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Fotos de Paulina Chiziane

Paulina Chiziane ou “Poulli” é a nossa estrela de hoje… Sinto como se esta escritora tenha levado tempo demais para chegar ao nosso portal. Afinal de contas estamos a falar de um nome que já entrou para a história da literatura moçambicana. Até quem não gosta muito de ler, já ficou tentado a viajar pelas tramas hilariantes que as pessoas tanto falam.

A escrita de Chiziane tem sido muitas vezes definida como política e feminista. Para Paulina, a escrita é uma missão. É uma maneira de expressar as dificuldades que as mulheres encontram quando confrontadas com a heterogeneidade das tradições culturais moçambicanas e os sistemas legais e administrativos recém-desenvolvidos. A escrita de Chiziane aborda muito as diferenças regionais em aspectos culturais e políticas das relações de género. Recentemente Paulina fugiu um pouco do género que a tornou célebre ao publicar uma espécie de autobiografia, com enfoque a um momento da sua vida em que enfrentava dificuldades.

Este não é um artigo bibliográfico sobre a escritora, por isso vamos parar por aqui e o nosso discurso continuará em forma de fotos tiradas aos longos dos anos, em vários cantos do mundo, o que mostra o quão querida é a nossa escritora nos quatro cantos do mundo.

Galeria de Fotos de Paulina Chiziane

 Fotos de Paulina Chiziane

Paulina Chiziane sorrindo

Paulina Chiziane escritora

Paulina Chiziane moçambicana

Paulina Chiziane romancista

Poulli

Fotos de Paulina Chiziane

Paulina Chiziane livro

Chiziane

Paulina Chiziane livro

Paulina

Esta é a nossa homenagem a esta mulher que tem dado um enorme contributo à literatura moçambicana, são muitos os jovens escritores que se espelham na mamá Chiziane,  em nome da dos amantes da Cultura Moçambicana, esta foi a forma que encontramos de dizer Obrigado! 

Créditos e Agradecimentos das fotos:

Otávio Sousa, Cronopios, Rafael Medeiros, Exclusiva!BR, Luzerner Zeitung, Revista Macau, Tv Camaguey, Ponto Final Macau, A Verdade Brasil

Calções de Capulana

Calções de Capulana são apenas mais uma das várias coisas que nós podemos fazer com este precioso tecido moçambicano, aliás, roupa é apenas uma das várias coisas que podemos fazer com a capulana, nós já mostramos vários modelos belíssimos de vestidos feitos de capulana, mostramos calças feitas de capulana e recentemente publicamos uma galeria de fotos com camisas feitas de capulana, que podem lhe dar um pouco de inspiração na hora de vestir à maneira moçambicana.

Continuando a nossa viagem pelo mundo da moda com a capulana, nós preparamos alguns modelos interessantes de calções feitos de capulana (shorts), tanto para mulheres  quanto para homens, infelizmente desta vez não poderei dizer que são ideais para todas as ocasiões :-D, mas tenho a certeza que vai encontrar um que faça o seu estilo e que dê para usar à vontade.

Calções de Capulana Para Homens

Quando eu nasci, não era muito comum ver mulheres usando calções, o que me fez ter certeza que esse tipo de vestuário foi feito apenas para os homens, os temos mudaram e eu já não penso assim, mas vamos respeitar a cronologia da moda e vamos começar mostrando alguns modelos interessantes de calções de capulana para homens.

Calções de Capulana

Shorts de capulana para homens - Verde e fogo

Calções de Capulana para homens - clássicos

Shorts de capulana para homens - modernos

Calções de Capulana para homens - amarelos

Calções de Capulana Para Mulheres

Enquanto que os modelos para os homens não têm muitas variações notáveis, modelos de shorts para as mulheres variam e cada uma agrada a um certo tipo de mulheres. Por saber que mulheres de todo o mundo verão esta apresentação, eu trouxe uma variedade de shorts para poder atingir a maioria. Eu tenho dúvidas de que sairá daqui sem um modelo preferido!

São 10 fotos seleccionadas a pensar nas mais ousadas, mais dois dos modelos vão cair nas graças das discretas :-).

Calções de Capulana Para Mulheres

Calções de Capulana Para Mulheres amerelos

Calções de Capulana Para Mulheres discretos

Shorts de capulana

Shorts de capulana para mulheres

Shorts de capulana para mulheres - conjunto azul

Shortinhos de capulana

Shortinhos de capulana para mulheres

Shortinhos de capulana curtos

Shortinhos de capulana azuis

 

É verdade que eu separei os calções para homens e mulheres, mas está evidente de que há alguns modelos que ficam muito bem em qualquer sexo, que isso fique a critério do seu bom gosto.

Meus amigos Moz Maníacos, a minha apresentação termina aqui, estaremos juntos em breve para mais uma sugestão de moda moçambicana. Não se atreva a sair daqui sem deixar um comentário! :-D

 

Créditos das Imagens:

Cia Afrique, Dupsies, Etsy, Face 2 Face Africa, Fashion Bomb Daily, Fashion Istactivista, Muloves Fashion, One Nigerian Boy, Polyvore, The Fader e US Trendy.

Noites de Maputo #3

Muita coisa acontece quando o sol se vai em Maputo. Quando a sua parceira diz que vai dançar com as amigas, apenas certifique-se de que ela não tem um conceito diferente de dança como vemos nesta foto.

Noites de Maputo #3
Este é mais um episódio das noites de Maputo…

De Catembe a Maputo (A Realidade)

Um número considerável de pessoas residentes na Catembe trabalha e estuda em Maputo e vice-versa. Todos os dias na hora de ponta, vê-se gente de todas idades a tentar atravessar para o outro lado da margem. O bom disso tudo é que não há congestionamento no mar e a distância é razoavelmente pequena, se compararmos a distância que algumas populações percorrem só para ter um galãozinho de água.

Excepto nas horas de Pico, atravessar para o outro lado é bem divertido e tem diversas opções. Há quem prefere ir do Barco maior ou dos barquinhos (chamam Mapapai), cá para mim  tanto faz e curto sempre que faço.

Do lado da Catembe a praia é bem limpinha e tem bons restaurantes, recomendáveis para comer um bom marisco.

De Catembe a Maputo (A Realidade)

De Catembe a Maputo

De Catembe a Maputo

De Catembe a Maputo

Mas como eu havia dito, a travessia Maputo/Catembe só é divertida fora das horas de pico… Atravessar para o outro lado da margem nem sempre é fácil.

Vamos acompanhar algumas fotos da ginástica que os nossos irmãos têm que fazer para poderem chegar aos seus destinos em segurança…

A realidade sobre a travessia Maputo – Catembe e vice-versa

A realidade sobre a travessia Maputo

A realidade sobre a travessia Maputo

Barco Catembe

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Barco Catembe

Barcos Catembe

Barco Catembe

Como Esconder Suas Impressões Digitais

Impressao Digital
Foto: danandhillary.blogspot.com

As impressões digitais já causaram muitos problemas a muita gente, não é mesmo?

Os filmes estão cheios de manhas que os agentes secretos e espiões usam para remover suas impressões digitais. Estas personagens têm usado desde ácidos e enxertos de pele a dispositivos tecnológicos que eliminam suas impressões digitaus. Se você quer evitar deixar impressões digitais sem a necessidade de usar luvas, não existe método muito mais fácil do que usar látex líquido. Não tente usar esta técnica para cometer crimes, no entanto. Você sempre vai deixar para trás evidências de DNA que podem ser usadas para condená-lo.

A verdade é que aqui em Moçambique essa tecnologia toda de impressões digitais não faz muita diferença, muito menos evidencias de DNA. Por isso eu fico aqui a pensar: Porque é que você iria querer saber disso?

Assumindo que você é apenas um curioso, eu vou deixar aqui algumas dicas para evitar que suas impressões digitais fiquem onde não devem.

Como Evitar Deixar Impressões Digitais

1. Pincele uma camada fina de látex líquido sobre as pontas dos seus dedos.

2. Deixe o latex secar. Se preferir, use um secador de cabelo para acelerar o processo, ou apenas deixe-o secar por conta própria.

3. Adicione camadas adicionais do latex. Deixe cada camada secar antes de aplicar a próxima, até que suas impressões digitais fiquem competamente escondidas.

4. Polvilhe os dedos com pó de talco para evitar que os dedos colem uns nos outros.

Dicas

Depois de fazer o que queria fazer, simplesmente remova o latex dos seus dedos.

Pode também usar cola tudo para o mesmo fim. É até vantajoso, porque como é difícil remover, você aproveita e tira a pele toda de uma vez, resolvendo o seu problema com impressões digitais definitivamente:-D

Polícia da República de Moçambique “de Prontidão”!

Eu fico aqui imaginado: Se a polícia de república de Moçambique decidir também reclamar por melhores condições, que tipo de greve os homens da lei podem fazer?

Se eu disser que vão deixar de trabalhar, muita gente vai perguntar: Eles trabalham agora?

Isto é complicado, é preciso criar condições mínimas para as pessoas realizarem seu trabalho. Eu lembro que nos anos noventa a polícia moçambicana era respeitada e até temida, já hoje:

  • Os bandidos já tem uma instituição fixa onde alugam armas e uniformes
  • Já sabemos que podemos fazer e desfazer, bastam 100 meticais para sairmos impunes

prm-descanso
policia-de-moz

prm-moz

Se Não Há Condições de Trabalho, Como Pode Haver Segurança Pública?

Esta é uma história conhecida pessoal… Só precisávamos deste material para contar… É um assunto profundo e eu convido todos ao debate.

Júlia Duarte Está Grávida

Júlia Duarte foto

Mais uma cantora moçambicana vai brevemente entrar para o clube das mães neste ano. Júlia Duarte está gravida de alguns meses do seu primeiro filho, segundo informações do programa Whatsaap da Top TV.

A cantora beirence (que faz parte da lista das artistas mais bonitas de Moçambique em 2012), ganhou certa notoriedade ao participar do reality show musical Fama Show, da STV, tendo mais tarde começado carreira profissional como cantora ao lado da Didácia. O pico do sucesso chegou com All I Need, música que é hoje uma das mais conhecidas da cantora e que a consolidou como intérprete de Zouk.

Nada se sabe sobre o pai da criança, uma vez que a cantora nunca apareceu acompanhada por ninguém publicamente, mas especulações não faltam.

Confissão: A Esposa do Bernabeu

– Padre, eu vim me confessar…
– O que aconteceu, meu filho?
– Eu comi a espo..
– Olhe a linguagem…
– Eu dormi com a esposa do Bernabeu…
– Do Bernabeu, aquela lindona? Ops , Bernabeu o pugilista humilde?
– Sim senhor Padre, eu não me segurei…
– Você estava ciente do pecado?
– Não senhor Padre, eu julguei que estivesse a sonhar, uma mulher daquelas olhando pra mim? Era como um sonho…
– Opa, está perdoado meu filho, mas terá que me desembolsar 2 mil meticais para que eu guarde o segredo!
– Que absurdo senhor padre, dentro da igreja? Eu não tenho coragem de fazer isso em um lugar desses.
– Que nada meu filho, faça como fez no sonho… finja que esta sonhando!

Momentos Insólitos na Avenida Marginal

Quem já passou por Maputo, certamente conhece a avenida da Marginal. É um lugar onde acontece de tudo (digo tudo mesmo). Desde pequenos convívios até “tchilings” frenéticos. Quem estiver com vontade de perder dinheiro ou alguma outra coisa, vai a aquele local, quem quer ter minutos de reflexão (como se isso fosse possível) também. Até quem quer tirar a sua vida vai para lá.

As imagens a seguir falam por si…

avenida-margina-costa-do-sol-1

Briga na Avenida Marginal

Louco na Avenida Marginal

Coisas da Avenida Marginal

Vergonha na Avenida Marginal

Bébados na Avenida Marginal

Lixo na Avenida Marginal

Mais Lixo na Avenida Marginal

Mais Vergonha na Avenida Marginal

Momentos Insólitos na Avenida Marginal

Créditos: Feling Capela  (Fotos)

12 Motivos Pelos Quais Muitos Homens Não Gostam de Ti

Esta é uma reflexão válida para muitas mulheres, algumas situações também aplicam-se aos homens. Deve ter em conta que esta é uma leitura recomendada para quem pensa num relacionamento sério e com futuro. Se está só a curtir a vida, este artigo vai lhe parecer sem sentido.

  • Alguma vez já parou para pensar profundamente (e sinceramente) sobre as razões pelas quais ele te dispensou?
  • Ou porque simplesmente ele parece não gostar de si?
  • Porque ele não demonstra todo o seu amor?
  • Porque será que ele mudou tão dependente?
  • Porque os homens não têm interesse em si?
  • Porque permanece solteira por tanto tempo?

Não irei falar de coisas abstractas e bonitinhas aqui, vou olhar para aspectos que realmente fazem as mulheres não merecerem muita admiração por parte dos homens.

1 – Você mente demais

Os homens não são estúpidos. Eles conseguem perceber quando estão a ser enganados. Não tente esconder quem é. Porque precisa apresentar uma imagem que não é sua? Se for verdadeira e mesmo assim ele gostar de si, o caminho para uma relação saudável está aberto. Não se pode enganar alguém para sempre e quando a verdade vier à tona, ele nunca mais vai confiar em si de novo.  Isto é o básico.

2 – Você não valoriza as pequenas coisas que ele faz por ti

Alguns rapazes têm dificuldades de expressar seus sentimentos, mas eles tentam à sua própria maneira. Às vezes é algo tão insignificante quanto comprar uma uma barra de chocolate por saber que você vai gostar. Muitas vezes um acto como este passa despercebido, se um homem tenta mostrar que lembra-se de si e você não nota, ele vai pensar que você não se importa ou não o ama. Aprecie seus esforços por favor.

3 – Muitas ligações e mensagens de texto

Poderíamos acrescentar o chat e as notificações push aqui. Homens gostam de se sentir importantes. Se você fica ao telefone o todo tempo, eles vão sentir a distância e tomarão isso como desprezo. A solução é desligar o telefone no momento em que estiver com ele e dar toda a sua atenção ao parceiro. SMS? Chat? Isso pode esperar…

4 – Só TchilarMulheres no Txiling

Todos gostam de se divertir,  mas também gostam de relaxar. Se você é daquelas pessoas que frequenta bares e discotecas três vezes por semana, em pouco tempo o seu parceiro vai cansar disso. A não ser que ele esteja só a curtir consigo (e com a sua cara), evite isso, porque ele não vai gostar mesmo. Insistir com essa rotina e esperar um relacionamento duradouro é desperdício de tempo, pode até durar muito tempo, mas não vai durar para sempre.

E se você encontrar alguém que não reclama, ele simplesmente vai deixa-la. Se você quiser estar numa relação séria, desista de “noites loucas”  e faça ele desistir também – se for o caso. É possível que uma relação séria comece nesse espaço, mas esteja certo que não vai sobreviver lá. Não entenda mal, estou a falar de moderação, uma conversa despretensiosa sobre isso com o seu parceiro, resolve o problema.

 5 – A Senhora Sabe Tudo?

As mulheres são inteligentes, todos nós sabemos disso, mas algumas mulheres pensam que sabem tudo. Ninguém gosta de uma sabe-tudo. Quando você fica constantemente a tentar provar a um homem que ele está errado, isso vai aborrece-lo (e muito), mesmo que saiba que ele está errado, deixe-o cair no buraco e numa outra ocasião, com mais calma, mostre sua posição.

6 – Não tenha medo de comer

Isto é engraçado, mas consegue ser uma grande chatice. O facto é o que homens gostam de comer. Se você não comer com ele (ou pelo menos na frente dele), você vai fazê-lo se sentir estranho. Não precisa comer um hamburguer e batatas fritas, apenas tome consciência de que comer com o seu namorado não é tão embaraçoso quanto parece.

7 – Independência na medida certa

Se sempre que as coisas azedarem você for pedir ajuda aos seus pais, o seu parceiro vai se afastar. É preciso ser organizada, não fica bem chamar a sua mãe, porque quebrou  uma unha, porque o parceiro não paga as contas como deve ser, esqueceu de deixar o dinheiro do rancho, volta tarde, ou não come a comida que você cozinha…

São estes tipos de pessoas que separam-se logo que surge um problema de verdade, porque nem conseguem lidar com pequenas coisas de rotina.

8 – Você não trabalha mas quer gastar

Nós temos um “stock” desse tipo de mulher. Se você quiser fazer compras durante todo o dia, é melhor ter seu próprio dinheiro para fazê-lo. Homens não gostam de trabalhar para os outros. Conheço muitas mulheres que às vezes, para competir com as outras, compram coisas que nunca vão usar, simplesmente porque não fazem o seu estilo.

É normal que o homem tenha menos roupa do que a mulher (que só fica em casa ou passeia). Como mulher isso pode ser normal, mas muitos homens classificam isso como desperdício e podem um dia fartar-se de ter uma mulher gastadora.

Os homens de mão aberta costumam ter o problema de tratar as mulheres como mercadoria, provavelmente porque a mulher comportou-se como tal. Nós homens fazemos muitas coisas para conquistar uma mulher, muitas delas fazemos com o dinheiro, e onde há investimento, é necessário que haja um retorno. Em alguns casos o resultado serão humilhações e maus tratos.

Sim. É seu direito gozar do que o seu parceiro ganha, mas é preciso ser sensata e compreender que, o dinheiro não é para ser gasto, é para ser gerido, e bem gerido, e se você não trabalha, não seja uma esbanjadora, ajude-o a gerir e conservar o património da melhor forma possível.

Obviamente esta dica não se aplica para os casais que possuem um poço de moedas de ouro.

9 – Você insiste em muda-lo

 Você insiste em muda-lo

A não ser que elas declarem o contrário, as pessoas gostam de ser como são. Cada um escolhe a forma como quer levar a vida. Por exemplo: Se ele veste-se mal, você pode ajudá-lo com esse problema comprando-lhe uma nova camisa, mas não o obrigue a nada. Se ele gosta de usar  jeans, t-shirts e sapatilhas, esse é o seu estilo… Não tente mudá-lo querendo que ele comece a andar de fato e gravata.Você o conheceu assim, então goste dele da forma que ele é. Se você não está feliz com a pessoa, procure alguém que a faça feliz antes de ir mais longe com a relação. E se você só começou a reclamar do estilo de vida dele depois de alguns anos, provavelmente foi você quem mudou.

10 – Você nunca escolhe os destinos

Quando vocês combinarem um jantar fora, ou uma outra saída a dois, escolha o local onde irão e comprometa-se. Homens não gostam quando a mulher escolhe um lugar e em seguida altera-o. Se você quiser ir a mais de um lugar, há sempre o próximo fim de semana.

11 – O Mundo não está a acabar

Poucas coisas são tão chatas para um homem do que quando um a mulher age como se o mundo estivesse a chegar ao fim, porque seu creme favorito de pele acabou no super mercado, ou apareceu uma borbulha enorme na sua cara. Mesmo que isso signifique muito para si, tente esquecer. Nós homens não olhamos muito para esses detalhes e costumamos “deixar pra lá”.

12 – Aproximar-se demais dos amigos dele

Rapazes não fazem novos amigos com frequência. Os amigos que eles têm são para a vida. Quando você tenta ficar entre um homem e seus amigos, você só estará a criar uma barreira entre vocês dois. Mesmo que as suas intenções sejam as melhores, evite criar cenas desnecessárias de insegurança e ciúmes ao seu parceiro, que muitas das vezes vão culminar com o fim da vossa relação e da amizade cultivada por muitos anos. Não entre em contacto com os amigos dele pelas costas a menos que seja algo importante e relacionado a ele. Converse com eles principalmente quando ele está presente.

Hey! Concorda? Quer acrescentar? Tem uma opinião? COMENTE!

Grande Entrevista a Mia Couto

O escritor moçambicano que mais livros publicou, Mia Couto, acaba de ganhar o Prémio Camões, o mais prestigiado galardão literário da língua portuguesa (em valor pecuniário, 100 mil euros, é idêntico ao Prémio Leya). Tornou-se, semana passada, no segundo laureado moçambicano, depois de José Craveirinha o ter recebido em 1991.

As reacções à distinção ao autor que se evidenciou da poesia ao romance, passando pela crónica e pelo conto, foram várias, surgidas do interior de Moçambique e do exterior, sobretudo nas porções do mundo onde o português é falado. Também foram várias as reacções de Mia Couto, evidenciadas pela satisfação e pela preocupação nesta entrevista ao “Notícias”, que teve que ser breve dado o assédio que desde a manhã de terça-feira estava a ser alvo o autor pela imprensa nacional e estrangeira baseada na capital do país. Deixamos, nesta edição, algumas das linhas desse diálogo com um escritor singular no nosso panorama e que leva uma carreira de 30 anos.

Mia Couto
“Livro não pode ser refém da vontade do mercado”

– Acaba de vencer o maior prémio literário em língua portuguesa. Para além do óbvio sentimento de satisfação, que reacção tem ao facto de estar a ganhar o Prémio Camões, isso tendo em conta que é alguém já habituado aos prémios?

– Devo dizer que seria grave que alguém se habituasse a prémios, porque isso significaria que a pessoa estaria a viver fora do território reservado ao artista, ao criador, que, penso, tem ou deve ter como grande prémio o que faz. Os prémios que tenho recebido trazem-me tudo menos hábito. No caso do escritor, quem deve ser premiado é o livro e não necessariamente o escritor. Essa é a minha filosofia. Mas é também preciso dizer, no que toca a mim e neste caso específico, este prémio é muito particular. É um prémio muito particular na constelação que é o conjunto dos países de língua portuguesa. Fiquei bastante comovido e satisfeito sobretudo porque me recordei bastante do meu próprio pai. Recordei-me o quanto ele está vivo dentro de mim. Sei que ele está satisfeito, porque vivo dentro de mim, pelo facto de aquilo que foi o empenho da vida dele, que foi criar os filhos num ambiente de poesia e de literatura, tem estado a surtir efeito.

– Muitas vezes disse ser um homem de poesia. No entanto, é na prosa que mais se evidencia. Se formos a prestar atenção a muitas actas dos júris que o premiaram muitas vezes há a referência do conjunto da obra ou pela capacidade inventiva ou inovadora na língua, o que, quanto a mim, se evidencia muito na sua prosa. Acha que o poeta que mora em si é ostracizado em favor do prosador?

– Isso é verdade. Bem mesmo! Mas o poeta no sentido geral, não apenas eu. O que eu faço por exemplo na invenção de palavras é uma parte da minha abordagem poética do mundo. Quando se isola isso e se dá um nome específico a isso que para mim faz parte do meu trabalho poético sinto que se não está a dar o nome verdadeiro às coisas. Eu como pessoa acho que há uma certa invisibilidade da poesia, na maneira como se olha para a poesia. Falo isso não só para o meu caso. Por exemplo, os grandes prémios da literatura normalmente são atribuídos a escritores de prosa, aos romancistas e aos demais que trabalham na ficção em prosa, embora possa dizer também, e como tu sabes, há uma tentativa de corrigir isso.

Portanto, há alguma coisa que caminha contra a corrente e faz tornar visível a poesia. Um exemplo disso é este prémio, que premiou o cabo-verdiano (Arménio Vieira, em 2009), que é um poeta. Mas são casos raros. Mas tenho a esperança de ver a poesia reconhecida por toda a sua capacidade criativa no plano linguístico e não só.

– Muitas vezes que falamos de livros levanta-se várias questões. Moçambique tem agora o segundo prémio Camões e vários outros laureados em vários outros prémios; tem havido uma significativa produção literária mas se atentarmos a questões como mercado, políticas para a produção e circulação do livro, etc., veremos que há uma espécie de dar muito e receber pouco panorama…

– Eu penso que alguma coisa tem que ser feita, falando disso, que ultrapassa a vontade das editoras. Não se pode deixar que o assunto livro à vontade do mercado. Não podem ser as leis do mercado a decidirem o destino ou o tratamento do assunto livro. Tem que haver uma aposta política e uma vontade do governo para subsidiar. Gostaria que o Estado se preocupasse muito mais com esta questão. No nosso país a situação do livro é humilhante para o autor, é humilhante para a editora e é humilhante em alguma instância também para o próprio leitor. Acaba-se por mendigar para que a edição do livro possa ficar mais barata ou aceitável e que confesso que não fica aceitável para os moçambicanos. Estive recentemente numa conferência em Nova Iorque e um escritor uruguaio dizia com muita graça que nem é preciso que haja uma repressão política sobre os livros porque só o preço já proíbe que os livros tenham circulação. Esta afirmação encaixa-se à nossa realidade. Isso não é uma coisa que o escritor possa resolver, nem na sua relação contratual com a editora. Tem que haver alguma coisa acima disso, que estabeleça que os livros sejam vistos não como uma mercadoria mas muito acima disso. O governo neste aspecto não se pode demitir de tomar acção, ele é a peça fundamental para que algo mude.

– Acha que Moçambique tem nas condições actuais condições para materializar esse desejo de ver o livro tão barato quanto se pretende e evitar deste modo que as regras do mercado tornem mais dolorida a trajectória que vai da escrita à leitura?

– Eu acho que há coisas que se pode fazer. Na minha opinião primeiro tinha que haver essa declaração aberta ou manifestação de vontade de que queremos chegar lá. Nem esse primeiro passo existe e aceita-se que é assim e que estamos condenados a ficar nesse esquema mercantilista. Mais do que isso vemos uma profunda demissão dos governos que nem sequer tentam dar passos mais ousados na questão do livro. Portanto, há uma desistência à partida para uma luta que mesmo que tenha que ser dura tem que ser travada em prol da nossa sociedade. Já que agora estamos nesta onda de negociarmos coisas porque é que escritores, editores e governo não se sentam e tratem deste assunto tão útil quanto muitas outras utilidades no nosso país. Usando aqui a metáfora (do escritor uruguaio que advoga haver uma repreensão política sobre os livros), há aqui uma guerra que está sendo feita; há aqui uma espécie de impossibilidade de acesso da população ao livro em razão do preço e devemos todos tentar resolver isso.

– É um escritor único no nosso país, pelo número de livros publicados e pela projecção que tem fora de portas. Julgo saber que é de facto o mais bem projectado dos escritores moçambicanos. Como é que encara esse facto, num país que lhe tem como referência mas com muitos outros bons escritores?

– Eu vejo isso com preocupação porque eu não quero, nunca, e tenho feito todo o possível e que esteja ao meu alcance para que as coisas não sejam assim. É verdade que cada escritor quer ser único, do ponto de vista de ser incomparável e não no sentido de querer eliminar os outros. Cada escritor quer ser o único no sentido de que ele cria o seu universo. Escolher o melhor para mim é uma questão estúpida entre os escritores, pois cada um só pode ser julgado por aquilo que é. Há essa parte em todo o lado no mundo e o escritor, o artista gostaria mesmo de ser único. Mas por outro lado sinto que este é um país que tem vários escritores e todos eles são bons, ou não seriam, escritores se não o fossem. Os que já somos ainda somos poucos. Então eu acho que esta preocupação eu tenho e temos que fazer algo para nos afirmarmos cada vez mais no panorama literário nacional e internacional. Há uma coisa que eu sou muito contra, que são os workshops de escrita criativa, mas eu acho que em Moçambique temos que ir esse caminho. Tenho mobilizado colegas meus de escrita para ver se a gente consegue ter essa relação directa com os jovens sem nenhuma instituição que premeie os escritores; juntam-se e criam grupos de trabalho e trabalham com jovens de escolas de maneira que possa ser estimulada essa inventividade criativa.

Mia Couto gostaria de usar o valor do Prémio Camões para desenvolver um projecto que dê “espaço aos jovens escritores moçambicanos”, algo que – considera –, Moçambique não dispõe nesta altura.
“Gostaríamos (ele e os irmãos) muito de poder intervir (…) em áreas junto do livro, dos jovens escritores que não têm espaço”, afirmou o autor durante uma conferência de imprensa em Maputo a propósito do Prémio Camões.

Segundo Mia Couto, “todas as semanas”, algum jovem escritor lhe bate à porta com um “manuscrito para mostrar”, o que lhe causa “muita impressão”, pois revela “uma grande solidão”, uma vez que “essas pessoas” não têm com quem partilhar a “preocupação” do valor da obra.

“Não existe instituição em Moçambique que possa receber esta gente, que possa organizar um momento que é essencial, que é alguém escutar, olhar aquele texto preparado pelo jovem e poder ver se ali há uma potencialidade de alguém que pode ser amanhã um escritor”, disse.

Sobre a importância do Prémio Camões que recebeu para a literatura moçambicana, Mia Couto afirmou ter dúvidas quanto ao seu significado, argumentando que ela “é muito maior que a contribuição de um escritor”, apontando ainda críticas à situação que o país vive neste aspecto.

“Literatura não é produzir livros, é esta dinâmica que anda à volta da escrita literária, que envolve as escolas, as famílias, as bibliotecas, a circulação dos livros. Tudo isso faz uma literatura. Não pensemos que há literatura moçambicana porque há meia dúzia de escritores que têm alguma projecção”, sublinhou.

“Se a política oficial e prática do Governo não a tomar como prioridade, estamos a colocar em risco isso que se chama de literatura moçambicana”, acrescentou.

Sobre o espaço da lusofonia e do seu potencial literário no mundo, Mia Couto entende que é necessário “acertar, dentro da família” de países de expressão portuguesa, “determinadas coisas”, antes de se começar a “pensar num território tão grande, que é o mundo”.

“Se não nos impomos, se não somos capazes de mostrar alguma coisa que tem um valor único, alguma espécie de contribuição inovadora, o mundo não quer saber de nós”, considerou.

“Mesmo nós temos uma posição de grande ambiguidade: às vezes a língua portuguesa é nossa, outras vezes, não é nossa; às vezes, é tida como língua nacional, outras vezes, não”, lamentou.

Entre a ficção e a poesia, Mia Couto soma perto de 30 livros, sendo os títulos “O Último Pé da Sereia”, “O Último Voo do Flamingo”, “Terra Sonâmbula” e “Raiz de Orvalho”, alguns dos mais conhecidos.

O júri da 25.ª edição do Prémio Camões decidiu, semana passada, distinguir Mia Couto pela “vasta obra ficcional, caracterizada pela inovação estilística e pela profunda humanidade”

Foto de mia couto

Prémio para dar espaço a jovens

Mia Couto gostaria de usar o valor do Prémio Camões para desenvolver um projecto que dê “espaço aos jovens escritores moçambicanos”, algo que – considera –, Moçambique não dispõe nesta altura.

“Gostaríamos (ele e os irmãos) muito de poder intervir (…) em áreas junto do livro, dos jovens escritores que não têm espaço”, afirmou o autor durante uma conferência de imprensa em Maputo a propósito do Prémio Camões.

Segundo Mia Couto, “todas as semanas”, algum jovem escritor lhe bate à porta com um “manuscrito para mostrar”, o que lhe causa “muita impressão”, pois revela “uma grande solidão”, uma vez que “essas pessoas” não têm com quem partilhar a “preocupação” do valor da obra.

“Não existe instituição em Moçambique que possa receber esta gente, que possa organizar um momento que é essencial, que é alguém escutar, olhar aquele texto preparado pelo jovem e poder ver se ali há uma potencialidade de alguém que pode ser amanhã um escritor”, disse.

Sobre a importância do Prémio Camões que recebeu para a literatura moçambicana, Mia Couto afirmou ter dúvidas quanto ao seu significado, argumentando que ela “é muito maior que a contribuição de um escritor”, apontando ainda críticas à situação que o país vive neste aspecto.

“Literatura não é produzir livros, é esta dinâmica que anda à volta da escrita literária, que envolve as escolas, as famílias, as bibliotecas, a circulação dos livros. Tudo isso faz uma literatura. Não pensemos que há literatura moçambicana porque há meia dúzia de escritores que têm alguma projecção”, sublinhou.

“Se a política oficial e prática do Governo não a tomar como prioridade, estamos a colocar em risco isso que se chama de literatura moçambicana”, acrescentou.

Sobre o espaço da lusofonia e do seu potencial literário no mundo, Mia Couto entende que é necessário “acertar, dentro da família” de países de expressão portuguesa, “determinadas coisas”, antes de se começar a “pensar num território tão grande, que é o mundo”.

“Se não nos impomos, se não somos capazes de mostrar alguma coisa que tem um valor único, alguma espécie de contribuição inovadora, o mundo não quer saber de nós”, considerou.

“Mesmo nós temos uma posição de grande ambiguidade: às vezes a língua portuguesa é nossa, outras vezes, não é nossa; às vezes, é tida como língua nacional, outras vezes, não”, lamentou.

Entre a ficção e a poesia, Mia Couto soma perto de 30 livros, sendo os títulos “O Último Pé da Sereia”, “O Último Voo do Flamingo”, “Terra Sonâmbula” e “Raiz de Orvalho”, alguns dos mais conhecidos.

O júri da 25.ª edição do Prémio Camões decidiu, semana passada, distinguir Mia Couto pela “vasta obra ficcional, caracterizada pela inovação estilística e pela profunda humanidade”

Palmarés do “Camões”

O PRÉMIO Camões foi criado em 1989 pelos governos de Portugal e Brasil para premiar o mérito literário no contexto dos países de língua portuguesa. Ao longo destes 25 anos Moçambique já foi distinguido por duas vezes, primeiro através do falecido poeta José Craveirinha, em 1991, e agora por Mia Couto. Portugal e Brasil são os que mais coleccionam premiados, com dez distinções.

Angola, embora contabilize dois, contar com apenas um, já que o escritor José Luandino Vieira, em 2006, recusou o prémio. Cabo Verde também conbtabiliza um através de Arménio Vieira, em 2009, enquanto a Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe nao viram qualquer dos seus escritores distinguidos.

Eis a lista dos vencedores do Prémio Camões:

1989 – Miguel Torga, Portugal

1990 – João Cabral de Melo Neto, Brasil

1991 – José Craveirinha, Moçambique

1992 – Vergílio Ferreira, Portugal

1993 – Rachel Queiroz, Brasil

1994 – Jorge Amado, Brasil

1995 – José Saramago, Portugal

1996 – Eduardo Lourenço, Portugal

1997 – Pepetela, Angola

1998 – António Cândido de Mello e Sousa, Brasil

1999 – Sophia de Mello Breyner Andresen, Portugal

2000 – Autran Dourado, Brasil

2001 – Eugénio de Andrade, Portugal

2002 – Maria Velho da Costa, Portugal

2003 – Rubem Fonseca, Brasil

2004 – Agustina Bessa-Luís, Portugal

2005 – Lygia Fagundes Telles, Brasil

2006 – José Luandino Vieira, Portugal/Angola

2007 – António Lobo Antunes, Portugal

2008 – João Ubaldo Ribeiro, Brasil

2009 – Arménio Vieira, Cabo Verde

2010 – Ferreira Gullar, Brasil

2011 – Manuel António Pina, Portugal

2012 – Dalton Trevisan, Brasil

2013 – Mia Couto, Moçambique

Lusa/Notícias

Mudar url (endereço) da Página e do Perfil no Facebook

As páginas do Facebook permitem-nos partilhar ideias, promover negócios e causas com milhares de pessoas em qualquer parte do mundo. Uma das primeiras tarefas a realizar depois de criar uma página e começar a divulga-la, tarefa que torna-se complicada quando temos que sempre fazer copy & past do link da nossa página, pelo facto dele ser muito difícil de fixar.

A pensar nesse problema, o Facebook permite que criemos um nome personalizado para a nossa página (ex: facebook/mozmaniacos). Se ainda não definiu ou pretende alterar o nome da sua página, é chegada a hora…

Mudar o endereço para seu perfil ou página do Facebook é muito simples e com alguns cliques você realiza essa tarefa.

1 – Vá para https://www.facebook.com/username

2 – Escolha o nome de usuário e clique em verificar disponibilidade.

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3 – Verifique se está tudo escrito correctamente e confirme.

Só poderá alterar o nome da página uma vez, depois de definir um, por isso escolha com cautela.

Camisas Lindas de Capulana Para Homens

O tecido da capulana é mesmo incrível! Para além de deixar as mulheres lindas, ainda é possível usar um pouco a criatividade para criar quase todos os tipos de roupa, tanto para mulheres, quanto para os homens. Nesta galeria os trouxemos vários modelos de camisas de capulana, que não ficam a dever nada ás camisas convencionais que todos conhecemos.

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Camisas de Capulana para Crianças

Camisas de Capulana para adultos

Noites de Maputo #2

E quando o sol se põe, a maior parte das pessoas não vê a hora de ir para casa e ficar com a família… Já as outras…

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Gorongosa: Parque Nacional – Guia de Viagem Por Moçambique

O Parque Nacional da Gorongosa situa-se no coração do centro de Moçambique, na província de sofala.

História

O Parque Nacional da Gorongosa foi criado inicialmente para fins de caça, em 1920, pelo então Governador Pery de Linde. Entre 1935 e 1960, ano no qual alcançou o status actual, o Parque assumiu várias formas e tamanhos, com o tamanho máximo de 12.000 quilómetros quadrados em 1956. A dimensão e os limites definitivos foram estabelecidos em 1967. A visitação ao Parque alcançou o seu auge com 12 mil visitantes em 1971. Os anos seguintes foram marcados pelo aumento da instabilidade na região, devido à guerra de libertação que se aproximava das províncias centrais.

Parque Nacional de Gorongosa
Parque Nacional de Gorongosa

Em Dezembro de 1981,  a sede do Parque (Chitengo) foi atacada pela primeira vez pela Renamo. Em 1983, devido ao aumento do número de ataques, o parque foi abandonado e encerrado para os visitantes, por razões de segurança. De 1983 a 1992, o parque foi palco de alguns dos mais pesados ​​combates entre forças da Frelimo e da Renamo, que alternadamente ocuparam o Parque. Foi durante este período que a maioria das mortes de animais selvagens ocorreu. Acredita-se que a segunda onda de matança em massa de animais selvagens no Parque tenha ocorrido após a assinatura do Acordo de Paz (1992 a 1994), quando os caçadores comerciais da Beira e distritos circunvizinhos, pela primeira vez em dez anos, tinham acesso livre ao mato .

Em 1995, inicia um Programa de Emergência para a reabilitação do Parque em 18 meses, financiado pela União Europeia e implementado pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais. O programa conseguiu ocupar com sucesso o Parque e criou uma equipa contra os caçadores furtivos, composta por sessenta guardas. Ocorreu também o processo de desminagem de cerca de 80% das áreas suspeitas e implementados programas de sensibilização da comunidade.

Flora e fauna

Devido à sua localização geográfica, o Parque Nacional da Gorongosa possui os mais variados tipos de habitats na região, e logo, a fauna é diversificada e abundante. Embora a maioria das espécies de mamíferos de grande porte tenha sido severamente reduzida, nenhuma das espécies que existiam antes foi extinta, o que significa que a diversidade de espécies e o habitat ainda estão intactos. Grandes rebanhos de antílopes de diferentes espécies podem ser encontrados no parque. Os leões e elefantes são vistos, mas seus números ainda são baixos para encontros frequentes.

As aves estão em mais de 580 espécies, incluindo espécies endémicas e raridades continuam a ser uma atracão inalterada do Parque.

 

Clima

Parque Nacional da Gorongosa fica fechado durante a estação chuvosa (geralmente Dezembro-Março) A precipitação anual é em torno de 1.000 – 1.400 milímetros por ano. As temperaturas no verão estão numa média de 30-40c com humidade elevada, enquanto os meses de inverno estão em torno de 20 – 30 C.

Como Chegar

Pode-se chegar ao parque através da estrada EN1  de Maputo, e pela EN6 da Beira. Ambas são estradas de alcatrão. Veículos 4×2 ou 4×4 são os únicos que podem ser úteis lá. A LAM e a SA Airlink oferecem vôos regulares para a Beira e os visitantes podem alugar um veículo de uma empresa de aluguer de automóveis respeitável na Beira.

Teoria Geral do Cemitério

Teoria Geral do Cemitério
Teoria Geral do Cemitério

Seus olhos tinham a vermelhidão da desistência, seus punhos já não tinham a intenção de lutar. Estranhava-a, aquela não era a sua esposa. Culpado? Sim, quiçá. Após dez anos de matrimónio, a sua existência tornara-se insípida, e ela – apática –, atrofiava-se numa cadeira, o sol todo, num canto, à sombra.

Mariza fora dona de uma formosura inusitada e graça de todas as mulheres da aldeia: seu hálito era frescura das lagoas, seu corpo era selvagem e perfumado, sua alegria transbordava e, através dos poros, adoçava a sua pele. O himeneu foi a moeda para tê-la só para ele, como propriedade. E ela amava-o, era quinhão de si, e compreendera sozinha, apenas especulando: passaria com ele mais tempo do que com os seus pais. Seria uma filha ingrata, abandonando-os? É o que fazem os filhos, um dia, tarde ou cedo. Assim fizera a sua mãe, tinha chegado o momento dela, e num dia vulgar, os filhos de seus filhos também o fariam.

Vê-la sentada naquele canto, tricotando, manuseando, resmungando fundo sem voz, dias e mais dias, tornavam-no mais amargurado. Qual seria o destino do seu casamento? Seria aquilo casamento? A bola de linha de tricô rolava mais rude que o ponteiro dos minutos, e só ele percebia. Poderia ter interrompido com aquela mania da esposa, mas não o fez, e quando via que as bolas escasseavam, voltava a comprá-las em número, sustentando a paranóia. Deixara o quarto para ela, dormia onde desejava, onde o sono lhe encontrava.

Teoria Geral do Cemitério

Mariza envelhecera vinte anos em dez. Sentia-se só ele estando sempre presente, com excepção de quando estivesse no trabalho, com as mãos sobre o volante da ambulância, socorrendo vidas. Rumbo questionava-se como ele fazia aquilo, “socorrer vidas”, se a vida da esposa fora incapaz de amparar. Mariza não o via, não via ninguém, e quando falava, não era com ele, não era com ninguém. Rumbo imitava-lhe o silêncio, aprendera a imitar-lhe o mutismo. Às vezes dirigia-lhe umas questões vagas, mas não colhia respostas.

Os vizinhos conservavam-se longe da vedação de arbustos, não partilhavam, não conviviam, não saudavam. Nem um «Bom dia!», só um nada! Tinham medo, esclareciam. Nem sequer os pássaros gostavam dos ramalhetes ou das sombras das árvores daquele quintal. Por vezes, no hospital, as pessoas disfarçavam que não o viam, só para evitarem o diálogo, a contaminação da maldição que caíra sobre aquelas duas cabeças. Como está a sua esposa? Ela melhorou? Eram as palavras que Rumbo desejava ouvir e que lhe traziam memórias que ele jamais olvidaria.

A casa estava às escuras, como na maioria das vezes. Apenas sombras e dúvidas inteiravam a espaçosa residência. Trabalhara até tarde, só por gozo, para fugir do hábito, mas assim que entrou, um horror excessivo apossou-se dele e as suas mãos começaram a tremer: ela não chorava. Mariza costumava chorar sempre, um choro miúdo, fino, acanhado e perseverante. Rumbo amava aquele rumorejar de lágrimas, era a única coisa que a infelicidade não lhe roubara, sorria quando ela chorava, mórbido, lunático, mas sorria. Ouvir o gemido choroso da mulher, àquela hora da noite, dizia-lhe que ela ainda não renunciara totalmente a vida.

Rumbo correu com as mãos tacteando as paredes, acendendo as luzes. A porta do quarto estava semiaberta, e dentro dele, o sossego, apenas o sossego. Ele então experienciou o que a sua alma mais receava. Quando a luz inundou o quarto, a sua paz desequilibrou-se ainda mais. Sentiu que iria perder o tino, o fino do tino que lhe sobrava. Aproximou-se da cama e sorriu-lhe uma última vez. Todo amor que se dilapidara durante os anos, naquele momento rebentou, imensurável, e debatendo-se de joelhos, lançou um grito de raiva que lhe arrebentou os pulmões, engasgando-se. Derrotado no soalho, com os olhos colado no tecto e a respiração em recuperação, Rumbo soliloquiou. Aquele era o porto em que a sua vida atracara. E enquanto durou a dor que lhe doía o corpo inteiro, acreditou que fundearia ali, para sempre, a sua âncora.

Acordou três horas mais tarde. A certeza do seu sonho estava diante de si. Não sabia o que fazer. Abriu rapidamente as malas e puxou dois pares de lençóis. Embrulhou o corpo da amada e carregou sobre as mãos estendidas, como na primeira vez em que Mariza pertencera-lhe. Colocou mansamente o corpo dentro da ambulância. Quando deixou o seu quintal, não sabia se lá voltaria, mas de uma coisa estava certo, ninguém se importaria com a morte da esposa.

Cavou o que conseguiu. Ofegava de pânico, estava sozinho, no meio da mata e do escuro. Depositou o corpo e lagrimou, evitando o choro que o ritmo do seu sofrimento não calava. Mariza!, era tudo o que ele conseguia dizer, chamava-lhe. Mariza não tornaria, o desgosto assassinara-lhe. O seu ventre, infértil, concedera-lhe a desalegria de não poder ter filhos.

Jamais conhecido comentou a desaparição de Mariza. Passaram-se anos, Mariza não mais descansa sozinha naquela mata, várias outras pessoas seguiram-lhe as pisadas, Rumbo iniciara um cemitério.

Lindas Mulheres Moçambicanas

Moçambique possui uma beleza única, que vai desde a cultura, arte flora, fauna, praias e muitas outras maravilhas que nos fariam encher este artigo de vírgulas. Uma beleza em particular, na qual Moçambique é rico são os sorrisos das nossa belas mulheres, mesmo com idades, postura e estilos diferentes.

Este post é uma homenagem a estas mulheres desconhecidas que dão cor e brilho ao nosso país. E porque não é possível homenagear a todas elas de uma vez, vamos criar uma série só para esse fim. Contemplem as fotos retiradas da Página Belezas Moçambicanas no Facebook, bem como fotos enviadas pelas Moz Maníacos de plantão!

Nick Malai

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Foi um prazer apresentar esta galeria de fotos para si, mas ainda não estamos satisfeitos, porque só temos jovens aí. Acreditamos que todas as mulheres moçambicanas são lindas, por isso deveríamos ter mulheres de todas as idades aqui! Quer estar na galeria da próxima semana? Fique atento à nossa página do Facebook!

Até já!

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