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Noites de Maputo #8

Noites de Maputo Bebedeira
Noites de Maputo com bebida à mistura!

O Meu Marido Está a Negar

O Meu Marido Está a Negar é um documentário de 2007, baseado numa peça de teatro de mesmo nome, escrito e dirigido por Rogério Manjate. O filme aborda questões relacionadas ao HIV/SIDA.

A história do OBIKWELO

Não me lembro exactamente de quando foi, mas não muito distante dos meses que se foram, andava eu, juntamente com um estudante Moçambicano, pelas ruas de Moscovo. Íamos nós, procurando relaxar, tirar o peso, o “stress” das aulas. Seguíamos serenamente naquelas ruas que ao lado das nossas, reluzem… Conversávamos, expúnhamos os nossos sonhos, aspirações, frustrações e indignações… ansiávamos por chegar ao bar para onde nos dirigíamos, de modo que pudéssemos estar mais confortáveis e prestássemos mais atenção aos dizeres um do outro, envoltos num ambiente simplesmente acolhedor e aconchegante. Ao encontrar-mo-nos a uns escassos passos do local, depara-mo-nos com um rosto sofrido, cansado, olhar morto e sem brilho… esse rosto não diferia de tantos outros que já vira na vida, esse rosto era negro!
E eu fitava-o enquanto passava, e ele observava, como se buscasse ou encontrasse a si próprio em mim. Tive de parar, acabei perguntado ao meu companheiro se o conhecia:

– Nhantumbo, conhece-lo?

– Sim, está sempre por aqui, diz-se que foi um jovem estudante, e não sei mais a sua estória.

– Estou curioso meu, é um idoso, se calhar apenas um adulto que aparenta ser idoso… A vida tem dessas, faz-nos parecer o que não somos, e quando o somos, por vezes, ninguém acredita!

– Não sei bro, também me espanto, como pode envelhecer nessas ruas? Mesmo eu passo mal, mesmo tendo onde dormir, repousar a cabeça e me proteger deste frio devastador…

– Vou falar com ele, preciso esclarecer-me… é que não é a primeira vez que o vejo – julgo eu – ou deve haver tantos outros espalhados pelas ruas desta cidade mitológica. Sou tão estudante quanto ele foi um dia, nunca se conhece o amanha num livro que está sendo escrito!

O camarada concordou com as minhas palavras e nos decidimos, iríamos falar com o velho negro, tão negro quanto nós e os nossos antepassados. Chegados ao local onde se encontrava a misteriosa alma, não ligamos aos olhares que nos eram dirigidos, olhares pejorativos de quem diz “O que querem com esse marginal?”, e dirigi-me em russo :

– Boa tarde Senhor, desculpe-nos, mas sempre o vemos por aqui, porém, somente hoje tivemos a coragem de dar um “alo”. Gostaríamos de conversar um pouco, pode ser aqui perto, no bar “SUBWAY”. Tomamos um copo e trocamos uns dizeres …

– He, he, he, he… – o velho riu-se e prosseguiu – conheço cada olhar que comigo se depara, e algumas vezes eu vi o olhar deste jovem que te acompanha (referindo-se ao meu companheiro que vive em Moscovo, na cidadela estudantil ). Vi, sim, que várias vezes hesitou em dirigir-me a palavra, nesse mesmo bar para onde iremos agora. Sem problemas, avante!

Ambos (eu e o Nhantumbo) estávamos cientes de que despertaríamos demasiada atenção pela rua e assim que entrássemos no bar, pois as roupas do nosso convidado estavam num estado lastimável… mas não nos preocupamos, assumimos o desafio e lá fomos. Chegados ao local sentamo-nos os dois, enquanto o outro camarada comprava os copos de cerveja para que molhássemos a gargantas e, quem sabe, fizéssemos um brinde a sei lá o quê, quem sabe a amizade que estava prestes a começar.

– Um brinde ao nosso companheiro, muito obrigado por ter aceitado o convite.

– De nada, miúdos, sabem, são vários os que comigo andaram por aí, e hoje, fazem-me vista grossa… evitam-me pelas ruas julgando que irei pedir-lhes uns tantos rublos, roupas e quiçá, alimentos! Mas não, vivo ou sobrevivo nestas ruas graças à bondade das pessoas como vocês, que me olham sem pesar e preconceito, e das parcas forças que me sobram.

– Mas… – tentei dar um novo rumo a conversa, mas fui interrompido pelo orador antecedente.

– Calma, meu jovem, sei que estás curioso por saber quem eu sou e de onde venho… Bem, já deu para ver que sou Africano, pois não? O meu país não interessa, eu já não tenho país, talvez um continente, mas não um país! O meu país são estas ruas, são estes copos, são os vossos sorrisos que me alegram de vez em quando e fazem-me acreditar de que o mundo ainda é habitado por gente de bom coração, embora seja uma escassa minoria. Sabem, fui estudante como vós, andei por aí, na RUDN (universidade de amizade e solidariedade entre os povos – Moscovo). Estava num desses cursos que me permitiriam ter um diploma e ser alguém… Mas, infelizmente, morri na praia, meus miúdos. Este velho morreu na praia! Nunca recebi subsídio da minha embaixada, vivia de acordo com alguns pequenos negócios que por aqui arranjava, e a bondade de alguns colegas ou das damas russas e entre outras a quem satisfazia sexualmente. Sim, sexualmente meus irmãos, em Moscovo, a prostituição no seio dos estudantes, é uma realidade! Não se percam nisso meus irmãos. A prostituição enche aos bolsos e quem sabe o estômago, mas, em troca, esvazia o ego! Mas era o ganha pão, apenas, não chegava sequer para o meu material académico e para as minhas deslocações. Foi aí que me meti numa fria, tão fria quanto o inverno deste país hipócrita. Aceitei entrar para o negócio das drogas. Meti-me na máfia russa e só não morri por um triz, mas passei grande parte dos anos que devia ter passado estudando, atrás das grades, sofrendo toda a gama de abusos… Escrevi inúmeras e vãs cartas para a embaixada, expliquei a minha situação ao meu país, ao país que sempre amei, e o que recebi em troca? Nada mais além do silêncio…

Fez uma pausa enquanto acabava com o pouco de cerveja que havia sobrado em seu copo, levantei-me rapidamente e dirigi-me ao balcão, enchi os copos e voltei. Encontrei o “papo” fluindo eloquentemente.

– O meu país abandonou-me quando mais precisei dele. A fonte de dinheiro que existia em África, que me garantia a sobrevivência, secou. O que achas que eu poderia e deveria ter feito? Tive de me virar, não havia meios para regressar, não havia meios para continuar com os estudos, a preocupação, a máxima aflição, era sobreviver!

– E os seus colegas, os seus conterrâneos? – Perguntou o Nhantumbo.

– Ha, ha, ha , ha … por vezes, a inveja do Africano, consegue rezar tão baixo quanto a pobreza da sua pátria. Enquanto a minha vida corria bem, acumulei amigos e, obviamente, inimigos (que eram a maioria)! Vocês são suficientemente inteligentes para deduzirem o que digo. Recebi ajuda dos que bem me queriam, até onde eles puderam, mas quando saí da cadeia, já cá não se encontravam. E para o meu azar, alguns dos que mal me queriam, foram os que tiveram sorte, mantiveram a vida de sempre, só que com um pouco mais de glamour. Casaram-se com russas e prosseguiram com as suas vidas. São os mesmos que comigo se cruzam hoje em dia, os mesmos que têm nojo e vergonha de serem negros e Africanos. Agora entendem por que eu eu digo “Não tenho um país mas, provavelmente, tenho um continente”? Por esses mesmo que se sentem mais felizes vivendo essa vida de faz de conta, enquanto em casa, as suas famílias acordam sem saber de que se irão alimentar nesse dia. Sinto-me muito triste quando os vejo. Julgam eles que irei ajoelhar-me por uns patacos trocados, uns tantos cigarros ou uns copos de cerveja!? Nada, nunca, perdi tudo, menos a minha sanidade, orgulho e auto-estima.

– Sabe, nesses breves instantes que juntos partilhamos, ambos (eu e o Nhantumbo) tivemos uns dos momentos mais inspiradores das nossas vidas. O que queremos dizer é que, estamos muito gratos em conhecê-lo a si e à sua estória. Por desvendar todos esses boatos e o mistério que a sua pessoa exala. Se pudermos fazer al…

– Não digas isso rapaz, não penses nisso tu também. Miúdos, tudo que podem e devem fazer é estudar! Jamais esqueçam o vosso país, seja lá o que ele for. Conhecem aquele proverbio: “Não faças o que faço, mas o que digo”? Pois bem, é bem aplicável… e olhem, “Quanto mais sobem, mais dura será a queda. Juntem degraus, e não espinhos”.
– Só mais um pouco, como se…

– Vocês são tão previsíveis… Chamo-me Obikwelo! Muito obrigado pelos copos, agora tenho de me mandar, senão perco o pequeno biscate que consegui, vou lavar carros pra ver se ganho algo para o jantar.

– Por favor, leve este dinheiro consigo, não é muito, mas creio que ajuda… – Julgo que falei encarecida e ternamente.

Obikwelo hesitou, mas acabou por levar, despediu-se com um sorriso e saiu, mandou-se pela rua fora… Quando observamos bem em nosso redor, havia uma dúzia de olhos e olhares a nós direccionados. Mas não ligamos, o meu companheiro perguntou-me:

– Como te sentes depois desta bomba de conversa?

– Porra, “so much emotions for one day” (muitas emoções para um único dia), manda lá vir mais um copo.

E mais uma vez brindávamos, mas não era somente pela amizade, era também pelo aprendizado e bravura que aquele nobre homem nos havia oferecido. Pela magnífica estória da sua vida que, através dos nossos lábios, se espalharia pelo mundo inteiro, inspirando gerações!

Neyma Alfredo comemora bodas de cristal no Gil Vicente

O espaço artístico Gil vicente, que cita na cidade de Maputo, foi o local escolhido pela cantora moçambicana, de marrabenta e Zouk, Neyma Júlia Alfredo, conhecida nos arcos da música como Neyma Alfredo, para ser palco da comemoração dos seus 15 anos de carreira que vai acontecer sábado, dia 20 do mês em curso.

Este é um espectáculo genuinamente de moçambicanos para moçambicanos, pois vai contar com a participação de vários artistas nacionais que, para a cantora Neyma, são os que mais admira e que carregam consigo a moçambicanidade interior e exteriormente. Constam do cartaz artistas como Stewart Sukuma, Dama do Bling, Cláudio Ismael, Júlia Duarte, Valdemiro José, Duas Caras, o saxofonista Muzila Malembe, os Cuambas, Mingas, e outros que vão apimentar a noite de sábado no Gil Vicente.

“Estou ansiosíssima para subir o palco do Gil Vicente, já não fazia um concerto desde 2009, um concerto que coincidentemente teve o patrocínio da Mcel, o mesmo foi alusivo aos meus 10 anos de carreira. E, este ano, felizmente, consegui chegar aos 15 anos de carreira, e vamos comemorar as bodas de cristal. Não vejo a hora de cantar com os meus colegas para o meu público, espero que os moçambicanos adiram em massa, disse euforicamente.

Com 2 horas e 15 minutos de duração, o espectáculo da comemoração dos 15 anos de carreira da rainha da marrabenta, como é carinhosamente intitulada, será uma síntese daquilo que foi o trajecto da cantora desde que saiu do programa de descoberta de talentos designado Fantástico, que foi transmitido pela Televisão de Moçambique.

Importa evidenciar que os cabecilhas deste evento são a Mcel, a Kuzula produções, creditada pela realização de um dos maiores festivais do nosso país, o festival Azgo e a Marrabenta Produções, dirigida pela Neyma.

Blusas de Capulana e Kente

Já fizemos aqui uma breve apresentação da Capulana e do Kente, tecidos que estão sempre presentes quando se quer falar de moda africana. Creio que alguns de vocês já deve ter visto as várias galerias de fotos de roupas e acessórios de capulana que temos publicado mensalmente. Hoje vamos dar continuidade à nossa viagem pelo mundo da moda africana, mostrando alguns modelos lindíssimos de blusas feitas de Capulanas e do Kente.

Vocês já podem imaginar a maravilha que sairá da mistura da arte do tecido da capulana com a magia do Kente. Como sempre tenho feito, escolhi modelos diversos para que possa ir ao encontro dos gostos da maioria de vocês. Curtam as fotos, partilhem e que sirvam de inspiração para seus modelitos futuros!

Créditos das fotos: Zaba Designs, Mange Kimabi, Style DB Yash

Modelos de Blusas de Capulana e Kente

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O TPC – Filme Moçambique

Curta metragem moçambicana Dirigida por Reginaldo Bianco e escrita por Guilherme Vasconcelos.

Noites de Maputo: Dama do Bling

Dama do Bling no Show do 50 Cent
Dama do Bling no Show do 50 Cent (Foto: Stélio Wilson)
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Foto: Stélio Wilson

E para encerrar…

Performance da Dama do Bling no show de 50 Cent
Performance da Dama do Bling no show de 50 Cent (Foto: Stélio Wilson)

As confissões de um chapa 100

Eu sou o “Chapa”. A minha lotação mínima é de 15 ou 35 passageiros, sentados, parados, inclinados, e ensardinhados (só de pensar, fico com dores nas suspensões e eles nas colunas e articulações). Em mim, cabem até de 28 aos 50 passageiros, pois sou como coração de mãe, mas com autoridade de pai.

Em mim, com os meus passageiros, convenientemente suportamos de tudo: do bêbado fanfarão, o mau hálito dele ou dela (logo ela, como é gira, mas o hálito!), a catinga mal cheirosa, a gorda que ocupa 2/1 acentos (mas paga por um), as conversas sórdidas das adolescentes (não só), o pior calão da última categoria, as mentiras gigantescas, os vocábulos poluídos dos Académicos-pobres, até o som alto das colunas a mim incrustadas – que tornam a viagem o máximo incómoda possível. E, ao olharem pelas janelas, para fora, conseguem ver as D4ds pilotadas por crianças, e os Vitzs dirigidos por outros, num conforto de segunda mão, que cobiçam, mas que não podem ter, sem recurso aos roubos dos das taxas juros da banca, e outras formas…

O cobrador, meu Deus – aqui até o motorista não vê “game”, pois este me dirige da sua posição original! O cobrador, cantarola e paparica o cliente até tê-lo, porém depois: grita, esperneia, dobra, empacota, o máximo de queridos passageiros, pois devem levar à receita ao Patrão. Não a receita do hospital, ou do bolo da vovó, à das quantidades vezes o preço unitário. Eles nem querem saber de lucros, o seu negócio é à receita. Ter dinheiro trocado, é a sua exigência, na matina, ai de ti… E ele pode ficar com os teus trocos, se forem um, ou dois meticais, mas ai de ti…

¬ Estás a reclamar muito por causa de um metical, hawena!l – mas não aceitam que viajes dentro de mim, sem um metical a menos. Passageiro, 4 – 4, vamos embora, aí: 5-5, tem mais espaço, kwela!

Não passo próximo à inspecção de viaturas, suborno à patrulha, na verdade o motorista é quem o faz, quando os “Chefes” nos param, e dizem que estamos ilegais (têm sempre um argumento para essa tese), mas um cinquetinha entre à carta de condução e o medo de perder o pão, safam-nos, a nós e aos “bufos-famintos”. Quando os barrigudos nos abusam, nós entramos em greve, e lixamos o Povo. O Zé-Povinho perdeu emprego, quando entramos em greve, por justa causa, e ninguém sabe como morre-de-fome a sua família. Talvez, eu disse talvez, com as descobertas do petróleo, os preços dos combustíveis sejam mais acessíveis para os outros, disso não duvido, que haverá greves, subornos, agitação, não duvides, tu.

Há vezes que temos que fugir “das estradas nos buracos, ou dos buracos nas estradas”, e cumprir a jorna de trabalho com os ziguezagues, das 04:30 da matina às 19:00 horas da noite (e os chapeiros e cobradores voltam de chapa para à casa), sem lubrificarem-me e sem descanso. Eles (o “chapeiro” e o cobrador) não se alimentarem devidamente, mas com algum zelo, cumprimos com a missão de transportar os cidadãos, as suas vidas e cargas, de um ponto ao outro, na capital da pérola do petróleo e dos recursos naturais. Mas por qualquer obséquio os passageiros gritam, nos esperneiam, não nos respeitam, mas pedem alguns “toques” em locais inapropriados, egoístas, e nos damos, quando podemos – mesmo que cortemos as prioridades alheias, andemos nas bermas e passeios, desrespeitando toda sorte de sinalização e regras de trânsito, os fins quase que justificam os meios (será?).

Por essas e outras razões que os chapeiros são os meus heróis, pois levam e trazem homens, crianças, velhos, mães, e pais, e outros, dos pontos de partida aos pontos de destino – quando o fazem com prudência e zelo. E graças a nós, vocês vão e voltam dos locais de trabalho à casa, e conseguem alimentar às vossas famílias e cuidá-las. E à tarefa nobre de cuidar de vidas, só pode ser conferidas à heróis, mas não perfeitos, esses são os meus heróis, os que fazem bem o seu trabalho, termino assim a minha confissão e já oiço:

– Baixou-baixa, Xipamanine, Museu, Laulane, Matendene, Machava…. E outra sorte de gritos de invocação de passageiros, até aos cíclicos acontecimentos.

Seis dicas para ser magnífico em qualquer coisa [1]

Anders Ericsson escreveu que não é o talento inato que determina o quão bom nós nos tornamos em algo, mas antes o quão duro estamos dispostos a trabalhar – o que ele chama de “trabalho deliberado”. Vários investigadores concordam que 10000 horas de exercício constituem o mínimo necessário para alcançar a superioridade em qualquer domínio complexo. Na verdade isso sugere que nós temos a total capacidade de influenciar os nossos próprios resultados. Mas isso também é assustador. Um dos principais resultados de Ericsson assume que a prática não só é o ingrediente mais importante para se alcançar a excelência mas também é o mais difícil e o menos intrinsecamente agradável.

Se tencionar ser realmente bom em algo, isso vai envolver o abandono da sua “zona de conforto”, como também a frustração, luta, os retrocessos e fracassos. Esta é a verdade contanto que você queira continuar a melhorar, ou até mesmo manter um nível alto de excelência. O prémio é que ser realmente bom a algo – fruto do seu próprio trabalho duro – pode ser imensamente satisfatório.

Aqui estão, então, as seis dicas para alcançar a excelência (que eu ainda adopto, claro):

1. Siga aquilo que ama. A paixão é um motivador incrível. Abastece o foco, a flexibilidade e perseverança.

2. Faça o trabalho mais duro primeiro. Todos nós instintivamente nos deslocámos para junto do prazer e para longe da dor. Faça o difícil trabalho de prática pelas manhãs, antes de fazer qualquer outra coisa, isso porque muitos de nós ainda tem muita energia e menos distrações.

3. Pratique intensamente, sem interrupção durante períodos curtos de não mais do que 90 minutos, seguindo-se um intervalo. Noventa minutos parece ser a quantidade máxima de tempo que nós podemos manter o nível de concentração em qualquer actividade.

4. Busque a avaliação de um especialista, periodicamente. Quanto mais simples e precisa a avaliação for, mais capaz estará para fazer arranjos. Relembre-se, períodos de avaliação excessiva podem criar sobrecarga cognitiva, aumento de ansiedade e interferir com a aprendizagem.

5. Faça intervalos de renovação regulares. O descanso depois de um intenso esforço não só provê uma oportunidade para rejuvenescer mas também para metabolizar e estabelecer o aprendizado. É também durante o descanso que o hemisfério direito fica mais dominante, que pode conduzir a inovações criativas.

6. Ritualize o exercício. A vontade e a disciplina são avaliadas de modo selvagem. Como o investigador Roy Baumeister descobriu, nenhum de nós tem muito disto. O melhor modo para assegurar que fará as tarefas difíceis é construir rituais – específicos, períodos invioláveis aos quais você os faz, de forma que com o passar do tempo você os faça sem ter que desperdiçar energia a pensar neles.


[1] Adaptado e traduzido por Pedro Pereira Lopes do original “Six Keys to Being Excellent at Anything”, da autoria de Tony Schwartz, publicado no dia 24 de Agosto 2010. Texto disponível em http://blogs.hbr.org/2010/08/six-keys-to-being-excellent-at.

Carta aberta a José Eduardo dos Santos – William Tonet

Hoje tenho mais certezas do que dúvidas e sinto-me envergonhado por saber que o mais alto magistrado do país, o senhor Presidente da República de Angola, montou uma máquina impiedosa que tudo faz para inventar, prejudicar, prender e, pouco falta, para assassinar por pensar diferente, como tem acontecido com outros angolanos.

É quase uma obsessão mental, um temor, um grande receio em relação à minha pessoa. “É William fez, é William não fez, é William comunicado, é muita oficialidade e propaganda sem necessidade, e isso porque não faço parte do grupo de corruptos e delapidadores do erário público”.

Senhor Presidente, a perseguição feita pelo regime por si capitaneado, não pauta pela lisura nem pela honradez, recorre amiúde, sem a menor sombra de escrúpulos, a métodos que frisam a ilegalidade e apenas são aceites por não haver equidade que valha em certos meios jurídicos ligados ao partido no poder e à sua pessoa, enquanto presidente de Angola, que se posiciona, apenas como sendo presidente dos angolanos do MPLA&CIA, o que resulta numa persistente mostra de senilidade, sem sentido nem juízo.

Desde calúnias de fuga ao fisco a prisões arbitrárias, passando pelo roubo de computadores do F8, comunicados despropositados e mentirosos do bureau político do MPLA/JES, mais a retirada da carteira profissional e agora a tentativa de anulação do diploma, tudo é feito para me combater e desacreditar através de métodos “pidescos” e lamacentos.

Senhor Presidente, quanto ao diploma, desde já uma prenda de Natal; ofereço-lhe o papel, porquanto o verdadeiro, alojado no meu “disco duro mental,” é marca registada que tanto atemoriza o seu regime e está livre de confisco.

Senhor Presidente, longe de qualquer petulância, só pessoas mal formadas, mesquinhas e incompetentes podem agir de forma tão saloia. Eu não me formei a cabular, nem encomendei teses de mestrado e doutoramento, logo, confio na competência jurídico-profissional, não precisando por isso de bajular nem de cartão de comité de especialidade de partido político, para trabalhar em Angola ou no mundo. Exemplos, para quê? Pode crer, o facto de o seu regime cancelar todos os meus títulos e documentos é como chover no molhado, pois numa nova Angola que havemos de ter, talvez a breve trecho, o quadro será diferente, haverá maior justiça, democracia para todos, paz verdadeira na prática e o fim da discriminação contra quem pense diferente.

Senhor Presidente, a perseguição contra mim não é mera coincidência e como tal, deveria envergonhar os seus actores, enquanto projecto demoníaco, só possível em ditaduras com dirigentes intolerantes e sem verticalidade.

Senhor Presidente, admito e aceito a fidelidade dos algozes ao seu serviço, USP/UGP, sem preguiça, os agentes do SINSE (Segurança do Estado), cumpridores cegos ou a DNIC, detentores de esquadrões da morte segundo o Supremo Tribunal Militar, cravarem o meu corpo de balas no Campo da Revolução (como fizeram ao nacionalista do MPLA, Sotto Mayor, sem ter cometido crime algum) ou na Fortaleza São Miguel (onde assassinaram Nito Alves, sem julgamento). Experiência para isso não falta do lado executor, ela está à mão de semear…

Senhor Presidente, acredite, até tinha uma certa admiração por si, como pessoa, e sentia-me confortado, talvez, ingenuamente, por o considerar a suprema instituição da isenção, democracia, imparcialidade e justiça. Enganei-me!

Senhor Presidente, a minha pessoa atemoriza-o tanto ao ponto de lhe tirar o sono? Olhe que são muitas as situações de ilegalidade contra um cidadão, demais os indícios de maldade, má-fé e discriminação. Ainda que diga o contrário é isso que acontece, a justiça está do avesso, e subvertida está a sua natureza, pois não parte do crime para o autor, mas sim do autor para o crime.

Senhor Presidente, com todas estas e outras situações, a reputação de Angola, como país soberano mas dependente do petróleo, está a arrastar-se nas ruas da amargura. Com efeito, quem pode acreditar num país ou num governo que não respeita sequer os acordos académicos? Ninguém!

Os diplomatas e empresários estrangeiros, mesmo sabendo como é fácil fazer dinheiro pelo recurso a uma certa corrupção de Estado, hesitam em investir na nossa Angola, porque o país está eivado da perfídia que reina nas relações de negócios onde a lei muda quando mais convém e transforma o que é legal em ilegal.

Senhor Presidente, os esbirros do ministro do Ensino Superior, Adão do Nascimento, ao invalidar o acordo assinado entre a AWU e a UAN, bem como todos os documentos académicos que atestam a conclusão da formação graduada e pós-graduada na American World University, apenas demonstraram e puseram a nu o desnorte governativo e a sua demoníaca maneira de pensar política. Quem age de forma cega, corre o risco de tanta bestialidade, que facilmente se questiona a sua capacidade, para tão nobre empreitada.

Senhor Presidente, acredite no que lhe vou dizer: precisa urgentemente de um ministro de Ensino Superior com mais competência e visão, mas se for para premiar a incompetência, peço perdão, este serve-lhe perfeitamente, tanto mais que, tendo sido um dos governantes mais indisciplinados enquanto secretário de Estado da Ciência e Tecnologia, ao ponto de não respeitar a ministra (coincidentemente, esposa do director de gabinete do presidente do MPLA), foi premiado… Ora, na realidade, quem age com irresponsabilidade, marginalizando a lei, não pode garantir um ensino superior de excelência, nem uma imagem séria do governo, ao agir por emoções partidocratas.

Senhor Presidente, nesta passada discriminatória de, recorrentemente, serem marginalizados homens competentes pela simples razão de não pensarem como os bajuladores do templo, azo é dado aos augúrios de retaliações violentas, o que muito provavelmente mais cedo ou mais tarde acabará por acontecer, se nada for feito.

Senhor Presidente, a incoerência desta quadrilha de teólogos políticos, levou-os, pouco mais ou menos, a dar um arroto de ilegalidade que se transformou em borrada fedorenta que envergonha o nosso país pois o resultado da sua estupidez redundou na apresentação formal de uma prova límpida e indesmentível de que a anulação compulsiva da validade do diploma de Mestrado de William Tonet e suspensão da carteira de advogado, sentença lavrada pelo procurador adjunto da República, no decorrer do julgamento do “Caso Quim Ribeiro”, de quem eu era um dos advogados, não era anulação nenhuma, e que, portanto, a minha expulsão da defesa era totalmente ilegal, pois não sendo possível anular o que foi antes anulado, o meu diploma era válido nessa altura! Vergonha, perfídia, maquiavélica destilação de ódio!

E hoje, Senhor Presidente, pergunto-me como é que um ministério do Ensino Superior não tem juristas capazes de evitarem esta borrada jurídica? Felizmente esta não é a visão do verdadeiro MPLA, pese o partido ser refém de JES. O MPLA que conhecemos, no passado, tinha mais lisura, cumpria acordos, envergonhava menos os seus militantes. Goste-se ou não, a verdade é que a decisão actual desta anulação peca por defeito, pois enquanto simples decisão, não pode sem fundamentação anular vínculos anteriores. Isso é de lei, mesmo se sabendo ser este Governo avesso à lei e à própria Constituição por si próprio lavrada.

Senhor Presidente, ao caucionar toda esta perseguição, enquanto Presidente de Angola, está a permitir que se vá longe demais na maldade e no desrespeito aos angolanos de boa-fé. O senhor converte-me em seu principal inimigo, como se não tivesse mais nada com que se preocupar, a nível do país e familiar, principalmente, enquanto pai e avó.

Senhor Presidente, dedique o seu tempo, não a perseguir um cidadão, mas ao bem-estar dos angolanos, à consolidação da paz, mas na pratica diária e não no verbo inócuo. Deixe, ao menos, um legado ao país, para não ser lembrado apenas como anti-democrata, discriminador e insensível para com os que pensavam diferente de si.

Senhor Presidente, construa, nestes últimos tempos, uma imagem de verdadeiro patriota, não uma imagem próxima do imperador César, mas de Martin Luther King. Será demais? Talvez, mas ao menos tenha um sonho. Ouse, ao menos, sonhar reconciliar os angolanos, todos sem excepção, num dia em que os angolanos do MPLA, os angolanos da UNITA, os angolanos da CASA CE, os angolanos do PRS, os angolanos da FNLA, os angolanos do BD e PP, todos os angolanos possam manifestar-se livremente, sem os bastões e balas assassinas.

Senhor Presidente, sonhe afastar a política de perseguição, de humilhação de prisões injustas e de assassinatos, cometidos por quem tem a sua bênção.

Senhor Presidente, não preciso de lhe implorar nada, pela plena consciência de o próximo passo dos seus homens ser a retirada do Bilhete de Identidade, sob alegação de não ser angolano, pois não se contentam em despojar-me vingativamente de tudo. Mas desde já lhe digo, farei resistência, manifestar-me-ei contra a renovação do actual, BI por ser partidário, contém as imagens de Agostinho Neto e José Eduardo dos Santos, sem qualquer tipo de referendo popular.

Senhor Presidente, vou confessar-lhe, não tenho ódio contra si, mas pena, por estar tão mal rodeado e desguarnecido em relação ao futuro. Mas ainda assim, tenha de mim a certeza que, não sendo possível ao seu governo retirar o meu “disco duro mental”, os meus conhecimentos jurídicos, um dia, quem sabe, numa nova Angola sem discriminação eu ainda lhe possa defendê-lo, a si e, ou, aos seus, como advogado, por lhe fugirem os que hoje tanto o bajulam e o ajudam a errar.

Senhor Presidente, a missão de um governo não pode reduzir-se a credibilizar a incompetência como norma de gestão e promotora da violência extrema, dos julgamentos forjados e dos assassinatos de inocentes, é mais que tempo de provar, nesta altura, em que o país tanto precisa de quadros qualificados, nada justifica prescindir dos angolanos competentes através do estratagema de fuzilamentos selectivos, como aconteceu com o matemático, Mfulumpinga Landu Victor ou com o jovem engenheiro de construção civil, Hilbert Ganga.

Hoje matar um ser humano é tão fácil e normal, pelo ruído (in)justificativo da corte de bajuladores do templo, que se divertem com a morte dos angolanos de “segunda categoria” (os que não são do MPLA), abrindo garrafas de champanhe, debitando argumentos esfarrapados.

Senhor Presidente, em nome de Deus, pare com a sua perseguição inútil, pois não lhe devo nada, já o inverso não é verdadeiro. Trabalhei honestamente para o seu gabinete em 1991/1992, mas o senhor não paga, nem restitui os bens perdidos, tudo para eu vegetar à fome e depois rastejar até si, para ser humilhado com migalhas, inferiores às que são deitadas aos vossos cães. Pergunte a José Leitão, Helder Vieira Dias, Fernando Garcia Miala, ao ex-ministro das Finanças, Pedro de Morais e até mesmo ao actual ministro das Finanças, numa altura em que era director nacional do Tesouro.

Finalmente, senhor Presidente, já que me retirou quase tudo, colocou a sua guarda pretoriana, os seus juízes, o seu ministério público, a sua ordem de advogados e a sua imprensa a forjar e a inventar coisas sobre mim, sem direito ao contraditório, mais nada mais lhe resta, senão, como atrás verti, retirar-me a vida, Mas ao menos, diga-me o dia e a hora, para eu poder ver de pé os meus cobardes algozes.

Chefe Indígena
William Tonet

MC Roger no Programa Tudo é Possível

Este vídeo mostra a época de ouro do cantor moçambicano MC Roger, quando fez várias participações em programas de televisão brasileiros. Neste vídeo, MC canta Patrão no Tudo é Possível, na época apresentado por Eliana.

Pintura realística de Morgan Freeman feita com os dedos

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Acredite ou não, essa imagem de Morgan Freeman não é uma foto – é uma pintura a dedo. O “artista do dedo”  do Reino Unido, Kyle Lambert faz retratos extraordinários e realísticos de astros de Hollywood no seu iPad.

Lambert, que é pintor e ilustrador, usa um iPad Air e o aplicativo Procreate nos seus trabalho. Este retrato de Morgan Freeman foi elaborado com base numa fotografia, mas o vídeo mostra que Lambert recriou inteiramente através de seu próprio talento artístico. Apesar da curta duração do vídeo, o retrato tomou de Lambert mais de 200 horas e 285 mil pinceladas para ser concluído. Veja o vídeo:

I Love You

I Love You é um curta-metragem moçambicano de 2007 , dirigido, e escrito e produzido por Rogério Manjate. O filme conta a história de Madala, um menino de 11 anos de idade que descobriu que sua vizinho amada, Josefina, é uma prostituta.

Elenco

Marilia Nuvunga como Josefina
Seane Jussefa como Madala

Assista Online

Quando descobri que Justin Bieber é Homem…

Este jovem pedreiro teve uma reacção inesperada quando descobriu que o astro Justin Bieber é afinal do sexo masculino. Veja o vídeo:

Um homem que não é homem

  • Você não vai controlar sua família com violência física ou psicológica.
  • Você não tem o direito de definir como a sua parceira deve se comportar só porque a casa é sua.
  • Você não é macho, poderoso e nem é chefe da família.
  • Você não é “consumidor sexual”  da sua parceira.
  • A culpa não é do alcool e nem do stress, a culpa é sua.

Não há nada que justifique a violência contra quem quer que seja. Como você tem a coragem de agredir aquela a quem deveria  proteger com a sua vida?

Australiana faz tricô com novelo de lã inserido na vagina

Uma australiana está a causar muita polémica por todo mundo ao realizar uma performance numa galeria de arte na qual ela tricota uma peça a partir de uma bola de lã inserida em sua vagina, veja o vídeo e entenda!

Morre Saquina Cassamo

Morreu a locutora moçambicana Saquina Cassamo, em consequência do  despenhamento do voo das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) numa zona remota na fronteira entre o Botswana e a Namíbia. Todos os 27 passageiros e seis tripulantes perderam a vida, segundo informações concedidas ao governo moçambicano pelas autoridades da Namíbia.

Embora não haja confirmação da presença da locutora no voo por parte das autoridades, familiares, amigos e fãs já lamentam o calar de uma voz querida da rádio.

Noites de Maputo #6

Pandza Festival
Performance no festival do Pandza (Foto: Capela)

E aqui vai mais um episódio das Noites de Maputo, ainda na mostrando alguns cliques do Festival do Pandza. Bundas foram um prato forte no evento.

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