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Crónicas do cemitério

Os meus pais são ateus, não professam nenhuma religião, mas, no entanto, são “demasiado” tradicionalistas. Ensinaram-me sempre a seguir por dentro dos parâmetros tradicionais. E assim fui crescendo. Não ia à catequese, não ia à igreja, mas todos os domingos íamos nós, em família, limpar e depositar flores nas campas dos nossos entes queridos. Não falhava, nem que fosse ao cair do dia, lá, à tardinha, íamos nós. Limpávamos as campas (primeiramente era só isso) e, com o andar do tempo, passamos a orar… O que quero dizer é o seguinte, os domingos sempre eram aborrecidos para a minha pessoa. Detestava eles por um simples motivo, tínhamos de ir ao cemitério! O outro facto que me irritava era que eu tinha de carregar um “bidon” com água, por vezes de 25 litros. Puxa, logo lá, onde havia grandes rostos, ainda que tristes, apareciam várias “miúdas” bem lindas… por vezes acabava se confundindo a aquele recinto sagrado com, uma churrasqueira, por exemplo. Porque a indumentária que algumas raparigas traziam, era por vezes embaraçosa , para não dizer escandalosa. Alguns carros entravam no cemitério e, enquanto uns choravam a morte de um recém partido, eles escutavam música. Os domingos eram tão aborrecidos que, para superar a essa falta de ânimo, passei a observar tudo aquilo que acontecia dentro daquele local.

Crónicas do cemitério

Frustrava-me eu, ao reflectir sobre a diferença das campas que lá existe. Por um local passavam pessoas e urinavam, bem ao lado estava uma campa que mais aparentava ser um pequeno entulho de areia. Do outro lado estava uma outra, bela, devidamente arquitectada e, com o mármore resplandecendo por tudo quanto é canto. Pois é, e há a ala “VIP” onde só vai enterrada gente graúda. Os Nhantumbos e Chiloveques ficavam de lá… do lado da gente comum. “Raios, sequer na morte somos todos iguais? Será que o dono da campa mais luxuosa terá um atendimento, igualmente vip, assim que chegar ao céu?” Com tempo comecei a aperceber-me de que o cemitério era, e ainda continua sendo, uma fonte de rendimento para várias famílias… Havia disputas de clientes entre os guarnecedores das campas. Eles limpavam-na, e “velavam” pelo abrigo dos mortos. No final do mês recebiam alguma recompensa, um salário que era por eles fixado. Havia, também, os pequenos, os carregadores e vendedores de água. Com a falta do liquido mais precioso, não se podia fazer quase nada… a imundice tomava conta de tudo quanto é canto… tal e qual se faz fora do cemitério, cada qual limpava o seu canto e jogava o lixo ao lado do seu quintal que, era o abrigo de mais um morto. E o lixo ia rolando de campa em campa, era preciso velar. Essas crianças, que mal conseguem se assoar sozinhas, eram as salvadoras das nossas aflições a cada jornada. Vendiam-nos um “bidon” de 5 litros a 2, 3, 4 ou até 5 meticais, no máximo! Fosse segunda , terça, quarta… feira, elas lá estavam. E eu questionava-me: ” Não deviam estar na escola? Os pais concordam com isto? Que futuro terão? O que podem aprender aqui, rodeadas de mortos, ingerindo e fazendo da tristeza alheia, uma fonte de rendimento?” Podia observar alguns sepulcros que eram abertos, para não dizer vandalizados… algum malandro ia tentando ganhar a vida, nem naquele local havia paz, procurava-se o pão a todo o custo. Podia também observar camisinhas usadas pelo chão, sim, há quem vá satisfazer aos seus desejos carnais, e quem sabe, deitado por cima de uma bela campa de mármore!? E estas perguntas sobrevoavam-me a cabeça… e como é hábito meu, ” matutar” sobre tudo aquilo que mais ninguém “matuta”, deixava-me de molho, nelas. E o tempo foi andando, de certo que as coisas não mudaram para melhor, de certo que continuam na mesma, ou pioraram… Estando eu por essas andanças virtuais, quedou-se o meu olhar numa foto que rasgou-me o peito. Duas crianças lá estavam, no retrato, sentadas por cima de uma campa com “bidons” de água ao lado… de certo que com fome… fiquei triste, pois é um problema que há muito existe. Mas não há uma mão capaz de ampará-las e dar-lhes um sonho, que não seja um prato de comida a cada noite. Essas crianças continuam lá, hoje em dia são coveiros, e porque não, os malfeitores que se aproveitam de quem usa o cemitério como um atalho, ao regressar aos seus aposentos? E assim vai o mundo, assim vamos nós, observando a casa ruindo e, friamente, seguindo em frente…

Edmund Burke “Para que o mal triunfe, basta que os bons não façam nada.”

Teresa Capitão e a Roupa de Capulana

Aqui estou mais uma vez para falar da nossa belíssima capulana, desta vez eu quero apresentar o lindo trabalho da estilista brasileira Teresa Capitão, que eu encontrei zappeando pelo Facebook!

Teresa criou a marca Capulana Dress & Decor onde ela propõe-se a utilizar a capulana para criar indumentárias contemporâneas para uso diário e também em decoração para casa. Eu seleccionei algumas fotos de peças de capulana da estilista e espero que gostem e que sirvam de inspiração para os amantes deste tipo de peças.

Teresa Capitão

Capulana Capitão Dress & Decor

Capulana Capitão Dress & Decor

Teresa Capitão e os Vestidos de Capulana

Vestido de Capulana

Roupa de capulana

Vestido de Capulana

Blusa de Capulana

Calça de capulana

Macacão de capulana Teresa capitão e a capulana

Teresa Capitão e a Roupa de Capulana

Teresa capitão e os vestidos de capulana

Contacto: Capulana Capitão Dress e Deco no Facebook ou +351 – 914103431

Os 10 Melhores Rappers de Moçambique

A discussão sobre o melhor rapper de Moçambique é bem antiga, e sabemos que não será com esta lista que ela irá terminar, uma vez que preferências sempre serão diferentes.

Nós pedimos aos nossos seguidores do Facebook que nos indicassem o nome do melhor rapper de moçambique e os 10 mais citados são os que entraram para esta votação pública, que permaneceu aberta por 5 meses, cujos resultados podem ser vistos na lista abaixo!

1. Azagaia

Azagaia

2. Duas Caras

Duas-Caras

3. Hernâni

Hernani-da-Silva

4. Flash Enccy

Flash-Enccy

5. Rage

Rage

6. Kloro

Kloro

7. Legacy

Legacy

8. Trez Agah

Trez-Agah

9. Iveth

Iveth

10. Lay Low

Lay-Low

O Buzz no Facebook


Se os mortos pudessem ler…

Por vezes, tanto nos atarefamos, abismámos-nos no mundo e em suas vaidades que, acabamos esquecendo o quão breve é a vida. O quão breve e preciosa ela é! O quão trágico e marcante pode ser ocultar um gesto, uma palavra de afecto, solidariedade, ou até o um simples sorriso. Viver é urgente, mas saber e reconhecer o verdadeiro sentido da vida é mais urgente ainda.

Se arrependimento matasse cadáver eu seria. Magoa-me profundamente assumir que um dia, num passado não muito distante, feri corações de pessoas que amo com uma simples palavra. Um simples gesto e, se calhar, com uma fria imobilidade. Profundamente magoado sinto-me eu por ter engolido certas palavras que, de certa forma, poderiam ter feito a diferença na vida de alguém.

Os papeis onde escrevo não respiram, não falam, se quer sonham ou sofrem… não passam de uma tumba para todas as minhas reflexões. Ai… se eu pudesse dar vida a estes escritos… encaminha-los aos receptores desejados, leva-los com todo timbre de sentimentalismo que de mim se apoderou ao escreve-los, não seria homem mais feliz do mundo mas, de certo que tornar-me-ia num ser humano mais esperançoso. A ideia de purificar-me de todas as minhas injurias, mostrar-me ia a tal luz no fundo do túnel.

Que poderá o coração deste homem desejar, senão alcançar, ao menos oralmente, a todos aqueles que deste mundo já não fazem parte, e que do seu mundo fizeram parte, um dia?

Acreditar numa vida futura consola-me, crer que um dia poderei reviver, rever certos rostos, conforta-me. Assumir que tenho de fazer por merecer estimula-me ao progresso, como ser humano. Livra-me, embora inconstantemente, de um estado vegetativo.

Queria eu que os defuntos pudessem ler… No lugar de flores, cobriria os seus sepulcros com milhares de linhas, milhares… e nelas retrataria toda a minha nostalgia, amor e apreço. Faria perguntas, ainda que não me pudessem responder… Mas é tudo ilusão, é tudo ilusório. Tenho de contentar-me com estas páginas brancas, puras, até ao momento em que suspiro pela ultima vez, no momento em que ponho um ponto final, no instante em que viro a página.

A Minha Homenagem aos Professores Moçambicanos

O que seria de nós sem professores? Alguém já se questionou isso. Simplesmente não seriamos nada. Eis a resposta curta e directa. Não seriamos nada sem os professores. E hoje é o dia deles.

A Minha Homenagem aos Professores Moçambicanos

O que podemos dizer em relação a este grupo? Muita coisa, mas nada será suficiente. Em Moçambique, infelizmente ainda fazem parte da classe dos “desgraçados”, são responsáveis por abrir diversas mentes mas simplesmente não são reconhecidos como tal. Ainda recebem miséria e depois no final do dia devem lutar com os alunos no chapa e pensar no que comer em casa.

É triste, pois eles mais do que ninguém deveriam ter no mínimo um salário condigno, que os dignifique como aquilo que realmente são. Mas onde vamos reclamar isso? Eu própria já escrevi acerca disso, mas continua tudo na mesma. E eles ainda fazem parte da classe mais baixa em termos de salário.

Até onde sei, por aqui para ser um professor tem que ser por amor a camisola e para ter salário condigno deve-se desdobrar em mil. É o que muitos deles têm feito para sobreviver. Dão aulas nas escolas públicas e procuram mais umas tantas privadas.

O que infelizmente retrocede a qualidade de ensino porque eles, tanto quanto nós, estão a procura de sobrevivência, o que leva a “despacharem”as aulas para ganhar noutras escolas. Mas, hoje não é para tratar esse assunto. E sim, prestar uma homenagem bem merecida ao grupo responsável pela educação dos presidentes, dos magistrados, juízes, médicos, e outras profissões que chegam a ser muito mais privilegiadas.

Bem haja aos professores!

Carta Aberta aos Libertadores da Pátria II

Respondam-me a estas inquietações, sem rodeios!

Quando alguém assume um compromisso, sobretudo de natureza social, deve rigorosamente cumpri-lo sob pena de defraudar os anseios de quem dele espera lealdade. Um compromisso é um pacto social, com o grupo social que se pretende servir.

Quando comecei a escrever estas linhas mostrando as minhas inquietações, eu tinha a plena consciência de que a capacidade de análise não é propriedade somente minha, mas sim um direito inalienável de pensar de todos e liberdade constitucional de cada um colocar publicamente as suas ideias.

Os meus parabéns a todos aqueles que não comungam comigo o mesmo pensamento, mas aceitam debater ideias e não têm o preconceito de que são ideias de colonialismo em todas as suas dimensões e premissas, nacionalismo, patriotismo, regionalismo, capitalismo, imperialismo, corrupção, esclavagismo e racismo, entre outros, ismos que foram combatidos com vista a trazer a construção de uma sociedade equilibrada diferente da que hoje observo: – Um fosso abismal entre novos ricos e os mesmos pobres de ontem.

E a pergunta que paira em mim é: foi este o sentido de orientação da luta de libertação? Se temos companheiros que tombaram porque tinham ideias de enriquecimento ilícito donde vem esta ideia e, porque é que hoje independentes não nos esforçamos no sentido de se enriquecer honestamente e não a custa do erário público e com comissões de delapidação dos recursos públicos que são de todos?

Setembro passado, iniciei a mostra das minhas inquietações que, afinal são de uma maioria significativa dos cidadãos que, diariamente nas barracas, nos “chapas”, nos mercados em convívios, nos falecimentos não falam de mais nada senão indignarem-se com a pergunta ( kasi a huma kwini ye lwe wa nuna a hi disaka a khay khay, a djula yini lepswi a ganyiki), afinal quem é este homem que nos faz comer o pão que o diabo amassou, o que pretende se já está rico?

Senhoras e senhores libertadores da pátria, quando vos pergunto não é porque todos vós estais na lista dos corruptos ou sejam insensíveis é pelo facto do vosso silêncio que aos olhos de todos significa ou medo de quê, não sei, ou aceitação do que se está a passar no pais, ora senão vejamos:

Tal como afirmei anteriormente, o cidadão Joaquim Chissano deixou a Presidência deste país, tendo aceitado transformar a governação do partido único em multipartidarismo, celebrado o acordo geral de paz que devolveu a tranquilidade, irmandade e paz aos moçambicanos.

Entre outras coisas, iniciou a reconstrução do país devastado pela guerra, permitiu a realização de eleições mais ou menos pacíficas e trouxe a liberdade de expressão e de associação e, quando chegou a vez de lhe tirarem saíu e, soubemos anos luz quem o iria suceder.

Sim, houve problemas na governação de Chissano mas não atingiu tamanha dimensão como estamos hoje, por exemplo, com o Presidente Guebuza.

Este, quando iniciou a sua governação começou por ridicularizar o seu antecessor e todos os que com ele governaram de possuírem o espírito do “deixa andar”, mas nenhum de vós se insurgiu, incluindo o próprio Chissano. De quê tinham medo?

Iniciou com o culto de personalidade, mas nenhum de vós se insurgiu, lembrando que na Frelimo os dirigentes são os primeiros no trabalho e últimos nos benefícios.

Quando iniciou com celebração dos seus negócios de uma forma galopante, pegando tudo o que é negócio para si e para a sua filha ninguém se insurgiu de dentro da Frelimo senão os médias a denunciarem e a espera do vosso pronunciamento já que na Frelimo houve pessoas que foram executadas e expulsas porque entendiam de negócios. Será que foram eliminadas para outros entrarem na concorrência?

Então porque nos mentiram dizendo que eram reaccionários?

Quando iniciou a campanha contra a democracia permitindo que jovens incendiassem, perseguissem e espancassem quem não é do partido Frelimo, nenhum de vós se insurgiu, dizendo que a Frelimo é um partido dos moçambicanos. Um partido pacífico, aglutinador e de paz que lutou para que todos nós possamos viver em paz e harmonia. Aplaudiram ou se entristeceram no íntimo, quando isto aconteceu?

E, quando começou a perseguição de todos os que são a favor de Chissano ou mesmo da sua forma de trabalho, o que fizeram? Perguntem ao Frangoulis como se sente com a sua família e quem dele hoje se aproxima? Perguntem ainda ao Manhenje e outros, só para dar alguns exemplos, mas na verdade são muitas as pessoas que nos relatam as suas peripécias de medo e terror e nenhum de vós influentes se indignou e se insurgiu. Será que anuíram? Uma nota estou a ler um livro interessante de Dalila Cabrita e é tão interessante que no triste e doloroso julgamento que Samora fez aos ex-presos políticos dois grandes homens se posicionaram contra o fuzilamento daqueles em particular ao Matias Mboa marido da falecida Ivete a quem considero Herói vivo e são Joaquim Alberto Chissano e Mariano Matsinhe o que mostra que as suas idias eram contrarias as de todos e hoje que medo teem? Já nessa altura dizia-se que não se queria imperialistas e exploradores ou entendem que só é explorador quando se tem outra cor se olharmos a dimensão de choros dos trabalhadores das mpresas de segurança onde quem são os donos? A exploração dos trabalhadores da track e quem são os donos? A exploração dos automobilistas que pagam as portagens e espatifam carros pelas más condições da N4 só e só em Moçambique que vergonha. Os trabalhadores da Mozal Vales e outros e que ate o racismo de senfreado e todos gritam de igualdade qual igualdade racismo com nosso governo é pior que racismo de colono porque o colono é passageiro.

Apesar de eu ter colocado na lista dos questionados, sinto pena quando o Jorge Rebelo é tratado como está sendo tratado, esquecendo-se que ele contribuiu muito para se fazer esta pátria, mesmo com erros mas está limpo de dignidade. Quem de vós terá tanta dignidade como ele, para lhe tratarem assim com desprezo? Pensem no que estão a semear, porque quem semeia ventos colhe tempestades.

Quando sob o vosso olhar impávido e serenos olham para as populações serem despojadas das suas terras pelas empresas onde Guebuza e seus filhos são sócios, o que dizem? Porque eu, como Mabota, apareço e digo não, e defendo sem capacidade o fim do sistema corrupto da nossa justiça. Olhem que quando Chissano deixou o poder os cidadãos confiavam mais no Presidente da República, ONGs e igrejas do que em outras instituições.

Hoje só confiam em ONGs e midias que são entulhados pela propaganda malévola e triunfalista do regime. Senhoras e senhores libertadores, hoje já não se ensina a ler, escrever e interpretar. Cada palavra de qualquer pessoa, até do papa, é alvo de uma análise profunda e de críticas. É, por isso, que tudo o que fazem é alvo de reparos. Se ontem poderíamos dizer a quase tudo sim, senhor, hoje não, porque qualquer passo deve ter o porquê e para quê.

Quando Guebuza começa a chamar para si todos os feitos, então a sociedade chama para ele todos os males. Como é que os dirigentes dele cá fora dizem uma coisa e lá dentro ou calam ou lhe ajudam a entrar na fossa e ninguém diz nada?

Como é que cada frase que tira ou ideia que lança é mal recebida. Quando diz vamos plantar Jatropha, todo o cidadão, pergunta para quê? O que é isso? Vai queimar a terra. Quando fala de revolução Verde, que revolução? Geração da viragem, virar para onde? Já o Padre Couto, quando Reitor da UEM questionava isso. Trata os seus críticos de Apóstolos da desgraça, quantos? se Cristo só tinha 12…, afinal com quem dialoga?

Em estados normais existem homens grandes de barba branca e cabelos brancos cuja função é estudar e aconselhar o poder e não um grupo de amigos que comem com o chefe de estado. Lembrem-se que os que lhe aconselham a esse tipo de governação vão cair com ele como caiu o Mobuto , que até era o mais rico de África e, nem sequer teve dignidade de ser enterrado no seu solo pátrio. Sorte idêntca teve Idi Amin Dada que até comia carne de gente (canibalismo) para mostrar o seu poder e valentia mas morreu como um desgraçado fora do seu solo pátrio. Já muito recentemente, temos o exemplo do General Kadafi que possuía pistola de ouro e morreu por onde passam fezes. Quem nao se lembra ainda hoje de Sadam Hussein que possuía 100 carros e casa cheia de ouro e morreu como um macaco no mato e a barba cheia de piolhos. Este poderoso homem forte do Iraque era tão temido como um Hitler que no seu tempo tinha, Joseph Goebbls, como seu ministro de propaganda, o qual fazia propaganda falsa de como este era querido, mas teve de se suicidar como um ladrão desesperado. Tal foi o fim trágico do homem que o mundo temia.

Sabem, senhoras e senhores libertadores, aprendam de Mandela que lhe retardam a morte pela sua humildade. Ele espera que o digam, Mandela querido, e não apregoa por aí a ninguém que eu sofri na cadeia, por isso, deixem-me ter tudo o que não tive. Certamente, como qualquer outro ser humano, ele, sim, passará da terra mas na mente de gerações não passará jamais. Será como Cristo e Maomé que são filhos de Deus e jamais passarão da boca dos seres vivos a bendizerem-lhes.

O mundo de hoje está no mesmo quintal mas em quartos separados, nada se perpetuará de acordo com o que cada um de nós quer. Isto quer dizer que, temos de fazer algo em prol da comunidade para que seja ela a louvar os nossos feitos e não nos esgrimir em elogios pessoais, ou culto de personalidade para mostrar o que fizemos, as obras devem falar por si.

Sempre com a promessa de um dia voltar, termino questionando como é que o pais é dirigido por este homem que tanto sofrimento causa ao povo? Vamos analisar friamente esta questão para me dizerem se tenho ou não razões de me inquietar! Voltarei na III.

Maria Alice Mabota

Nota. Ao respeitado Adelino Buque, devo dizer que tem razão de sobra sobre o que viu na internet sobre o cidadão Armando Emílio Guebuza. O meu interesse não é o local e a data do seu nascimento. Quero, é, saber que antecedentes sobre apetência e ostentação de riqueza tinha este homem durante a luta de libertação nacional. A informação que temos é que a Frelimo era contra a apropriação da riqueza nacional nas mãos de poucos e hoje o seu dirigente máximo faz o contrário. Nas suas mãos e de sua família está acumulada ilicitamente grande parte da riqueza de Moçambique. Que eu saiba, Adelino Buque, que me responde, não é combatente da luta de libertação, mas não é por isso que devo limitar a sua opinião. Todos temos o nosso contributo a dar, mas esta carta é especificamente dirigida aos prestigiados libertadores da pátria moçambicana do jugo colonial português que ontem combatiam isso. Sobre este acalorado debate, que já está a começar, é momento para recordar o falecido jornalista, Carlos Cardoso, quando dizia “no oficio da verdade é proibido pôr algemas nas palavras”.

Carta Aberta aos Libertadores da Pátria I

Carta Aberta aos Libertadores da Pátria I

Quem me pode responder estas inquietações?

Por: Maria Alice Mabota

Sr. Director!

Peço à V. Excia para que aceite o meu pedido de publicação desta carta no jornal que sabiamente dirige.

Não sou jovem, pertenço à geração dos da luta armada. Não fui à luta armada porque nem todos deveríamos lá ir e nem tive condições para o efeito.

Naturalmente, compreendi as razões da luta armada de libertação em 1970 e, a partir daí apoiei e acreditei no que a falecida Ivete Mboa, na altura, me dizia.

Entre muitas coisas, ela vincava que lutar para libertar a terra e os homens do jugo colonial português era uma acção justa, pois o sistema vigente era uma coisa dolorosa e detestável. Ela comparava o colonialismo a alguém que sofria de falta de tudo e que viesse à sua casa pedir para ser acolhido e depois se tornar dono(a) da casa.

Chegou o 25 de Abril de 1974 e, o grupo Massinga, Taurino Migano, Sumbana, Muthemba e outros juntaram alguns jovens, na altura, para chamá-los à consciência sobre a luta de libertação e, que o futuro ainda era incerto, havendo assim a necessidade de se avançar para várias frentes.

A mim, Ana Maria , Guilhermina, Calisto e Milagre Mazuze coube-nos o trabalho de mobilização na zona sul e, infelizmente, a caminho de Chibuto tivemos um grande acidente donde saí sem uma única lesão, mas os meus colegas ficaram feridos. Porém, antes trabalhei na organização das mulheres para a causa da luta pela formação da nova sociedade, por isso, fui da OMM.

Acreditei e li em livros, dizendo que a Frelimo era um movimento de massas, um movimento anti-colonialista, anti-capitalista, anti-racista, anti-regionalista, anti-corrupção de tal sorte que ter amante, na altura, era visto como uma pessoa corrupta. Nunca na época se vislumbrava a dimensão da actual corrupção, daí o facto de ter aderido à revolução encabeçada pela Frelimo com maior vigor por acreditar nos seus ideais.

A avidez por dinheiro era impensável; quanto a mim, o dinheiro, esse sim, era necessário para a satisfação das necessidades básicas, mas tudo o que era ambição exagerada era combatido. Talvez o básico mesmo era suficiente, pois com 5.50 (cinco escudos e cinquenta centavos) dava para um litro de gasolina normal para o meu Volkswagen 1200 que eu tinha e dei boleia a muitos que chegaram da luta de libertação e que, na altura, nem sabiam comer com faca e garfo na mesa.

Anos depois, apesar da sobrevivência com repolho, farinha amarela e peixe sem cabeça que nunca cheguei a saber que peixe era, vivíamos moralmente felizes e, é por isso que aceitávamos ir à machamba do povo, limpar as estradas, ir à colheita do arroz no Chókwè com Jorge Tembe,na altura, Director do Complexo Agro-Industrial do Limpopo, ex- colonato do Limpopo.

Mas, deixo para os historiadores o relato das várias etapas por que passou este país e vamos agora à minha indignação dirigida às senhoras e aos senhores libertadores da pátria amada:

DEOLINDA GUEZIMANE,
GRAÇA MACHEL,
MARINA PACHINUAPA,
MONICA CHITUPILA,
MARCELINO DOS SANTOS,
JORGE REBELO,
JOAQUIM CHISSANO,
MARIANO MATSINHE,
ALBERTO CHIPANDE,
RAIMUNDO PACHINUAPA,
SERGIO VIEIRA,
JOAO AMÉRICO MPFUMO,
HAMA THAI,
ÓSCAR MONTEIRO,
PASCOAL MOCUMBI,
PADRE FILIPE COUTO

Vocês todos respondam-me, por favor, quem foi verdadeiramente o combatente Armando Emilio Guebuza?

Sabem porque? Samora deixou o país destruído pela guerra, mas tinha moral, ética, identidade e espírito de unidade nacional. Dizia que lutava pela unidade de todos mesmo que tivesse sido em teoria; ele procurava reflectir a moral do seu povo e ninguém imaginava que o actual presidente estava metido em negócios. Sabem, no meu tempo, filha de uma prostituta subia para o altar de véu e grinalda.

JOAQUIM CHISSANO saiu do poder e deixou os cidadãos com alguma moral e esperança. Que me lembre não deixou muita gente tão descontente como estão os cidadãos hoje, sem esperança, sem moral, sem dignidade onde cada um só pensa em roubar para ser rico. Nunca ouvi o povo tão revoltado e sem esperança como está agora.
Ora, vejamos:

A corrupção aumentou sem qualquer plano de acção para o seu combate;
A incompetência dos governantes acentuou-se mais e passamos a ver ministros que nem sequer sabem o que fazem, não conhecem a casa que governam, os problemas dos seus pelouros e não medem palavras quando se dirigem aos cidadãos; a criminalidade aumentou assustadoramente; a sinistralidade está ceifando vidas diariamente nas estradas; os incêndios jamais vistos ocorrem nesta governação; o branqueamento de capitais, o tráfico de órgãos humanos, drogas e armas fazem parte do sistema de uma forma impune.

Os raptos sucedem-se e atingem números que assustam. A comunidade asiática, apesar de ser composta por moçambicanos com igual direito de protecção, nada é feito para a acudir. No mínimo o estado deve esclarecer este fenómeno que, ultimamente, virou crime organizado com impacto social e económico bastante negativo.
As manifestações de vários segmentos sucedem-se, dia após dia, mas a Polícia de Intervenção Rápida é, de facto, veloz para descarregar sobre cidadãos no gozo dos seus direitos. Para não falar de perseguições consequentes desde o emprego até a casa. Vivemos, sim, momentos de terror e incerteza.

A greve do pessoal da saúde, por duas vezes, sem resposta e que continua silenciosa. Basta ir para qualquer posto de saúde ou hospital para ver como é que o povo sofre. A greve silenciosa na saúde tem efeitos mais nefastos do que a da rua.

Os médicos, enfermeiros, todo o pessoal da saúde e suas famílias continuam a sofrer, ameaças, despedimentos, transferências, descontos, processos disciplinares e humilhações. É para isto que lutaram e pensam que nos libertaram? Libertaram a terra, mas os homens continuam debaixo do sofrimento.

Os dois levantamentos populares aconteceram e marcaram os dois mandatos de Armando Guebuza em que as pessoas procuraram demonstrar a sua revolta ante a má governação. E o governo no lugar de transmitir mensagem de esperança, distanciou-se cada vez mais, matando inocentes.

Senhoras e Senhores libertadores acima citados e outros esclareçam-me:

Quem foi, afinal, Armando Guebuza, ontem, na luta de libertação que tantos anos convosco viveu e não o descobriram que é a pessoa com mais espírito de negócios pessoais, ambição e ganância desmedida. Porquê não descobriram que ele é que poderia virar o país para o abismo e não somente o Lázaro Nkavandame e Urias Simango que os textos parciais da Frelimo tanto nos deliciam?

Digam-me minhas senhoras e meus senhores foi para isto que lutaram e tomaram o poder para num minuto tornar a filha dele a mulher mais rica de Moçambique; não lutaram por uma sociedade equilibrada e de justiça social?

Eu acreditei no socialismo propalado pela Frelimo, não nisto que estou a ver e sentir porque é repugnante. Não tolero mais, confesso, publicamente.

Digam-me minhas senhoras e meus senhores porquê e de que medo têm de o enfrentar e lhe dizerem que esta não é a Frelimo que nós construímos em Junho de 1962? O que vos prende a ele ao ponto de engolir tudo isto? O povo está a sofrer e vocês são cúmplices do sofrimento do povo. A história julgará-vos-à por este silêncio do que pelos crimes que cometeram durante a luta armada de libertação. Porque durante a luta de Libertação todos estávamos convencidos que o colono é que era o nosso inimigo e todo aquele que a ele se aliasse ou tivesse suas atitudes era contra nós. E hoje, porquê o cidadão que já foi amado maltrata o seu povo; persegue-o. Traz exploradores piores que os colonos, pois não sabemos o que irão deixar quando saírem deste solo pátrio onde o colono nos deixou com a terra , os recursos naturais e casas onde hoje habitamos e, arrendamos por dólares sem termos construído.

Sabem, senhoras e senhores libertadores, esta indignação não é só minha é de muitos outros cidadãos e, se não saiem à rua têm medo da FIR que implantaram para maltratarem o povo que vocês lhe tiraram do colonialismo para pessoalmente maltratarem. Nas casas, nas ruas, nas festas e nos “chapas” toda, mas toda a gente só fala da má governação de Guebuza; escutem o jovem que canta a má governação dele, mesmo os que se encontram no poder dizem que o povo tem razão mas que fazer, temos filhos por sustentar e educar; dizem basta ver como ele exonera os seus quadros é humilhante nem parece que merecem dignidade. Eles bajulam, dizendo falem vocês, nós o que queremos é garantir o pão.

O Senhor Joaquim Alberto Chissano na última campanha nas instalações da EMOSE afirmou categoricamente que confia no Guebuza porque o que ele promete cumpre. Recorda-se? Então posso assumir que toda a trama que ele faz é do seu conhecimento e consentimento é assim que combinaram que quando libertarem a terra quem não foi à luta e as outras gerações vão passar mal. Vão nos fazer comer o pão que o diabo amassou e vocês outros senhoras e senhores? Recorda-se que eu, peremptoriamente, lhe afiancei que não iria votar em vós.

Significa isto que nós também deveremos ir à luta para nos libertarmos de vocês?

Porquê quando o saudoso Samora vos aconselhava a não lhe entregarem o poder o chamaram de louco ou alucinado? Desvendam-nos o porquê ele dizia isso .
Senhora Graça Machel:

Como consegues viver, conviver e fazer negócios com esta pessoa que o seu marido dizia abertamente o que representava para o povo? Que consciência pesa sobre si esposa que preserva o nome de uma pessoa que aos olhos do povo era são a conviver e fazer negócios com quem o seu marido não aceitaria fazer. Para Samora vale mais o povo do que o dinheiro e para si vale mais dinheiro do que o Povo. Me responda.

Sabem senhoras e senhores libertadores a escritora e poetiza Noémia de Sousa já dizia que a Africa é mítica.

Sabem porquê? Por causa dos seus mistérios em todas as suas dimensões . Kadafi domou o seu povo, era o mais rico que tinha até uma pistola de ouro os seus cidadãos até tinham casas,comida, enfim o básico, mas como morreu? Porque o povo não tinha liberdades que nasceram com eles os direitos fundamentais, pois a liberdade de pensamento, de manifestação e de reunião é extremamente fundamental para que o individuo viva em paz sem falar por dentro que um dia explode e a explosão, regra geral, mata.

O povo na sua maioria tem saudades de Mondlane que não o conheceu só vocês o conheceram e conheceram os seus feitos; o povo na sua maioria tem saudades de Samora e o povo na sua quase totalidade tem saudades de Joaquim Chissano e perguntam de que medo tem de levar o poder ao Guebuza para pararmos de sofrer. Quem mais terá saudades de Guebuza? A esperança dos cidadãos até crianças é que depressa chegue Novembro de 2014 para se ver livre de Guebuza e sua família.

Os críticos vão me crucificar por esta carta mas eu não vivo para os críticos com interesses, vivo com e para o povo que sofre. Só me vai sacrificar quem com Guebuza desfruta o sabor da libertação. Que o digam os madjermanes; os desmobilizados de Guerra; os antigos combatetes escorraçados das suas habitações; os sofridos médicos e enfermeiros; os expoliados das suas terras a favor da Vale, Pro-Savana, Petroleiros, Gaseiros, Chineses e Brasileiros exploradores, sem dó nem piedade.

Os militares entregues a guerras sem necessidades de novos confrontos, sim essa é herança do Chissano mas ele sabia gerir, não havia rixas. Quem sabem, ele tivesse, neste momento, resolvido tal como soube parar com a guerra dos 16 anos. Sim, ele era diplomata e com calma resolvia os problemas dos cidadãos em momento certo.

Hoje, o espírito do deixa andar virou “xipoko” de roubar os impostos dos cidadãos, “xipoko” do tráfico de drogas e armas , “xipoko” da alta criminalidade, “xipoko” da falsidade dos funcionários públicos. Diariamente só se vê nos jornais funcionários a roubarem dinheiro do povo para não falar dos barões que sacam os cofres do estado para se tornarem ricos de Moçambique a partir do nada.

Acredito que o povo pobre e os cidadãos ricos e honestos vão apoiar esta minha inquietação.

QUEM FOI, QUEM É, O QUE PRETENDE E ONDE QUER CHEGAR O CIDADÃO ARMANDO EMILIO GUEBUZA? Respondam-me senhores libertadores da terra e, vamos friamente analisar a sua governação. Caso seja possível ele interiorizar e corrigir a sua forma de actuação, gostaria de lhe ver a sair do poder pela porta da frente e deixar saudades neste um ano que lhe falta.

Desde a Constituiçao de 1990 até a de 2004 que gozo da liberdade de expressão e de pensamento e, é por isso que escrevo e continuarei a escrever como uma cidadã deste país e não em representação de nenhum grupo ou agenda.

Esperando continuar com vida após esta indignação, despeço-me com a promessa de voltar.

Carta Aberta aos Libertadores da Pátria II

Arte e Artesanato da Mozarte

Hoje temos o prazer de trazer mais um trabalho fantástico de moçambicanos que têm dado um grande contributo para revitalizar a arte nacional. Vocês vão conhecer parte do trabalho da Mozarte (Centro Juvenil de Artesanato).

A Mozarte é um espaço para todos os jovens, para todas as pessoas desprovidas de meios para a criação de oportunidades de formação em habilidades técnicas e profissionais nas diversas modalidades de Artesanato com o objectivo de uma maior intervenção dos jovens na solução dos seus próprios problemas e desta forma combater a pobreza.

Todos sabem o quanto nós gostamos de levar a arte de Moçambique aos olhos do mundo, e a Mozarte mostra-se um belo parceiro para isso. Iremos mostrar algumas peças de capulana e outros tecidos feitas de forma artesanal nas oficinas de tecelagem corte e costura da Mozarte, com certeza você vai ficar com vontade de conhecer o lugar e aproveitar para comprar algumas peças, pois eles possuem uma loja especializada na venda dos produtos artesanais produzidos por eles mesmos. Veja as fotos à seguir:

Arte e Artesanato da Mozarte

Calça de Capulana

Calça e Camisa da Mozarte

Camisa capulana mozarte

Calça de Capula da Mozarte

Calças Castanhas de Capulana

antonio-corte-costura

Para além das oficinas de Tecelagem e Corte e Costura, a Mozarte conta com oficinas de Serralharia, Electricidade, Comunicação e Negócios, Cerâmica, Batik, Cabedal, Papel Reciclado, Tecnologias e Pintura e Artes Decorativas.

Saiba mais sobre a Mozarte no site mozarte.wordpress.com.

Até breve!

Produção de Sal em Moçambique

Existem algumas actividades bem curiosas no mundo, daquelas que simplesmente é difícil imaginar o processo todo até chegar a nós como coisa bonita e que dê para consumir. Umas das coisas que mais usamos no dia-a-dia é o sal de cozinha. Sim, quase todas as refeições que preparamos precisam de sal, mas alguém imagina o processo para chegar naquelas embalagens todas bonitinhas que vemos nos supermercados?

Acredito que nos países mais desenvolvidos o processo envolva máquinas mas cá em Moçambique faz-se tudo manualmente, ou seja, o processo envolve diversos homens. Leva alguns dias para lavar o sal, secar, fazer a iodização e embalar. Existem daquelas salinas que levam o sal e mandam para outros países que é para o processamento e depois volta a Moz um pouco caro.

Produção de Sal em Moçambique

Recolha do sal

Senhoras recolhendo sal amontoado

Senhoras do sal na praia

Na fábrica de produção de sal

Homens empacotando o sal

Produção do sal completa

Bubuta

Bubuta é um aplicativo móvel que lhe permite trocar mensagens de forma divertida com os seus amigos e conhecer novas pessoas na rede. Funciona em todos os celulares.

É um novo mundo, com personagens divertidos sob o sol brilhante! Bubuta vai ajuda-lo a encontrar os amigos ao redor do mundo, comunicar-se com eles para e divertirem-se juntos.

Não importa onde você estiver! Basta instalar Bubuta e mergulhar de cabeça nesse mundo brilhante de diversão!

Aqui você pode oferecer uma flor à menina que você gosta, apertar a mão do seu amigo, jogar em conjunto, divertir-se e encontrar novos amigos. Aproveite a vida e boa companhia aqui no Bubuta!

Baixar Skype

A minha primeira escola era de chapadezinco

Aos alunos de 1993 da Escola Primária Filipe Samuel Magaia, de Mafambisse

A primeira escola e a primeira namorada são igualmente inesquecíveis. Recordo o primeiro dia de aulas, sinto o nervosismo pontudo que se prova no primeiro exercício de romper a virgindade: querer e não-querer! Camisa-calções-meias-sapatilhas novas, tiracolo de malhas-militares, condecorada, e uma moeda que valia dois mata-fomes, que nós chamávamos de burguesia, e um copo de sumo diluído da cantina do so Manel, e comíamos tudo nos interstícios de uma grande árvore, antes de lá estabelecerem um urinol. A escola, essa memorável, tinha apenas um bloco bem-parecido de cimento, de três salas e umas poucas carteiras apropriadas, e lá aprendiam exclusivamente as quartas e quintas classes, nós, os da primeira, e os outros, ficávamos nas salas de chapasdezinco, com um chão de areiavermelha onde, sem preferências, sentávamos as nossas nádegas. Eu, ditosamente, sempre tive aquela coleguinha de totós e vestidos rosa perto de mim, bonita e rica, ela trazia sempre um banco bem-feito de madeira.

A minha primeira escola era de chapadezinco

Na minha primeira escola, Filipe Samuel Magaia, só Magaia para os de dentro, aconteciam coisas maningue engraçadas que, naquele tempo do antigamente, nós ignorávamos. Há dias dei por lá uma voltinha, estava vazia, possuía muitas salas novas e uma pintura muito simpática. As árvores muito grandes já não existiam, sobretudo uma, onde ficava suspenso um pedaço de linha férrea não sei trazida de onde. Era o nosso sino e ecoava igual a um. O que era mesmo maningue engraçado, e de que nós gostávamos muito, é que de vez em quando, uma senhora que andava com o tronco nu, com os seios a moverem-se, a Maria Maluca, aparecia e, com muito gozo, punha-se a surrar a linha com uma pequena âncora, e saímos todos para o recreio, felizes nós e atrapalhados os professores.

Os intervalos eram também maningue nices: nos pequenos ficávamos no pátio da Magaia, jogando massacala, inventando fintas que Maradona não inventara, pois ainda não conhecíamos o Eusébio. Nos intervalos maiores, se não ficávamos no centro da árvore a comer burguesia, então corríamos ao Mabaixo, para comprar badjias numa tia branca, que usava uns temperos de fazer a boca arder. Às vezes, durante o intervalo maior, saímos para passear na zona da padaria e do supermercado, tomando sempre cuidado com os estranhos, não fôssemos então aceitar chuingas e chupa-chupas, os mais-velhos falavam sempre dos tatá-mamãs e tatá-papás. Mas eu não me enchia de medo de estranhos, eu odiava os militares, os Capacetes-azúis, aqueles incompreendidos da ONUMoz, dizia-se que compravam camaleões para confeccionarem enlatados, o que não fazia sentido para mim; mas eu não aprovava mesmo que andassem por aí a levar às coisas das pessoas, que culpa eu tinha se uma mochila comprada novinha numa esquina do bazar tinha as cores militares?

Escola Primária Filipe Samuel Magaia, de Mafambisse

Magaia era uma escola simples, era a primária mais famosa da vila, porque ficava no Bairro 1, na zona principal, de casas mais bonitas e embelezadas do que a escola, e só viria a perceber o motivo disso depois das aulas de finanças públicas. Todas as crianças do meu bairro andavam lá, o Cidálio, o Paulito, esses eram do meu grupo, juntos até a terceira classe. Existia, na casa do Paulito, uma amendoeira que dava uns frutos pequenos e muito doces. Comíamos maningue, e depois a língua e os lábios ficavam maningue vermelhos. Perto da Magaia existia um cinema-sem-nome, velho, infestado por morcegos e com os assentos esburacados. Nunca vi lá um filme, já não rodavam nada desde quando eu tinha quatro anos, só uns jovens usavam-no, ocasionalmente, aos sábados, para imitar o Fantasia, aquele programa que buscava talentos musicais e passava na TVM, cuja música de abertura dizia “Não importa ganhar, o que importa é participar…”. Bem perto do velho cine-sem-nome ficava um pomar, repleto de laranjas e toranjas. As toranjas eram maningue azedas mas, assim mesmo, com um pouco de sal a acompanhar, limpávamos um bom número.

Magaia era uma escola sorridente, sorria sempre, mesmo com o sol maluco sobre as chapasdezinco fazendo-nos transpirar maningue, ou com aquele vento vindo daquele redemoinho que ninguém tivera a coragem de cobrir com uma peneira, que fazia as chapas voarem ou as salas tombarem, ferindo os alunos desafortunados. Os professores da Magaia também eram maningue nice, estou a falar daqueles do antigamente, quando recitávamos o Paulo e a Aida e cantávamos muito até ficarmos sem voz, em jeito de vingança mesmo. Alguns já morreram, uns velhos de tanto beberem nipa ou com os pulmões estoirados devido ao pó de giz, sem nunca terem direito a um copo de leite; outros foram-se jovens, mesmo jovens. Mas aqueles professores, como o stor António, as storas Laura, Joana, Ester, eles amavam o que faziam, eram vocacionados, não como esses deste nosso tempo de hoje, de dez mais um ou doze mais um, eteceteras, tempo de professores sem espírito algum.

Magaia foi a minha primeira escola, nela eu dei os primeiros passos para a construção do homem que hoje sou, isso diria o camarada presidente Samora; na Magaia aprendi a cantar músicas de macacos do campo e baratas da cidade, a bater na mochila com ginga de baterista de rock; na Magaia dei o meu primeiro beijo, logo depois de uma aula, roubado com esperteza de carteirista e bravura do Power Ranger Vermelho, aquele maningue nice em cenas de porrada; na Magaia eu aprendi que levar a sacola dos livros à cabeça significava chumbar e, principalmente, que as aulas de explicação não eram destinadas a todos. Porém, de verdade, sem sequer me ter dado conta, foi naquela escola pequena, de salas quentíssimas e professores amáveis, que já não é a mesma, que eu aprendi que a escola desfralda-nos a cabeça, assim mesmo, suavemente ou à bruta, com uma chavedefendas e martelo.

Escola Primária Filipe Samuel Magaia, de Mafambisse

Elucidário Burguesia – lanche, merenda Mabaixo – zona baixa, subúrbio Maningue – muito Maningue nice – muito bom Massacala – bola feita de saco Nipa – aguardante Stor/ stora – professor, professora

De que chorarei?

Bem ao lado da casa dos meus pais, em Marracuene – Bairro Agostinho Neto, até tão pouco tempo atrás, vivia uma senhora com os seus 4 filhos menores e um adulto. A outra, que por sinal também é adulta, já havia sido lobolada há muito, encontrava-se no lar. Seu nome era Isabela, mulher camponesa que nasceu pobre e cresceu pobre. Isabela, mulher que tinha a pobreza como um ser, vivo ou não, possui uma penumbra. Fez-se viúva muito cedo, do primeiro relacionamento surgiram 4 filhos e depois foi aquela chuva de namorados ou sexo ocasional após as longas sessões de bebida alcoólica caseira, vulgo “três palavrinhas/ ton-ton-to” que acabou originando a sua última sorte. Mãe solteira com 5 filhos por criar, incluindo o mais velho que também não tivera ou desperdiçara a sorte de que era detentor. Inúmeros empregos deitados pela janela da preguiça ou arrogância… Isabela ia puxando o seu barco sozinha, de vez em quando contando com a solidariedade de poucas almas caridosas que a rodeavam.

Vivia numa pequena casa de caniço e chapa de zinco, material precário, tão precário quanto o estado das suas roupas e as dos seus filhos. Mas apesar de tanta pobreza, Isabela era uma mulher honesta e tentava direcionar do mesmo modo aos seus pequenos. Encaminhava-os a uma escola comunitária que lá se situa, e quando os mesmos precisavam de cadernos, esferográficas… caso não tivesse moedas para adquirir, simplesmente dizia: “Vá à tia Anita ( Minha Mãe ) ou a Dona Guida, (Outra vizinha nossa)… ou qualquer outra pessoa com quem tu te sintas bem, e peça. Eles vão te ajudar.” E as crianças lá batiam à porta, expunham o seu problema e a gente procurava solucionar. A pobreza daquela família era conhecida ao nível do bairro, mas a sua integridade não era questionada. Embora muita gente maldissesse pois ela era uma cliente assídua das rodas de álcool. Mas entende-se, até à maioria dos que tem um prato com comida decente, diariamente, o álcool é indispensável para afogar as magoas, quanto mais para alguém como ela, alguém a quem lhe é esbofeteada a face pela miséria, constantemente? Então Isabela entregava-se ao álcool e ao rapé. Pois lá ela sorria ou chorava, mas acima de tudo, sentia-se consolada! Aos domingos, quando era oportuno, dirigia-se à igreja mais próxima de modo conversar com Deus. Era “Mazione”, entregava-se às danças e aos cantos… lavava a sua alma e sentia-se igual aos demais seres humanos, sem distinções económicas e sociais… tal e qual o choro dos bebés ao nascer, tal e qual a energia das sementes ao brotar…

Do lado da casa dos meus pais, a vida andava, mas creio que andávamos ligados à sua vida, directa ou indirectamente. Era uma vizinha presente, sempre pronta a ajudar! Arduamente comprávamos folhas de repolho nos grandes mercados, para alimentar aos poucos animais que tínhamos em casa (porcos,coelhos…) e depois do camião descarregar aquilo que para nós era “excremento”, Isabela ordenava a sua filha mais nova para que colhesse as folhas mais verdes e com bela aparência . Depois de colhidas e “purificadas” pela água, eram devidamente confeccionadas. Acompanhadas com um pouco de arroz ou de alguma farinha, dava para enganar o estômago. A comida dos animais era a sua ceia, sua e da sua família! Tive de viajar para a Rússia e a deixei-os lá, em Marracuene, as suas vidas não mudaram… mais uma pontada, um golpe, a vida lhe pregou. A menina que outrora colhia as folhas de repolho destinadas ao animais dos meus pais, falecera vitima de doença. Em um mar de lágrimas Isabela se banhou, a vida tirara-lhe tudo e nunca dava nada mais, além de sofrimento.

Hoje, recebi uma mensagem da minha irmã mais nova dizendo: ” Mano, Bom dia, Dona Isabela faleceu hoje de manhã”. Senti vontade de chorar, mas não pude, não sabia eu se choraria de alegria ou tristeza. Sim, alegria… Isabela sempre confiou em Deus e dizia sempre: ” Há um paraíso para os pobres, a nossa tristeza um dia ira acabar e viveremos bem, como todo ser humano tem direito. Não chorem quando eu for a morrer…”. Como posso chorar se não sei porque choro, chorarei de alegria por ela ter partido deste mundo injusto e ido para um lugar melhor? Ou chorarei por saber que jamais a encontrarei assim que regressar a casa? Que jamais verei aquele sorriso e olhar esperançoso que me dizia: “Menino Mersito u bom ( estas bem)?”.

Digam-me vocês, de que chorarei?

Coragem a todas as Isabelas desta vida!

Descanse em Paz , dona Isabela.

MERSINHO – C.E.D

Geração das Reticências…

Todos os dias eu leio emails, comentários, mensagens, notícias, currículos, anúncios de vaga e outros textos enviados pelos utilizadores dos nossos diversos websites. Um aspecto muito comum entre eles, é a dificuldade que existe por parte dos seus remetentes em lidar com os sinais de pontuação, mas especificamente com os parágrafos, períodos e vírgulas. Eu não sou nenhum expert na língua portuguesa, tanto que sempre mando os meus textos à revisão antes de publicá-los, mesmo assim não é impossível encontrar algumas gralhas.

O assunto que vou tratar aqui não é novidade para ninguém, inclusive parte da minha equipa aqui têm sido “vítima” constante das minhas chamadas de atenção. Grande parte dos compatriotas com quem me deparo, não sabem fazer o uso dos sinais de pontuação, por isso socorrem-se das reticências de forma discricionária sempre que querem pausar uma frase, o que é bastante vergonhoso, visto que muitos deles são pessoas que já terminaram o ensino secundário – fase em que todos os problemas quanto a esse aspecto deveriam ser história.

As redes sociais, os blogs e os emails obrigam as pessoas a escreverem, e isso é um descalabro geral. Primeiro porque os utilizadores parecem ter entrado em acordo mútuo sobre o uso arbitrário das reticências nas frases, cabendo a cada um interpretar com que fim elas foram usadas. Sempre que eu vejo um texto cheio de reticências, por mais bonita que seja a mensagem ou respeitável seja o autor dele, eu fico indignado. Talvez não tenha notado essa situação caro leitor, por causa do “miguxês” (que com o tempo acabou sendo aceite e integrado no nosso vocabulário corrente) que sempre foi o centro da controvérsia.

Uma breve explicação sobre o Miguxês

Miguxês é o nome dado à forma usada pela maior parte dos utilizadores activos da internet e telemóveis para escrever textos nesse meio. Um exemplo disso seria o texto abaixo.

MiGuXêS eh o nMe dD0 a fRm usD pLa >PaRt ds utlzdrx atvx d net e tlm p xkrever txtx nx meyu. – Eu garanto que eles entendem essas pinturas rupestres sem muitas complicações.

As nossas celebridades (algumas delas com milhares de fãs nas redes sociais), publicam suas actualizações usando esse método despiciendo de escrita, levando grande parte dos seus seguidores à ignorância em massa.

reticencias

Bom. Miguxês à parte… As reticências são usadas muitas das vezes por pessoas melhor instruídas ou por pessoas que precisam escrever um texto mais pomposo e melhor elaborado para vários fins – alguns dos quais relatei na primeira linha deste texto – e simplesmente não lembram quando e como é aplicada a vírgula, o ponto parágrafo e o período.

 

O Uso Correcto das Reticências

Quem o feio ama…

Queres então dizer…

O homem, todo senhor de si, afirmou que era a pessoa mais inteligente da família…

Achas que sou bonita?…

As reticências exprimem uma interrupção na frase começada, mas de modo a sugerir ao leitor as frases que faltam, ou uma ideia de ironia, ansiedade, malícia, etc.

Exemplo retirado do flip.pt

 

Eu não sou especialista em língua portuguesa, mas eu precisava chamar atenção à isto! Estamos a perder referências!!!

O apelo vai a todos os intervenientes do processo de ensino e aprendizagem: Vamos ser honestos e respeitosos para com a língua que nos uniu. A gramática mais barata custa menos que 100 meticais…

Sobre as Moçambicanas Que Se Vendem em Luanda

Há muito tempo que venho observado o novo “fenómeno”, ou há um certo tempo que me apercebi do mesmo, visto que, do modo como as coisas andam na Pérola do Índico, a sua intensificação levou-me a olha-lo com mais calma e chegar a conclusões mais claras. Há Moçambicanas se prostituindo em Luanda. Quem são elas? Como funciona o esquema? Quem organiza o esquema? São perguntas que sobrevoam o cérebro a cada dia que passa.

Bem, não irei mencionar nomes, por isso desafio o caro leitor para que abra mais os olhos no decorrer dos seus dias ou daqui em diante. A verdade é que, há moçambicanas viajando cada vez mais para a Pérola do Atlântico ou para os ares onde há maior afluência dos “filhos da Banda”. Até mesmo a terra do Zuma ( R.S.A ) tem sido o destino das nossas manas. Evidentemente, nem todas vão para lá afim de fazer esses “negócios”. Há que separar o trigo do joio. Sodoma e Gomorra existem em todo mundo, inclusive em Moçambique!

E aí , caro leitor, provavelmente que já observou as “belas do facebook” em viagens pomposas para Luanda, Angola. Fotos a bordo do avião, nos shoppings, restaurantes, e etc. Uma autêntica demonstração de “poses”, capaz de deixar alucinado a qualquer um, e a tantas outras que sonham com tais requintes da vida, cativando-as e, paulatinamente, seduzindo-as e induzindo-as a ceder ao espírito aventureiro.

Ouve-se sempre que os Angolanos vêm tendo cada vez mais sede pelas beldades moçambicanas, e quando estão de passagem por Maputo, juntamente com seus “padrinhos” fazem e desfazem a cabeça das moçambicanas. Infelizmente as nossas mulheres não gozam da boa fama em Luanda… nem de longe. Por culpa daquelas que se deixam comprar por alguns “USD’s”, as mais limpas e cultas, também acabam caindo nas más línguas internacionais. O mais concretamente em África!

O Mwangole passou a ser o alvo de várias jovens Moçambicanas. Várias delas almejam “ fisgar” um deles para ver se mudam de vida num piscar de olhos. Não que eu esteja dizendo que todas aquelas que mantêm relações com angolanos sejam interesseiras. Longe de mim tal coisa, há relações saudáveis e dignas de respeito!

Mas é só pôr um jovem Angolano no meio de duas amigas Moçambicanas e, veremos no que vai dar… Caso sejam as tais “fast food” que aqui pretendo retratar, elas perdem a cabeça, e de tudo fazem para fisga-lo. São as mesmas que são encomendadas para a casa dos nossos irmãos, e quem cuida do negócio? Padrinhos, autênticos coiotes da prostituição! São algumas das caras famosas da nossa Tv, rádios, ou redes sociais… esses mesmo que estão sempre entre eles e que lhes dão do bom e do melhor, assim que recebem os seus afilhados em Moçambique. Diz-se por ai que trata-se de um negócio, onde o preço ronda os 2000, 2500 USD. O padrinho “ abocanha” uns 500, 600, 700 … USD e a maior fatia do bolo vai para a presa. São padrinhos educados e influentes, e por vezes bastante eloquentes. Sendo assim, raramente se deparam com obstáculos quando se trata de convencê-las a entrar no jogo e fazer algum dinheirinho. A maioria desses fartos fins de semana em Luanda, estão em torno desse negócio há mola jorrando para quem se arrisca. Os padrinhos acompanham-nas depois de ter tudo coordenado com os seus clientes que, tratam de pagar as passagens aéreas e a acomodação. Chegados a Luanda, podem divertir-se enquanto que a presa se deixa abusar para satisfazer ao “manda chuva” .

O município de Belas, em Luanda, é um dos pontos mais fortes. É onde se regista grande concentração de prostitutas internacionais, inclusive das nossas irmãs. Devido aos seus magníficos shoppings e grande afluência de etnias, raças,  homens de negócios, poder, e muito apetite sexual… há muito dinheiro no ar. Caso a “madame” seja portadora de um “templo fisico” estonteante, beleza e charme tem mais possibilidades de sair de lá com 80% dos seus objectivos alcançados, em forma de notas. As famosas verdinhas! Um telemóvel novo, um automóvel, extensões, e todos esses acessórios que viram a cabeça das mulheres.

É preocupante a forma como este negócio vem ganhando vida em Moçambique. Várias jovens deixam-se seduzir feito Judas… As 25 moedas de prata levam-nas a atirar a sua integridade/moralidade e a arriscarem-se nesse jogo obscuro. Correndo toda a espécie de perigo, numa altura em que se debate com o tráfico de humanos, de órgãos em África e pelo mundo. Moçambique está em queda livre no que diz respeito aos valores morais/culturais. E a fedeira já se faz sentir na sala de estar… Eu não me irei espantar caso uma delas volte em um caixão, vindo de “uma terra distante”. Morre-se em todo lado, mas é sempre bom perder a vida no solo pátrio.

Mencionei várias vezes Angola, como uma forma de exemplificação, mas o mesmo tem vindo a suceder na R.S.A entre outros países africanos. Com a correria dos nossos dias, a frustração juvenil, negócios do género vão abrindo o apetite de várias almas que até há bocado fediam a inocência. São essas mesmo que cedo, deixam cair a toalha e lançam-se em tais aventuras. Casos do género não atingem a ninguém até ao momento em que penetram em ti, até ao confins das tuas entranhas, há que desencorajar tais atitudes!

Este é o meu nobre ponto de vista sobre a situação acima abordada, há que retirar a raposa do galinheiro antes que dê cabo de tudo.

Neyma e a Capulana

A capulana está sempre presente no Moz Maníacos, e desta vez é a cantora moçambicana Neyma quem vai desfilar a classe. Podemos considerar a cantora como uma das maiores promotoras da capulana além fronteiras, desde que ela adoptou a capulana nos seus trajes para shows e aparições públicas.

Não vai ser necessário fazer longas apresentações uma vez que ela é #1 invicta nas listas que fazemos por aqui desde 2011, mas se mesmo assim não sabe do que estou a falar clique aqui para ver todas as matérias sobre Neyma. Também não preciso falar muito sobre a redescoberta da capulana, que também é tema constante nas minhas intervenções, pode clicar aqui para ver o que temos comentado sobre a capulana. Neste post vamos ver o casamento entre a lindíssima Neyma Alfredo e a nossa capulana.

Bom a Neyma é uma artista, e os artistas vestem como artistas, então nem todas as peças que nós seleccionamos são adequadas para o dia à dia ou eventos comuns, o que não a impede de usar a sua criatividade claro, você faz as regras. Eu não vim falar muito, sob o risco de dizer coisas que já disse noutros artigos. Vamos à Galeria de fotos.

Fotos da Neyma e a Capulana: Um casamento perfeito.

Neyma e a Capulana

Neyma e a capulana verde

Neyma e a capulana casual

Neyma e a capulana espectacular

Neyma e a capulana para o show

Neyma e a capulana para o show com as meninas

Neyma e a capulana para o dia-a-dia

Neyma e a capulana, pronta para a marrabenta

Neyma e a capulana, actuando

Neyma e a capulana, modelito azul

Neyma e a capulana laranja

Neyma e a capulana dourada

Neyma e a capulana perfeita

Neyma e a capulana xadrez

Neyma e a capulana estampa de onça

Neyma e a capulana castanha

Colan Xuxuado

Os nossos leitores angolanos devem estar muito entusiasmados para ver o conteúdo deste artigo, afinal de contas, foi por causa do alarido que eles causaram na nossa página no Facebook, que nós decidimos trazer aqui a “definição oficial” de Colan Xuxuado, com direito a alguns exemplos. Outro que deve estar eufórico com este artigo é o nosso Moz Maníaco Chil.

O que é Colan Xuxuado?

Colã Xuxuado, Colãn Xuxuado ou corectamente escrito Collant Xuxuado é um tipo vestuário feminino muito justo, que para além de mostras as coisas que já estamos acostumados a ver (bundas e “mathangas”) tem o objectivo principal de destacar o W da vulva feminina. No início do nosso portal nós tínhamos algumas galerias dedicadas a isso, antes do Colan Xuxuado virar moda em Angola, talvez antes mesmo desse nome existir. Nós chamávamos de camel toe, um termo em inglês que significa pata de camelo, e o termo não limita-se apenas à collants. Nós abandonamos esse tipo de publicações depois de entendermos que em nada tinham a ver com Moçambique.

Bom. Por alguma razão essa moda moda invadiu angola é um verdadeiro trend. E como não poderia deixar de ser é um tema controverso, que por não ser um assunto nosso, não iremos deixar aqui a nossa opinião (que também não é menos controversa), mas se fossemos resumir, diríamos que seria bom que ela não chegasse aqui.

O colan Xuxuado é tão popular em Angola que até existem eventos temáticos sobre ele… Pois é… e você que pensava que as saias do Oliver Style eram escandalosas venha aqui ficar connosco no canto dos queixo-caído.

Não Existe G20

“O grupo denominado G20 não existe e apenas uma pessoa foi engomada”

Não posso garantir que as palavras foram exactamente as que citei no início, mas a mensagem que o comandante da polícia à nível da província de Maputo quis passar é basicamente essa: O G20 é fruto de boatos criados e disseminados por pessoas de má fé. 

G20, também conhecido por grupo ferro e apelidados de engomadores e violadores pela nossa comunidade, é um grupo de criminosos violentos, cruéis e sádicos, cuja principal actividade é saquear bens em residências depois de estuprar e queimar à ferro de engomar os proprietários das casas. Contam as “testemunhas” que estes criminosos não fazem distinção de idade, sexo ou qualquer outro tipo de “linha do equador”. Apesar do nome, há quem diga que estes passam de 30.

Actos de Violação Sexual do G20

Este grupo é conhecido por violar sexualmente as suas vítimas, incluindo homens, crianças e idosos, sem o uso do preservativo – sendo que segundo relatos de populares, um dos integrantes do bando é portador de HIV.

Os Engomadores

São atribuídos a este mesmo grupo, os casos em que vítimas tiveram seus corpos queimados com recurso a ferros de engomar das suas próprias casas gratuitamente.

Os Saqueadores

Depois de praticarem os seus actos de tortura, os membros do grupo G20 vão embora levando consigo bens da casa, principalmente electrodomésticos.

O Grupo 8

No início deste milénio, houve um outro grupo denominado grupo 8, que dedicava-se à mutilação de cidadãos na rua com recurso à Catanas e machados. Hoje eu sei que era uma lenda urbana.

Será o G20 também mais uma lenda urbana criada por algum moçambicano desocupado?

Este é o primeiro tópico da série Maputando, vamos conversar sobre o assunto nos comentários!

G20 – A Gang dos Violadores e Engomadores

Nos últimos dias, a Província de Maputo tem registado uma onda de crimes “sui generis”. O que está a acontecer é muito estranho, o pior é difícil distinguir se realmente são factos verídicos ou boatos.

Anda por ai um grupo de assaltantes que foram atribuídos o nome de G20, eles actuam em cadeia, numa noite estão numa zonas e no dia seguinte idem. O pior é que não se sabe se é a mesma quadrilha ou são diversas. A verdade é que começaram a actuar nos bairros da Matola: Infulene A, Malhampsene, Nkobe, Matola Rio, Zona Verde…

Se forem diversos grupos tem algo em comum: a forma de agir perante suas vítimas. Eles roubam, violam as vítimas (não importa se é homem, mulher, crianças ou idosos) e como se isso não bastasse ainda engomam pessoas. Isso é sabotagem pura.

Uma coisa curiosa que tenho notado é que em muitos bairros durante o dia colam panfletos caseiros com dizeres como: hoje vamos actuar nesta zona. Ou os G20 já estão aqui, no entanto, nunca ouvi história de ladrão que avisa “hoje venho roubar na tua casa”. Ai está a estranheza da coisa.

E torna-se difícil distinguir se realmente é um fenómeno que está a acontecer ou se alguém “bolou” e resolveu espalhar esses boatos. Facto é que em algumas zonas tiveram casos de mortes. Até parece um daqueles filmes de terror que costumo assistir.

É muito complicado saber se isso passa ou não de realidade, o mais grave ainda é que as populações estão por conta e risco próprios. Deixa trocar isso em quinhentas, em condições normais nós já temos uma polícia bem deficiente, meios então? Já nem se fala. Piorou agora. Nos bairros quem está a fazer o famoso policiamento comunitário são os residentes. De dia vão aos seus postos de trabalho e de noite devem ficar de guarda.

A pergunta que não quer calar: onde estão os membros da Policia da República de Moçambique (PRM)? Estão a dormir, de certeza. No mínimo, é uma situação caricata. Quem devia garantir a ordem e tranquilidade pública fica num bem e bom que não acaba.

Enquanto que de dia, ficam a importunar os automobilistas. Mandam parar, procuram isto e aquilo e no final das contas exigem uns trocadinhos. Isso sim, eles fazem melhor que ninguém. Proteger o povo que é bom? Nada. Outro dia, estava a ver um debate num dos canais de televisão.

Não é que o comandante da polícia à nível da província teve a coragem de dizer que eles não vão aos bairros por falta de meios. Não se justifica então, que encontres um monte de polícia parado no meio da estrada a mandar parar todos, sem nenhum motivo aparente. Mais ainda, quando os larápios “aqueles diurnos” furtam bens do pacato cidadão nunca estão lá para acudir.

Mais uma pergunta: para que servem? Se nunca estão lá para nos proteger. Várias pessoas estão preocupadas com a actual situação e já existem especulação que dão conta de que podem ser gangs podem estar a aparecer como uma espécie de marketing politico…vai entender.

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