As alergias alimentares constituem um desafio comum na infância, afetando um número crescente de crianças em todo o mundo. É crucial que os pais e cuidadores estejam atentos aos sinais e sintomas que podem surgir após a ingestão de alimentos potencialmente alergénicos, uma vez que a identificação precoce pode ser determinante para a segurança e o bem-estar dos pequenos.
Os sinais a observar incluem:
1. Erupções cutâneas, vermelhidão ou urticária
Após o consumo de um alimento alergénico, é comum que a criança desenvolva erupções cutâneas, que podem variar em gravidade. A vermelhidão pode aparecer em várias partes do corpo, e a urticária, caracterizada por manchas elevadas e comichão, é um indicador frequente de uma reação alérgica.
2. Inchaço no rosto, lábios ou língua
O edema facial pode ocorrer rapidamente e é um sinal que não deve ser ignorado. O inchaço dos lábios ou da língua pode dificultar a fala e a deglutição, indicando uma resposta alérgica severa que requer atenção imediata.
3. Dificuldade em respirar, tosse ou chiado no peito
Estas manifestações respiratórias podem ser sinais de uma reação alérgica grave, incluindo anafilaxia. A dificuldade em respirar, acompanhada de tosse persistente ou chiado no peito, é uma emergência médica que exige intervenção rápida.
4. Vómitos, diarreia ou dores abdominais
Sintomas gastrointestinais são comuns em reações alérgicas. O vómito e a diarreia podem ocorrer logo após a ingestão do alimento, enquanto as dores abdominais podem ser um sinal de que o corpo está a reagir adversamente ao que foi consumido.
5. Irritabilidade ou choro excessivo
Em bebés e crianças pequenas, a alteração do comportamento pode ser um indicador de desconforto. Caso uma criança que normalmente é tranquila comece a mostrar sinais de agitação ou choro inconsolável, especialmente após as refeições, isso pode ser motivo de preocupação.
Se algum desses sintomas for observado após a criança ter ingerido um alimento, é imprescindível procurar ajuda médica imediatamente. Um diagnóstico profissional é essencial para determinar a causa dos sintomas e para implementar um plano de tratamento adequado. Este plano pode incluir a realização de testes de alergia, orientações sobre a eliminação de alimentos específicos da dieta e, em casos mais severos, a prescrição de medicamentos como antialérgicos ou autoinjectores de epinefrina.
Os pais e cuidadores devem estar alertas e preparados para agir rapidamente. A educação sobre alergias alimentares e a comunicação clara com profissionais de saúde são fundamentais para garantir a segurança das crianças que podem ser afetadas por estas condições. O acompanhamento regular com um especialista em alergias pode proporcionar um suporte adicional e ajudar a gerir as alergias de forma eficaz, promovendo um desenvolvimento saudável e seguro para os pequenos.

























