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Vamos ao Xipamanine!

O bairro do  Xipamanine, localizado na cidade de Maputo, cujo mercado é um dos lugares mais “badalados” da cidade. Por lá circulam milhares de pessoas diariamente e é daqueles lugares onde tudo acontece e tudo vende-se. Então, este célebre bairro vai ser requalificado e nascerá uma zona e mercado bem organizados. Espero bem que sim e vamos rezar para que isso aconteça de facto. Do jeito que está dá não pode continuar…

Fotos do Xipamanine

Para aqueles que só ouvem falar mais nunca puseram lá os pés, nós preparamos uma pequena galeria de fotos do local. Gostaríamos de futuramente voltar aqui e fazer um before-after com estas fotos.

O Bairro de Xipamanine

Vamos ao Xipamanine!

O Bairro de Xipamanine

O Bairro de Xipamanine

O Mercado de Xipamanine

O Mercado de Xipamanine

Xipamanine

Xipamanine Bazar

Xipamanine market

Xipamanine feira

100 Anos do Museu de História Natural

O Museu de História Natural foi criado a 6 de Junho de 1913, pela portaria nº 1095-A e passou a denominar-se Museu Provincial, localizado nas dependências da Escola 5 de Outubro. Foi criado pelo Capitão Alberto Graça, na altura professor da mesma Escola. Três anos depois, o Museu foi agregado à Secretaria-geral e passou para a Vila Jóia, actual edifício do Tribunal Supremo, por decisão do Dr. Álvaro de Castro, na altura Governador-geral de Moçambique. Outrora o edifício era propriedade do Cônsul da Holanda e estava incluído no recinto do Jardim Tunduru (Jardim Vasco da Gama). Em 1928 o Museu de História Natural passou a alçada do Liceu 5 de Outubro (Escola Secundária Josina Machel) e a direcção passou a ser exercida pelos professores que leccionassem as disciplinas de Ciências Biológicas ou Físicas-Quimica. Em 1932, o Governador-geral de Moçambique Coronel José Cabral, transferiu o Museu de história Natural da vila Jóia para a presente localização, na praça das Descobertas (Praça Travessia do Zambeze). As actuais instalações do Museu de História Natural, foram inicialmente concebidas para uma Escola Primária que nunca funcionou como tal. Portanto, em 1932 o Museu Provincial passou a ser chamado de Museu Dr. Álvaro de Castro pela portaria nº 1841. Em 1957 o Museu de História Natural deixou de estar sob-alçada do Liceu Nacional Salazar (Escola Secundária Josina Machel) e passou a depender da Direcção dos Serviços de Instrução Pública pelo decreto nº 41472. Em 1959 à 1974, o Museu de História Natural esteve sobre a direcção do Instituto de investigação Cientifica de Moçambique assumindo a direcção do museu o director do instituto.

Visão do Museu de História Natural

Visão do Museu de História Natural
Visão do Museu de História Natural

O Museu de História Natural pretende ser uma instituição regional de excelência na investigação faunística, assim como na qualidade de depositário do património faunístico de Moçambique. Sendo a única instituição nacional vocacionada ao estudo da fauna, e mantendo colecções de referência na fauna, o Museu têm a visão de abranger a sua actividade à todo território Moçambique, com ênfase para as áreas prioritárias de conservação ou áreas pristinas, isto é, habitats e ecossistemas com baixo nível de distúrbio humano, bem como fazer-se presente nas áreas com alto grau de biodiversidade e centros de endemismo da fauna Moçambique. O Museu tem interesse de compilar a informação sobre o uso dos faunísticos e a sua a nível das comunidades rurais. A determinação do estatuto de conservação das espécies das espécies faunísticos de Moçambique e a produção de atlas de espécies faunísticas, bem como a investigação da sua história natural, são aspectos importantes da actividade científica do Museu de História Natural. Estas acções poderão permitir os gestores, decisores a tomarem medidas de gestão adequadas a conservação. Outro papel importante do Museu de História Natural é a educação ambiental e divulgação da fauna. A sua contribuição na educação formal e informal do cidadão nacional e estrangeiro é relevante pois pode resultar num comportamento responsável dos cidadãos na conservação do ambiente. O Museu pretende Alargar a sua presença e acções educativas a todo território nacional através do uso das tecnologias de informação e de outros meios audiovisuais.

Missão do Museu de História Natural

A missão do Museu de História Natural resume-se em “Preservar e divulgar o património faunístico de Moçambique, incentivar a investigação científica da fauna e seus ecossistemas, e promover a educação ambiental formal e informal aos cidadãos, contribuindo para o uso e gestão sustentável dos recursos naturais e ecossistemas de Moçambique”

Lista dos Directores que passaram do Museu de História Natural

1913-1915: Capitão Alberto Graça; 1915-1919: Professor José Joaquim de Almeida; 1919-1920: Dr. L. E. Oliveira Ferraz; 1929-1921: Dr. Eurico Cabral Pinto Rebelo; 1921-1922: Comandante Afonso de Carvalho; 1922-1928: Dr. César Fontes; 1939-1949: Dr. António Esquivel; 1949-1950: Dr. A. Da Rosa Pinto; 1950-1951: Dr. António Esquivel; 1951-1959: Dr. A. Da Rosa Pinto (1956-1957-Dr.L. Rodrigues Martins); 1959-1962: Professor José Emílio Pinto Lopes; 1962-1974: Professor Dr. Xavier da Cunha; 1974-1977: O Museu foi dirigido por uma comissão de trabalho encabeçado pelos Dr.Travasso Dias, Dr. Auguto Cabral, Sra. Amália Rodrigues; 1977-1979: O Dr. Travasso Dias, tornou-se o primmeiro director no período após independência de Moçambique; 1979-2006: O Museu foi dirigido pelo Dr. Augusto Cabral; 2007-2011: O Museu é dirigido pela dr. Lucília Da Conceição Chuquela. Fonte: Museu de História Natural/UEM.

Galeria de Fotos do Museu de História Natural

E para fechar terminar este artigo, vamos ver fotos de alguns artigos presentes no Museu de História Natural.

Museu de História Natural

Museu de História Natural caranguejo

Museu de História Natural castores

Museu de História Natural cestos

Museu de História Natural cobras

Museu de História Natural crocs

Museu de História Natural crocs

Museu de História Natural cagado

Museu de História Natural leao

Museu de História Natural peixe carpa

Museu de História Natural preguiça

Museu de História Natural zebra

Cahora Bassa

A hidroeléctrica de Cahora Bassa ou Cabora Bassa é uma barragem imponente situada na província de Tete, construída na década de 70 no rio Zambeze. É a segunda maior barragem de África. A albufeira tem 250 km de comprimento e 38 km entre margens, e ocupa uma área de cerca de 2.700km2. Actualmente abastece de electricidade Moçambique, África do Sul e Zimbabwe.

Cahora Bassa
Vista Incrível de Cahora Bassa

Como Chegar a Cahora Bassa

Estando em Tete, pegue a estraga para o Zimbabwé até chegar ao desvio que leva a Songo. Depois é só seguir o seu faro – a estrada é boa  e vai levá-lo a Songo sem muitas complicações. Se for preferir, pode pegar os chapas que partem do escritório TDM na Av. de Liberdade. A passagem pelas montanhas é espectacular.

Passeando Por Lá

Songo foi criada em 1969 para abrigar os trabalhadores da construção da barragem. Ainda é muito ligada à Cahorra Bassa. É um local totalmente diferente de qualquer outro em Moçambique. Há poucos centros oficiais na cidade – é constituída por uma série de bairros vagamente conectados. Chapas também não são abundantes. Mas não sentirá muita falta disso, a melhor coisa que pode fazer é agendar caminhadas que são bastante agradáveis. Songo é uma das localidades mais atraentes em Moçambique. Não parece ter sido muito afectada pela guerra ou com o tempo. As partes interessadas na barragem têm de alguma maneira contribuído para a manutenção da cidade. Vale a pena uma visita.

Coisas para ver em Cahora Bassa

Coisas para ver em Cahora Bassa
Uma vista como essa só exista lá!

As colinas e a própria barragem. As colinas mais próximas são fáceis de serem vistas – basta olhar ao seu redor. As mais distantes vão exigir mais esforço e boa disposição. O local é seguro, por isso não há problema em passear pelas redondezas. Seja como for, consulte aos nativos e às autoridades locais, que eles melhores do que ninguém podem ajudá-lo a ir para onde quizer.

Coisas para fazer em Cahora Bassa

Pescar  Peixe-tigre e outras espécies comuns. Há também visitas guiadas à barragem. Existem alguns locais onde a pesca é proibida, além disso você precisa chegar à área da barragem principal, se você quiser pegar os tigres.

E para comprar?

Alguns mariscos e nada mais do que coisas comuns no super-mercado e no bazar locais.

Lugares para comer

Restaurante O Sitio em Songo e o restaurante A La Carte  do Ugezi Tiger Lodge.

Lugares para dormir  em Cahora Bassa

Lugares para dormir  em Cahora Bassa

Nhenda Camp – Uma espécie de acampamento nas margens do Lago Cahora Bassa.

Ugezi Tiger Lodge – Situado perto da cidade de Songo, Ugezi tem 15 chalés e 4 quartos auto-suficientes, todos com ar-condicionado e uma área de acampamento.

Moringa Bay Lodge – Lugar muito confortável e limpo a um preço razoável. Próximo à barragem principal, o que significa que não precisa andar muito para pescar, eles oferecem todo o material.

Esta foi uma viagem rápida por Cahora Bassa e arredores. Já passa muito tempo desde que este texto foi escrito, talvez você possa nos contar das suas aventuras por Cahora Bassa.

Moçambique e a Onda do Swag

Desta vez venho falar de um fenómeno que já vem se arrastando há muito tempo em Moçambique. Confesso que, primeiramente, não achei que chegaríamos a níveis tão alarmantes. Mas o que vejo agora é digno de ser analisado, escrito, relatado, e até tatuado nas nossas testas. . . Venho para falar do “SWAG”, essa doença está atingindo violentamente a cabeça da juventude, juventude essa de que eu faço parte. E se nós, os jovens de hoje, já estamos em tal nível, como estarão os nossos filhos amanhã? Dos netos nem me parece bem pensar agora, ainda acabo por apanhar um ataque de coração.

O “Swag” chegou de mansinho na sociedade Moçambicana, assim como o Kuduro, lá para década de 90. Chegou de mansinho e foi se firmando a todo vapor, hoje, o tal de “Swag” já não é uma tendência, creio eu que seja doença!

O “Swag” tem várias definições mas, em Moçambique, é sempre aliado à moda. Creio que 75% daquilo que os nossos mais velhos apelidaram como sendo Massinguita -escândalo – vergonha – hoje em dia é o tão badalado “swag”. Nós, por sermos um povo constantemente influenciado pelas “novas monções mundiais cor de rosa”, acabamos caindo no ridículo! Uma vez que a nossa identidade vem se desgastando paulatinamente, corremos o risco de transformar Moçambique na nova cobaia da moda e etc.

Moçambique e a Onda do Swag
“This is swagg nigga”

Não tenho outra designação para a nossa actual situação, somos a cobaia perfeita do tal de “swag”. Lembrem-se apenas da invasão Nigeriana, em seguida Brasileira … são exemplos nítidos do que se passa em Moçambique! O estrangeiro comanda tudo que diz respeito à moda, até as roupas interiores “da malta”. Entendo perfeitamente que uma sociedade como a nossa está em constante desenvolvimento sócio-cultural… mas isso não é motivo para que deixemos espatifar a nossa identidade. Em Angola já se fala da tão polémica “COLAN XUXUADO” (Colantes que deixam um “dedo de camelo”/ desenham a vagina das mulheres, um verdadeiro atentado à nossa vista “tão bem educada”) , dizem – repito – dizem que ainda não chegou a Moçambique mas, e quando chegar? Bem, respondo:

Quando essa moda chegar a Moçambique, as Moçambicanas (a maioria delas, jovens) vão correr para adquiri-las, e a desculpa para tal falta de vergonha qual será? O “SWAG”!

O “Swag” veio para encobrir toda nossa falta de vergonha, o “Swag” veio para transformar a Massinguita em algo prestigiado… resultado, já não há pudor! E vemos o que vemos pelas redes sociais, bares, ruas ou avenidas… Ok, até um certo ponto chega a ser tolerável, mas quando vejo alguns Moçambicanos querendo virar “Escoceses”… Sinto muito, pelo que terei de deixar aos meus netos e filhos vestir futuramente porque, as saias já serão legais nos corpos dos homens e, em casos de verão, para quem não gosta de roupa interior, os tomates vão andar ao fresco entre as ruas, bares e chapa 100’s Moçambicanos (Com aquele calor infernal de Dezembro, no chapa!? Manano…) .

E assim vai a pérola, o filho irá ao serviço do pai com uma bela saia. A rapariga irá à igreja ser baptizada, trajando um “Colan Xuxuado” e tudo isso será apadrinhado pelo ” Swagg”. “Swag, swag, swag…” será aceitável sair de tangas e ir à praça dos heróis tirar fotos, uma vez que o “Swag” estará lá para apadrinhar! E assim, paulatinamente, os nossos valores morais que já estão bastante degradados, se vão mandar para o espaço…

E VIVA O SWAG!

Diremos nós…

Algo não está bem aqui, a nossa sociedade está doente.Esta é a minha nobre opinião!

Iris Santos e os Vestidos de Capulana

Aqui estou mais uma vez para falar da capulana, um trend em Moçambique e que aos poucos vai ganhado o mundo. Desta vez eu quero apresentar a todos o trabalho fantástico da Iris Santos, designer portuguesa que vive em Moçambique, onde tem sido responsável por alguns dos mais lindos vestidos de capulana que já vi.

Vamos à apresentação oficial retirada do site oficial da designer:

[quote]

Íris Margarida Rodrigues de Almeida Santos nasceu em Lisboa a 13 de Janeiro de 1986. É uma estilista portuguesa radicada desde 2011 em Moçambique.

Em 2011 ela conhece o cantor moçambicano Stewart Sukuma, que estava em digressão pela Alemanha, e se apaixonam, decidindo então mudar-se no mesmo ano para Maputo, Moçambique.

Em 2012 Iris Santos apresenta a sua primeira colecção na Alemanha e em Moçambique. Através de diversos programas de televisão ela mostra a capulana de uma nova forma, isto é, numa fusão de estilos, como o clássico europeu o feminino brasileiro e por vezes com alguns tecidos indianos comprados por ela própria numa viagem à India.

Iris Santos não cria só vestidos, mas esse é um assunto que certamente trarei noutros artigos. Você pode saber mais sobre a Iris Santos e seu trabalho no seu website oficial.

Como poderemos ver nas fotos que preparei, Iris Santos cria vestidos convencionais de origem europeia, com a particularidades destes serem feitos através do tecido da capulana. As fotos dos vestidos foram retiradas da página da designer no Facebook, e adivinhem quem é a nossa modelo principal…

Vestido de capulana Preto com detalhes em azul

Vestido de capulana Amarelo, a cor do verão

Vestido de capulana Vermelho e Dourado, perfeito para eventos noturnos

Vestido de capulana, perfeito para desfile de moda

Vestido de capulana azul e creme, uma escolha perfeita

Vestido de capulana moda verão

Vestido de capulana Castanho e Cinzento

Vestido de capulana Amarelo, a cor do sol

Vestido de capulana para a Passarela

Vestido de capulana perfeito para a noite de gala

Vestido de capulana Castanho, perfeito para o dia de trabalho

Vestido de capulana Verde para o dia a dia

Vestido de capulana Preto e Amarelo, perfeito para um passeio

Vestido de capulana do dia a dia

Vestido de capulana um look casual

Vestido de capulana Castanho perfeita para uma celebração

Vestido de capulana Laranja casual

Vestido de capulana Preto com detalhes azuis

Vestido de capulana Rosa perfeito para um casamento

Vestido de capulana Verde formal

Estes são alguns dos vários vestidos de capulana com a mão da Iris Santos, que ao lado de muitas outras estilistas (conhecidas ou não), têm dado um grande contributo para a valorização da nossa capulana.

eu fico por aqui. Até ao próximo Zapping de Moda!

Artistas de Moçambique: Ostentação Vs Realidade

Muitos vão perguntar o porquê da escolha deste assunto. Confesso, escolhi por vontade e mais nada. Estava numa conversa com amigos e fiquei chocada com as coisas que ouvi sobre os nossos artistas, ou músicos, se preferirmos, desde aqueles que parecem mais sérios até aqueles que sabemos que não cantam nada, só andam por ai a fazer exposições e ostentações.

Sabe-se que aqui em Moçambique qualquer um que decide cantar só inventa uma letra (por mais que não tenha sentido, desde que dê para mexer o esqueleto, ou em outras palavras, dançar, os moçambicanos adoram) e esse cara vira cantor. São tantos que entraram no mundo da música desse jeito e estão lá, uns só fizeram a famosa música e pronto, outros com um pouquito mais de sorte fazem algumas boas e permanecem por algum tempo, mas sempre desaparecem do mapa.

Artistas de Moçambique: Ostentação Vs Realidade
Embora demasiado literal, é um modelo perfeito.

Por questões óbvias não vou citar nomes no texto. Mas alguns os moçambicanos conhecem os tais cantantes. É muito triste, vergonhoso e penoso, encontrar um cantor de renome na praça que já realizou diversas viagens para actuar fora de Moçambique sem uma casa própria.

Aqui não serve a justificação de que a vida está difícil, porque está assim para todos nós, mas é uma questão de prioridades e de sacrifícios. Escolher o que queremos ser hoje a pensar no amanhã. Temos cantores na praça que actuam com caches milionários, fazem publicidades e ganham um bom dinheiro, mas no lugar de aproveitar quando a vida ainda está de bem para se organizar preferem pular de hotel para hotel, ou mais grave ainda, vivendas, entre apartamentos.

Arrendar um apartamento não faz mal. Ir a um hotel para passar um final de semana com um pouco de luxo também é normal, mas a partir do momento em que não queremos sair de um hotel, fazemos deste a nossa casa, onde passamos dias, meses, opa já estamos em sede de um grande exagero, até para os tipos cheios da mola.

Temos cantores que viviam assim quando ainda estavam por cima. Esqueceram-se que a vida tem altos e baixos. E diz o adágio popular que um dia é da caça o outro do caçador. Concordo plenamente.

Nós, outros (que fazemos parte do povo) na primeira oportunidade que temos de pegar um dinheiro extra corremos para comprar um terreno e erguer uma casa, mas eles como se consideram estrelas não podem passar por esse processo, preferem gastar milhares de meticais a arrendar casa e a mudar de uma para outra.

Resultado disso, morrem desgraçados e depois reclamam dos valores que são pagos. A vida está cara para todos os moçambicanos. Uma coisa que pode parecer engraçada é que até os trabalhadores normais que ganham um salário mínimo tem uma casa condigna para viver tranquilamente.

Porque os nossos cantantes não podem fazer o mesmo? Seguir exemplos dos músicos estrangeiros que investem muito bem (pelo menos alguns) no seu futuro….os nossos preferem viver de aparências, a tomar champanhes caríssimos, andar em carrões, vestir a última roupa, no lugar de ter uma casa.

Só vou falar de alguns casos que acompanhei. Uma vez, estava eu numa casa de pastos daquelas bem badaladas de Maputo e aparece um cantor (tinha sumido dos palcos há um tempão) trazia um copo de cerveja heineken, foi sentar-se numa mesa. Tomou cerveja 2M e ficou numas gargalhadas e tal (nesse local final de semana há promoção, uma compra uma caneca de cerveja e ganha outra) …não é que para o meu espanto geral e absoluto, o tipo levanta para ir embora pega na mesma heineken que trazia a entrada. Fiquei indignada. Existe tanta gente chique que toma 2M sem problema, não percebi o porquê daquela atitude.

Outro episodio que acompanhei foi de um cantante bem conhecido e tal que foi convidado para fazer uma publicidade e em troca devia escolher entre um carrão e uma casa tipo três, numa zona bem localizada e tal. Adivinhem o que ele escolheu? O carro e até hoje não tem casa e o carro está estacionado porque não tem como alimenta-lo.

Levantei este assunto porque recentemente soube de um cantor que sofreu acidente e teve que ir ao país vizinho para operar, ele ficou “pendurado” por falta de dinheiro. Mas, antes disso estava ou está no auge da sua carreira.

Pronto….fui

A Melhor Religião do Mundo

Chamo-me Emerson David Chiloveque, tenho 24 anos de idade, nacionalidade Moçambicana, fui nascido em Maputo. Fui criado por pais pagãos… desde criança foi-me incutido que devemos respeitar aos mortos, depositar flores a cada domingo, e orar pelas suas almas…

Aprendi a seguir os desígnios africanos impostos na família, desde o chá da panelinha até, “ao extremo”. Enquanto crescia, soube que há várias religiões espalhadas pelo mundo… várias formas de encarar ao sobrenatural, mas não me liguei a nenhuma, ia seguindo o que foi “imposto” pelos meus progenitores. Eis que chegou o momento da “libertação”… precisava, necessitava encontrar uma religião onde pudesse me abrir de corpo e alma, algo com que eu me identificasse, que me desse paz e sossego…

Procurei, confesso que a busca não foi nada fácil… andei em tudo que era igreja, ouvi vários homens que se julgavam profetas . Cresci em Maputo, Maputo-Cidade, já podem imaginar a quantidade de igrejas que lá existem…

Em cada rua que eu passasse, lá estava um pregador, cada um com uma palavra diferente. Raramente existia alguma similaridade, ops, a única que existia é que Deus existe! Embora por vezes mudavam os nomes, pois uma vez era Alá, a outra Jeová, no dia seguinte diziam que era Cristo… Mas depois disso, mudavam os argumentos! Cada um deles procurava puxar-me para o seu “rancho”, intencionalmente, ou não, dava-me a entender que era a única igreja verdadeira que lá existia. Que as outras não passavam de uma farsa. Ofereciam-me um folheto/panfleto… e pediam que me apresentasse num determinado dia e hora, mas, caso eu estivesse de bem com o mundo nesse dia, aceitava entrar de imediato.

Infelizmente, eu saia como entrava, indiferente… As reuniões ou missas eram todas iguais. Havia gente chorando de alegria e reconhecimento pelo altíssimo. Havia gente chorando de desespero e implorando pela presença do altíssimo em suas vidas e, infelizmente, em alguns casos, eu sentia que havia gente que só estava para fazer boa figura… infelizmente, assim como eu…

O meu coração de adolescente se perturbava pois, precisava saber, onde eu poderia encontrar respostas para satisfazer as minhas dúvidas? Onde eu poderia encontrar conforto para o meu coração agitado, onde? Pois nenhuma dessas igrejas me dava paz… mas não desisti, ia procurando pela cidade, em canais televisivos, nos programas matutinos, ou na calada da noite… Felizmente cheguei a conseguir! Houve uma igreja que conseguiu dar-me paz e sossego… comecei a frequenta-la arduamente (IURD, tenho muito respeito por essa igreja, seria hipocrisia dizer que nunca havia acreditado na sua palavra…). Talvez um dia possa voltar, pois sinto saudades daquelas paredes que várias vezes me ampararam…

Mas eu sentia-me triste ainda, uma vez que o meu coração não conseguia responder tantas perguntas que o meu subconsciente fazia…

“Se Deus é apenas um, porquê tantas igrejas e tantas palavras…?”

“Porque se acusam esses irmãos, lutam pelos crentes… e gracejam uns dos outros?”

“Porquê a pedofilia em certas igrejas, e mais escândalos sexuais em outras, drogas ligadas aos templos de adoração… ?”

“Porquê, porquê tantas versões da bíblia, versões em ritmo constante se a apalavra é apenas uma?”

E eu pensava… “Jesus era um carpinteiro, e morreu sem ter nada de seu… mas será que é o que vemos hoje, nos tais homens de Deus, que movem as massas…?”, “Como é que pode ter existido uma guerra, que se dizia santa?”…

BASTA, eu decidi dar um basta, a todas essas reflexões… Hoje, carrego comigo uma Bíblia, não porque acho que a as palavras lá escritas sejam mais verídicas que as demais, mas mais pelo valor sentimental que tem para a minha pessoa. Uma falecida tia, ( QUE DEUS A TENHA,TIA LINA ), usava-a e, até hoje, consigo ver as suas marcações na Bíblia, nas passagem que a tocavam… isso conforta-me. Lembro-me até hoje de a ver falar: “EU NÃO SIGO AOS HOMENS, EU SIGO A DEUS”!

E FOI ISSO QUE ADOPTEI PARA MIM. Não tenho uma casa para adorar, tenho a Deus no coração e procuro viver de acordo com os seus mandamentos. Mandamentos esses que nos foram incutidos ainda na nossa criação, bem sabemos nós, o que é o bem e o mal, ainda no ventre da nossa Mãe!

Assim tenho vivido até aos dias de hoje, como uma “pomba livre”, apenas carregando a palavra em meu coração e, procurando ajudar ao próximo sempre que poder. Respeitando sempre a decisão dos outros, em relação a religião e outros temas sociais… Então, creio que não é certo quando certos homens religiosos, contestam ao pobre Chil, por não ter uma casa para adorar…Céus, adora-se a casa ou adora-se a Deus, a Deus que está em todo lugar? Eis a questão… então, assim vou vivendo!

E lembrem-se que Jesus disse: “Chegará o momento em que não importará onde e quando se adora, mas sim como se adora”.

Que o Senhor seja convosco.

Sobre o Corte de Água pela AFORAMO e o Vandalismo do FIPAG

Ando por ai interessada em alguns assuntos muito actuais e pertinentes. Não posso afirmar com toda a certeza, mas é algo que acontece um pouco por todo o país. Estou a falar exactamente do problema de água. Sempre ouvimos por todo lado que sem água não há vida – Pura verdade.

Falo do assunto porque muito recentemente quase ficamos sem água. Para quem não sabe, sobretudo os leitores do Moz Maníacos que estão fora da nossa linda pátria. Vou contar a estória como forma de contextualizar o leitor.

A Associação dos Fornecedores de Água de Moçambique (AFORAMO) anda insatisfeita com o comportamento do FIPAG (Fundo de Investimento e Património de Abastecimento de Água) que anda a vandalizar as canalizações feitas por abastecedores de água privados, que por conta e risco próprio e, fundos próprios, investiram milhões de meticais (milhões mesmo, é muito caro abrir furos, sem contar que por vezes não se alcança o desejado).

Os privados abasteceram as zonas suburbanas de Maputo durante muito tempo, isso porque o Estado (o responsável por isso) não está em altura de chegar em todos os bairros. Não é obrigação nenhuma dos privados em fazer isso, fizeram por vontade própria. E acreditem ajudaram muitas famílias a ter o precioso líquido.

Agora, porque aparece, hoje, o FIPAG a destruir as suas infra-estruturas e impor condições aos privados? Por mais que respondam a minha pergunta vou continuar cinzenta. É simples, por mim os tipos do FIPAG devem conquistar os seus clientes nas zonas onde os privados já se instalaram. E não o que está a acontecer agora.

Do para exemplificar, os trabalhadores do FIPAG que estão a colocar a famosa tubagem para o abastecimento de água, vandalizam tudo o que encontram pela frente e simplesmente deixam a céu aberto. Mesmo as estradas, eles abrem crateras e deixam estar. Deve aparecer alguém a tapar os rastos.

Mas então, isso no meu pobre ponto de vista é sinónimo claro de cobardia, pelo menos no que concerne aos operadores privados, porque estes arriscaram tudo e mais alguma coisa para ajudar a nós (povo) a ter o tão precioso líquido.

Voltando um pouco a famosa greve dos operadores privados, estes anunciaram que iam paralisar o abastecimento de água por tempo indeterminado. Agora, imaginem o pavor dos moçambicanos, ou melhor dos residentes das zonas suburbanas de Maputo.  Porque na maior parte destas não chega nem a rede de abastecimento público de água e muito menos o FIPAG, diga-se, só agora é que este resolveu se instalar e já criou prejuízos enormes.

Por milagre, mas por milagre mesmo, a greve não aconteceu, ou durou apenas um dia, porque os privados retrocederam. O povo respirou de alívio, mas as sabotagens continuam. Tem uma pergunta que não me sai da cabeça. Dizem por ai que não chora, não mama. Será que toda vez que os moçambicanos quiserem fazer-se ouvir devem recorrer à greve? Deixo a critério de cada um.

Moçambique e a Banda Desenhada

Deixem-me deixar a modéstia à parte e dizer que ainda não conheci um moçambicano com uma colecção de banda desenhada maior que a minha, o que não chega a ser uma grande surpresa para ninguém ao observarmos o nível de promoção desta arte do lápis. Mas eu confesso que ficaria feliz se alguém viesse confrontar a minha afirmação – seria uma forma de saber que não estou sozinho nesta coisa.

Minha Primeira Vez

A primeira vez que eu conheci o Mickey, o Superman, Tintim e outros títulos populares da televisão, foi em tiras de banda desenhada e muito mais tarde, quando tive acesso à televisão pude ver os meus super heróis com voz nas telas. Naquela época a minha mãe comprava estes livros nas bancas da rua, eram livros usados vindos de outros países, e quase todos tinham alguma coisa escrita à caneta lá. Mas isso não me interessava muito… Eu já folheava revistas de banda desenhada antes mesmo de saber ler, a minha mãe e os meus irmãos liam para mim algumas vezes, mas foi com 6 anos que eu li a minha primeira história em quadradinhos sozinho, era uma edição especial da Mafalda do cartoonista Quino, eu achei os desenhos tão engraçados quem nem dei importância para o facto de eu não ter entendido a história. E dali em diante comecei a vasculhar livros da estante de casa à procura de coisa parecida (muitos dos livros de autores de portugal), foi nessa procura que eu encontrei algumas tiras isoladas do TimTim e vários personagens da Disney, que eram sempre usados como exemplos de alguma coisa.

Nos anos seguintes aprendi na escola um pouco mais sobre banda desenhada e ao mesmo tempo começava a ler uma revista mensal chamada Audácia, que foi a responsável pela minha grande paixão pelas BD. A revista apresentava em cada edição, duas a 3 séries de banda desenhada para adolescentes. Eu acompanhei a revista até decidir explorar outros mundos. A maior parte dos títulos que conheci nos anos seguintes eram de revistas emprestadas por pessoas que tinham quedas pela banda desenhada como eu.

Mafenha

Ler banda desenha para mim sempre foi melhor do que qualquer filme ou desenho animado, aquilo era tão excitante que eu era capaz de ficar horas e horas só a ler aquelas histórias intrigantes sem comer nada, mas nenhuma alegria anterior foi maior do que quando eu conheci Mafenha, um clássico do cartoonista moçambicano Sérgio Zimba. O simples facto de ser uma de um moçambicano já tornava a obra especial e superior a todas as outras. Eu já acompanhava as tiras do Zimba no jornal e mergulhava no rio de lágrimas das minhas gargalhadas, a crítica social quase passa despercebida com caricaturas e humor de Mafenha.

Tira de Mafenha
Tira de Mafenha (Sérgio Zimba)

Mafenha foi a primeira e a única obra moçambicana próxima à banda desenhada que eu li. É verdade que ela não trás nenhuma grande história e nem revolucionou nada, mas será sempre lembrada por mim como uma boa tentativa de valorização da arte do lapis. Mas nada de moçambique mereceu minha atenção até hoje. Nenhum artista teve a coragem de lançar mais nada parecido. Só vejo banda desenhada nas revistas sobre HIV…

Tudo o que há em banda desenha nacional é para rir. Eu sonho um dia em ler histórias que me façam pensar como Watchmen de Allan Moore, ou simplesmente rebeldia como em Preacher de Garth Enis,  super herói como o nosso querido Batman ou uma turma maluca como a do Maurício de Souza. Alguém conhece algum vilão criado por um moçambicano?

E se você é artista e deseja expor a sua obra aqui, nós ficaremos muito felizes em recebe-lo!

As flores estão a murchar

Eu vi esta foto há alguns dias atrás ,confesso que fiquei “escandalizado” perante tal imagem… O miúdo que aparece a voar a moda Jean Claude Van Dame, não deve ter mais de 16 anos de idade contudo, entrega-se de corpo e alma a esse gesto penoso.

As flores estão a murchar...
Voadora (Foto: Feling Capela)

Os outros gritam ao lado, pegam em pedras e ameaçam, insultam e, a malta segue em frente, rumo ao exílio do “gatuno”.

Apenas uma pergunta esbofeteia-me repetidas vezes…

Se, com essa idade, esses miúdos já têm atitudes do género, como será o comportamento de todos eles quando atingirem a maioridade?

Todos nós temos sofrido com os assaltos e vemos “in loco” a violência pelas ruas, mas não cabe a nós fazer justiça , há órgãos responsáveis por isso, leis que devem ser cumpridas! Os exemplos que os levam a comportamentos do género, vem dos filmes que passam nas Tv’s do nosso pais, sem censura alguma… irresponsabilidade dos quadros que dirigem a essas instituições e, de nós que deixamos os nossos filhos, irmãos… assistir e deliciarem-se com tais imagens agressivas, gestos pejorativos, linguagem obscena, cenas eróticas… e la vai a Pérola… depois espanta-mo-nos ao descobrimos que as flores já sabem mandar “manguitos”, soltar frases carregadas de insultos e, voar deste modo (como fez o miúdo da foto) ainda por cima uniformizado!

Sinto muito que isto esteja a acontecer e que ninguém tome a devida atitude para proteger aos pequenos desses labirintos que não levam a lugar algum e, se o fazem, certamente que é a violência! De violência já estamos cheios em Moçambique, violência essa que vem crescendo assustadoramente…

Todos nós temos a nossa culpa ,ninguém fica de fora, é a sociedade despedindo-se dos seus valores morais, paulatinamente… Sinto muito que não se esteja a investir como deve ser no desporto para as camadas juvenis, na literatura, no teatro, na dança… pelos bairros da capital,de modo a entreter a pequenada e, tentar salvaguardar o pouco que resta da nossa decência.

Desta vez não irei “espreitar ao futuro”, tenho medo do que possa avistar, caso atitudes do género passem diante dos nossos olhos e a gente continue cruzando os braços, não seria nada risonho o cenário apresentado.

O ruir de uma casa, por maior, ou menor que seja, começa pelas fundações!

Ocultar Botão de Pedidos de Amizade no Perfil

Algumas vezes encontramos alguns perfis no Facebook que simplesmente não têm nenhum botão que permita que as adicionemos como amigos. Porque?

Esta é uma dúvida que muitos usuário do Facebook tem, e hoje eu vou mostrar porquê isso acontece, e caso você esteja interessado em activar essa opção para seu perfil, descobrirá que não há nenhum mistério.

Vá para as configurações de privacidade.

Ocultar Botão de Pedidos de Amizade no Perfil

Na secção Como conectar, clique em editar configuraçoes.

Quem pode lhe enviar solicitações de amizade?

Se você mantiver a opção Todos o botão aparecerá para qualquer um, mas se você escolher Amigos de amigos apenas esse grupo poderá ver o botão Adicionar aos amigos no seu perfil.

Bom, como você pode ver, não é possível impedir completamente que as pessoas te adicionem, mas já é alguma coisa.

O Medo de não entrar na UEM

Na vida de qualquer estudante, chega um tempo que normalmente é entre o alívio que sair da escola representa e o abismo representado pela forma repentina com que a vida nos dá certos cargos. Aí, é quando precisamos mostrar que merecemos a idade que temos. É preciso ser crescido o suficiente para parar, olhar de fora para dentro e corrigir a própria vida. Devemos (tentar) perceber:

  • O que se quer fazer;
  • O que se pode fazer;
  • O que se está a fazer.

O sentimento predominante nessa fase é o medo. Para o estudante, esse medo pode aparecer pelas mais variadas causas, porém as que mais se notam são:

A falta de conhecimento; que nos faz pensar que: nascemos burros e burros morreremos

Pode não acreditar mas aqui em Moçambique é normal, chegarem na oitava classe alunos que não sabem ler nem escrever. Vezes há, em que chegam até décima segunda classe nessas condições – e querem, mesmo assim, disputar uma vaga na Universidade Eduardo Mondlane – a maior e mais prestigiada universidade do país .

O receio de fracasso é grande, principalmente para aqueles que sonham com uma vaga em cursos muito concorridos. Mas o momento de preparação, é um momento só nosso em que devemos fazer de tudo para acreditar que tudo é possível, não interessa se alguém já olhou para ti com cara de ‘‘eu vou ter futuro, e tu não’’, nem se tu próprio achas que não és capaz.

A confusão criada pela falta de organização da matéria já estudada ou por se estudar

Ao estudar sob pressão, o tempo é o pior inimigo. São vários livros, milhares e milhares de páginas. É um momento crucial para todo estudante mas é uma pena que muitos desistem justamente nessa parte.

Um bom tutor, com certeza vai te aconselhar dizendo: ‘‘Nada é difícil, somos todos capazes com esforço. Seja o conteúdo que for, seja a quantidade que for: vá em frente!’’

O ‘‘excesso de inteligência’’

Que nos faz pensar em escolher cursos pelo grau de dificuldade, na ilusão de que por fazermos o curso mais difícil do mundo, teremos mais dinheiro e/ou respeito dos outros (uma completa parvoíce)! Vamos procurar fazer o que dá algum dinheiro, mas que seja algo que gostamos de fazer em 70%. Não adianta fazer engenharia civil, se odeio aulas de Desenho! Não adianta fazer engenharia civil porque Moçambique está a crescer e há poucos engenheiros no país! Faculdade não é como Escola Secundária. Estudar é uma viagem loooooonga! Você conhece o destino mas se o caminho for complicado, pode preferir saltar do avião. Ali, de cada vez que você entra na sala de aulas, cava o seu próprio buraco, abre seu próprio caminho.

Escolhe a viagem pelo caminho que mais te agradar e vai até ao fim. Não deixa nada nem ninguém te impedir de fazer o que gostas, agora.

Consulte aqui o material de Preparação Para os Exames de Admissão à UEM

Os magros salários dos professores do ensino primário

Há muito tempo que penso em tocar o assunto dos professores do ensino primário (para mim, é um assunto bastante sensível e que merece tratamento ao mais alto nível), mas as vezes acho melhor deixar para lá. No entanto, hoje decidi falar. Não sei que repercussão o assunto poderá ter, mas lá vou eu. Acho que é uma aventura boa e vale, por ser de uma classe que merece que todos os moçambicanos tirem o chapéu. Afinal, o que seria de moçambique sem os professores?.

Os professores do ensino primário aqui em Moçambique recebem muito pouco, mas muito pouco mesmo….e para receber minimamente tem que estar colocado em uma localidade daquelas bem distantes mesmos. Dificilmente se encontra um professor com um carro básico, mas deviam ser eles a usar os melhores do mercado (talvez).

Acho triste e deprimente um professor responsável por desenvolver as primeiras manifestações da mente de uma criança, desenvolver personalidade carácter, articulação da língua, desenvolvimento psico-motor. Essas crianças que no futuro pode ser até um presidente da república, grandes doutores de alguma coisa. Contrariamente, os do ensino secundário e universitário receberem fortunas enquanto que já não tem tanto trabalho assim, pois diz se que o ensino é virado para o aluno.

Ou seja, quem deve fazer o esforço não é o professor e sim, o aluno que está super interessado em aprender algumas coisas. Cabe aos professores o papel de monitorizar o desempenho dos alunos.

Professora Moçambique

Na minha humilde opinião, acredito que não existe um salário ideal para um professor do ensino primário, mas até onde sei não deviam passar privações por receberem “migalhas”, enquanto que em geral a pessoa só se torna realmente pessoa por passar pelas mãos deles.

É muito simples, imaginemos um cenário em que os professores só ficam e olham para o aluno (hoje em dia temos alguns casos de género, mas está mesmo ligado aos incentivos que eles não tem), não tem paciência para o ensinar, fazer o devido acompanhamento, o que seria dessas crianças (que são intituladas flores que nuncam murcham).

Estaríamos a assistir uma situação de meninos que só estariam a zanzar, todos com cabeças ocas e sem nada de interessante para dizer e mostrar. Mas, assistimos uma situação totalmente diferente, as crianças se desenvolvem muito bem e é tudo graças a esse esforço dos professores que mal recebem, simplesmente não conseguem sequer ter dinheiro de chapa para eles e os seus respectivos filhos. Mais ainda, não conseguem ter uma alimentação condigna.

Estamos numa situação em que só é docente ou professor aquele que tem amor por isso, e corremos o risco de, futuramente, serem poucos. Em todas as classes de emprego, há que se criarem incentivos, o que os responsáveis pela área deviam fazer é dotar, financeiramente, a esta classe ou grupo para que continuem com o trabalho (diga-se magnifico) que tem.

Não se justifica que o professor tenha que percorrer longas distâncias para exercer a sua profissão e passado dois a três anos não consegue nem comprar um “carrito” básico para circular. Ele é obrigado a andar de transporte público. Onde vai ficar a auto estima desse professor? A sua vontade de trabalhar?

Vou responder. Claro que só vão sobrar aqueles que estão na profissão porque gostam e mesmo assim vão trabalhar mas não como deve ser. Simplesmente, vão despachar. É uma situação bem triste, porque deveria ser diferente. E recentemente, descobri que para elevar a renda desses professores é necessário fazer o ensino superior.

Acho justo, mas se eles não conseguem fazer nada com o salário como é que vão pagar a famosa universidade? Claro, que não vão continuar a estudar. Sabe-se que as nossas universidades saem bem caras para a maior parte dos bolsos, estamos numa altura em que estuda só quem pode, por aqui.

Lembro-me que quando fiz o ensino primário tínhamos diversas actividades na escola, todas elas eram de iniciativa do professor, nos últimos tempos os alunos vão a escola, mas não tem o acompanhamento directo do professor, por isso encontramos crianças com sete a oito anos que ainda nem sabem ler. Nós levávamos palmadinhas por não conhecer a tabuada, alfabeto e não saber juntar as palavras para conseguir ler.

Acredito que há mal nenhum em se pagar o salário razoável aos professores do ensino primário, sem contar com os incentivos, bónus que também deveriam receber.

Enfim, mais uma vez acho que falei de mais…

Kastelo Bravo hospitalizado em Johannesburg

Kastelo Bravo

O cantor moçambicano Kastelo bravo encontra-se internado numa clínica sul africana para tratar uma embolia pulmonar e uma costela deslocada, resultantes de um acidente de viação.

São desconhecido os detalhes, sabe-se apenas que o cantor encontra-se em estado delicado – o que levou a especulações nas redes sociais por parte do público e alguns artistas. Kastelo Bravo viajou para a terra do rand na companhia de um amigo.

Google Translate: O Salvador dos Cabuladores

O Google Translate, também conhecido por Google Tradutor é responsável pelas altas notas de muitos alunos moçambicanos, principalmente nas disciplinas de inglês e francês. Este artigo vai retirar aquela pulga atrás de orelha, que muitos professores têm depois de verem o seu aluno mais burro a tornar-se num génio da noite para o dia…

O que é o Google Translate?

Google Tradutor é um software online de tradução automática. Ele traduz desde palavras isoladas, frases, textos, páginas web até documentos inteiros em várias línguas. Eu lembro que quando comecei a usar o serviço em 2007, as traduções de frases e textos eram muito fracas, mas à medida que o tempo foi passando, o serviço evoluiu e hoje é possível traduzir textos com bem menos erros, porém ainda é necessário fazer revisões para deixar o texto com sentido. É uma boa opção para quem precisa fazer traduções rápidas apenas para entender alguma coisa escrita em outra língua.

A Salvador dos Cabuladores

Os jovens estudantes moçambicanos descobriram que o maravilhoso tradutor pode ser usado em qualquer lugar e a qualquer momento pelo celular, e o momento que eles escolherem é o dia dos testes. Quando o professor pede para fazer uma redacção em outra língua, basta escrever a redacção em português, que em menos de 2 segundos o tradutor trás o mesmo texto completamente traduzido. Mesmo que o texto esteja cheio de erros de concordância (afinal de contas foi traduzido por um software), o professor vai gostar do texto uma vez que vai parecer que o aluno fez tudo o que pôde para produzir o texto.

A tecnologia está aí para ser usada então é preciso que os professores comecem a ter em conta esse facto e criem formas de avaliação que bloqueiem estas coisas.

A Ma Paixão

Lembro que quando eu era mais novo, adorava viajar pelo sul do pais… com o meu pai, pois ele era, e continua sendo o meu herói! Nessas jornadas de pai e filho, eu conhecia os seus amigos, os seus métodos de trabalho e, novas paisagens, sotaques e sabores…

Apesar dos meus minúsculos anos de vida, eu conseguia notar a diferença entre o povo assim como similaridades. E eram sempre inéditas as nossas viagens, cada uma delas tinha uma lição de vida para me oferecer. E uma das que mais me marcou foi esta:

Estávamos na zona de Chicualacuala era Janeiro, e eu trazia comigo as sobras do fogo de artificio que comprara nas vésperas do final do ano. Bem, ter fogos de artificio – os ditos “paixões” – no bolso, alegra o coração de qualquer criança de 10, 9 … anos de idade. Comigo não foi diferente, estava entusiasmado para ver aquilo a rebentar e delirar-me com o barulho emitido…

Peguei nos meus paixões e tentei acende-los… mas fui interpelado por um amigo, colega e padrinho do meu pai que nos acompanhava na corrente sessão.

– Mersinho, o que é que estas a fazer?
– Quero acender paixão!
– Queres acender o que? Para quê?
– Quero acender paixão, é para “arrebentar”, anima…
E eu olhava para aqueles olhos e aquele sorriso que se expunha penosamente, perante a minha diminuta pessoa.
E ele lá continuava, mirando-me, até que resolveu falar…
– Mersinho, levanta-te…

Obedeci, sem nada compreender…

– Mersinho, estás a ver estas paredes… estás a ver aquele tanque de água ali, todo velho? Estás a ver aqueles velhos ao longe com uma catana e enxada nas mãos… indo trabalhar… estás a ver aqueles carros ardidos, que “já nem tem proveito”…
– Sim tio, estou a ver…
– Tudo aquilo, são efeitos da guerra… se estivéssemos em Maputo, poderias acender aos teus paixões e eu nem me iria preocupar mas, aqui? Bem sabes como isso faz barulho… isso poderia assustar a pessoas como aquele velho ali, com catana e enxada… ele iria se lembrar daquele carro ali, sem proveito… depois iria chorar só de ver estas paredes aqui… todas esburacadas… Sabes quem fez aquilo tudo?
– Não tio – respondi sem entender o motivo daquele sermão intenso…
– Foi a guerra Mersinho, foi a guerra… o barulho desses teus paixões iria trazer a guerra à memória de pessoas como aquele vovô ali… aquela gente já sofreu muito com a guerra, perdeu familiares e amigos com a guerra, as pessoas iriam pensar que as armas “acordaram”… então, gostarias de ver as pessoas tristes?
– Não tio, não, não gosto de ver ninguém triste…
– Isso, agora guarde isso, quando chegarmos a um lugar mais agitado, poderás acender aos teus paixões, até irei te ajudar…
Passou-me a mão pela cabeça enquanto sorria… e eu, resolvi perder-me entre os aposentos da imaginação..

No dia 25 de Junho, Moçambique e o seu povo celebraram o dia da Independência, oxalá que tenha sido do Rovuma ao Maputo… tomara que o barulho desses “paixões” que gritam e ecoam pelo centro do país, não matem e firam a ninguém… Pois o povo ainda está traumatizado, a guerra não beneficia a ninguém que a presencia… os verdadeiros “ganhadores” disso, estão noutro mundo, assistindo ao espectáculo dos gritos, tormentos, ranger dos dentes… com um saco de pipocas ao lado… deliciando-se do sofrimento alheio…

Que haja paz em Moçambique, hoje e sempre!

As Cantoras Mais Bonitas de Moçambique em 2013

As cantoras moçambicanas são todas bonitas, não temos dúvidas disso e nós queremos dar o devido valor a elas elegendo entre todas as nossas beldades, as 10 mais bonitas na opinião dos leitores do Moz Maníacos. Durante 30 dias nós deixamos disponível um formulário onde todos poderiam sugerir quem seria a cantora mais bonita do país, o resultado é o que temos o prazer de apresentar agora.

10. Lizha James

Lizha James
A Rainha do Ragga é a décima colocada e uma das poucas a aparecer em todas as edições do nosso Top anual.

9. Anita Macuácua

Anita Macuácua
A premiada cantora moçambicana estreia no Top 10 do Moz Maníacos na nona posição.

8. Tânia Tomé

Tânia Tomé
Tânia Tomé desfila a sua beleza pela primeira vez no Moz Maníacos, granjeando a oitava posição.

7. Liloca

Liloca
Liloca estreiou no nosso Top em 2011 em sétimo lugar. Não recebeu muitos votos em 2012 e voltou neste ano tomando de volta o seu lugar.

6. Iveth

Iveth
A rapper Iveth estava fora do Top 10 de 2012. E neste ano volta com melhor classificação.

5. Mimae

Mimae
Os nossos leitores mudaram de ideia e decidiram tirá-la da nona posição do ano passado para a quinta.

4. Noémia

Noémia
A nossa estrela em ascensão faz a sua estreia no nosso Top 10 numa posição interessante.

3. Dama do Bling

Dama do Bling
A intérprete de My Eish volta ao Top 10 depois de ter ficado de fora em 2012 e em oitavo lugar em 2011.

2. Júlia Duarte

Julia Duarte
Júlia Duarte ainda é a queridinha dos Moçambicanos, estando na mesma posição que ocupava em 2012.

1. Neyma

Neyma
A Cantora moçambicana Neyma Afredo mantém a preferência do público do Moz Maníacos e a coroa pelo terceiro ano consecutivo.

Fotos da Liloca

Galeria de fotos da cantora moçambicana Liloca.

Fotos da Liloca

Liloca

Liloca

Liloca Cantora

Liloca cantora

Liloca cantora

Liloca Japonesa

Liloca moçambique

dra. Liloca

Liloca Madade

Liloca Moz

Fotos da Liloca

Liloca

Liloca Moçambique

Liloca

As fotos originais e outras podem ser encontradas no  Instagram e no Blog da Liloca

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