúcido, inteligente, com sentido oficinal, e um bom leitor, dentro de poucos anos será iniludivelmente uma das figuras cimeiras da nova geração.” Comenta escritor António Cabrita.

Sobre Pedro Pereira Lopes

Pedro Pereira LopesPedro Pereira Lopes nasceu na Zambézia, em 1987. Membro da Associação dos Escritores Moçambicanos, é pesquisador e docente no Instituto Superior de Relações Internacionais.

Obras e prémios:

Setenta vezes sete e outros contos (não-publicado, 2009), 3º lugar no concurso de ficção narrativa João Dias;

O homem dos 7 cabelos (infanto-juvenil, 2012), Prémio Lusofonia/Município de Trofa (2010);

Kanova e o segredo da caveira (infanto-juvenil, Maputo, 2013; São Paulo, 2017);

Viagem pelo mundo num grão de pólen e outros poemas (infanto-juvenil, Maputo, 2014; São Paulo, 2015),

O mundo que iremos gaguejar de cor (contos), Menção honrosa do Prémio Literário 10 de Novembro (Maputo, 2015) e Menção honrosa do Prémio Literário Eduardo Costley-White (Lisboa, 2016);

O comboio que andava de chinelos (infanto-juvenil, no prelo), Prémio Maria Odete de Jesus
(2016).

Vestidos de Capulana Para Igreja

Alguns ambientes requerem que as mulheres vistam um determinado tipo de vestuário, seja por regra ou por trato moral: a igreja é uma delas. Isso não significa que nesses momentos a moda fica de fora. Você pode ficar linda com o modelo certo de vestidos de capulana para igreja.

Modelos de vestidos de capulana para igreja

Até para você que não gosta de muita maga, tenho a certeza que um destes modelos vai chamar a sua atenção. Confira!

1. Vestido justo de mangas cobertas

2. Vestido evasê de mangas compridas

3. Vestido justo de mangas abertas

4. Vestido tubinho-peplum

5. Vestido princesa de mangas médias

6. Vestido fiesta

7. Vestido tubinho com mangas ligadas

8. Vestido tubinho curto de mangas longas

9. Vestido evasê com mangas de tamanho médio

10. Vestido comprido de mangas compridas

O maluco secreto (no error loading stories, 4)

Falava com cães, árvores e anjos, sobretudo cães. Era uma sombra viva, de voz calada e coração difícil de radiografar. Digo isto porque Buda simpatizava com anjos mas não era chegado a crianças. Cavaqueava com grande parte dos cães da vizinhança, todavia Jack e Rock eram os seus mais-queridos, aos restantes não lhes dava atrevimento. Passavam as manhãs, os três, debaixo da copa de uma mangueira alta, discutindo sobre os valores pervertidos dos homens e sobre a fidelidade dos cães. As árvores do quintal – a mangueira, uma laranjeira e um abacateiro – eram, às vezes, convidadas para opinar, mas estabelecia-se uma comunicação estranha, visto que os cães não entendiam o ramalhar das plantas e porque elas se lamentavam com frequência: queixavam-se dos cães, que as faziam de mictório, e queixavam-se dos humanos, porque trepavam-nas sem piedade, tirando-lhes os frutos; podavam-lhes os ramos sem consentimento algum; e esculpiam, nos seus troncos, corações com transitórios dizeres. Por este e outros motivos, Buda nunca cavaqueava com as árvores na presença dos cães. Depois do almoço, ele costumava levar os quadrupedes para um passeio no riacho, onde se banhavam e ficavam ao sol. Era no riacho onde lhe apareciam os anjos. Os seres alados gabavam-se das suas proezas diárias (quantos ímpios tinham convertido, quantos acidentes tinham evitado, entre outras tagarelices de anjos) e descreviam os avanços, daquele cujo nome é impronunciável, na sua jornada para subjugar o mundo. Por sua vez, Buda questionava-lhes quando é que poderia conhecer o céu e se já não era um bom momento para se fundar uma escola de línguas, onde ele seria director e professor. A resposta dos anjos era constante, não cabia a eles tais decisões. Era sempre assim.

Ninguém sabia ao certo quando é que Buda se tornara poliglota e iluminado, mas o seu pai, o senhor Jonas, andava já preocupado, afinal o homenzinho era o seu único filho. Buda recusava-se a ver um especialista:

“Nunca estive tão são”, dizia.

O pai não se chateava, tinha sempre pressa e reuniões na empresa.

“Eu disse-te que os cursos de filosofia não prestavam. Não têm utilidade, já vês, o miúdo está formado mas não tem emprego”, replicava a mãe.

“Mas ele pode ensinar numa escola!”

“Ensinar filosofia não é exercer filosofia. Um professor de administração é de longe um administrador”, gritava Buda do quarto.

“Se não foi a filosofia, foi a poesia. Que vida vadia tu levas!”

“Não é vadia, mãe, é vazia, livre de mundanices!”

“Mil vezes repleta de mundanices do que de palermices!”

A vida de Buda seguia na mesmice. Falava com cães, árvores e anjos. Banhava-se no riacho e deixava-se nu durante horas, energizando as suas partes do interior ou o seu traseiro achatado. Um dia, cansado da rotina, decidiu introduzir filosofia nas suas conversas com os anjos. Na primeira semana, os anjos ficaram palermas com a repentina mudança do homem – o único capaz de lhes falar desde os tempos de Paulo –, e evaporavam-se assim que lhe descobriam as intenções. Na semana seguinte, quando sentiram o beicinho trémulo, as criaturas caíram, por assim dizer, em voo turbinado na margem do riacho. E fizeram-lhe revelações de dimensão bíblica. Contudo, como Buda não andava interessado, pouco dedicou-lhes os seus ouvidos. Quando chegou a sua vez, o homem fez-lhes três perguntas:

“Há filosofia no céu? Ser ou não ser, eis a questão? O que fazia aquele de Nome Inefável antes de conceber o mundo?”

Os dois anjos, Nithael e Josenaldo, acotovelaram-se até um deles não poder mais. Eram informações classificadas, segredos do Estado Superior, diabo!, sabiam que teriam sérios problemas com o Gabriel. Mas o Josenaldo, o mais bravo dos anjos de baixo escalão, vendo uma oportunidade de cair de uma vez por todas e prosperar no ramo religioso, resolveu abrir a bolsa de silêncios:

“Os anjos inventaram a filosofia. Fomos os primeiros a questionar a acrosofia e as obras do Pai. A filosofia chega à terra com a primeira vaga de anjos caídos. Lilite, ao questionar a sua submissão a Adão, inaugurou aquilo a que vocês chamam de estar a caminho.

Buda abanava a cabeça, feliz com o seu progresso. Mas quando Josenaldo abria outra vez a boca, um trovão ressoou do âmago do Sétimo Céu, era o Gabriel. Os dois anjos evaporaram-se para longe, para Belém do Pará, devido à má precisão no teletransporte. Uma vez interceptados, Nithael foi transferido para o subsector de evangelização; Josenaldo, achado principal culpado, teve sorte pior, não foi desterrado como solicitava, permanece no céu, tendo porém sido confiscadas as suas asas.

A mania de ficar com as partes do interior desguardadas já assustava o senhor Jonas. Buda recusava-se a trajar o que quer que fosse.

“A filosofia faz-se melhor de forma natural.”

Falava de Aristóteles e de Nietzsche aos cães. Nas noites punha Jack e Rock na sala de estar, ligava a televisão e juntos examinavam as notícias do país. Indignada com o filho, a mãe fechava-se no quarto. O diagnóstico do médico especialista foi honesto, Buda era esquizofrénico. O senhor Jonas estava chocado.

“Um filho meu não fica louco. Não um sangue do meu sangue!”

“As tuas insinuações violentam-me os ouvidos e estraçalham-me o coração”, chorava a esposa.

Como não existia uma provável desculpa médica ou biológica, acusaram as suas leituras.

“Foram os livros. Viveu tempo demais noutros mundos. Eis o resultado: é um homem imundo!”, dizia a mãe. “As páginas viciam, é por isso que ele, às vezes, as cheirava.”

Ficou resolvido, Buda seria internado. Levaram-no para a psiquiatria numa manhã de sábado. Ele, avisado por um anjo amigo, estava preparado, nem sequer deu luta, a violência não tinha lugar no seu pensar filosófico. Deram-lhe uma injecção e Buda adormeceu, estavam acautelados para que ele não se despedisse dos seres com quem confabulava.

Cinco meses depois, Buda tornou ao lar. Houve uma recepção animada. Os animais e as árvores não tiveram parte no evento. Aliás, as árvores tinham sido arrancadas e o quintal estava tão protegido que não possibilitava a entrada de cães. Ele tinha deixado de ser poliglota.

Quando Buda teve o seu primeiro filho, uma menina de olhos grandes, um dos amigos ofereceu-lhe um cachorrinho magricela, da cor de açafrão, “É para cuidar da menina!”, disse-lhe. Buda jamais dirigiu palavra ao animal, ignorava-lhe as cheiradelas e rosnadelas. A mim, que sou o seu anjo protector, o idiota nunca enganou. Buda continua a ser o que sempre foi, um maluco secreto.

Angelina Jolie quer travar divórcio com Brad Pitt

Angelina Jolie, a actriz americana de 42 anos, parece querer reatar a relação com Brad Pitt, de 53, depois de este ter alegadamente parado de beber.

A actriz tinha assinado os papéis para o divórcio em 2016, depois de Brad ter tido uma discussão gigante com o filho, Maddox, durante um voo para Los Angeles, em que estava, supostamente, alcoolizado. Mais tarde, Angelina assumiu publicamente que iria pedir pela custódia total dos seis filhos, frutos da relação com o actor americano, e que iria mudar de casa.

Contudo, depois da entrevista dada pelo actor à GQ, a imprensa tem vindo a comentar uma possível retaliação do casal. Na entrevista, Brad confessa que está a ser seguido por um terapeuta, que está a ajudá-lo a controlar o vício do álcool.

Um amigo próximo de Angelina, de 42 anos, contou à US Weekly que o casal tem tentado reatar a relação, pelo bem dos seis filhos: Maddox, de 15 anos; Pax, de 13; Shiloh, de 11; Zahara, de 12; e os gémeos Vivienne e Knox, de nove.

Para além disso, a fonte diz que Brad está sóbrio há cerca de onze meses, o que também está a ajudar na decisão da actriz.

Outra testemunha, também próxima do casal, disse que “o divórcio não vai para a frente (…) há meses que não têm feito nada em relação a isso e não vão fazer”. A mesma fonte acrescentou ainda que Brad “tem tentado manter-se sóbrio para voltar a conquistá-la” e que “parar de beber foi tudo o que ela sempre quis que ele fizesse”.

Cm

“Se não fosse poeta seria curandeiro”: Uma conversa com Sangare Okapi

“A loucura deve estar no texto, não nas atitudes.”

Ungulani Ba Ka Khosa

Ouvi o nome “Sangare Okapi”, pela primeira vez, quando eu era caloiro na universidade. A minha prima, a Milla, dizia-me, com irritante frequência, que eu era como o seu professor de português: “louco”. Autor de três livros, premiado e respeitado pela crítica, Okapi é fruto do bom amor, do seu fluido, é um poeta de fortes convicções literárias e que não se preocupa com o “espectáculo chulo” – como diria Julien Gracq. Não publica há quase meia década, e nestes tempos em que os “poetas” daltónicos seguem publicando poemas e poemas, iguais como os seus rostos sedentos de atenção, a sua voz traria, infalivelmente, uma agradável sensação.

As nossas conversas tornaram-se profundas nas “tertúlias” da Casa da Cultura do Alto-Maé, e desde lá, a minha admiração pelo poeta apenas cresceu. Confesso que sempre o tive por um enfant terrible, como Artur Rimbaud ou Eduardo White, inovador e avantguardian. Este texto é fruto de uma pequena conversa que tive com o poeta, há quase um mês, em sua casa. É útil referir que Sangare Okapi acabara de perder a sua esposa – enquanto participava da Feira Nacional do Livro de Poços de Caldas, no Brasil – e eu não sabia se fazia ou não a entrevista. Ao todo, foram 11 questões sobre, essencialmente, a sua escrita e poesia.

Pedro Pereira Lopes (PPL): Por que é que escreve?

Sangare Okapi (SO): É uma pergunta, à primeira, fácil, mas que causa em mim… muita angústia, muita angústia! Confesso que não sei o que escrevo, porque escrevo e para quem escrevo. Sei que sou escravo das minhas agruras… Fico a pensar na escrita de forma muito insipiente; aprendi a ler antes de escrever. Filho de mãe professora, do ensino primário, não tinha como fugir a isso, e penso que isso é que determinou aquilo que vou fazendo hoje, e o meu pai já escrevia teatro e trabalhava seriamente com a palavra e de forma directa. Directa no sentido de estar no campo, perguntar e registar… para compreender a vida dos que já sabiam muito mas não sabiam muito. Não sei se respondi ou se calhar coloquei mais perguntas. Há muitas incógnitas na minha cabeça. Sempre me confrontei com a parte mais difícil. Eu acredito que escrever é aquilo que não sei fazer, porque há muita escrita nas pessoas que não aprenderam os hieróglifos.

PPL: O que é poesia para si?

SO: Poesia não é aquilo que se procura. Olho para a poesia como qualquer coisa que se enquadra num saco contundente, naquela parte da literatura. A poesia, em síntese, é uma letra que sutura, satura e se deve aturar. A poesia é bonita. Sabe o quê, não tenho ideias coerentes!

PPL: O que é que faria se não fosse poeta?

SO: Se não fosse poeta seria curandeiro. A poesia cura. Curandeiro… Pereira, você é maluco! A poesia cura, Pereira, cura de diversas formas. Por exemplo, o silêncio. Porque o silêncio nos convoca a uma outra terapia: o tempo. O tempo…, e se quisermos podemos resvalar até à memória, porque temos lápides. Aliás, você fala muito de haikus ou haicais, não sei… mas as lápides são essências daquilo, as lápides nos ajudam. Uma das formas de fazer poesia é visitar outros museus: cemitérios.

PPL: E o teatro? O SO foi coprodutor, foi até premiado…

SO: Coprodutor porque não tinha como fugir daquilo. Nego, hoje, dizer que é genético. Não é genético, era a perspectiva de como o mundo deveria correr. Gostava dalgumas ideias construídas, gostava das ideias de William Dubois, gostava, gostava, não tinha como fugir, e na altura não tínhamos muitos livros no ensino secundário, se não ler Ki-Zerbo, mas depois enxergámos outros pan-africanistas, digo que até liámos o Thabo Mbeki; mas era o que nos ensinavam. Na verdade, o que me motivava mais era olhar o teatro como a literatura viva. O teatro continua a fazer o seu papel como literatura viva.

PPL: Acha que o seu livro de poesia neoconcreta foi bem recebido, que é um livro compreendido?

SO: Não sei se é um livro compreendido, mas é o meu livro primeiro, o meu primeiro livro. Às vezes converso com alguns amigos escritores, como é o caso do Lucílio Manjate… eu fiz tudo ao inverso, sinto que o meu primeiro livro foi o “Mafonematográfico”, e tinha como título “Poesia Pouca – Pedagogia da Poesia”. Mudei o título porque surgiram dois outros projectos literários, que mais me marimbaram, que era “O Inventário de Angústias ou Apoteose de Nada”, em homenagem ao meu irmão, e já tinha o “Mesmos Barcos”, que é um livro de carteira. O último livro é o primeiro que, historicamente, se vai dizendo que é o outro, o outro, do outro… Na verdade, eu arrumei os textos, não sabia muita coisa de poesia, mas fazia exercícios. Chegou-me às mãos o livro de Mario Benedetti e eu fiquei com “Inventário”. Depois veio o Paulo Favaró, que é um estudioso, que estudava a poesia Tropicália, onde aparece Gal Costa, Gilberto Gil, Osvaldo… então, era uma turma de uma estrutura grafemática incrível. Fui compreendendo alguns cenários de um estilo de poesia que me agradava, pela forma exibicionista e fashion das palavras, elas desfilavam na página, era uma forma de exposição. Ajudou-me bastante a ter a capacidade de olhar para o preenchimento dos espaços na página. O livro não foi chancelado como poesia e eu gostei, foi considerada prosa. Isso agradou-me bastante, quando dizem que é prosa, fiquei satisfeito, qualquer um tem a sua posição fora dos cânones instituídos.

PPL: O seu primeiro livro publicado (“Inventário de Angústias”) é prosa-poética. Por que mudou de estilo?

SO: Não sei se é prosa-poética. É um caderno onde procuro fazer uma incursão para representar o meu irmão – eu repito isso sempre – que me ensinou a ler. Não sei se é prosa-poética. Não sei muito bem o que é isso. Eu escrevo extremamente curto. O “Inventário” é diferente porque na dificuldade de escrever de forma extensa o que sinto, sinto maior dor nos versos menores, “enxuto”, como diz o nosso amigo poeta [referência a Amosse Mucavele].

PPL: Considera-se um poeta louco (como Alba, White)?

SO: Sangare não é um poeta louco (como Alba, White, Armando Artur…). Sangare é essência deles. A loucura tem uma dimensão, é como o ovo, não quero aqui citar outros que tem a gema mas não tem a clara.

PPL: Para si, ser poeta é uma bênção ou maldição?

SO: Maldição! Maldição – não no sentido da palavra aglutinada. Ela deve estar um pouco solta, “mal dicção”. A poesia, toda ela, vive da dicção. Uma poesia sem dicção não é poesia. Não há bênção na poesia. Não há maldição, há má dicção. Há muitos que escrevem, mas devemos respeitar a dicção.

PPL: Terá, o seu jeito poeta, influenciado negativamente a sua vida?

SO: Negativa, não! Positiva, sim. Não há mais nada que me faça rir, sorrir, dançar, chorar… A poesia, a poesia para mim existe como algo substancialmente concreto, inteira!, no sugestivo verso de Patraquim. A poesia é positiva para mim, é uma terapia, cura. Não quero ser incoerente, a poesia cura. Por isso se fosse para ser outra coisa, seria curandeiro.

PPL: É acusado de se ter apoderado de ideias, versos e estilo do poeta Ruy Ligeiro. Gostaria de comentar?

SO: Gosto muito do Karonga, aliás, como o trato, Carlos Maurício… Ideias, eu não sei. Eu penso que há disciplinas que estudam um pouco disso. Mas não é tão importante… Recordo-me de algumas inquietações: apoderar-se de ideias, apoderar-se de textos, são falácias. Geralmente, quando as pessoas aprendem umas das outras, avançam-se ideias… quantas vezes aprendemos uns com os outros? Há disciplinas que estudam isso! Fala-se hoje de dialogismo, de intertextualidade, quer dizer, há muitas correntes. Mas quero deixar claro que ele ensinou-me muito, não tenho medo disto.

PPL: Gosto de um verso seu que está no “Inventário”, onde diz “Antes estar só era casual. Agora estar só é um ritual”. Gostaria de comentar?

SO: Estou muito fraco. Hoje, é como se eu estivesse preparado para a vida. Eu sempre disse que li um livro muito bonito, de Simone de Beauvoir, “A Cerimónia do Adeus”. Eu consigo este livro porque o roubei na biblioteca da AEMO [Associação de Escritores Moçambicanos]. Amei bastante, eram conversas entre os dois, conversavam bastante, tomavam os seus cafés, discutiam… são duas figuras que tinham uma grande dimensão do conhecimento. Inventei a minha versão de Simone de Beauvoir, que se foi, e estar só continua a ser um ritual. Eu a conheci e ela dizia-me que não queria ler, só queria um livro, tudo ao contrário. A [Simone] do Sartre já estava altamente cultivada, eu tinha de a cultivar. Quando ela já estava cultivada, eu é que já não lia, ela era quem me questionava, “Leste o quê hoje? Escreveste o quê hoje?” A literatura sempre foi importante. Estou só! É um ritual.

Não se trata de escrever: não leia, por favor!

Texto de FS[i]

Tradução e interpretação de Pedro Pereira Lopes

Não se trata de escrever, não se trata de ler ou de uma filtração intelectualizada de pensamento, experiências, sonhos, sessões de terapia, estúpidos comportamentos e dramas da vida real. A arte das palavras; o interior do escritor que é escrito, desenhado, exposto.

De imagens cifradas em cavernas e pirâmides para letras em um quadro ou uma página ou tela, os humanos trabalham suas múltiplas mágicas para contar uma história.

Escritores escrevem.

As palavras são a pintura, as escovas, as ferramentas, as mesas, as cadeiras, o chão, o sofá, a banheira, a argila, a cola. Escrever é um acto de reunir – juntar o quê? Palavras? Sentimentos? Recordações? Imaginação? Nuvens? Todas as coisas, histórias, maravilhas, perguntas dolorosas, respostas, medos que vivem dentro do escritor, respirados para a vida pelo escritor através do uso de palavras? É essa a reunião? É boa? Alguém já leu? Quem se importa?

Ninguém realmente fala sobre isso, mas há uma estrutura de classe para escrever. As pessoas podem debater entre si quanto à estrutura: qual é tipo de escrita que está na superfície, que tipo de escrita está no fundo, mas existe uma estrutura de classe que vai da literatura ao jornalismo. A escrita acadêmica tem a sua própria classe e seria negligente não mencionar a classe de bons fundamentos de escrita – edição, revisão e gramática. Há também a escrita experimental, que não presta atenção às convenções de escrita. É tudo escrito, e existe uma hierarquia.

O acto físico de escrita toca uma parte da mente que é desafiada a se expressar em voz alta nas palavras faladas. Às vezes, o escritor fica fora do caminho e algo mágico acontece. As histórias aparecem. O que está escrito escreve-se por si mesmo, mostra-se, se expõe. O escritor apenas transcreve.

Às vezes, isso acontece quando a mente está aberta e pronta e vazia de sua plenitude. Estes são os tempos de escuta, de deixar que seja escrito, não de escrever.

[i] FS (28.07.2011), “Sometimes, it’s not about writing”, diponível em: https://fso2.wordpress.com/2011/07/28/sometimes-its-not-about-writing/. Último acesso em 6 de Agosto de 2017.

uma porção pequena de inutilidade (no error loading stories, 3)

estava longe de ser uma bela manhã. não fazia sol, chovia, uma tonelada de água encharcava o topo da palhota. alguns fios corriam sobre as paredes de argila negra, a casa sangrava mas não se queixava, casas não devem chorar, ainda que seus sentimentos fossem como a retrete do fundo do quintal, que borbulhava resíduos e germes. graças à chuva aquele fertilizante iria parar nos canteiros de batata-doce, teriam melhor préstimo lá. chovia como se deus urinasse sobre um ninho de formigas indefesas, pois casa aquilo não era. não era uma bela manhã, qualquer coisa que fosse, não uma bela manhã

o velho, que permanecia na entrada da varanda da palhota, empurrava, com uma vassoura de ramos secos de pequenos arbustos, os resíduos e germes que ali montavam quartel. praguejava, arrependia-se de ter largado a prática dos seus poderes mágicos, se os ainda tivesse, há muito que aquela chuva deplorável teria sido travada. não lhe sobrava nada, nem um pingo de magia. um estrondo fez-lhe sentar sobre o chão húmido, a fome também não o ajudava. havia vinte horas que não comia, dois chás não o tinham saciado. ergueu-se de rompante e voltou a pensar nos poderes mágicos que já não tinha, na quantidade de problemas que teria solucionado, o dilúvio, os germes e a fome. o velho não tinha remendo, tão salientes eram as suas rugas, contudo não perdia o gosto pelos sonhos. sonhara a vida inteira sem jamais ter vivido os seus sonhos. depois de muitos anos, só lhe restava a experiência – e quem contrataria um professor daqueles? sonhar era, afinal, o único poder que ainda lhe restava, um resto inútil, uma porção pequena de inutilidade

a chuva ganhara velocidades menores. a merda não cheirava, menos mal, mas os germes amolavam o velho. teriam sobrevivido ao grande dilúvio ou teriam nascido dos resíduos acumulados na arca de noé? não lhes percebia o sentido da existência. insultou-lhes com um cuspo fraco e puxou o rádio que estava sobre a mesa plástica de três pernas – duas delas cozidas com fios de arame. deu duas palmadas ao aparelho, o objecto fez-se de difícil, talvez uma cabeçada, não, continuaria mudo. tirou-lhe as baterias, três cilindros vermelhos de aspecto cansado da marca “777”. lembrou-se de mateus, mas não divagou, já não lhe diziam muito as leis dos profetas. uma a uma, amassou as pilhas com os dentes, num esforço de dar-lhes outra vez vida, transmitindo-lhes a vida dos seus dentes que se esvaiam em fome. uma delas esviscerou-se, vomitando uma gelatina que lhe irritou a língua. alegrou-se com a seguir o velho, a voz de um poeta irrompeu o ar com uma graça divina. estava contente porque tinha mais companhia para depreciar a enormidade da chuva, mas a língua estava acidificada, de modo que a desabrigou da boca e aproximou-a dos pingos de chuva. o locutor da estação de rádio suspendeu a música para anunciar a continuidade do mau tempo por mais dois dias. o velho quase choramingou, a casa e os seus sentimentos não durariam tantos dias, e depois a trabalheira que seria remendar os traços de barro derretido

seguiu-se uma música velha, de um talento da sua época, que, como muitos, fora contido pelas promessas. rasgou uma página de uma pequena edição do “novo testamento” e enrolou um tabaco que lhe fora oferecido por um amigo. a caixa de fósforo estava velha e húmida, o palito incendiou-se depois de duas tentativas. fechou os olhos como se fumar fosse uma solenidade. puxava devagar, o ar para dentro do cigarro; o fumo demorava-se dentro de si, visitava-lhe os pulmões, as veias, o coração, quando saía, a sua composição não era a esperada. fome e fumo são duas palavras próximas, pensou ele, com os olhos ainda fechados, parecem formas do mesmo verbo, fome é presente, fumo é futuro. queimou a ponta dos dedos, por hábito, sabia gozar dos prazeres que lhe eram possíveis. quando o noticiário foi anunciado, tirou as pilhas do rádio, assim como as leis dos profetas, as notícias do país e do mundo não lhe interessavam. que de novo diriam? estava cansado de ouvir “pelo menos x pessoas morreram…”, morre-se e pronto!, dizia. sentiu falta, naquele instante, do seu neto mais velho. o rapaz andava na escola secundária e queria ser jornalista. o neto era inteligente, mas o velho não gostava da ideia, e se um dia ele ouvisse, no seu radiozito, que o menino tinha sido assassinado? jornalista jamais!, que fosse professor ou enfermeiro, são profissões dignas, de fome não se morre

mordeu as pilhas outra vez, antes de pô-las no rádio. decidiu fazer um chá para esquentar o estômago e esquecer a saudade que tinha do neto. quando o rapaz era mais novo e ele ainda trabalhava, gostava de apresentá-lo aos colegas, e eles ficavam – ou fingiam ficar – felizes com a visita. agora o rapaz vivia enfiado nos livros e fazia tranças como uma mulher. o velho envergonha-se, temia que o seu neto passasse a usar, também, saias, blusas cor-de-rosa ou vestidos floreados. pousou a chaleira no fogão, ainda não era a boca de um vulcão, mas não podia desperdiçar aquele calor. a chuva ganhara velocidades ainda menores. perto dos canteiros de batata-doce, dois patos revolviam com o bico a terra. talvez minhocas ou germes. o velho, assanhado, levantou-se, não queria que as aves bípedes arruinassem a sua próxima safra. meteu-se debaixo da chuva, enxotou-as com paciência, evitando tanto quanto podia, empapar os sapatos. um dos patos, o mais idiota, metido a velocista, equivocou-se na direcção e foi parar na varanda da palhota. o velho praguejou, xô!, xô!, mas o pato, descobrindo a entrada do labirinto, fugiu para dentro da palhota. o velho seguiu a ave, esquecido já do seu chá. xô!, xô!, berrava o velho, rouco, o pato nem sequer grasnava, estava muito a vontade

cansado, meio morto de fome, o velho apoiou-se numa das paredes húmidas da casa, para depois voar num salto enferrujado, maldita parede!, por pouco não era engolido. o pato, um belo e crescido espécimen, estava decidido em não reconhecer a saída. quando o seu bucho malcriado voltou a rugir, o velho apercebeu-se da tolice que estava prestes a fazer. aquele pato não fora ali chamado ou forçado a entrar, ele estava ali por vontade própria, logo, o que o velho ideava naquele instante não seria um crime contra a sua vizinhança, ser comido é a fortuna do oferecido. fechou a porta. ter as mãos fechadas sobre o pescoço da ave foi mais fácil do que a enxotar

o velho comeu até não poder mais, apenas metade, deixou a outra porção do guisado para o seu neto mais velho, esperando que ele surgisse do nada, preocupado com a enormidade da chuva. estava longe de ser uma bela noite. chovia de forma tão grosseira que o velho acreditou que chovia dentro do seu quarto. deitado numa tarimba, envolto numa manta que se desfazia aos fiapos, o velho desistiu de sonhar.

Vestidos de Capulana Para Lobolo

Lobolo é uma cerimónia matrimonial tradicional típica do sul de Moçambique, que para muitas famílias tem o mesmo peso que um casamento civil, por isso muitas mulheres esperam por este dia com muita ansiedade e preparam-se com todo capricho para estarem deslumbrantes para o noivo.

Vídeo de vestidos de capulana para Lobolo

E como não poderia deixar de ser, a capulana é a melhor sugestão de traje para você usar neste dia tão especial, por se tratar de uma peça também muito presente na nossa tradição. Por isso fizemos este vídeo rápido com vestidos de capulana para Lobolo. Aperte o Play.

Modelos de vestidos de capulana para lobolo

Confira então algumas sugestões de modelos de capulana para você vestir no dia do seu Lobolo. Como sempre, escolhemos diferentes modelos para os mais variados gostos e feitios do corpo, com certeza um destes modelos vai ser perfeito para si.

1. Vestido sereia de renda cor de vinho com partes partes brancas e amarelas

2. Vestido verde com traços castranhos

3. Vestido cai-cai cor de vinho com bolinhas em laranja e amarelo

Angelina Jolie acusada de explorar crianças em filme da Netflix

Angelina Jolie está sendo acusada de explorar a miséria de crianças do Camboja, terra natal do filho mais velho, Maddox.

A denúncia ganhou corpo depois de uma entrevista à “Vanity Fair” revelar o método escolha do elenco de “First They Killed My Father”, filme distribuído pela Netflix.

Conforme o artigo, directores de elenco colocavam meninos e meninas – escolhidos de orfanatos, circos e escolas em zonas pobres – em um jogo evolvendo dinheiro. “O jogo é perturbador pelo realismo: os directores colocavam dinheiro em cima de uma mesa e pediam às crianças para pensarem em algo que eles poderiam comprar com aquele dinheiro e, depois, tinham de devolvê-las”, the article revealed.

Outro método usado foi, segundo a Vanity Fair, “fingir ter flagrado a criança fazendo algo e pedir que ela mentisse para se livrar”. O papel para o qual as crianças fizeram tais “audições” acabou ficando com a atriz Srey Moch. “Ela foi a única a ficar encarando o dinheiro por um longo, longo tempo”, contou Jolie. Procurada pelo site NME, a Netflix não se pronunciou. A Unicef informou, ao site, no entanto, que apurará o caso.

CM7

Final da Novela Chegou o Amor

Acompanhe o resumo do capítulo final da novela Chegou o amor em primeira mão aqui no MMO Novelas.

Resumo do Capítulo Final da Novela Chegou o Amor

https://www.youtube.com/watch?v=QSa-02uaGUg&feature=youtu.be

No início do último capítulo, Graciela foi descoberta pela sua mãe Lilian. Juan revelou que foi Graciela quem matou Pérola e sua irmã Lisa. Fernanda descobre a verdade e repreende a tia Graciela porque sempre confiou nela.

Juan e David têm um encontro violento. O primeiro atira no segundo e, em seguida, começa a espancá-lo. A polícia chega e prende Juan.

Graciela e Lilian e tem uma luta no segundo andar, durante o confronto Lilian empurra a adversária pelas escadas, que cai para a sua morte.

David e Fernanda descobrem sobre a morte de Graciela. A Polícia prende Lilian.

Luciana chega à casa de Davi para confortá-lo.

Carito e Luciana se tornam amigos após tantas diferenças entre os dois.

Sonia e León se casam.

Fernanda pede desculpas a Luciana por ter interferido na sua felicidade com o seu pai.
David e Luciana fazem juras de amor e a novela acaba com um beijo no vinhedo.

Chegou o Amor

Chegou o Amor (do original Vino el Amor), produção de José Alberto Castro lançada pela Televisa em 2016, que traz como protagonistas Irina Baeva e Gabriel Soto em uma trama marcada pelo drama dos imigrantes que tentam reescrever sua história e mudar o seu destino longes de sua terra natal.

https://www.youtube.com/watch?v=asCS2usdf-Y

Chegou o Amor é inspirada em uma história chilena, Lá Chúcara (2014), ideia original do roteirista Julio Rojas Gutiérrez, adaptada no México por Janely Esther Lee Torres e Vanesa Varela Magallón. O elenco da novela inclui ainda nomes de reconhecimento internacional, como Cynthia Klitbo, Azela Robinson, Kimberly Dos Ramos, Cristian de la Campa, Mar Contreras, Alejandro Ávila, Moisés Arizmendi, Laura Carmine, Sofía Castro, José Eduardo Derbez, Gloria Aura, Raúl Coronado, Verónica Jaspeado, Juan Vidal e muitos outros.

Sinopse da Novela Chegou o Amor

Chegou o amor

Luciana (irina Baeva) é uma bela jovem que depois de ter sido deportada com seu pai há vários anos, retorna à Califórnia para se reencontrar com a mãe e o irmão nos vinhedos da “Adega de los Ángeles”. Por ironia do destino, chega justamente no momento em que o dono da vinícola, David (Gabriel Soto) está abatido por uma profunda depressão devido à morte de sua esposa Lisa (Laura Carmine), situação esta que beneficia sua ambiciosa sogra Lilian (Azela Robinson) e Juan (Christian de la Campa), o advogado de David, que se aproveitam para desviar fundos em benefício próprio.

Desde que ficou viúvo, David se tornou um homem amargurado, frio, intolerante e fechado para si mesmo; abandonou os vinhedos e não tem cuidado de seus dois filhos, Fernanda (Sofía Castro) e Bobby (Emilio Beltrán), dos quais se distanciou por sua profunda depresão. Marta (Cynthia Klitbo), que foi sua babá e é a mãe de Luciana, é quem tem oferecido aos meninos o amor e a proteção que eles tanto necessitam.

Quando Luciana retorna à Califórnia, sua relação com David desata diversos conflitos, pois a rebeldia, a honestidade e a valentia dela conseguem apagar instantaneamente a solidão que o rodeia. Rapidamente, começa a se tornar evidente para todos na vinícola que Luciana despertou em David a vontade de viver novamente. Ao se dar conta do quão importante Luciana tem sido para David, Lilian usa Fernanda para que ela faça seu pai perceber que Luciana é uma intrusa e interesseira que deseja ocupar o lugar de sua mãe.

Guerra das rosas

Como se isso fosse pouco, Luciana se reencontra com seu melhor amigo da infância, Miguel (Raúl Coronado), que agora é o encarregado da vinícola, e ele fica fascinado por sua beleza. Mas, o que parecia uma relação ideal, torna-se algo impossível, já que, mesmo com os constantes conflitos e enfrentamentos de Luciana com David, uma forte atração tem surgido entre eles.

Por sua parte, Lilian, a sogra de David, tem como principal interesse convencer seu genro a vender a vinícola, não somente para ficar com a fortuna que correspondia a sua filha, como também com o que ele conseguir com a venda. Para isso, planeja uma aliança com Juan e Graciela (Kimberly Dos Ramos), sua outra filha, para unir forças e conseguir o que cada um deseja de David: sua fortuna, suas terras e seu carinho.

Rapidamente, o carisma e o encanto de Luciana fazem com que David abra seu coração e se apaixone por ela, voltando a ficar mais próximo de seus filhos e desistindo da ideia de vender suas terras, pois Luciana o convence de recordar o amor que ele tem por elas.

Porém, quando David está começando a mudar sua forma de ser e volta a sorrir, sua cunhada Graciela volta ao país. Ela, que sempre foi apaixonada por David, começa a conquistar pouco a pouco os sobrinhos, Fernanda e Bobby, fazendo com que David acredite que ela é a melhor opção para que eles formem uma nova família.

Luciana, por sua vez, sentirá que seu coração está dividido entre Miguel e David e somente no final saberá com qual dos dois encontrará o amor.

Capítulo Final de Guerra das Rosas

Veja o resumo das últimas emoções da Novela Guerra das Rosas. Estás a espera do último capítulo para saber o que vai acontecer no final desta trama? Aqui vai um cheirinho.

Vídeo do resumo do capítulo final da novela Guerra das Rosas

Aperte o Play.

https://www.youtube.com/watch?v=7KOqSRWQkho&feature=youtu.be

 

Guerra das Rosas

Guerra das Rosas (título original: Güllerin Savaşı) é uma telenovela turca, escrita por Melis Civelek e produzida por Emre Kabakuşak. A série é protagonizada por Damla Sönmez, Canan Ergüder e Barış Kılıç. Foi exibida pela primeira vez em 8 de julho de 2014, pelo Kanal D. E exibida em 8 de Janeiro de 2017 pela Zap Novelas.

https://www.youtube.com/watch?v=mo4SPFARvMQ

Produzida entre 2014 e 2016 e exibida originalmente pelo Kanal D, da Turquia, Guerra das Rosas apresenta ao público as atuações de Damla Sönmez, Canan Ergüder e Barış Kılıç, os protagonistas de uma história que segue os passos de Gulru (Damla Sönmez), uma jovem que nasceu em um bairro humilde e cresceu morando no quarto de empregados de uma bela mansão onde seu pai trabalha como jardineiro. Junto de mais duas irmãs, que também ajudam a rica família nos serviços domésticos, Gulru vive entre sonhos de grandeza, mas não se esquece de sua origem humilde.

Porém, se existe uma pessoa em quem Gulru se inspira esta é Gulfem (Canan Ergüder), a bela filha de seus patrões, a quem desde sua infância ela admira. Sua admiração é tanta que Gulru decide ser uma profissional de sucesso como ela e, por esta razão, entra para a universidade com uma bolsa de estudos, planejando trabalhar com Gulfem assim que se formar.

Gulfem, que deixou a família há alguns anos para morar no exterior, retorna à mansão para assistir ao funeral do pai, despertando novamente a admiração que Gulru sentia por ela desde criança. Ninguém aprova essa admiração, já que Gulru tenta ser a mesma pessoa que Gulfem. Certo dia, o caminho de Gulru cruza com o do ex-namorado de Gulfem, Omer (Barış Kılıç) e sua vida vira de cabeça para baixo, desatando uma guerra em meio a um triângulo amoroso marcado pela diferença de classe entre famílias ricas e pobres.

Para piorar a situação, Gulfem dispensa as irmãs e o pai de Gulru, que, passando por dificuldades, devem encontrar uma nova casa para viver. Em meio a tantos problemas, Gulru ainda é acusada por Gulfem pelo sumiço de um colar. Do dia para a noite, o carinho que Gulru sentia por Gulfem se transforma em ódio e Gulru é tomada por um enorme desejo de vingança com o qual se empenhará em tomar tudo o que é de Gulfem, incluindo Omer, o primeiro e único amor daquela que um dia foi digna de sua admiração.

Elenco de dubladores de Guerra das Rosas

Samira Fernandes: Damla Sönmez (Gulru Celik)

Shallana Costa: Canan Ergüder (Gulfem Sipahi)

Felipe Grinnan: Barış Kılıç (Omer Hekimoglu)

Caio Guarnieri: Sercan Badur (Cihan Sipahi)

Claus Di Paula: Atilla Şendil (Salih Celik)

Paola Molinari: Zeynep Köse (Yonca Celik)

Rebeca Zadra: Feyza Civelek (Cicek Celik)

Ana Maria Morais: Meltem Pamirtan (Mesude Celik Yıldırım)

Márcio Marconato: Berk Yaygın (Yener Yıldırım)

Alessandra Merz: Aslı İçözü (Halide Demir)

Thiago Longo: Yiğit Kirazcı (Mert Gencer)

Rita Ávila: Güzin Alkan (Naciye Gencer)

Luiz Carlos de Moraes: Turgay Tanülkü (Recep Gencer)

Rosa Maria Baroli: Serap Aksoy / Arsen Gürzap (Cahide Hekimoglu)

Vinícius Fagundes: Uğur Kurul (Taner Hekimoglu)

Cyntia Moran: Münire Apaydın (Mebrure Hekimoglu)

Caio César: Arif Pişkin (Sevket Hekimoglu)

Mara Lídia Manetti: Pınar Afsar (Ayla Sipahi)

Maíra Paris: Ayşe Akın (Duygu)

Rosaly Papadopol: Suna Selen (Munevver)

O Significado das Luzes do Painel do Seu Carro

A pergunta é: você sabe ler o painel de controlo do seu carro e detectar possíveis problemas?

O painel de controle traz todas as informações que você precisa sobre o funcionamento do seu veículo, como velocidade, a quantidade de combustível e a temperatura do motor. Ignorar os sinais que as luzes e ponteiros dão pode trazer muitos danos ao carro, além de deixar você parado na pista.

Tudo o que está ali é essencial para verificar o bom ou mau funcionamento do automóvel. Logo, nada deve ser ignorado.

Confira o significado de cada item do painel do carro e evite ser pego de surpresa.

Sinais e símbolos do painel do carro

 

Significados dos símbolos do painel do carro

1 – Temperatura alta: Indica que há um problema no arrefecimento. O ideal é parar o carro e pedir socorro. Se você persistir, o aquecimento excessivo poderá danificar o motor.

2 – Luz de injecção: Indica que há algum problema com o sistema de injecção. Aparentemente não é nada grave, você pode até mesmo continuar a rodar com o carro, mas assim que possível deve verificar o problema, pois isso pode aumentar o consumo de combustível e de emissão de gases poluentes.

3 – Pressão de óleo: Indica que há pouco óleo no motor ou algum problema com o sistema de lubrificação do motor, É uma situação considerada grave. Pare o carro e chame socorro.

4 – Faróis altos acesos.

5 – Portas abertas.

6 – Setas ligadas.

7 – Farol de neblina ligado.

8 – Luz de freio: Indica que o freio de mão está puxado. Se ela estiver acesa mesmo com o freio de mão solto, pode ser algum problema no freio, principalmente falta de fluído no reservatório. Neste caso, você deve procurar um mecânico.

9 – Bateria: A luz deve desligar alguns segundos depois que o carro estiver em funcionando. Se permanecer ligada, é sinal de que a bateria não está sendo carregada pelo alternador. Será preciso ir até o auto-eléctrico o quanto antes.

10- Luzes de emergência (pisca alerta) ligadas

11- ABS: Para quem não sabe, o sistema ABS, presente em alguns carros,  impede que as rodas do carro travem em uma freada brusca, evitando que seu carro escorregue e corra risco da perda de controle. Quando o carro é ligado a luz acende e apaga em seguida, mas se permanecer ligada significa que pode haver algo errado com o sistema ABS, que precisa ser verificado.

12 – Falta de combustível

13 – Aviso padrão: Esse é um aviso genérico que pede sua presença na oficina mecânica.

14 – Módulo electrónico: Alguns carros automáticos possuem apenas um módulo para gestão da transmissão automática e da injecção electrónica. A luz indica que algo errado está acontecendo. Procure um mecânico.

15 – Lâmpadas queimadas: Alguns carros possuem este recurso.

16-  Circuito eléctrico: indica que há algum problema no sistema eléctrico do veículo.

17 – Cinto de segurança: Indicando que o cinto de segurança é obrigatório.

18 – Airbag: Não é uma emergência, mas pode significar que o airbag não irá funcionar em caso de colisão. Em alguns veículos pode aparecer a palavra AIRBAG ao invés do símbolo. Procure a assistência quando puder.

19- Airbag lateral: Mesma situação descrita acima, mas com os airbags laterais.

20- Baixa pressão nos pneus: Alguns carros também possuem essa função, que avisa quando é preciso calibrar os pneus.

21 – Desembaçador do para-brisa está ligado.

22 – Desembaçador traseiro está ligado.

23 – Overdrive: Overdrive é a marcha mais longa de um câmbio automático. Algumas transmissões tem um botão que permite que essa marcha nunca engate para evitar excessos de mudanças. , quando andando no trânsito da cidade, por exemplo. Na estrada, o Overdrive ligado ajudará na velocidade e na economia do combustível.

24 – Cadeirinha do bebê: Alguns carros também possuem este recurso, que avisa se a cadeirinha do bebê não tiver correctamente instalada.

25- Tração integral: Indica que o 4×4 do seu carro está activado.

26 – Esguicho do para-brisa em actividade.

27 – Oléo de travão (Fluído de freio): Indica problemas com o fluído de freio. Procure o mecânico.

28 – Piloto automático ativado.

29 – Travas de segurança: Indica que as portas traseiras não poderão ser abertas pelo lado de dentro. Ideal no transporte de crianças.

Em Alta