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‘Street Fighter V’ será lançado no início do próximo ano

Foi na Paris Games Week que foi confirmado que ‘Street Fighter V’ estará nas lojas no dia 16 de Fevereiro de 2016.

A notícia foi dada em palco na conferência da Sony pelo próprio produtor executivo do jogo, Yoshinori Ono, que revelou ainda o regresso de um lutador histórico da série, Dhalsim, que regressa assim capaz de esticar os seus vários membros e cuspir fogo.

Juntamente com estas novidades, Ono confirmou que ‘Street Fighter V’ não será preciso que os jogadores que paguem mais para terem direito a novos lutadores após o lançamento. Haverá um total de seis lutadores disponibilizados apís 16 de Fevereiro mas estes poderão ser desbloqueados com recurso um valor monetário virtual ganho simplesmente jogando.

Notícias ao Minuto

Após 37 dias, Luaty Beirão termina greve de fome

O rapper angolano Luaty Beirão terminou a sua greve de fome nesta terça-feira (27), depois de 37 dias sem comer em protesto contra a sua prisão preventiva e a de outros 14 ativistas angolanos, há quatro meses detidos, por alegadamente estarem a preparar um golpe de Estado e um atentado contra o Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos.
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Estou inocente do que nos acusam e assumo o fim da minha greve de fome. Sem resposta quanto ao meu pedido para aguardarmos o julgamento em liberdade, só posso esperar que os responsáveis do nosso País também parem a sua greve humanitária e de justiça. De todos os modos, a máscara já caiu. A vitória já aconteceu”, diz o artista luso-angolano na carta que dirigiu aos companheiros de prisão.
Luaty Beirão exigia aguardar o seu julgamento em liberdade, depois de acusado pela justiça angolana de actos preparatórios para uma rebelião e para um atentado contra o Presidente angolano. A justiça angolana mantém 15 pessoas detidas em prisão preventiva e mais duas jovens em liberdade provisória, todos acusados do mesmo crime. O julgamento está agendado para 16 de Novembro, num tribunal de Luanda.
A “Carta aos meus companheiros de prisão” assinada pelo Rede Angola, citada pelo Rede Angola, é destinada aos que acompanham Beirão nesta acusação e que estão detidos há três meses em diferentes prisões (actualmente estão todos no hospital prisão São Paulo), acusados de “actos preparatórios para prática de rebelião e atentado contra o Presidente da República”.
Apesar de parar a greve de fome, Luaty Beirão garante que não vai desistir de lutar ou abandonar os companheiros e todos os que expressaram solidariedade pela sua causa.

O insólito e a crença nos contos

O insólito e a crença nos contos “O filho da Khedana” e “Morte inesperada”, de Aldino Muinga e Ungulani ba ka Khosa

Lonicêncio Pio Paulino Fernandes da Silva

lonydasilva@hotmail.com

  1. Introdução

A dimensão espiritual do Homem, desde o seu surgimento, sempre esteve associada ao desejo de dominar o mundo para afugentar o medo e a insegurança ou, por outra, para criar uma base de explicação para o que ocorria fora do seu círculo de saber. Sendo assim, este artigo surge no contexto dos estudos da Literatura Comparada em Moçambique.

Entendido como visões “tradicionais” que explicam a ocorrência de fenómenos sem bases científicas, o insólito e a crença transportam uma simbologia, pois, primordialmente, tentam explicar a realidade de modo a acomodar e tranquilizar vivência do Homem, transmitindo-o ideias explicativas de factos até então cientificamente inexplicáveis. Logo, não se deve confundir com a verdade, significativamente importante para o entendimento das acções humanas materiais, e que pode ser demonstrada e/ou comprovada eliminando dúvidas.

Na base de análise de textos do sistema literário moçambicano, temos como motivação para este trabalho: (i) a necessidade de compreensão dos fenómenos ‘culturais’ moçambicanos trazidos à Literatura; e (ii) o facto de estarmos perante de textos que caracterizadores de comunidades moçambicanas, sobretudo, as tradicionais. De um modo geral, esta abordagem nos permitirá entender e captar a dimensão espiritual (insólito e crença) e o que a condiciona, ou seja, o que está em torno dela, pois, antropologicamente, os textos exploram o mundo, pondo em terra as nossas crenças, preocupações e inquietações sociais ligadas à colisão entre a Ciência e a Tradição. Daí os seguintes objectivos: (i) descrever a importância social do insólito e da crença; e (ii) analisar a configuração e função do espiritual nas narrativas moçambicanas.

  1. Crença e Insólito
    • Crença

Para apresentar uma noção de crença de acordo com a perspectiva de análise proposta, recorremos à posicionamentos teóricos de diversos autores.

Autores como William James e Charles Sanders Peirce, citados por Maria Rita Furtado, afirmam que a noção de crença surge ligada à de acção. Defendendo, no geral, que determinada proposição é verdadeira quando se age de acordo com ela. Assim sendo, a crença será uma espécie de norma que rege as acções e os hábitos de uma pessoa ou de um colectivo.

Segundo Peirce, em “The Fixation of Belief”, a crença é um estado de calma, de “satisfação”, e que determina acções. Por marcarem comportamentos diferentes, as crenças definem formas de vida diferentes, desempenham, portanto, um papel regulador da vida de cada pessoa.

No entanto, nem todas as crenças regulam ou definem um mesmo número de acções ou comportamentos, isso por regularem coisas diferentes – consequentemente, têm graus de relevância diferentes.

Por último, segundo o Dicionário UNESP do Português Contemporâneo, crença refere-se ao estado psicológico em que um indivíduo detém uma proposição ou premissa considerada verdadeira, ou ainda, uma opinião ou convicção formada que se tem como certa. Essa definição, que toma a crença com um estado mental de um indivíduo em relação a uma ideia que pode ser verdadeira ou falsa, chama-nos à atenção para o elemento subjectivo do conhecimento.

Deste modo, crer é uma condição necessária ao comportamento humano, na medida em que, visa identificar uma forma humana de habitar e interpretar o mundo. Ela molda a conduta social em conformidade com uma proposição tida como verdadeira ou falsa.

  • Insólito

Discutir o insólito, é discutir o homem em seu horizonte histórico, cultural e social, pois a percepção deste conceito passa necessariamente pela localização e contextualização cultural.

Segundo Garcia (2007), citado por Costa (2009, p. 9), “algo é insólito quando nos surpreende e não foi previamente calculado”. Assim, pode ser entendido como algo inconstante, que ‘requer’ um longo período até que se repita – podendo jamais repetir-se ou constatar-se algo similar – e que não pode ser visto como algo previamente delimitado e formatado. Está aquém das espectativas de eventos ‘normais’ do quotidiano.

Nas narrativas, o insólito marca-se pela presença de eventos próximos do estranho, do mágico, do maravilhoso e do sobrenatural, onde, a nível de sentido, remetem-nos a uma explicação de base incoerente e duvidosa. Desta forma, tomaremos o conceito de insólito como o surgimento de uma realidade oposta à habitual.

2.3 Dialogismo

Segundo Florin (2006, p. 18), “Dialogismo é o que Mikhail Bakhtin define como o processo de interacção entre textos[,] que ocorre na polifonia, tanto na escrita como na leitura, o texto não é visto isoladamente, mas sim correlacionado com outros discursos similares”. Portanto, o dialogismo pensado por Bakhtin tem como objecto o estudo de enunciados, centrando-se nas relações de sentido que podem estabelecer entre si, ou seja, entre dois ou mais enunciados. No caso específico do presente artigo, os enunciados são constituídos pelos textos “O Filho da Khedana” da obra Mitos: histórias de espiritualidade, de Aldino Muianga, e “Morte Inesperada” da obra Orgia dos Loucos, de Ungulani Ba Ka Khossa.

A obra do primeiro texto é vista como um retrato da dimensão espiritual do mito e da crença nas comunidades moçambicanas marcadas por valores tradicionais e não só. E, a segunda apresenta contos relacionados à tradição oral. Assim, procuraremos as relações de sentido que se estabelecem entre os dois enunciados que constituem o nosso corpus.

De acordo com Ferreira (2012, p. 6), Bakthin contribuiu para a ampliação do campo de pesquisa da linguagem quando se preocupou com o exame da natureza da enunciação verbal. Para ele, “além da matéria linguística exposta nos diferentes enunciados devem ser analisados os elementos contextuais da produção verbal”. Encarando, portanto, o texto como um elemento de transmissão de conteúdos através da linguística e como um produto de interacção social.

Nesse caso, o dialogismo é o “lugar-comum” onde os textos interagem, daí podendo-se falar da existência de um processo dialógico e não monológico.

  1. O insólito e a crença em “O Filho da Khedana” e “Morte Inesperada”

Aqui, a questão do insólito e da crença é representada por várias acções protagonizadas pelas personagens. Nos moldes “contextualizantes”, o texto apresenta-nos o enredo vivido no povoado de Magunge, onde temos uma mulher casada, mãe de duas filhas e trabalhadora, que, no seio da povoação, não conquistará a simpatia de muitos por ser arrogante e intriguista. Vejamos: “…a Khedana era uma mulher trabalhadora (…) não gozava de grandes simpatias na comunidade. (…), uma mistura de arrogância, de mal-dizer e de coscuvilhice, valeu-lhe muitos amargos na boca (…) sobre a origem e a veracidade de certos pronunciamentos difamatórios, que teriam sido inventados e propalados por ela”. (MUIANGA, 2011, p. 23)

Sendo assim, a personagem é apresentada como fonte de discórdias e fomentadora dos rumores que causaram enumeras discussões. Khedana e o seu marido só tinham filhas, e desejavam um filho ‘macho’, “Sentia-se que na família havia a ansiedade, muito mais marcada da parte do esposo, em ter um varão. Não se conformava só em ter raparigas na prole” (MUIANGA, 2011, p. 23). O nascimento desse menino que teria o nome do seu avô paterno, criara uma expectativa maior no seio da família.

Tratando-se de uma comunidade marcada por valores tradicionais, Khedana fez-se acompanhada pela sogra aos serviços de maternidade. O nascimento do menino é registado “[a]s dores de parto anunciaram a eminência do mesmo. À volta dela uma parteira de ar maçado recita um já desbotado discurso de encorajamento…kukumusha!…puxa! Até que, finalmente, Khedana alivia das amarras do ventre a quarta criança da sua prole” (MUIANGA, 2011, p. 24). O insólito é o nascimento de um bebé sem sexo. Esta ideia é transmitida pela passagem “Dois vagidos cortaram o ar e tinham timbres diferentes. A princípio ela pensou que fossem gémeos. (…) o que a parteira lhe depôs ao colo era um só recém-nascido. Instintivamente, desviou os olhos para o lugar dos órgãos genitais “De que sexo é esta criança, afinal?”, gaguejou para a parteira. Esta emudecera.” (MUIANGA, 2011, p. 24); por outro lado, a questão do insólito vem reforçada pela passagem “O bebé da Khedana tinha dois rostos: um voltado para frente e outro para trás.”/ “Em ambos os rostos transparecem sentimentos dissemelhantes, contraditórios, porque olham para lados opostos: um sorri, outro é sisudo. Um antagoniza o outro: se o primeiro manifesta tristeza, o segundo é risonho.” (MUIANGA, 2011, p. 24).

De forma a explicar o porquê do nascimento de um filho sem sexo e com dois rostos controversos, os residentes da região acreditam que tenha sido um castigo destinado a Khedana pelo seu mau carácter perante os outros. Mediante isso, o insólito é um ser bizarro (bifacetado e eunuco). Em função disto, acredita-se que o nascimento da criatura seja um castigo destinado à Khedana, pois, ela fingia simpatia para ocultar a sua áspera. Daí que a crença associa-se ao comportamento humano, na medida em que visa identificar uma forma humana de habitar e interpretar o mundo, neste caso busca-se uma explicação sobre o nascimento do filho da Khedana, de modo a acomodar e tranquilizar o Homem na sua vivência.

Fixando o nosso olhar no conto “Morte Inesperada”, deparamo-nos com uma situação semelhante à do texto “O filho da Khedana”, na medida em que, nos dois, na diegese é projectada a questão da dimensão espiritual. Com efeito, temos nesse texto personagens e situações que nos remetem à existência de insólito e crença.

Nesse texto nos é trazida a peripécia da morte, deste modo, o texto inicia-se fazendo alusão ao episódio da velha que perdeu o seu marido “A bala furou o casaco entre o bolso inferior direito e as casas dos botões, penetrou no ventre, rasgou as vísceras e saiu do corpo, incrustando-se na árvore em que se encostara, ao cair da tarde (…). A mulher, ao aproximar-se, com os cabelos louros revoltos e o rosto marejado de lágrimas, teve que suster o passo, pois os olhos esbugalhados e vermelhos do marido obrigaram-na a tal”. (KHOSSA, 2008, p. 64)

Ademais, como o título do texto nos remete a uma interpretação, vinculada a ideia do insólito, notamos que a morte desse homem retrata de um modo abrangente a dimensão do insólito, isso, quando atentamos ao momento em que o homem estando no leito de morte, dirige-se à velha da seguinte maneira “ – Fixa o que te digo, mulher: no dia em que ousares receber um homem por entre as tuas coxas, estrangular-te-ei com a mesma ferocidade com que dilacero uma barata. Tu és minha e serás minha para além da morte”. (KHOSSA, 2008, p. 64)

Nessa visão, o insólito é algo surpreende, que ocorre longe do prévio ou premeditado. As palavras proferidas pelo velho no leito da morte constituem algo não costumeiro, isto é, o não-habitual, neste caso, marcado pelo estranho, quando reparamos para o sentido da acção. Transparece-nos uma dúvida do seu sentido, pois não assenta numa explicação de base “lógica”. Sendo a morte algo da dimensão supra humana, a velha com a intensão de apagar a imagem do marido que a perseguia em noites de insónia, oferece as roupas ao guarda do prédio, “…o velho casaco, oferecido por uma velha anelante em apagar a imagem do marido que ainda a perseguia em noites de insónias, ameaçando-a de morte com a mesma gravidade com que proferira a sentença macabra, à beira da morte (…) ”; “O guarda recebeu o casaco e remendou-o, à noite, no cubículo que lhe estava reservado, apagando por todo sempre o mau presságio (…) ”. (KHOSSA, 2008, p. 63 – 64). Desta forma, essas passagens nos remetem à existência da crença como o estado psicológico de um indivíduo, onde a velha acredita que o marido a visitava nas noites. Para mudar esta situação, recorre à práticas que visam fornecer interpretação sobre o que está acontecer, além de a acomodar e tranquilizar na sua vivência.

Essas questões de insólito e crença que pretendemos evidenciar nesse texto, são mais evidentes quando tomamos a personagem Simbine como exemplo. Tendo em conta a passagem, “Terás uma morte maldita, filho, disse-lhe, anos depois, o filho já adolescente, quando este recusava ir à escola (…) afirmara que os pretos viveram séculos sem o quinino e o livro (…). (KHOSSA, 2008, p. 66 – 67). Por outro lado, temos a passagem “…uma mulher de tanto gritar passara a uivar como os cães que pela noite adentro vão lançando maus presságios nas casas trancadas”. Essas passagens nos remetem a ideia do insólito quando tomamos esse conceito na perspectiva de nos trazer factos ou realidade que não seguem o costume ou o habitual, a primeira passagem traz o insólito em forma de algo estranho e na segunda passagem em forma de estranho e sobrenatural. Como antes nos referimos, o texto traz a questão da morte, centrando-se na personagem Simbine, podemos encontrar elementos que sustentem o que temos defendido nesse artigo. “ – O que é que se passa? – perguntou o guarda/ – um homem morreu no prédio (…)/ – o elevador de cara entalou-o (…)”, deste modo, é registado o momento em que se comunica ao guarda sobre a ocorrência e longe de pensar que fosse o seu filho, a senhora subia as escadas, sem no entanto se preocupar com o andar sinistrado; “Muito longe de pensar que o elevador não vinha por ter entalado o pescoço do filho, a velha começou a subir as escadas, ciciando impropérios à terra e aos homens que criaram máquinas malvadas e caprichosas”. (KHOSSA, 2008, p. 65)

Vista em duas perspectivas, a morte de Simbine remete-nos à ideia de estar assente em duas vertentes, a primeira leva-nos à feitiçaria como uma prática e, assim, levanta-se a questão de se ter casado com três mulheres, “E quanto ao Simbine não restava dúvidas que era feitiço. Os tempos de hoje não se prestam para viver com três mulheres” (KHOSSA, 2008, p. 70).

A segunda explica-se tendo em conta ao mau presságio proferido pela mãe, “Terás uma morte maldita, filho, disse-lhe, anos depois, o filho já adolescente, quando esteve recusava ir à escola” (KHOSSA, 2008, p. 66).

Constatamos assim, que os dois textos apresentam uma dimensão espiritual, na medida em que, os eventos insólitos movem toda a narrativa buscando explicação. Eles assemelham-se ao nível do conteúdo, trazem questões ligadas à dimensão espiritual e à superstição – conjunto de crenças consideradas “estranhas” à fé religiosa e contrárias à razão, sem, no entanto, apresentar um fundamento positivo conhecido, mas suficientemente forte para determinar a conduta de um meio.

No que tange as diferenças, temos o seguinte: enquanto o texto “Morte Inesperada” apresenta o insólito ligado a ocorrência de mortes, o texto “O filho da Khedana” apresenta-o ligado ao nascimento.

Assim, a crença sempre aparece como índice necessário à compreensão da presença do insólito, pois ele é aceite prontamente, sem, contudo, deixar de ser questionado e percebido como tal.

  1. Conclusão

O presente artigo tinha por objectivo descrever a importância do insólito e da crença na Literatura Moçambicana, onde numa perspectiva comparada propusemo-nos a analisar os textos “O filho da Khedana” e “Morte Inesperada”, demonstrando como se manifesta o insólito e, consequentemente, a crença nas narrativas moçambicanas. Numa visão antropológica, o insólito e a crença representam a nossa identidade cultural, deste modo esses dois conceitos unidos criam, de certa forma, estórias curiosíssimas que em alguns momentos se associam ao “obscurantismo”.

O insólito e a crença são importantes na medida em que se manifestam como elementos que moldam a conduta social do homem, naquilo que se entende por vida humana. O insólito faz-se presente nos textos mediante a apresentação de eventos considerados estranhos, mágicos e sobrenaturais. Deste modo, o insólito é apresentado pelo nascimento de um bebé com dois rostos controversos e sem sexo. Ademais, a crença surge quando se acredita que o nascimento de um bebé com tais características, seja um castigo destinado a Khedana por se apresentar simpática para ocultar a sua faceta de falsa e mentirosa. Por outro lado, o insólito em “Morte Inesperada” manifesta-se quando se faz alusão às palavras proferidas pelo velho no leito da morte, por outro lado, temos a questão de uma mulher que, de tanto gritar, passou a uivar feito cães e, por fim, a morte de Simbine no elevador. Deste modo, podemos falar de crença quando se procura uma explicação da morte de Simbine e as aparições nocturnas do velho.

Sustentado pela ideia de que qualquer Texto, mantem uma relação de diálogo com os outros (embate de vozes), a nossa análise pretendeu concretizar as teorias de Bakthin avançadas por Florin e secundadas por Ferreira, em que ambos autores concordam que um texto é um produto de interacção social, portanto, não pode ocorrer isoladamente.

Então, podemos afirmar que, a nível do insólito e da crença, os textos “O filho da Khedana” e “Morte Inesperada”, dialogam na medida em que abordam aspectos da identidade cultural moçambicana na base de estórias.

  1. Referências Bibliográficas

MUIANGA, Aldino, “O Filho da Khedana”, in: Mitos (estórias de espiritualidade). Maputo: Alcance Editores, 2011, pp. 23-24

Centro de História da Cultura/História das Ideias (org.), (1999), “Piedade Popular: Sociabilidades, Representações, Espiritualidades”. (Actas do Colóquio Internacional, 20-23 de Novembro de 1998), Lisboa, Terra mar/Centro de História e Cultura-História das Ideias da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

GARCÍA, F. “O ‘insólito’ na narrativa ficcional: a questão e os conceitos na teoria dos géneros literários”. in: A banalização do insólito: questões de género literário – mecanismos de construção narrativa. Rio de Janeiro: Dialogarts, 2007.

LAGES, Mário, «Práticas mágicas, aproximações à dimensão simbólica», in Religiosidade Popular e Educação na Fé. Lisboa: Secretariado-Geral do Episcopado, 1987; pp. 89-115

KHOSA, Ungulani Ba Ka. “Morte Inesperada”, in: Orgia dos Loucos. Maputo: Alcance Editores, 2008, pp. 63-71

FERNANDES, António José, Métodos e Regras de Elaboração de Trabalhos Académicos e Científicos. Porto Editora, 2ª Edição, 1995

PESSANHA, F S. “O insólito na dimensão do poético: o movimento de um questionar”. in: GARCÍA, F (org.). Narrativas do insólito: passagens e paragens. Rio de Janeiro: Dialogarts, 2008. pp. 32-48. Disponível em www.dialogarts.ierj.br/avulsos/insolito/narrativas doinsolito.pdf

SHERMER, Michael, Cérebro & crença. São Paulo: JSN Editora [tradução Eliana Rocha]; 2012

Walter, E. M. A dimensão do fenómeno superstição em contos de Ungulani Ba Ka Khosa e Mia Couto. Maputo: Dissertação apresentada em cumprimento parcial dos requisitos exigidos para obtenção do grau de licenciatura em Linguística da Universidade Eduardo Mondlane, 2002

CARVALHAL, Tânia Franco, Literatura comparada, São Paulo: Ática, 4. Edição, 2006

Drákula: A saúde do hip-hop deve ser melhorada

O rapper moçambicano Drákula ou, simplesmente, Hassassin, afirma que o estágio actual do hip-hop moçambicano é bom embora seja necessário mudar alguns aspectos organizacionais para abarrotar os shows.

Drákula mostrou-se à favor do diálogo entre os MCs e os organizadores de shows de RAP para melhorar o fluxo de aderência aos shows. Aproveitando a actual fase ‘saudável’ do hip-hop moçambicano “temos de organizar o hip-hop… nós temos que ir todos aos shows, temos que encher casas”. Nesta perspectiva, chama à atenção as pessoas para irem aos shows de todos os rapers independentemente de serem ou não amigos “temos que contribuir todos, até, se fosse possível, fazer uma lista [indicando os nomes dos que não presenciaram ao show.] ”. Nisto, constatou que, no show alusivo à PAZ – mahala – muitos rappers ‘de grande gabarito’ não compareceram. Ao seu ver, são rappers que suportam o hip-hop ao nível mais alto e poderiam elevar ‘o movimento’ presenciando nesse dia, “a cena da organização que eu estou a fazer ver é essa… [e] é nice quando há harmonia na Casa Hip-Hop.”

Portanto, se se acredita que o hip-hop é um movimento influente na sociedade moçambicana e isso não se reflecte nos shows “o bom seria, por enquanto, um show no mesmo dia, mas dois shows no mesmo dia não tem problema.” Todavia, há que ter em conta os locais onde decorrerão os shows, pois só surtirão bons resultados “se os sítios forem um longe do outro” como são os casos dos dois shows, do Alkaponn e Sick Brain marcados para 31/10/2015, mas em locais diferentes, bairro do Mavalane e do Magoanine CMC, respectivamente. E, “esses dois vê-se que têm people diferente.” Em torno disto, a amargura se faz sentir quando o contrário acontece, por exemplo “houve o show do Flash e Duas Caras e houve o show de Crack Smoker… eram lugares próximos e as pessoas ficam indecisaseu fui aos dois shows, paguei, [mas quando cheguei no outro] a cena já estava no fim. Agora, o pior é quando [nenhum de nós vai].”

Drakula 1

Tocando num outro ponto que transparece o negativismo do hip-hop e que canonizou-se em preconceito social para o próprio movimento, Hassassin diz que “não podemos só andar a criticar [contudo] há aspectos que temos mudar, por exemplo… eu sei que isso sometimes é verdade… eu não gosto de ver esses niggas a fumarem…” e isto faz com que alguns niggas que “não têm nada a ver com isso” sejam conotados como sendo smokers.

Ainda na onda de alguns poucos desabafos, Hassassin despoletou um desejo de participar de um festival de Hip-Hop em Moçambique organizado por Bang em que poderá compartilhar o mesmo palco com outros artistas de Hip-Hop não underground como é o caso de Hernâni. As declarações deste e outros assuntos serão publicadas em breve.

Texto: Nigga Shar

Charles Caló: uma aposta firme para a música jovem moçambicana

O ‘new comer’ Carlos Chatuir Jr ou, simplesmente, Charles Caló, de apenas 15 anos de idade, é uma aposta firme para a jovem música moçambicana e um destaque na arena R and B da sua geração.

Charles Caló é um adolescente que, com 10 anos de idade, decidiu apostar na carreira artístico-musical por influência de alguns amigos, na Cidade de Nampula. Para além dos amigos, em músicos como: G2 e Justin Bieber, percebeu que “podia ser a primeira criança, do sexo masculino, moçambicana a dar as caras na televisão.”

Dia 05 de Dezembro de 2013 é, para ele, uma efeméride, pois foi nesta data que gravou a primeira música sob direcção do produtor amadeubleu “eu fui a ele e disse: quero gravar uma música e o Amadeu ajudou em algumas coisas”. Como para a maioria que grava a primeira música “no momento eu achava que tava a fazer muito, mas depois, conhecendo a música, fui descobrindo que ali tinha algumas covas que precisava tapar.” Entretanto, no que concerne à escrita das ‘letras’ Caló é quem as compõe, não obstante haver casos em que faz composições conjuntas, como foi para a música Noite Abençoada que escreveu com Davis.

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Caló mostra-se satisfeito com o feedback porque “é muito positivo, eu não tenho nada que reclamar quanto a isso. No meu facebook todos os dias tem mais de duzentas e tal mensagens, duzentos e tal pedidos. As pessoas apoiam, na rua cumprimentam, falam o que sentem por mim…”. Para isso, conta com uso de plataformas de promoção das músicas onde se destacam rádios e blogs “conheci o Jayson do musiccrib. Ele quando meteu a minha música, a música foi muito baixada.” Contudo “a promoção partiu mesmo do whatsapp.” Actualmente, ele conta também com o seu próprio blog charlescalo.blogspot.com.

O primeiro vídeo musical de estreia do ‘new comer’ foi da música Curtir a Vibe e, nesta música, dentre as outras que tem, “eu sinto que fiz uma música”! Para isto, contribuíram os exercícios de voz que tem feito graças à técnicas vocálicas indicadas por cantores como F-Kay e Hassan Jr.

Ele tem recebido vários convites para participações em músicas de outros cantores “só que no momento eu não estou disponível a participar nas músicas” e para espectáculos “ainda não tenho recebido muitos.”

O meu maior sonho neste momento é a minha música estar a tocar em todo o país, em todas as rádios moçambicanas, e também a passar em todos os programas PALOP. E, eu gostaria de actuar no evento Lizha Só Festas para todas as crianças verem que é possível alguém de 15 anos fazer um show espectacular. Eu gostaria de mostrar para Lizha e Bang que uma criança é capaz de fazer isso.”

O cantor encontra-se em estúdio a gravar músicas que farão parte do primeiro single e conta com a produção dos produtores Grim e Gayza.

Texto: Nigga Shar

Angolanismos estragam a música moçambicana

O locutor da Rádio Cidade em Maputo, Lautinho Perreira, está à favor da eliminação de tiques internacionais das músicas moçambicanas porque acredita que assim o desenvolvimento musical moçambicano será promissor.

Lautinho e alguns colegas da rádio travam, já há algum tempo, uma luta para evitar tocar músicas de moçambicanos contendo expressões e tiques internacionais, pois Moçambique tem próprias expressões que identificam o povo. Assim “temos que aproveitar e explorar aquilo que é nosso, moçambicano, nada de imitar aquilo que é angolano ou sei lá.”

Por conseguinte, essa onda de uso de expressões internacionais abrange cantores emergentes “eu costumo a ouvir músicas de alguns artistas emergentes que usam umas expressões que os angolanos gostam de usar, por exemplo: wi, xêh. Isso aí em Moçambique não se diz”. Em torno disto, ele relembra que, a quando das primeiras aparições, o cantor moçambicano Twenty Fingers “ tinha essa mania [e] chamaram-lhe à atenção” e, actualmente, nas musicas deste cantor “ [não se ouve] nenhum xêh, wi.”

Implicitamente, demonstra-se sedento pela (re)propagação das músicas do cantor moçambicano Danny OG ao afirmar que “nós cá em Moçambique temos nossas manias, o Danny OG tem umas expressões que podemos aproveitar e não faz mal nenhum” acreditando que “é bom aproveitar o que é nosso, o orgulho moçambicano.”

O uso dessas expressões estrangeiras poderá influenciar negativamente no intercâmbio musical entre Moçambique e Angola principalmente, cogitando, portanto, numa hipótese duvidosa sobre a origem do cantor que faz uso das expressões e numa perda de identidade, pois “vocês estão a copiar tudo que temos cá! Porque é que não usam os vossos tiques?! Maningue nice, Xhô.”

Com isso, no processo de filtragem das músicas que tocam nos programas radiofónicos são descartadas todas aquelas que têm insultos e expressões angolanas, definitivamente “essas músicas não devem, em momento algum, passar em qualquer canal nacional” e “se há uma forma de identificar um indivíduo é através da forma como [ele] fala.”

Porquanto, nos últimos tempos, na arena hip-hop, debate-se a tendência para os chamados “valetismos” que se verificam frequentemente nas músicas de rapers mais populares e menos populares. Ao analisarmos devidamente esta tendência poderemos constatar que a busca de ‘skillz e flows’ resulta na perda de identidade. Prestemos atenção para os ‘erres’ (R)!

Texto: Nigga Shar

WhatsApp tem algumas funções desconhecidas por muitos

Conheça algumas funções que se encontram escondidas no WhatsApp:

Bloquear determinados contactos

É outra das opções que provavelmente desconhece. Mas pode fazê-lo silenciando conversas pelo tempo que entender. Tal fará com que deixe de receber notificações da pessoa ou grupo em causa.

Recuperar mensagens apagadas?

Se tiver feito algum backup, pode desinstalar a aplicação e voltar a instalá-la. Quando o fizer vai-lhe ser perguntado se pretende recuperar mensagens a partir da cópia de segurança.

Enviar imagens ocultas

Este truque pode deixá-lo confuso, mas explicamos-lhe em que consiste. Através da app Z- Photo Fake for Chats, pode enviar aos seus amigos imagens cuja miniatura é diferente da imagem em si. Só quando o ficheiro é aberto é que o remetente percebe.

marcar mensagens para ler mais tarde

Um ícone com uma estrela permite aos utilizadores de dispositivos iOS marcarem as mensagens para ler depois. Assim evita esquecer-se de responder.

Definir diferentes toques de chamada

Por fim, saiba que pode predefinir diferentes tons de toque para diferentes contactos ou grupos.

Notícias ao Minuto

Utilizadores do Windows 7 ‘fartos’ de anúncios de actualização

De acordo com o Business Insider, vários utilizadores do Windows 7 no Twitter estão a queixar-se que, desde a actualização da Microsoft no mês passado, estão a receber anúncios de ecrã inteiro para fazer a actualização do sistema operativo.

Se o utilizador tem o Windows 7 pré-instalado num computador que possa correr Windows 10, a probabilidade de ser ‘invadido’ por anúncios para actualizar o sistema operativo é bastante grande.

No último mês, a Microsoft acidentalmente tentou que os computadores com Windows 7 e 8 atualizassem automaticamente para a versão 10. A tecnológica de Redmond afirma ter resolvido o problema.

Notícias ao Minuto

Instagram lança nova aplicação de vídeos de um segundo

De acordo com o The Verge, o Instagram lançou uma nova aplicação de vídeo chamada Boomerang que irá produzir vídeos de um segundo.

O Boomerang utiliza cinco fotografias para criar um loop de vídeo que pode ser partilhado na principal aplicação do Instagram e do Facebook.

A nova aplicação, que estará em breve nos dispositivos iOS e Android, é a terceira app ‘a solo’ do Instagram, depois do Hyperlapse e Layout.

Notícias ao Minuto

Google recusa-se a encerrar sites inteiros

A Google anunciou que está contra a política de remover sites inteiros dos seus motores de busca, marcando assim uma posição que poderá ser decisiva para o futuro da propriedade intelectual nos EUA.

Esta resposta surge face ao Plano Estratégico Conjunto para a propriedade intelectual a ser planeado para 2016-2019, cujos organizadores requisitaram a participação da Google. Esta posição está relacionada com a defesa de liberdade de expressão da tecnológica de Mountain View.

A posição contrária surge por via da Motion Picture Association of America, que pretende que a Google retire dos seus motores de busca sites que possam infringir as leis vigentes, sobretudo as que dizem respeito a material sob direitos de autor.

Notícias ao Minuto

YouTube Red é oficial: Conheça a versão paga do YouTube

Depois de muito se falar no assunto, o YouTube Red, versão paga do YouTube que não terá anúncios e trará conteúdo exclusivo, finalmente foi confirmado e ganhou data de lançamento: 28 de Outubro. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (21), num evento em Los Angeles.

Ele será lançado oficialmente no dia 28 de Outubro apenas nos Estados Unidos, mas a empresa já avisou que planeia expandir o seu mercado em 2016. A assinatura custará US$ 9,99 (cerca de 427 meticais) nas versões para Android, desktop ou web mobile, e US$ 12,99 (cerva de 555 meticais) na versão para iOS. Os usuários terão acesso ao primeiro mês gratuito.

Funcionando como uma assinatura premium, o YouTube Red também permitirá que o usuário salve vídeos para ver offline. Entre o conteúdo exclusivo que o serviço oferecerá, estão filmes e séries, além de canais de actores e vloggers que já conquistaram público no YouTube.

Outro diferencial do YouTube Red é que ele permitirá que você continue ouvindo um vídeo, ficando no background, enquando usa outros aplicativos. Ele também vai funcionar de forma conjunta com o Google Play Music, o que significa que se o usuário assinar um deles, poderá usufruir dos serviços de ambos.

Outras novidades

No mesmo evento foi anunciado um novo app, o YouTube Music, que deverá ser lançado “em breve”, que é um aplicativo específico para músicas. Ele deverá funcionar mais ou menos da mesma forma que o YouTube Gaming e o Kids.

Essa não é a primeira vez que o YouTube resolve investir em um conteúdo pago, tendo em 2014, tentado lançar o Music Key, que era um streaming de música e custava US$ 7,99 (cerca de 340 meticais), mas que nunca chegou a sair da versão beta.

Olhar Digital

Conheça Kanya Sesser: A modelo sensual sem pernas

Kanya Sesser, de 23 anos, nasceu sem as duas pernas na Tailândia, mas logo aprendeu a se locomover utilizando as mãos e, posteriormente, o skate.

Aos 5 anos de idade, a modelo e esportista foi adoptada e se mudou para os Estados Unidos, onde começou sua carreira. “Gosto de ganhar dinheiro com isso e amo mostrar para as pessoas um outro tipo de beleza”, falou ao Huffington Post. “Essas imagens mostram minha força.

Seus primeiros trabalhos foram realizados quando completou 15 anos, mas a jovem começou a se tornar conhecida depois de dar as caras para a Billabong no ano passado.

Actualmente, Sesser vive em Los Angeles, onde tem uma agenda de trabalhos intensa, que inclui não somente sessões de fotos, mas também actividades esportivas e palestras motivacionais. “[Ser modelo] é divertido e mostra a minha história”, falou  ao site Daily News. “Sou diferente, e isso é sexy. Não preciso de pernas para se sentir sexy.

A americana pratica surfe, basquete de cadeira de rodas, hóquei de trenó e natação. Como se não fosse suficiente, ainda planea competir nos Jogos Paraolímpicos de Inverno de 2018. O desporto ganhou prioridade em sua vida, deixando a carreira de modelo em segundo plano.

Nem todo mundo tem a confiança necessária para perceber o quão forte você realmente é por dentro”, disse.

Marie Claire

Álcool e amor causam efeitos bem parecidos ao cérebro, diz estudo

Quem nunca pensou em tomar um copo de álcool depois de uma decepção amorosa, que atire a primeira pedra. Tentando entender a relação entre as duas coisas, um estudo recente da revista Neuroscience and Biobehavioral Reviews mostrou que o ‘hormônio do amor’, a oxitocina, e o álcool têm efeitos quase idênticos nos nossos cérebros.

A oxitocina é o hormônio associado ao amor, abraços, orgasmos e todas as coisas íntimas. Ela desempenha um papel enorme na ligação materna, e também tem sido apontada como uma molécula-chave liberada na nossa relação com parceiros românticos. Quando temos um surto do componente em um momento íntimo, o hormônio suprime áreas do cérebro – como o córtex pré-frontal e circuitos corticais límbicas – que controlam o modo como percebemos sentimentos de estresse, inibição e ansiedade.

Essa sensação te soa familiar? Foi esse pensamento que levou a Escola de Psicologia da Universidade de Birmingham a olhar para as semelhanças entre a oxitocina e álcool.

Em um comunicado, o Dr. Ian Mitchell, um dos pesquisadores, disse: “Nós pensamos que era uma área a se explorar, por isso, reunidas as pesquisas existentes sobre os efeitos de ambos ficamos impressionados com as semelhanças incríveis entre os dois compostos“.

A pesquisa comparou a resposta neurológica à oxitocina ingerida por via nasal e ao consumo de álcool. Foi descoberto que os dois compostos tinham um efeito surpreendentemente semelhante.

“Eles parecem ter como alvo diferentes receptores do cérebro, mas causam acções comuns na transmissão de um neurotransmissor inibitório no córtex pré-frontal e nas estruturas límbicas”, completou o estudioso.

Estes circuitos neurais controlam o modo como percebemos estresse ou ansiedade, especialmente em situações sociais como entrevistas, ou talvez até mesmo em momentos que queremos convidar alguém para um encontro. Tomar compostos como oxitocina e álcool podem fazer com que estas situações pareçam menos assustadoras.

No entanto, se você já acordou em uma manhã de sábado com dor de cabeça e cheio de memórias obscuras ou embaraçosas, você sabe que o álcool não é uma droga milagrosa, e a oxitocina não é diferente.

A pesquisa encontrou que os efeitos negativos das substâncias também são os mesmos. Ambos podem tornar as pessoas mais agressivas, arrogantes, invejosas e menos socialmente inclusivas. Por prejudicar nossa capacidade de perceber o medo e a ansiedade, eles também podem nos colocar em situações de risco.

Yahoo Notícias

Kudurista Própria Lixa morre aos 30 anos

Morreu na tarde de ontem (19), aos 30 anos, a kudurista angolana Própria Lixa, vítima de doença no hospital Américo Boa Vida, em Luanda.

Segundo fonte familiar, a cantora padecia de tuberculose óssea. Stela Fraio Lima, Própria Lixa nas lides do movimento Kuduro, nasceu em 1985 na província de Luanda. Com o seu álbum intitulado “Tremura”, no seu percurso pelo mundo da música, Própria Lixa brindou o público angolano com vários sucessos inéditos, de salientar: Sabaló (Tremura), Dança do Zongoló e Udam. 

Própria Lixa participou em vários espectáculos, esteve nos mesmos palcos em que pisaram artistas conceituados do panorama musical angolano, tais como Anselmo Ralph, Big Nelo, Noite e Dia, entre outros.  A cantora tem no mercado os discos “Babula é dela” e “Tremura”.

Paz a sua alma.

YouTube terá vídeos apenas para assinantes

O YouTube está se preparando para adicionar uma nova colecção de vídeos que estará disponível apenas para assinantes pagos. Vídeos apenas para os que pagarem aparecerão em breve no site de vídeos da Alphabet — holding do Google — que começará a oferecer assinaturas ao custo de US$ 10 (cerca de 427.30 meticais) mensais.

Os assinantes verão vídeos premium e sem anúncios. Não haverá obrigatoriedade de fazer assinatura, pois o site continuará oferecendo conteúdo gratuito como antes.

Parte do conteúdo que o YouTube está financiando ainda está em produção e irá ao ar ao longo de 2016. Em vez de se concentrar em celebridades ou em outras pessoas que não se tornaram famosas no YouTube, a empresa está se concentrando em financiar estrelas de vídeo que podem atingir a audiência mais jovem do YouTube.

Esta mudança de ritmo aconteceu por causa de tentativas fracassadas do YouTube de trazer celebridades como Jay-Z e Ashton Kutcher para produzir conteúdo para o site em 2011, empreitada em que gastou mais de US$ 100 milhões (cerca de 4 272 milhões de meticais).

Algumas empresas de mídia já se inscreveram para produzir conteúdo para o YouTube, como a unidade de cabo da Turner, da Time Warner; a Fox Sports, da 21st Century Fox; a A+E Networks; e a NBCUniversal, da Comcast. A Disney está em fase de negociações.

Nenhuma data definitiva foi dada para quando esta novidade será inaugurada.

Tech Times

Dropbox lança software Paper

De acordo com o The Verge, o Dropbox lançou o Paper, um software de edição colaborativo. A funcionalidade está construída na plataforma do Hackpad, que foi adquirida pelo serviço cloud.

Diz o The Verge que o Paper é um ‘local’ simples e elegante para escrever. A funcionalidade tenta ‘fugir’ aos menus do Word e às toolbars do Google Docs em troca de uma página branca de tamanho médio.

Por definição, nenhuma ferramenta de formatação é evidente; para se editar um texto já escrito, primeiro tem que se escolher o mesmo e, a partir daí, é possível formatar a gosto.

Notícias ao Minuto

Tesla lança ‘piloto automático’ para carros

Sedans do Modelo S da Tesla Motors serão capazes de dirigir e estacionar sozinhos, sob certas condições, a partir desta quinta-feira (15). A empresa anunciou a actualização de recursos de seu “piloto automático”, mas seu presidente-executivo, Elon Musk, advertiu que os motoristas devem continuar com as mãos ao volante.

Estamos sendo especialmente cautelosos nesta fase e, por isso, aconselhamos aos motoristas manter as mãos ao volante por segurança. Ao longo do tempo, não haverá a necessidade de usar o volante.“, disse Musk em colectiva na sede da empresa no Vale do Silício.

Os novos recursos foram concebidos para veículos construídos depois de Setembro de 2014 e estarão disponíveis para clientes nos Estados Unidos. Proprietários europeus e asiáticos deve esperar mais uma semana. A Tesla irá fornecer os recursos através de uma actualização por meio de conexão sem fio.

Em condições mais difíceis condução, um alerta sonoro que se acenderá e se isso for ignorado, o carro vai abrandar e eventualmente parar. Segundo Musk, o software foi desenvolvido para aumentar a segurança dos motoristas, mas ressaltou que em caso de acidentes, o motoristas ainda será o responsável.

O software usa uma combinação de câmeras, radares, sensores ultra-sônicos e dados de mapeamento para determinar a sua posição e trafegar. Quando chega ao seu destino, é capaz de buscar um espaço disponível e estacionar.

Entre as limitações está a condução em dias de neve intensa. Tais condições torna o funcionamento do sistema mais difícil.

Ao falar sobre a performance do software, Musk disse que “essencialmente” é como uma pessoa, por ser capaz de melhor sua performance ao longo dos anos. Mas o recurso traz algumas vantagens em relação a seres humanos:

A longo prazo, será muito melhor do que uma pessoa. Ele nunca se cansa, nunca teve nada para beber e nunca estará discutindo com alguém no carro. Ele não está distraído.

Telsa Carro

O Globo

Cristiano Ronaldo recebe 10 milhões de euros de indemnização

Cristiano Ronaldo, futebolista português que teria um papel no filme “O Manipulador”, viu a sua participação recusada por Alessandro Potro, segundo o jornal “Sport” e terá direito a uma indemnização no valor de 10 milhões de euros.

“O papel que Ronaldo teria que fazer no novo filme de Martin Scorsese é muito importante e eu quero um actor profissional”, justificou Alessandro Proto em depoimento ao jornal Sport, alegando que, se participasse, o astro português roubaria os olhares do filme, o que enfraqueceria a divulgação da produção. De acordo com reportagens da imprensa europeia, Ronaldo já teria oferecido até seu apartamento na Trump Tower, na famosa Quinta Avenida, em Nova York, como local para gravações.

Contrariado com a negativa, Cristiano Ronaldo exigiu pagamento de indemnização no valor de 10 milhões de euros. Assim sendo, a personagem ficará a cargo de Channing Tatum.

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